Caio Jr foi demitido do Grêmio e – mais um vez – teve abortado o sonho de “barcelonizar” um clube que dirige. Fico impressionado em constatar como o povo brasileiro, muitas vezes, opta pelo imediatismo em detrimento ao trabalho de base, construção de equipe, formação de treinadores e modernização na política e administração dos clubes. Com um jogo perigoso de palavras, constróem castelos que caem sobre suas cabeças em pouquíssimo tempo.
Caio Jr é um sujeito bem intencionado e tem boas idéias. No entanto, precisa rever seus conceitos. O técnico costuma atuar com motivadores que não são formados em Psicologia e que acabam depondo contra a seriedade do seu próprio trabalho. Aliás, a Psicologia do Esporte perde ainda mais espaço cada vez que técnicos optam pelo trabalho destes “fazedores de milagres” que nada conhecem o trabalho científico desta fundamental área do treinamento esportivo.
Por falar em “fazedores de milagre”, o Grêmio conversa com Luxemburgo para levá-lo o comando do time. Luxa – que contrata os serviços do Pai Robério de Ogun (o mesmo que garantiu o Flamengo campeão em 2011) – deve ser a novidade no Grêmio para a temporada deste ano.
Se alguém, aqui, me apontar Pais de Santo, engenheiros motivadores, animadores culturais, baixíssima ou inexistente construção de atletas na base e esta esbórnia política/administrativa no Barcelona, prometo me retratar publicamente. Do contrário, senhores treinadores, evitem falar na “barcelonização” – pois isso pode pegar muito mal nos clubes que forem comandar. O torcedor brasileiro é, sim, o mais fanático do planeta – mas nem por isso é o mais alienado!
O castelo (montado por pecinhas da Lego) foi mal colado e quebrou, mas a lição, pelo visto, ainda não foi bem compreendida!




