Mundial de Triathlon – 46

Bristol (EUA) – Foram 600 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida. É um triathlon interessante, o Lake Terramuggus Triathlon Series, que durante o verão é disputado a cada duas semanas na cidade de Marlborough, em Connecticut. Nexta quinta-feira houve o terceiro deste ano e compareci lá com minha mulher, Dawn Webb Werneck, nem tanto para disputar quanto para treinar para o Mundial de Triathlon, em outubro, na Nova Zelândia.

A prova acontece nas quinta-feiras, com largada às 18h15m, aproveitando o dias longos de verão, com claridade até por volta das oito e meia da noite. Quer dizer, você pode trabalhar normalmente, disputar a prova e depois tomar umas cervejas por conta dos organizadores. Há duas largadas, uma para as mulheres e outra para homens e equipes de revezamento, sem distinção de faixas etárias, cinco minutos depois.

Meu tempo total foi de 1:43:27, com 20:54 de natação, 46:13 de ciclismo e 36:20 de corrida, aí incluídas as transições. Fui, com larga margem, o competidor mais velho, aos 75 anos.

Minha mulher completou em 1:21:36, com 17:18 de natação, 35:52 de ciclismo e 28:26 de corrida, também incluídas as transições. Ela está com 66 anos. A fotos é cortesia de nossa filha Rebecca Werneck Stephenson.

O italiano negro

Foto: AFP

Bristol (EUA) – Quando Mario Balotelli jogava pelo Internazionale de Milão, torcedores racistas costumavam repudiá-lo com o refrão : “Não há italianos negros”.

É claro que há. Balotelli nasceu em Palermo, na Sicília. Mas a lei italiana é (ou era) tão cruel que só aos 18 anos de idade Balotelli pôde adquirir a cidadania do país em que veio ao mundo. Embora nascido na Itália, era, para todos os efeitos,  estrangeiro. É (ou era) a chamada “lei do sangue”.

Comparem isto com o fato de que o brasileiro José Altafini (para nós, Mazzola) disputou a Copa do Mundo de 1962 pela Itália, depois de ter sido campeão mundial com o Brasil em 1958. Ou que outro brasileiro, Thiago Motta, está no momento na Seleção Italiana,  depois de ter disputado a Gold Cup pelo Brasil, nos Estados Unidos. Thiago Motta poderá estar na Seleção Italiana que vai disputar a Copa das Confederações no Brasil, seu país de nascimento, no ano que vem.

Mazzola e Motta  são brancos, descendentes de italianos. Por isto, a ”lei do sangue” lhes deu o direito de ter nacionalidade italiana. Fato também acontecido com o argentino Omar Sívori, entre outros, e, na década de 30, com o brasileiro Filó.

Houve muitos casos assim, mas Balotelli não podia ser italiano. Por que o nome Balotelli? Porque ele (cujo nome de família era, se me recordo bem, Barwuah, de imigrantes de Gana) foi entregue a uma família de criação italiana, pois os pais eram muito pobres.

É uma história triste, mas Balotelli agora não reconhece mais seus pais biológicos, alegando que eles só se interessaram em procurá-lo de novo depois que ficou famoso. Por isto, depois da vitória sobre a Alemanha, correu para festejar com a branca Sílvia Balotelli, sua mãe de criação.

Mas os italianos estarão mesmo dispostos a considerá-lo italiano? A Gazzetta dello Sport publicou uma charge em que Balotelli aparece como King Kong. E o Tuttosport apareceu com uma manchete, depois de seus dois estupendos gols nesta quinta-feira: “Li abbiamo fatti neri”.

“Nós os fizemos negros”, referindo-se aos alemães. O Editor-Chefe explicou que era apenas um trocadilho, já que quando você machuca alguém, na Itália, você diz “eu o fiz negro”, querendo descrever a cor da contusão.

No caso, o machucado, mais uma vez, é o italiano negro, Mario Balotelli.

