Isto é que é maratona

Chicago (EUA) – Desde o fim de agosto, estivemos no Brasil, onde disputei um triathlon e onde minha mulher, Dawn, disputou os 14 quilômetros como parte da Adidas Pro Maratona. De lá fomou ao Pantanal, regressamos a Bristol, em Connecticut, fomos a Kona, na Big Island do Havaí, para o Ironman que nossa filha Rebecca Werneck Stephenson disputou, voltamos a Bristol, viajamos para Auckland, na Nova Zelândia, onde disputamos ambos o Campeonato Mundial de Triathlon e visitamos Rotorua, para conhecer o local onde o técnico Arthur Lydiard treinava alguns dos mais conhecidos corredores de rua e de pista do mundo.

Nosso próximo destino será ou seria a Maratona de Nova York, neste domingo, mas estamos bloqueados em Chicago,no estado de Illinois, por artes do furacão Sandy, que levou o caos aos sistema aéreo norte-americano. (Cá entre nós, não é difícil levar o caos ao sistema aéreo americano.)

Nossa possibilidade mais próxima de sair de Chicago é quinta-feira pela manhã.

Mas não somos apenas nós. Como me informei hoje há corredores ilhados em todos os cantos nos Estados Unidos. A organização da Maratona está percorrendo as ruas de Nova York para se certificar de que a prova será realmente realizada.

Creio que será. Acho até que a Maratona de Nova York deu sorte. Se Sandy tivesse chegado quatro ou cinco dias depois, não haveria a Maratona. Seria o primeiro cancelamento de sua história, até agora atrapalhada apenas por ondas de calor e de frio.

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