Mundial de Triathlon – 12

Bristol (EUA) – Dia cheio, hoje. Eu queria assistir à partida entre Barcelona e Manchester United, como assisti, mas antes viajei cerca de uma hora até Old Saybrook, onde disputei uma corrida de 4 milhas, ou quase 6.500 metros. Fui o terceiro em minha faixa etária e vejam a escadinha: o primeiro colocado tinha 70 anos, o segundo 72 e eu, o terceiro, 74.  O quarto colocado que, coitado, não recebeu prêmio, tinha (tem ainda, espero) 75 anos. Idade é documento.

Meu tempo foi de 37:58 e minha principal intenção era fazer meu último treino forte para a eliminatória do Mundial de Triathlon, que vou disputar no sábado, 4 de junho, em Cape Cod. Daqui até lá vou continuar a treinar, mas não em ritmo de competição.

Minha mulher, Dawn, que também disputará a eliminatória do Mundial de Triathlon, correu sem número. Nosso neto, David Stephenson, de 11 anos, foi o segundo colocado na faixa etária abaixo de 13 anos, com o tempo de 28:50, perdendo para um adversário de 12 anos. Idade é documento, só que, nesta faixa, funciona ao contrário. Nosso neto Timothy Stephenson, de oito anos, correu em 33:06. Nossa neta, Hannah Stephenson, que acaba de fazer seis anos, entrou na Fun Run, de um terço de milha.

É assim que se joga

Foto: AFP

Foto: AFP

Bristol (EUA) – O Barcelona ganhou por 3 a 1 como podia ter ganho por 4 a 0 ou 5 a 0. Seu domínio foi total, com exceção dos primeiros cinco minutos, quando o Manchester United procurou impor um ritmo à partida que, claramente, não tinha condição de aguentar. Por isto, o Barcelona não se mostrava nervoso. Sabia que, aos poucos, ia impor seu futebol de passe, de toque, de triangulações.

O primeiro gol surgiu aos 27 minutos e já era para ter aparecido antes. Nenhuma surpresa. Xavi chamou a marcação, passou para Pedro e este, com precisão clínica, finalizou.

O gol do Manchester United foi uma surpresa e nem deveria ter valido, apesar da ótima finalização de Wayne Rooney, pois Ryan Giggs, o autor do passe, estava impedido.

Mas a vitória do Barcelona nunca esteve em dúvida. O time tinha mais de 60%, às vezes mais de 65% de posse de bola. Tinha algo em torno do dobro de passes do Manchester United. Era uma questão de paciência. Primeiro,  Van der Sar fez uma excelente defesa num chute  de Daniel Alves, mas logo depois aceitou uma finalização de Lionel Messi em que a bola desviou um pouco para sua esquerda, mas ainda estava ao seu alcance.

O último gol da partida foi uma beleza de precisão por parte de David Villa. Um toque certo, exato, no canto esquerdo de Van der Sar.

Um gol de absolua consciência, como foi de aboluta consciência, exatidão e beleza a atuação do Barcelona. O Manchester United  foi sempre inferior e nada tem de que reclamar, nem mesmo de um pretenso pênalti em que a bola tocou, sem intenção, na mão de David Villa.

O melhor jogador? Como sempre, ou quase sempre, Messi. O melhor time? Nem pode haver discussão, pois o Barcelona sobrou na partida.

Miami chegou lá

Bristol (EUA) – O título do Miami Heat na Conferência do Leste deveu-se sobretudo a  LeBron James. Jogador controvertido, muito criticado pelo modo como deixou o Cleveland Cavaliers no ano passado (pior, mostrando até má vontade na quadra na derrota do Cavaliers nos playoffs), LebBron James brilhou pelo segundo jogo consecutivo na série agora contra o Chicago Bulls, tanto no ataque quanto na defesa.

Como já acontecera no jogo quatro, LeBron James marcou Derrick Rose, o grande astro (na verdade, o único) do Chicago Bulls e impediu uma cesta dele nos segundos decisivos. Chicago liderava por 12 pontos de vantagem quando faltavam três minutos e dois segundos, mas o time mostrou pouca personalidade na hora de decidir.

Acho que a arbitragem foi rigorosa com o Bulls quando deu três faltas técnicas e uma falta flagrante contra o time, no terceiro quarto, especialmente em relação a Taj  Gibson, que estava reclamando mas na verdade ao mesmo tempo se afastando do juiz, sem intenção de desrespeitá-lo.

Mas não foi por isto que o Miami Heat ganhou. Ganhou porque mostrou mais  time nos playoffs, embora o Chicago Bulls tenha sido a melhor equipe da temporada. Agora é a final contra o Mavericks, repetindo a decisão de 2006, quando o Heat ganhou.

As simpatias da torcida, pelo menos aqui nos Estados Unidos, ficarão com o Dallas Mavericks.