Correndo pelas ruas e pistas

Bristol (EUA) – Meu leitor Rafael Proença é um apaixonado pela NBA e, mais recentemente, tornou-se adepto de corridas de rua. Como escrevi outro dia sobre a Maratona do Rio, que será disputada no dia 8 de julho, ele acaba de me enviar informações interessante porque – e aí está algo que eu nao sabia – as inscrições para a prova estavam encerradas. Transcrevo abaixo as informações do Rafael:

“A organização da Maratona do Rio abriu 400 vagas extras para a prova de meia maratona. Apesar do preço bem mais elevado em comparação ao cobrado pelas vagas regulares, resolvi me inscrever e irei correr os 21 quilômetros no dia 8.

Na verdade, não me inscrevi antes porque não queria fazer duas meias maratonas em finais de semana seguidos. No próximo domingo, dia 1º de julho, aconteceria a Asics Golden Four, uma prova que tem padrão internacional e que eu priorizei. Porém, faltando poucos dias para o evento, a prefeitura resolveu adiá-lo e agora será realizado em 29 de julho. Assim, usarei a Meia Maratona do Rio como “aquecimento”.

Além destas duas provas, correrei também a Meia Maratona Internacional do Rio, em 19 de agosto, e possivelmente a famosa 10 Milhas Garoto, em 02 de setembro, entre as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. Ou seja, tenho um calendário interessante a ser percorrido nos próximos dois meses e meio. Mandarei meus relatos”.

Observação minha: a Maratona do Rio tem na verdade uma maratona, uma meia-maratona e uma prova de seis quilômetros, todas no mesmo dia.

Quanto a pistas, também em julho, vamos  ter a Ultramaratona de 24 Horas, organizada, pela Corpore, de São Paulo, mas que será realizada no Rio de Janeiro, no CEFAN, o Centro de Educação Física Alberto Nunes, nos dias 14 e 15. É um circuito com 1505 metros e há um limite de 500 participantes, com troféus para faixas etárias e alojamento no pr’oprio CEFAN, mas com vagas limitadas.

Decisão estranha

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Quem decidiu que Cristiano Ronaldo, o melhor jogador português, excelente cobrador de faltas e de pênaltis, seria o último homem de Portugal a cobrar na semifinal contra a Espanha? Resultado: Cristiano Ronaldo não cobrou, porque a série já estava resolvida.

Tudo começara bem para Portugal com uma grande defesa de Rui Patrício na cobrança de Xabi Alonso. Foi um caso claro de ótima defesa, não de falha na cobrança. Mas Moutinho pôs tudo a perder em seguida, com uma cobrança sem convicção, facilmente defendida por Casillas.

Daí para a frente foi como se diz em linguagem bíblica: a escrita estava na parede. Quando Sérgio Ramos fez o tercei gol, de cavadinha – exatamente como Pirlo fizera contra a Inglaterra -, tirou o resto de confiança dos cobradores portugueses. Assim como acontece aos ingleses, os portugueses perderam o pênalti seguinte, com Bruno Alves, e a sorte estava decretada.

Sorte é mesmo a palavra certa, pois o pênalti cobrado por Fábregas poderia ter batido na  trave e saído (como aquele pênalti cobrado por Júlio César contra a França, em 1986 – mas bateu e entrou.

Permanece porém a indagação. Quem resolveu que Cristiano Ronaldo seria o último cobrador? O técnico? Ele mesmo?

Ao fim e ao cabo, a Espanha mereceu, porque ao menos tentou ganhar o jogo na prorrogação, enquanto Portugal claramente decidiu esperar pelos pênaltis, como se viu no episódio em que Raul Meireles levou ao menos um minuto caminhando vagarosamente para ser substituído por Varela.

O castigo viria depois.

Parabéns ao Finger

Bristol (EUA) – Em 1875 um inglês chamado Matthew Webb foi o primeiro ser humano a atravessar a nado o Canal da Mancha. Precisou de 21h45 minutos. Trinta e seis  anos se passaram antes que outro homem, T. W. Burgess,  conseguisse a mesma façanha.

