Mais de três mil

AFP

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Bristol (EUA) – Segundo o New York Times, já há mais de três mil ex-jogadores de futebol americano processando a liga do esporte (a NFL) por terem se tornado inválidos em consequência de concussões cerebrais.

Em média, eles recebem oito mil  dólares mensais, entre pagamentos da NFL e do fundo de pensão do sindicato de jogadores profissionais. É uma renda nada desprezível, mas está longe de permitir a eles e suas famílias gozarem o padrão de vida dos jogadores saudáveis e ainda ativos no esporte.

Além disto, sofrem sequelas sérias, que os impede de levar uma vida normal. Muitos não tem mais condição de praticar qualquer atividade física e são obrigados a viver em salas e quartos na penumbra, por não poderem suportar a luz solar.

Há sempre uma esperança de recuperação, mas ela não é pequena, mesmo depois de anos de espera. A ação judicial dos jogadores alega que a NFL sempre soube dos riscos do esporte e ocultava o perigo em  que incorriam e incorrem os praticantes. A Liga nega, dizendo que sempre informa os jogadores do risco  no esporte.

A verdade deve estar num meio termo. Há jogadores que teriam evitado o futebol americano, se estivessem a par das consequências, mas há um bom número deles que estariam dispostos a arriscar de novo sua saúde e até suas vidas, em busca da fama e da fortuna.

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