Cidade perigosa

AFP

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Tairua (Nova Zelândia) – O Rio de Janeiro continua sendo o Rio de janeiro, fevereiro e março e também uma cidade infelizmente muito perigosa. Posso mesmo dizer, como quem cresceu e foi criado no Rio, que o perigo tem sempre aumentado, apesar dos esforços maiores ou menores das diversas administrações.

Não é só o perigo do crime organizado, a requerer autênticas operações militares para ser combatido. A sociedade brasileira em geral e a carioca em particular enfrentam problemas de longa duração, que só serão resolvidos com mais desenvolvimento econômico e uma estrutura social mais justa. O resultado é que há uma multidão de pessoas desamparadas e desassistidas, muitas com distúrbios mentais, a perambular pelas ruas da Cidade Maravilhosa.

Você sai para o trabalho, para um passeio ou um pequeno treino de corrida e nunca sabe se voltará para casa. Foi o que sucedeu com a pastora Renée Murdoch, que deixou os quatro filhos no colégio, resolveu fazer um “jogging”  no calçadão da Avenida Sernambetiba e foi agredida por um louco com um pedaço de pau. Está agora internada, em coma.

A razão para a agressão? Nenhuma. A não ser que o caos da vida cotidiana no Rio de Janeiro seja razão para tanto. Em janeiro, fevereiro e março.

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