Gazeta Esportiva

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DO GOLEIRO AO TREINADOR – SOMOS UM TIME DA SEGUNDA DIVISÃO!

Júlio César – antes de ontem – foi rebaixado na Inglaterra (goleiro titular na visão de Felipão)

O próprio treinador, se não foi o único responsável  pelo rebaixamento do Palmeiras no Brasileirão – teve, no mínimo, boa parcela na queda do clube paulista.

O presidente da CBF rebaixou – aniquilou – quebrou – faliu a VASP (isso até que foi bom porque era uma porcaria mesmo rs).

O que mais falta?

Sermos rebaixados para a “Segunda divisão da Copa do Mundo” ? Alo Alo Blatter – pelo amor de Deus, cria uma segundona para jogarmos contra Omã, Islândia e Birmânia! A coisa tá feia por aqui! Bem feia. Nossos jogadores andam mais preocupados com as roupas e baladas – além de vender autógrafos pela internet -  do que com o futebol.

Não temos um time e sim, um catadão! Um catadão amarelo!
3 dias antes dos jogos a gente sai catando jogadores aqui, ali e acolá para tentarmos montar alguma engrenagem que se assemelha com um time de futebol.

Todos juntos vamos pra frente Brasil, salvem Seleção!

#Sem_rabo_preso!

Hoje li uma matéria excelente divulgada pela ESPN intitulada: “A Copa 2014 já está perdida”. A força do título atraiu minha atenção e curiosidade. De fato, perdemos muita coisa até aqui – jogamos fora oportunidades de crescimento e desenvolvimento nas mais variadas áreas (administrativas, financeiras, esportivas, políticas, de infraestrutura etc.) – muitos números estão sendo contestados, obras mal acabadas ou sucateadas – além de um retrocesso político/administrativos dos mais elevados! A chance que nos foi dada – até aqui, foi pessimamente aproveitada. Mas engana-se quem acha que o atraso (ou possibilidade de progresso) ocorreu apenas fora das quatro linhas. Muito pelo contrário.

Após as cinco primeiras partidas da Seleção Brasileira no comando do Felipão, hoje resolvi fazer um exercício – daqueles simples, porém com resultado contundente: peguei uma folha de papel e uma caneta para começar a escrever 23 nomes de atletas que não poderiam ficar fora da convocação para a Copa das Confederações. Tal não foi minha surpresa com a quantidade mínima de jogadores que eu escalaria com segurança para o torneio. Creio que não chegaria nem na metade dos 23 que estarão presentes no torneio. Conversei com alguns colunistas esportivos mais experientes – que atuaram em épocas vitoriosas do nosso futebol. Alguns deles comentaram que entre a década de 60 e 70 – era possível montar – no mínimo – duas belas seleções brasileiras e que, não raro, vários atletas eram injustiçados pela não convocação justamente pela falta de espaço no plantel. Ao contrário daquela época, o esforço atual é o de conseguir um time com 11 atletas em condições plenas (física, tática, técnica e psicológica) para nos representar em torneios de grande importância que se aproximam.

Outro ponto importante a ser analisado é o fraco nível dos times brasileiros que – nem de longe – são parâmetros para avaliarmos a performance de nossos atletas. Quem está acompanhando as partidas finais da Liga dos Campeões – da Europa – já constatou – certamente, que, por aqui, os campeonatos estaduais (sem exceção) perderam a importância e valorização dos principais times. O Brasileirão sempre surge com – no mínimo – meia dúzia de grandes clubes em crise ou com futebol abaixo da crítica. Aí questiono: como avaliar um Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Leandro Damião, Jadson, Osvaldo e tantos outros atletas que tão bem atuam em suas equipes e, ao mesmo tempo, tão distantes estão da realidade do futebol internacional?

A resposta para essa e tantas outras dúvidas aparece quando jogamos, por exemplo, contra o time quase reserva do Chile e não conseguimos vencer dentro dos próprios domínios. O comprometimento e a prontidão esportiva destes garotos não são minimamente suficientes para enfrentar estruturas técnicas e táticas que – muito possivelmente – nos engolirão na Copa das Confederações e na Copa do Mundo. Para complicar este quadro, ainda contamos com um treinador que simplesmente parou no tempo – tanto na composição tática e técnica – como nas reações intempestivas e perigosamente ameaçadoras para o emocional dos atletas que, por si só, já é um fator de extremo risco. Grita com o árbitro à beira do campo, irônico nas entrevistas coletivas e muito distante daquilo que hoje se espera de um verdadeiro comandante.

