Psicologia do Esporte e as emergências de final de ano

Todo ano é a mesma coisa. Que falta de criatividade desta gente! Os dirigentes dos times que estão para ser rebaixados correm atrás dos psicólogos como derradeira tentativa de evitar a sempre catastrófica queda para a segunda divisão. O filme é sempre o mesmo. Só mudam as cores das camisas e os personagens.

O que me intriga é a dificuldade na mudança das escalas de valores e concepções daqueles que, a princípio, deveriam zelar pelo bem estar e produtividade dos atletas. Quando o telefone toca, seguido de um convite sedutor, é preciso ter os pés no chão e rejeitar qualquer tipo de proposta num momento como este. Até porque, os psicólogos que aceitam a vestimenta de bombeiro ampliam ainda mais a lacuna da compreensão, do respeito e da ética nesta ciência.

No mundo do futebol, quando algo não vai bem, demite-se o treinador. Se não der certo, mandam meia dúzia de atletas embora. Os problemas continuam? Sobe o morro para falar com o Pai de Santo. Em seguida, um palestrante motivacional  (está cheio por aí) que cobra rios de dinheiro para um papinho básico com o time (alguns amam passar filminhos “Dois filhos de Francisco” e a história do Ayrton Senna costumam ser os favoritos).  Não acredito! Nada mudou? Então, aceitam o inevitável: é chegada a hora de  procurar um psicólogo (?!).

Além da absoluta falta de autoestima e consideração pela ciência, o aceite de um convite como este é a prova absoluta – e surreal – da mais completa desinformação e irresponsabilidade com os demais colegas.

Portanto, minha gente, abram os olhos e, por favor, FUJAM destas propostas indecentes. Por mais alta que seja a remuneração, acreditem, o prejuízo para todos nós será imenso!

Faça-nos uma visita no novo site da Associação Paulista da Psicologia do Esporte – acesse   www.appeesp.com
Abraços, João Ricardo Cozac

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