De lá para cá as tentativas  se multiplicaram, com brasileiros conhecidos, como  Abílio Couto e Igor de Souza,  entre os bens sucedidos. Uma brasileira, Renata Agondi, ex-nadadora do Fluminense, morreu por exaust~ao e hipotermia, em 1988.

Agora, Harry Finger, Secretário de Turismo de Ilhabela,  em S~ao Paulo, atravessou o Canal em 12 horas e 40 minutos. Torna-se o brasileiro mais velho a consegui-lo, aos 55 anos. Anteriormente, o mais velho tinha sido Paulo de Andrade Maia, de 50 anos, em 2007.

Em 31 de agosto de 2011 o inglês Roger Alsopp atravessou o Canal da Mancha em 17h51m, quando estava com 70 anos e  quatro meses. Diversos outros homens com mais de 70 anos (embora mais moços do que Roger) também já atravessaram a Mancha a nado, entre eles um tio do ator Matt Damon.  Vamos ver quando um brasileiro tentará ser o mais velho de todos.

Mesmo no verão, a temperatura da água fica entre 14 e 16 cent’igrados. ‘E proibido usar wet-suit, o traje térmico. Não é fácil.

A Maratona do Rio

Bristol (EUA) – Há dois anos estive no Rio e ia participar com toda a minha família – mulher, filhas, netos e neta – da prova de seis quilômetros que faz parte da Maratona. Modéstia à parte, acho que todos teríamos condições de um ótimo desempenho, nas diversas faixas etárias, embora (ao que eu me lembre) a prova fosse considerada uma “fun run”, sem prêmios.

De qualquer modo, nossas intenções foram por água abaixo, pois não conseguimos chegar ao Aterro do Flamengo, onde se realiza a corrida de seis quilômetros. Os seis quilômetros começavam às oito horas, mas no caminho, não conseguimos passar pelo viaduto do Dois Irmãos, que estava  bloqueado porque acabara de ser dada a largada para a Meia-Maratona, se não me engano, às 6h40m.

Este ano não estaremos no Rio, no dia 8 de julho, quando as  três corridas se realizam, numa integração. Não poderemos participar. Mas para que os interssados não repitam o erro que cometemos em 2010, transcrevo abaixo a informação que recebi da direção da prova, sobre percursos e horários:

“Realizada no dia 8 de julho, a prova terá três percursos: Maratona – 42km, Meia Maratona – 21 km e Family Run – 6km. As inscrições ainda estão abertas e vão até o dia 28 de junho.

A Maratona – 42km – terá largada às 7h30 na Praça do Pontal do Tim Maia, no Recreio dos Bandeirantes, passando pelas praias do Recreio, Reserva, Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo e chegando no Aterro do Flamengo. A largada da Meia Maratona – 21km – será às 7h na Praia do Pepê, Barra da Tijuca, e a da Olympikus Family Run – 6km -acontece às 8h no Aterro do Flamengo, na altura da Rua Cruz Lima, mesmo local das chegadas da maratona e da meia maratona”.

Dizem que vem crescendo muito a participação de estrangeiros. Bom sinal. Foi algo que sempre procurei incentivar quando dirigia a Maratona do Rio nos anos 80.

Não vamos em julho, mas  estaremos no Rio, eu e minha mulher, Dawn Webb Werneck, para ajudar a  Rio Pro Marathon, que será disputada no dia 9 de setembro, num percurso que obedece aos princípios da Maratona Olímpica de Londres. É possível também que  cheguemos um pouco antes à cidade, para disputar o Triathlon “Legends”, dia 26 de agosto, como parte das comemorações pelos 30 anos de Triathlon no Brasil, pela Federação Carioca.

Espero encontrar alguns de meus caros leitores.

Quem inventou a cavadinha?

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Sou do tempo de Pelé, que inventou a “paradinha”, considerada fatal para os goleiros na época e que causou grande controvérsia, sobretudo depois que um juiz espanhol (não lembro o nome) anulou um gol que ele assim marcara de pênalti.

