Bristol (EUA) – Pela primeira vez em 78 anos, os Estados Unidos derrotaram a Itália no futebol. Mais importante ainda, a vitória, por 1 a 0, foi na Itália. Não foram tantos jogos assim, nestes 78 anos, num total de 11, mas o importante é que até hoje os americanos tinham conseguido apenas três empates e amargado sete derrotas.
Foi uma grande injeção de ânimo para o trabalho de Jurgen Klinsmann, o alemão que recentemente assumiu o lugar de técnico da Seleção Americana. Outro fator considerável foi que a vitória americana foi conseguida sem a ajuda do mais conhecido e melhor jogador do país, Landon Donovan, que está com uma bronquite.
O gol foi de Clint Dempsey, um texano que atua no futebol inglês, numa partida totalmente dominada pelos italianos. Neste sentido, o jogo foi até uma reversão de expectativas, pois os americanos conseguiram fazer aquilo que os italianos sempre executam bem: ficar na defesa e explorar os contra-ataques.
Os americanos colocaram apenas um homem à frente, Jozy Altidore, de origem haitiana, para segurar a bola e tocá-la para um companheiro que viesse de trás. Grande e forte foi o que Altidore, que também joga na Europa, fez: recebeu um cruzamento, protegeu a bola com o corpo, deu um passe curto para Dempsey e este chutou no canto de Buffon.
Os italianos, a meu ver, foram um pouco prejudicados pela arbitragem, que marcou três ou quatro impedimentos errados contra seu ataque. O ítalo-brasileiro Thiago Motta esteve bem na partida e poderia ter marcado dois gols no primeiro tempo, mas acabou substituído quando o técnico italiano Cesare Prandelli precisou de mais um atacante no segundo tempo.
Os Estados Unidos vão receber o Brasil em fins de maio. Se nossa Seleção não melhorar depressa, vai ser uma parada pra lá de dura, pois Klinsmann vem mostrando que sabe armar o time americano e dar moral a seus jogadores.


