Bristol (EUA) – A sugestão mais interessante que li a propósito da vexaminosa eliminação da Seleção Americana que pretendia se classificar para a Olimpíada de Londres veio de um leitor do New York Times.
Primeiro, a eliminação. Os Estados Unidos estavam tentando passar à semi-final do Torneio Pré-Olímpico, onde, como escrevi em um “post” abaixo, provavelmente seriam eliminados pelo México. Para tanto o time precisava derrotar El Salvador, um time medíocre, mas acabou empatando em 3 a 3.
Agora, a sugestão. O leitor do New York Times quer que o governo americano abra bases militares no Brasil. A explicação é a seguinte: ao longo dos últimos 20 anos alguns dos melhores jogadores surgidos nos Estados Unidos são ou foram filhos de militares estacionados nas bases americanas na Alemanha. Tais militares tiveram filhos com alemãs (casados ou não com elas, pouco importa), os garotos, com nacionalidade dupla, cresceram jogando futebol e podem ser convocados para a Seleção Americana.
Assim tem acontecido a partir de 1994, com as seleções americanas (estou me referindo à Seleção principal) apresentando um rendimento bem superior ao de gerações anteriores. Agora o leitor acha que está na hora de aproveitar o embalo da próxima Copa ser no nosso país e abrir bases ianques no Brasil, para um pouco de “mistura de sangue e de talentos”.
Será que o governo brasileiro acharia uma boa ideia?


