No início, tudo são flores, serpentinas, confetes, carnaval. Alguns meses depois, gritos de mercenário e pipoqueiro são escutados na torcida do Flamengo. Ronaldinho deixou a Gávea e correu direto para a Justiça reivindicar os salários atrasados. Não vou entrar no mérito do Direito, já que minha função e atuação profissional não permitem comentar sobre esta área.
Por outro lado, o Flamengo, desde a conquista do título brasileiro (em vez de ser algo para elevar o clube, parece que derrubou) o time parou de jogar bola e acumulou resultados e atuações catastróficos.
A administração do departamento de futebol só não é mais caótica por falta de gente e espaço. De resto, as maiores barbaridades e ações amadoras ocorrem nos escritórios do clube carioca. Patrícia Amorim, não é de hoje, perdeu as rédeas da instituição e delegou plenos poderes aos diretores e supervisores de futebol. Ela literalmente saiu de cena.
Quais serão os acontecimentos dos proximos capítulos deste triste momento vivido pelo Flamengo?
Adriano vem aí. Já está em processo de recuperação. Vagner Love será seu companheiro. Por lá já se fala na reintegração do ex-goleiro (e hoje detento) Bruno. Aí eu pergunto: pode ser séria esta administração? Quantas dezenas de processos poderiam ser evitados se houvesse uma gestão política, econômica e administrativa a altura do clube?
Os “Ronaldistas” estão do lado do atleta e consideram um absurdo o Flamengo permitir que a situação chegasse neste ponto. Os flamenguistas – revoltados com todo o circo que virou a Gávea, assistem, atônitos, ao triste espetáculo protagonizado por pessoas que nada entendem de futebol e que, há muito tempo, já deviam ter jogado o boné e pedido para sair.
É sempre assim: no começo é “meu bem pra cá” – “meu bem pra lá”. Depois a coisa muda e o discurso também: quero “meus bens!”.
É bom o clube abrir os olhos. O Brasileirão vem aí e, do jeito que a coisa caminha, o risco de uma catástrofe em 2012 não é pequeno. Ingredientes amargos não faltam!
Se é que me entendem…