Reivindicar um trabalho sério e científico de Psicologia Esportiva é quase uma blasfêmia para os chefões da CBF e para o próprio Felipão que acredita (ao menos acreditava) no papel do psicólogo do esporte apenas como elaborador de mapeamentos psicológicos esportivos. Nada mais. E isso, amigos, é muito pouco pelo que pode oferecer essa ciência fundamental no treinamento esportivo. Especialmente quando pensamos no tamanho da pressão que esses garotos sofrerão durante os próximos dois torneios em solos brasileiros. É, no mínimo, uma gigantesca irresponsabilidade daqueles que deveriam, a priori, zelar pela modernidade, administração e conceituação correta de ser humano e atleta. Ainda que dentro de uma concepção capitalista e empresarial do esporte atual – alguns paradigmas devem ser revistos para que não surjam lacunas tão profundas entre a capitalização do ser humano e suas reais possibilidades de não se afogar nas tramas da identidade distorcida diante dos olhos atônitos da irracionalidade coletiva das grandes massas. E por falar nelas, a temperatura está quente e pronta para ferver, como sempre!

Será que é tão difícil assim constatarmos que não temos, há tempos, o melhor futebol do mundo? Certamente que sim. Especialmente para um povo que tem, no futebol, as raízes e temperos de sua identidade social e cultural.

Depois de assistir aos jogos do Borussia e do Bayern, o que dizer da Seleção Brasileira? Você ficou feliz com o empate diante da equipe quase reserva do Chile?
Não temos um time. Temos um catadão de última hora. Não há espaço nem para treinar nem para administrar nem para pensar um futebol razoável nesse país. Jogadores baladeiros, pensam mais na roupa e menos na profissão – mais nas marcas, menos no respeito ao torcedor. São vítimas e algozes de um processo perverso chamado futebol. Esta modalidade – há muito tempo, virou um processo porque é acometido de jogos de poder – submissão e sujeição.
Enfim, não vou me manifestar uma vez mais para que os ufanistas não se sintam ofendidos. Sei do sentido emocional que esse time deveria ter e exercer no imaginário emocional e social brasileiro.
Só digo uma coisa: o desenho do fracasso só não está mais delineado por falta de folha e de vergonha!
E podem reclamar à vontade! sei que é duro encarar a verdade. Especialmente num país que tem (ou tinha) sua identidade pautada numa equipe que já foi importante politicamente para o Brasil.
Hoje é apenas um joguete de marcas publicitárias e um desfile de moda. E ponto!

Paletó italiano, sapato espanhol, gravata francesa, grama chilena e um comportamento incomparável e inclassificável. De origem simples, o treinador atual do Grêmio – ex-jogador apenas mediano (atualmente seria reserva em qualquer grande clube do país) – é o exemplo do desequilíbrio social e comportamental mais claro e evidente que, vez ou outra, surge na mídia nacional e internacional. Vanderlei Luxemburgo da Silva se tornou uma figura distorcida às suas bases. O “da Silva” ficou para trás, esquecido numa infância de dificuldades e desafios em Nova Iguaçu.

O Vanderlei ganhou o “W” e o Luxemburgo virou nome de astro, estrela e de guerra. Ganhou destaque no mundo do futebol ao conquistar diversos títulos e dirigir – sem sucesso, mas com muita pompa, o fabuloso Real Madri. Foi um dos precursores da moda fina nos bancos de reserva – ternos, paletós, casacos de grife e gravatas de diversas cores, tipos, modelos. Seu desejo foi prontamente atendido e as lentes midiáticas foram prontamente acessas aos apelos secretos – e, ao mesmo tempo, explícitos.

Adicionou alguns termos  da literatura frágil e vazia da auto-ajuda no seu discurso. Passou a falar sobre o “timing” do atleta – do “feeling do treinador” e outras expressões que só reforçam a maquiagem poluída pelo tempo e pelas reações reforçadas através de um comportamento cênico e desgovernado.

