Demolindo o atletismo

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Tairua (Nova Zelândia) – Recebo aqui longe a notícia de que as autoridades municipais e estaduais do Rio de Janeiro vão demolir ou já começaram a demolir o estádio de atletismo Célio de Barros, no complexo esportivo do Maracanã. A Federação de Atletismo do Rio de Janeiro vem fazendo circular um abaixo-assinado para impedir (ou tentar impedir) que tal aonteça e programou uma reunão de protesto por parte das pessoas interessadas, a ser realizada no Balcão da Cidadania, na rua Barão de Teffé, na Gamboa, às 18 horas do dia oito de novembro.

Parece-me claro que a demolição do Célio de Barros faz parte das obras de reeestruturação do Maracanã para a Copa de 2014. Sei também, como carioca, que o Célio de Barros na verdade nunca atingiu os objetivos para os quais foi construído. Enquanto morei no Rio havia pouquíssimas competições de atletismo ali e, quando havia, passavam praticamente despercebidas.

Mas daí a demolir o estádio sem ao menos conversar com a Federação interessada vai uma grande diferença. Por que as coisas no Brasil precisam acontecer desta maneira? Minha esperança é que, como a Olimpíada no Rio acontecerá dois anos depois  da Copa do Mundo, algo de muito bom terá que substituir o Célio de Barros. Afinal, o atletismo ainda é a grande atração de uma Olimpíada.

Usain Bolt e seus companheiros precisarão de um palco digno onde se exibir. É óbvio também que as lantejoulas e fotos de artifício de uma Olimpíada não bastarão para reviver o morinbundo atletismo brasileiro. Quais são os planos para a pós-Olimpíada?

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