A maratona feminina

Bristol (EUA) – Neste domingo, em que se disputa a Maratona Pro Adidas no Rio de Janeiro, como um ensaio para a Maratona Olímpica em 2016, é interessante lembrar que a primeira vez em que mulheres competiram em maratona em uma Olimpíada foi em 1984, em Los Angeles, e o Rio de Janeiro teve também um papel muito destacado no evento. Antes de 1984 o Comitê Olímpico Internacional recusava-se a deixar mulheres disputar a Maratona, alegando que elas eram muito frágeis.

O destaque para o Rio de Janeiro foi pelo fato de que a  Confederação Brasileira de Atletismo, à época, não queria enviar mulher alguma para disputar a Maratona Olímpica em Los Angeles. O dirigente responsável pela seleção de atletas, André Richer, queria apenas levar um homem, o paulista Elói Schleder.

Na época eu era diretor da Maratona no Rio de Janeiro, a Maratona Atlântica-Boavista, e fiquei satisfeito com o fato de André Richer escolher Elói Schleder para representar o Brasil, baseado exatamente no desempenho que ele tivera em nossa prova.

Mas eu também fazia questão  que o Brasil não ficasse sem uma mulher na prova em Los Angeles. Insisti, insisti e insisti com Amndré Richer, até que consegui dobrar sua resistência. Ele concordou em enviar a vencedora da Maratona Atlântica-Boavista, entre as mulheres, e ela foi a carioca Eleonora Mendonça.

A primeira Maratona Olímpica Feminina foi ganha pela americana Joan Benoit. Eleonora não chegou a se destacar, mas completou a prova, o que não aconteceu com competidoras de alguns outros países.

Não há dúvida que valeu a pena mandar uma representante feminina, mas quase ficávamos sem ela, no que era e foi uma ocasião histórica.

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