A vaidade construiu e, aos poucos, está desconstruindo o treinador e ser humano. O tombo no gramado chileno, após o riso irônico voltado à equipe local, só reforça – ainda mais – sua falta de consciência, ética, respeito e profissionalismo – tão pregados pelo treinador em diversos idiomas.

Fato é que Luxemburgo não consegue mais encontrar o “da Silva” (simplicidade e essência) em sua história, vestimentas, gestos, falas e demais comportamentos. Lamento pelo profissional, que, indiscutivelmente tem um excelente talento técnico e tático, mas peca pelo distanciamento de sua essência básica original. O amigo leitor é capaz de imaginá-lo com uniforme do clube à beira do campo, coordenando seus atletas? E mais: deixar a linguagem rebuscada de lado e falar com mais discernimento e naturalidade sobre suas ideias e anseios?

O tombo que Luxemburgo sofreu no Chile- ao tentar fugir da surra que levaria dos jogadores locais na partida diante da equipe local  – confesso, me gerou pena. Não pelo sorriso irônico ao correr para o túnel de acesso ao vestiário após falar algo aos chilenos que os tirou do sério (quando se ganha, brincar ou provocar é sempre fácil) , mas muito mais  pelos contornos patéticos de uma dramaturgia pautada no silêncio de uma alma calada e abandonada num passado distante e, já, inatingível.

Prof. João Ricardo Cozac é presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte – www.appeesp.com  – contato: secretariapsidoesporte@uol.com.br

Quem não tem prontidão competitiva deve cair – e já caiu ! Os atentos, ligados e com uma energia extra – atingirão seus objetivos.
O Ituano jogou a partida de sua vida contra o Paulista, em Jundiaí. Os 45 minutos finais – debaixo de muita chuva – demonstraram a força da equipe e o foco absolutamente voltado para a vitória – o que, provavelmente, salvará o time de Juninho Paulista do rebaixamento.
Força essa não demonstrada pelo Mirassol que, diante da Ponte, em Campinas, entrou com o peso da necessidade de vencer e, assim, sucumbiu – praticamente cumprimentando a última vaga para a segunda divisão em 2014.
Já, a Linense, enfrentou o time completo do Corinthians precisando vencer para continuar sonhando com uma das vagas no G8. Venceu e convenceu. Jogo de equipe, motivação, comprometimento e a velha e boa prontidão competitiva. Na última rodada, brigará contra o Mirassol – no campo adversário, pela sonhada oportunidade de jogar as oitavas de finais do Paulistão 2013.
Já, o Mirassol, dependerá do Palmeiras (aquele mesmo que goleou por 6 a 2) – o Verdão atuará em Itu – provavelmente com o time reserva. Se o Ituano vencer, o Mirassol cairá. Mais uma daquelas ironias do futebol.
No momento certo, surge o comportamento decisivo, aquele que não se treina – apenas existe e é exercido por todos os capacitados. Prontidão competitiva não pode ser ensinada – não é estimulada por pastores motivacionais nem por pais de santo. Ela existe dentro de cada atleta e é preciso condições para que ele possa dar vazão.
Os sãopaulinos aguardam para conferir se o time dirigido por Ney Franco apresentará a tal prontidão competitiva diante do forte Galo de Cuca. Poucos acreditam.
A prontidão competitiva – assim como o comprometimento individual e coletivo – são partes integrantes e fundamentais no sucesso esportivo . Uma pena, entretanto, que poucos treinadores reconhecem e valorizam essa tendência de comportamento presente em grupos e atletas. Prejuízos seriam evitados e vários benefícios gerados se os clubes se abrissem mais para o trabalho psicológico científico, sério e ético no esporte.

Prof. João Ricardo Cozac – presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte www.appeesp.com.br – professor responsável pelo curso de formação em Psicologia do Esporte pela clínica CEPPE de São Paulo – www.ceppe.com.br

Quem você prefere assistir – A Fofão, com 43 anos, arrebentando nas quadras de volei ou o Rivaldo, com a mesma idade, protelando – de forma melancólica – sua aposentadoria no São Caetano? Se você escolheu a primeira opção, estamos em sintonia e o convido a seguir a leitura da coluna – já que a ideia desse post é falar sobre esporte – em suas bases e raízes, objetivos e manifestações.