Mas quem inventou a cavadinha, a técnica de cobrança com que Andrea Pirlo nos brindou na decisão em pênaltis contra a Inglaterra, domingo, na Euro-2012? Aproveito para repetir o que sempre digo: o chavão de que “pênalti é loteria” é burrice. Pênalti, como Pirlo mostrou mais uma vez, num momento psicologicamente decisivo, é técnica e confiança.

Mas quem inventou a cavadinha? Segundo a imprensa europeia, foi um jogador tcheco chamado Antonin Panenka, em 1976, na final da Euro daquele ano contra a Alemanha Ocidental. O jogo foi para a prorrogação, acabou em 2 a 2, e daí para os pênaltis. A então Tcheco-Eslováquia liderava por 4 a 3 quando Uli Hoeness chutou por cima do travessão, para os alemães.

Panenka então foi para a cobrança. Se marcasse, a Tcheco-Eslováquia seria campeã. Para espanto geral, ele partiu para a bola e deu a cavadinha. O goleiro alemão caiu para um lado e a bola entrou mansamente, a meia altura, no centro do gol.

Panenka disse mais tarde que já vinha cobrando pênaltis assim no campeonato tcheco-eslovaco, mas o fato é que naquele dia, contra a Alemanha Ocidental, foi a primeira fez que ele assim o fez num cenário mundial. Panenka afirma que “bolou” a cobrança depois de pensar longamente em noites de insônia.

Até hoje a imprensa europeia chama a cavadinha de “Panenka”. Mas terá mesmo sido ele o homem que a inventou? Alguém no Brasil se habilita?

Há algum registro anterior a 20 de junho de 1976, data daquela final entre dois países que não existem mais: a Alemanha Ocidental e a Tcheco-Eslováquia?

Murphy vence sempre

Bristol (EUA) – Amigos, o computador acaba de me pregar mais uma peça, mas agora, depois de incontáveis ocasiões no passado, acho que descobri como neutralizá-lo. Tudo o que eu escrevi há pouco sobre a Lei de Murphy foi apagado. Não tive como recuperar o texto, mas, creio, descobri enfim que tecla é a culpada e como anular sua nefasta atuação no futuro (digo isto porque, quando escrevemos na Internet, nem sempre há o recurso do “undo typing”).

Vamos ao assunto (prometo também passar a tentar colocar “tags”, para atender a pedido dos leitores). A Federação Americana de Atletismo acaba de passar por um autêntico momento de Lei de Murphy, aquela que diz: se algo pode dar errado, dará.

Ocorre que, na semana passada, duas velocistas, Janeba Tarmoh e Allyson Felix, empataram na terceira colocação nos cem metros rasos, nos Olympic Trials realizados em Eugene, Oregon, e a Federação não tinha regras decretando como definir a última vaga. Para piorar a situação, as duas estarão envolvidas, a partir desta quinta-feira, na disputa por uma vaga nos 200 metros, com final no sábado. O técnico de ambas, Bob Kersee, foi notificado de que uma decisão terá que ser tomada até domingo, e acha que a Federação colocou suas duas atletas sob uma insuportável pressão.

Sem um regulamento previamente estabelecido, a Federação diz agora que elas terão que disputar uma “negra”, restrita a ambas, ou partir para o cara ou coroa. Tarmoh e Felix terão o direito de escolher a fórmula. Se não chegarem a um acordo, a fórmula será a “negra”, chamada runoff. Se nem uma nem outra manifestarem uma preferência, a Federação partirá para o cara ou coroa.

O irônico é que a Federação resolveu estabelecer regras para o cara ou coroa, se houver. São extremamente minuciosas, descrevendo que moeda deverá ser utilizada e a técnica perfeita para ser colocada entre o polegar e o indicador do juiz, a maneira como a moeda deverá ser atirada ao ar, etc.