Agora, o jogo cinco

Bristol (EUA) – Só assisti até certo ponto, pois tenho que acordar cedo e não sou de ferro. O Miami Heat lidera a final da Conferência do Leste por 3 a 1 e poderá ganhar o título na próxima partida, mas sabe que será difícil, pois vai ser  em Chicago, na quadra do Bulls.

A chave da vitória, na prorrogação, em Miami, por 101 a 93, na noite de terça-feira, foi a decisão do técnico Erik  Spoelstra de colocar LeBron James na marcação sobre Derrick Rose, no último quarto. James, um jogador espetacular quando ataca, mostrou que também sabe fazer um ótimo trabalho defensivo. Com oito segundos para o fim, no tempo regulamentar, Derrick Rose teve a oportunidade de dar a vitória a Chicago, mas não conseguiu, por causa da marcação de LeBron James.

LeBron é em geral antipatizado pelos torcedores dos adversários, por causa das circunstâncias de sua saída do Cleveland Cavaliers e posterior contratação pelo Miami Heat. Mas, nesta hora decisiva, até agora ele tem conseguido ser para o Heat o que anteriormente não pôde ou não quis ser para o Cavaliers.

Mundial de Triathlon – 11

Bristol (EUA) – Estou assistindo à partida em que o Chicago Bulls vai derrotando o Miami Heat no primeiro quarto, pelos playoffs da Conferência do Leste. Depois volto ao assunto. Acabo de fazer um treino “brick” para a minha prova classificatória para o Mundial de Triathlon, que vai se aproximando. Será dia 4 de junho, dentro de pouco mais de uma semana, em Massachusetts.

O “brick” é o treino mais duro, pois exige que você corra imediatamente depois de acabar de pedalar, movimentando músculos bastante diferentes. Nas primeiras passadas, você não sente as pernas.

Neste último domingo, fiz, novamente como “bandit” (isto é, sem número), uma prova de cinco quilômetros, no tempo de 30:06, o que me agradou, pois não forcei. Era apenas para treinamento.

Meu treino foi em parte de uma prova de duathlon, com 5km de corrida, 28km de ciclismo e novamente 5km de corrida. Minha mulher, Dawn, que também está se preparando para o Mundial de Triathlon, em Pequim, em setembro, ganhou sua faixa etária, com 1:59:41. Nada mal para quem está com 65 anos.

Nossa filha Rebecca foi a vencedora geral, com o tempo de 1:34:28. Ela passou dois anos sem disputar provas, por causa de uma contusão, mas recuperou sua forma. Creio que deveria também disputar o Mundial de Triathlon, em setembro, e me parece que está em entendimentos com a Confederação Brasileira de Triathlon sobre o assunto. Seu tempo domingo lhe garante o direito de representar os Estados Unidos, mas ela prefere competir pelo Brasil.

Nosso  neto David Stephenson, de 11 anos, ganhou a faixa etária até 14 anos, nos cinco quilômetros, com 22:27, num percurso com diversas subidas.

O resto da família descansou.

Estranha abstenção

Bristol (EUA) – A Federação Inglesa vai se abster de votar na próxima eleição para a presidência da FIFA, no fim do mês, alegando que a entidade está tomada pela corrupção.

Entre os corruptos, ou supostamente corruptos, estão o brasileiro Ricardo Teixeira, o paraguaio Nicolás Leoz, o caribenho Jack Warner e um par de africanos. Segundo Lord Triesman, antigo presidente da Federação Inglesa, Ricardo Teixeira teria lhe dito, quando a Inglaterra era candidata a sediar a Copa de 2018, uma frase muito estranha: “Venha e me mostre o que você tem para mim”.

O que é que a baiana tem?

O curioso é que quando a BBC anunciou, antes da escolha das sedes para a Copa de 2018 e 2022, que o sistema de votação era corrupto e havia gente vendendo seus votos, a Federação Inglesa protestou energicamente - não contra os supostos corruptos, mas contra a BBC.

Disse, na ocasião, que o programa da BBC era “infeliz” e uma “vergonha”. Foi além: solidarizou-se com os membros do Comitê Executivo da FIFA (entre eles Teixeira, Leoz, Warner, etc. etc.), declarando-os homens de reputação ilibada.

A candidatura da Inglaterra foi fragorosamente derrotada, conquistando apenas um voto, além de seu próprio. E agora, só agora, a Federação Inglesa vem dizer que vai se abster na próxima votação para a presidência da FIFA porque a entidade é corrupta?

Em outras palavras: se a Inglaterra tivesse sido escolhida para sediar a Copa de 2018, a Federação Inglesa estaria votando agora e não se abstendo.