O espetáculo protagonizado pelas equipes de Osasco e Rio de Janeiro hoje, na final da SuperLiga feminina de volei foi absolutamente fantástico. O ginásio do Ibirapuera lotado e dividido entre as duas torcidas. A entrega – raça – doação e respeito das jogadoras dentro de quadra foi comovente – aliás, nem me lembro mais de uma entrega semelhante (minimamente parecida) nos campos de futebol desse país.

A dinâmica comportamental das equipes resgatou – ao menos durante três horas – o sentido que o esporte postula em suas fundamentações mais básicas de manifestação e organização. Os treinadores Luizomar e Bernardinho deram um show à parte – comandantes sérios, sábios e senhores da situação – estavam enquadrados em perfeita harmonia com as equipes (coisa rara também no futebol).

A emoção que essa – e tantas outras partidas da SuperLiga – nos proporcionou abre, uma vez mais, a reflexão sobre os caminhos do esporte neste país. Por que o futebol continua dominando a mídia, as manchetes dos grandes jornais esportivos – monopolizando a opinião pública e deseducando esportivamente nossas crianças e jovens atletas com péssimos exemplos de conduta, administrações falidas e atletas com imagens perigosamente distorcidas pela ganância e interesses outros que em nada contribuem com a adesão no esporte de novos talentos? Vale a reflexão, certo?

O desejo que tenho, neste momento, é de agradecer às duas equipes pelo presente de domingo que recebemos todos nós que gostamos do esporte – da luta aberta, séria, dedicada, comprometida e ética! Pensar no talento esportivo é, antes de tudo, priorizar uma base de valores e comportamentos que – há muito tempo – deixaram de habitar o universo do futebol. Mudar a cultura esportiva de um país não é um movimento simples. A dinâmica envolve vários elementos que, infelizmente, não são prioritários na constituição do conceito de atleta e esporte.

Assistir a uma partida como essa final da SuperLiga – com o Ibirapuera lotadíssimo – e pensar que os clássicos, os grandes jogos de futebol nesse país estão com estádios vazios – jogadores mais preocupados com a mídia, festas, carros e luxos só pode nos levar à conclusão que a ordem e prioridade das modalidades estão invertidas.

Deixo aqui minha mais ampla, nobre, real e legítima forma de agradecimento e congratulações às duas equipes que hoje resgataram, em rede nacional, o verdadeiro significado de competição. Parabéns ao Rio pelo título – ao Osasco pela luta – a ambas pela dignidade e lição – uma pós-graduação de esporte – o Mestrado ancestral dos ideais gregos – o Doutorado da simplicidade, do amor pela ação esportiva e da tranquilidade interior que nos trouxe num país que parece se interessar mais pelos jogadores baladeiros do que os atletas que honram a profissão.

O Brasil, amigos, é – há muito tempo – o país do volei. Falta só a mídia acordar!

O amistoso foi montado por conta de diversos motivos que nada tem a ver com o futebol. Num momento em que 12 brasileiros estão presos em solo boliviano (sem a menor perspectiva de solução para o caso) e o Felipão não consegue montar uma Seleção que ganhe de um time decente – nada mais óbvio que jogar contra a frágil Bolívia para:

1. Homenagear a família de Kevin – boliviano morto por um corintiano na partida da Libertadores. Kevin foi ignorado antes do amistoso.
2. Fazer o Felipão ganhar uma partida no comando da Seleção – é melhor chamar o Afeganistão, Ilhas Faroe, Albânia e Bolívia. Aí, sim, temos alguma chance. Contra as grandes seleções, o vexame é uma triste constatação da pequeneza da administração do nosso futebol. Uma vergonha!
3. O amistoso de hoje não serviu para rigorosamente nada – mais da metade desses atletas que lá estiveram não estarão na Copa das Confederações.
4. A ideia do jogo era para arrecadar fundos para a família de Kevin. Saibam que o dinheiro foi dividido entre as confederações (CBF e boliviana).
5. Neymar continuará sendo o Neymar. Ronaldinho Gaúcho continuará sendo Ronaldinho Gaúcho. Jogar um amistoso contra o Nova Iguaçu teria o mesmo efeito – não se enganem! Essa partida contra a Bolívia não aferiu rigorosamente nada. Foi literalmente para inglês ver. Fato burocrático, político – um espetáculo totalmente desnecessário neste momento.
6. Por essas e (muitas) outras que não acompanho mais a Seleção Brasileira e estou certo que algo de muito grave precisará acontecer para esse panorama mudar – como uma precoce eliminação na Copa das Confederações e, ano que vem, não passarmos das oitavas no Mundial. Aí, talvez, pelos braços do povo – uma revolução na retomada do futebol brasileiro poderá acontecer. Até lá, eles vão nos enfiar Bolívias e Cazaquistões da vida goela abaixo para enganar e manter o sistema – podre e perverso desde os tempos do Teixeira e agora corroborado por este senhor que afundou a VASP – e, não custará muito, será o fiel representante da derrocada final do futebol brasileiro! Dizem que é melhor uma surpresa que uma desilusão. Concordo. Gato que toma tijolada, não dorme em olaria. Prefiro torcer por uma mudança radical no comando dentro e fora de campo da Seleção. Aí – nos encontraremos na mesma torcida, amigos.
Até lá, pessoal!

PALMEIRAS E O MOTIVADOR DE PLANTÃO – A ETERNA BURRICE DO FUTEBOL
Após demitir o psicólogo do esporte Gustavo Korte, que acompanhava o grupo nos treinos, jogos e concentração, o gestor do palmeiras contratou o serviço de palestras motivacionais isoladas! Achei que o Brunoro fosse um pouco mais esclarecido. Enquanto isso – os profissionais de ocasião fazem a festa! Psicólogos do Esporte , alunos e futuros profissionais – meu conselho continua firme e forte: ESQUEÇAM O FUTEBOL ! olhem para outras modalidades – formadas por profissionais muito mais esclarecidos intelectualmente com concepções mais modernas de ser humano e de seus processos. Fazer isso com o repertório motivacional de um grupo é denegrir – reduzir, menosprezar o campo de demandas dos atletas. O universo do futebol vira as costas para a ciência. Isso é fato e parece não mudar tão cedo enquanto os dirigentes forem os mesmos. Deviam, então, chamar um motivador com magia – aí, quem sabe, faria sumir o adversário e o Palmeiras venceria por W.O. ! Me desculpem a ironia, mas trabalhar 22 anos numa ciência nova, moderna, próspera, em que boa parte dos clubes europeus (e alguns poucos brasileiros) aderem com normalidade e ver como ela é banalizada publicamente, chega a dar nojo!
Falando em nojo – a atitude de alguns treinadores de pedirem demissão do cargo quando estão à beira do rebaixamento é digno de uma pequena nota. Branco foi mais um nesta lista. Jogou a toalha e deixou o Guarani cair, sozinho, para a série B do Paulistão. Eles são muito poderosos na hora de falar, exigir, esbravejar. Na hora da dificuldade, mesmo, poucos conseguem se manter em pé.
… e Morumbi vazio? perfeita a resposta do grande público que anda com medo de passar perto dessas praças esportivas em dia de clássico! Viva o futebol! Salvem o futebol!

SELEÇÃO BRASILEIRA – CHAMEM O AFEGANISTÃO, IRÃ E A ISLÂNDIA – urgente! Não ganhamos de ninguém que jogue com 11 jogadores inteiros!

Deram dois anos ao Mano Menezes para montar uma Seleção. Não vou discutir sua capacidade – apenas o planejamento da CBF! Tiraram-no do comando faltando 18 meses para a Copa do Mundo. Colocaram um treinador ultrapassado e extremamente antiquado na forma de conceber e atuar no futebol.

Nosso goleiro dá tristeza de ver jogar. Se for para ter o Julio Cesar, que venha o Dida, então! O time não tem o menor esquema tático! Não dá nem para falar de Psicologia do Esporte – uma vez que nem time nós temos – o que dirá de coesão de grupo, motivação e comportamento coletivo? O que dirá a psicóloga do esporte que trabalha com o Felipão e é responsável pelo mapeamento dos perfis psicológicos? Meu Deus!