Ditante de tantos detalhes, as pessoas perguntam: por que a Federação não pensou no mais óbvio, que era estabelecer com antecedência regras para o desempate?

Aí é que entra a Lei de Murphy: a câmera usada pela Federação Americana é tão adiantada que permite tirar três mil fotografias por segundo, capaz de mostrar uma grande diferença entre um atleta e outro que chega um centésimo de segundo atrás.

Mas, no primeiro caso assim registrado na história, nem com tal câmera foi possível mostrar uma diferença entre Tarmoh e Felix: elas chegaram mesmo rigorosamente empatadas. Rigorosamente, rigorosamente, rigorosamente. O “photo-finish” está na Internet para quem quiser ver.

Moral da história: nunca confiem demais na tecnologia, como eu não confio demais em meu computador (talvez meu problema seja porque eu escrevo em português num computador programado para a língua inglesa). A Lei de Murphy vence sempre.

O enganador Rooney

AFP

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Bristol (EUA) – Há quanto tempo ouvimos dizer que Wayne Rooney vai arrasar numa competição internacional? Mas seja em Copa do Mundo, seja em Eurocopa, ele sempre chega cercado de grande expectativa e sempre sai coberto de opróbrio.

Desta vez, na Euro 2012, pelo menos não foi expulso, mas ficou fora as duas primeiras partidas, por estar cumprindo suspensão. Sem ele, mal ou bem a Seleção da Inglaterra se classificou, como primeira em seu grupo. Mas já contra a Ucrânia, emboras tivesse feito um gol de cabeça- numa falha do goleiro ucraniano, graças à qual ele ficou livre a meio metro da linha – Rooney pouco mostrou.

Contra a Itália, sua atuação foi apagadíssima, sendo mesmo estranho que o técnico Roy Hodgson o tivesse mantido até o fim, enquanto tirava Danny Welbeck, que vinha muito melhor. Talvez Hodgson precisasse de Rooney na cobrança de pênaltis e de fato Rooney converteu o seu chute – mas, convenhamos, é muito pouco.

A crítica, por extensão, também pode se dirigir à seleção da Inglaterra. Mais uma vez chega cercada de grande otimismo por parte de sua torcida e de sua imprensa e mais uma vez fica no meio do caminho. Desta vez, contra a Itália, os ingleses não mostraram nem o espírito de luta que sempre os caracterizou. Foram dominados o tempo todo e não ameaçaram nunca.

Classificação justa

Foto: AFPBristol (EUA) – O pênalti cobrado por Andrea Pirlo foi um primor de sangue-frio e técnica, com uma cavadinha impudente para o meio, um pouco para o canto direito de Joe Hart. Sempre digo que o jogador que tem força psicológica se impõe no shootout de pênaltis e foi o que Pirlo fez diante da Inglaterra – que dali para a frente se abateu, desperdiçou dois pênaltis seguidos e foi eliminada na Euro-2012.

A classificação da Itália foi justa, pois dominou totalmente a partida, chutou duas bolas na trave e teve um gol anulado por impedimento. Anulação correta, se bem que milimétrica.

Nos dias anteriores à partida a imprensa inglesa, sempre otimista, derramou-se em elogios ao seu time, achando que a Inglaterra estava crescendo, que Wayne Rooney entrara cheio de força, depois de cumprir sua suspensão – mas, uma vez mais, tanto a Seleção Inglesa quanto Wayne Rooney ficaram devendo.

Os italianos, que muitos esperavam ser defensivos, foram para o ataque, sentindo que o leão britänico não tinha a ferocidade anunciada. Andrea Pirlo, com toda a sua veteranice, foi o maior jogador em campo, tanto enquanto a bola rolou quanto na hora de cobrar os pênaltis.

Gianluigi Buffon, outro super veterano, também mostrou seu valor com uma defesa no shootout.

O prêmio da Itália agora será pegar a Alemanha, a melhor seleção da Euro-2012 até o momento. Alemães que chegarão à semi-final com a vantagem de dois dias a mais de descanso do que os italianos. Que prêmio.