Mistérios brasileiros

Bristol (EUA) – Tenho visto os comentários dos leitores mas, talvez por morar no exterior, não chego a compreender porque há tamanha dificuldade para se entrar em acordo em São Paulo para a construção de um estádio que sirva para a Copa do Mundo, aí incluído o jogo de abertura,  e depois possa ser explorado comercialmente.

O estádio de Wembley, por exemplo, em Londres, foi posto abaixo e totalmente reconstruído. Pertence à Federação Inglesa, através de uma empresa chamada Wembley National Stadium Limited (WNSL) e é explorado comercialmente. O estádio olimpico para os Jogos de 2012, em Londres, vai ser repassado a um clube, através também de uma operação comercial, e o negócio no momento, pelo que sei, está entre o Tottenham Hotspur e o West Ham. O que vem pegando é a exigência de manter a pista de atletismo, ao redor do campo que servirá para o futebol.

Nos Estados Unidos, o poder público é sempre parceiro dos estádios e arenas, pois interessa à cidade e ao estado onde ela se situa ter um clube (franchise) em uma das principais ligas esportivas. Há sempre um acerto comercial entre o dono do clube (franchise), o governo local e um grande patrocinador que pode, por exemplo, dar o nome ao estádio ou arena. Vejam, por exemplo, a arena do Los Angeles Lakers, conhecida como Staples Center.

É também por sinal o caso do estádio do Arsenal, em Londres, que tem o nome de Emirates Stadium.

O que está pegando no Brasil e mais particularmente em São Paulo? Por que as coisas não podem ser feitas dentro de um cronograma e de modo transparente?

São Paulo não pode parar

Bristol (EUA) – A Copa do Mundo se aproxima inexoravelmente, enquanto a cidade de São Paulo se pergunta se vai ou não ter um estádio capaz de receber o jogo de abertura.

No dia 3 de junho, daqui a duas semanas, começam as partidas de classificação no Caribe, que faz parte da Concacaf. O sorteio preliminar da Copa de 2014  está marcado para o Rio de Janeiro, no próximo dia 30 de julho.

As confederações da Ásia e da Europa também já anunciaram seus jogos preliminares. Agora foi a vez da África, que tem 53 países membros, dos quais 52 estarão disputando as cinco vagas para o continente. Apenas a Mauritânia não vai participar.

Os jogos de classificação na África vão começar em novembro, entre  as 24 seleções de ranking mais baixo. Depois serão formados dez grupos, com partidas de junho de 2012 a setembro de 2013. Os ganhadores dos grupos vão para os playoffs finais, em eliminação direta, em cinco confrontos com turno e returno, para determinar  quem vai ao Brasil.

São Paulo não pode parar

Mundial de Triathlon – 10

Está chegando o dia 4 de junho, em  que vou procurar me classificar para o Mundial de Triathlon, em Pequim, em setembro.

Neste fim de semana, corri uma prova de cinco quilômetros em 29:45. Fui três segundos mais lento do que na mesma distância, em outra prova, na semana passada, mas fiquei satisfeito, por dois motivos.

O primeiro foi de que o percurso era mais difícil, com três subidas. O segundo foi o fato de que corri como “bandido”. Isto é, sem número, apenas para treinar. Quando você corre apenas como treino,  a motivação é menor.

Entre as provas de rua, continuo treinando ciclismo e natação. O ciclismo por sinal está um pouco prejudicado nesta semana,  de chuvas constantes.

Mas sempre há a bicicleta estacionária, no sub-solo de minha casa.

Rose foi o nome

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – Na primeira partida da série entre o Miami Heat e o Chicago Bulls, pela Conferência do Leste, o nome do jogo foi Derrick Rose. Ao fim da partida, com a vitória fácil do Bulls por 103 a 82, o ginásio inteiro cantava “MVP”, “MVP”. Rose teve uma grande atuação e marcou 28 pontos para Chicago.

Quanto a LeBron James, os gritos eram de “overrated”. Em outras palavras, um jogador que não justifica a fama, badalado demais.

Outras vaias foram para Dwayne Wade, nascido em Chicago e torcedor do Bulls, mas que ouviu o canto da sereia e foi para Miami formar com LeBron James e Chris Bosh o núcleo de um time que começou a temporada como grande favorito para o título.

Por causa disto e da maneira como LeBron James saiu dos Cavaliers, o Miami Heat tornou-se o time mais antipatizado pelos torcedores. Talvez pior tenha sido o fato de que, apesar de James, Wade e Bosh, não conseguiu ser o melhor time da temporada.

A honra ficou justamente com o Chicago Bulls, que por isto, nesta final da Conferência do Leste, tem a vantagem do mando de quadra.

Mas o Chicago Bulls continua a se mostrar um time modesto. “Nunca vamos subestimar o Miami Heat”, disse Joakim Noah, filho do grande tenista francês Yannick Noah. “Continuaremos humildes como temos sido em toda a temporada.”