Em três jogos – apenas dois pontos – dois empates e uma derrota. Quero ver a catástrofe nessa Copa do Mundo. Aliás, será ótimo para nosso futebol – só assim para alguma coisa mudar por aqui  – o Parreira e o Murtosa ao lado do Felipão no banco é de amargar!Ninguém merece.

Agora, por favor, atentem-se para esse número: no gol da Russia – ele tocaram NOVE – 9 – NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOVE (caixa alta é proposital)  vezes dentro da área da Seleção! Ninguém para tirar a bola lá de dentro! Não temos defesa, não temos meio campo e não temos ataque! Uma VERGONHA COMPLETA! (de novo, proposital a caixa alta – é bom falar – porque tem gente que anda por aqui que não entende bem os recados desse colunista)

Não temos um time de verdade!Apenas um Catadão.

O CATADÃO AMARELO é uma vergonha absoluta!

Felipão – APOSENTA meu chapa! O Brasil pede renovação!
Marin, pede pra sair! Depois de quebrar a Vasp, não custa nada você quebrar nosso futebol, certo?

Ah, sim, o Brasil bate Argentina e conquista Sul-Americano feminino de handebol, sabiam? Pois é – no país do futebol, o que vale um título como este?

Amigos, vestiário de time de futebol é coisa séria. Apesar dos pagodes, sambas e piadas que a televisão mostra – o clima, a interação e, acima de tudo, a manutenção do foco de concentração são fundamentais para que uma equipe tenha um bom início de rendimento – equilíbrio de ativação mental e emocional e resistência para chegar ao final da partida com as estruturas física, tática, técnica e psicólogica pouco desgastadas.

O vestiário de nossa Seleção não é de hoje – gera preocupações em todos os que acompanham o futebol e entendem minimamente de “clima de vestiário”. Alguém já esqueceu da eliminação diante da Holanda no último Mundial? Éramos um time nos primeiros 45 minutos e um outro absolutamente diferente na etapa final. Muitos pensam que algo de muito estranho aconteceu naqueles 15 minutos de intervalo. Eu diria que o problema é que nada ocorreu. O time entendeu que a partida estava ganha e o adversário cresceu em cima deste vazio mental coletivo.

O mesmo ocorreu hoje, diante da Itália. Uma partida aparentemente ganha no final da primeira etapa. Voltamos para o segundo tempo apenas de corpo presente. A alma, mente, atenção e concentração totalmente ausentes. Por pouco não sofremos a virada. E, novamente, pergunto: o que acontece nesse estranho vestiário da Seleção Brasileira? Dunga não soube explicar. Felipão também não. O que muitos chamam de “amarelar”, a Psicologia do Esporte descreve e intervém nas tais demandas “mágicas” ou, aparentemente inexplicáveis. Trabalhos de concentração, foco e atenção – já são práticas previstas e modernas dessa importante área do treinamento esportivo que o mundo do futebol insiste em negar ou conceber num olhar de extremo preconceito e desinformação.

A falta de entrosamente dos atletas é a desculpa eterna de nossos insucessos. Afinal, não me lembro quando foi a última vez que repetimos os mesmos 11 jogadores  em campo de forma sequencial. A Seleção virou um eterno laboratório de testes – quando estamos na beira do início da Copa do Mundo. Isso facilita a falta (ausência) de sinergia de grupo e de todos os necessários mecanismos de comunicação.

Há atletas visivelmente frágeis emocionalmente e sem a menor condição de representar o futebol brasileiro em nosso território – cercado pelas inevitáveis pressões que já existem e tendem a aumentar. A cada apresentação da Seleção, só aumenta a preocupação do povo que almeja ter de volta a sensação de segurança num plantel que, atualmente, inexiste.

O jeito será torcer por um daqueles milagres que reforçam a crença que “Deus é brasileiro”! Do contrário, amigos, aguardem por fortes (e talvez nem tão boas) emoções num futuro próximo. Afinal, uma hora a Copa chega. E parece que tem gente dormindo. Façam suas apostas: será que teremos pronto primeiro os estádios ou um time para o Mundial? A resposta, pessoal, deverá surgir aos 47 do segundo tempo.