Bristol (EUA) – Christchurch, no meio da South Island, fica um pouco longe para mim, que estarei em breve na Nova Zelândia, onde vou participar do Mundial de Triathlon. Mas mesmo em Auckland, lá quase no topo da North Island, creio que terei muitas oportunidades de conversar com os neozelandes sobre o projeto para desenvolver o rugby no Brasil, junto com nossa Federação do esporte. Christchurch é a cidade onde está a Canterbury Rugby Football Union, que acaba de assinar um acordo com os dirigentes brasileiros.
Para os que não sabem, o rugby é para a Nova Zelândia o que o futebol é para o Brasil. Ambos os esportes, é claro, levados pelos ingleses ou anglo-brasileiros ou anglo-neozelandeses. Quando morei em Londres, gostava de assistir rugby pela televisão, tanto o Rugby Union quanto o Rugby League, embore, confesse, as regras me parecessem um pouco obscuras.
De volta ao Rio, em meados de 1971, acabei conhecendo alguns “expatriates” que teimavam em jogar rugby em nosso país e o faziam, na falta de melhor local, nas areias de Ipanema. Algum tempo depois eles passaram a se encontrar em um “pub”, o Lord Jim, que até hoje existe na rua Paul Redfern, no Leblon – embora, ao que me parece, tenha atravessado a rua e esteja agora mais ou menos em frente ao local onde era antes localizado.
Na Olimpíada de 2016 teremos o rugby, embora não seja o rugby completo, com 15 jogadores (pelo que me lembro, no Rugby League são 13), e sim o rugby de sete jogadores. Dizem que é mais rápido e emocionante. Talvez se adapte melhor ao tipo físico dos brasileiros, que em geral não tão grandes e corpulentos quanto os ingleses, escoceses, galeses, australianos, neozelandeses, etc.
Mas a boa novidade é que a Olimpíada também terá rugby para as mulheres. E, vejam só: dizem-me que em rugby de mulheres o Brasil já é melhor do que a Argentina, tradicionalmente o país mais avançado em rugby na América Latina.
Aguentem, hermanas.
Na Nova Zelândia, tenho certeza, vou ter muito material para conversar sobre o assunto.
Contarei as novidades quando chegar lá, mas, antes, vou passar pelo Havaí, onde neste próximo sábado se disputa mais um Ironman, a mais importante e tradicional prova de triathlon no mundo.
Caro José Inácio, estou fazendo uma reportagem sobre um lendário corredor brasileiros dos anos 70 e 80, para a revista 02, e gostaria muito de entrevistá-lo. Se puder me contatar no email zeguto5@gmail.com
agradeço demais
Muito obrigado pela atenção
Zé Augusto
O colunista tem razão: o Rugby Union tem 15 jogadores e o Rugby League 13. Algo interessante é que os Estados Unidos foram campeões olímpicos de Rugby Union em 1924, antes das regras do Futebol Americano se tornarem muito diferentes das regras do rugby.