Amigos, participei de uma matéria no jornal (mídia impressa) “O Popular” – de Goiânia – e gostaria de compartilhar com vocês. Ela elucida aspectos importantes sobre a banalização do trabalho do psicólogo no esporte – especialmente no futebol. Deixem seus comentários que são sempre muito bem vindos!
Psicólogo esportivo: bombeiro ou curandeiro?
A figura do psicólogo para ajudar uma equipe de futebol é lembrada pela maioria das equipes quando atravessa uma má fase. A prática, porém, é criticada pelo psicólogo João Ricardo Lebert Cozac, de 42 anos, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte. “Psicólogo não é bombeiro nem curandeiro”, diz João Ricardo, que trabalhou no Goiás em 1998/99, além de já ter prestado serviço para Cruzeiro e Palmeiras e atualmente estar desenvolvendo um projeto no Ituano (SP).
Para João Ricardo, a psicologia para o futebol é tão importante quanto a preparação física e tática de uma equipe. Por isso, o trabalho tem de começar na pré-temporada. “Corpo e mente não podem ser tratados e analisados de forma diferente”, afirma o psicólogo paulista. “É preciso ter tempo, participação e ganhar a confiança dos jogadores para que os resultados possam ser atingidos”, completa João Ricardo. Nesse processo, é fundamental a participação do treinador, peça-chave para o fortalecimento do grupo.
Ele lembra que em alguns casos as lesões e contusões dos atletas estão ligadas ao emocional. Se o competidor viver um momento de grande estresse, sua capacidade aeróbica tente a diminuir, prejudicando a atenção, a concentração e o estímulo à resposta. “Ele (atleta) chega a um estado de fadiga”, ressalta. São inúmeros competidores, e de diferentes modalidades, que relatam que sofrem contusões num momento que estão pressionados por resultados. E o mais curioso é que essas lesões aparecem ainda na fase de preparação.
João Ricardo diz que geralmente há um preconceito quanto à figura do psicólogo dentro e fora dos clubes. O problema é que o profissional de psicologia é relacionado ao trabalho com um grupo em crise, quando na verdade deveria ser visto como uma atividade de prevenção. Ele ainda critica os dirigentes que recorrem a comediante, artistas, engenheiros ou médicos como única alternativa para dar motivação ao grupo. “São ações isoladas e que pouco surtem efeito”, justifica.

