Gol de placa

Bristol (EUA) – A expressão foi usada pela primeira vez quando Pelé fez um gol no Maracanã contra o Fluminense depois de driblar metade do time adversário. Mereceu uma placa comemorativa, daí a expressão, que de lá para cá passou a ser usada com maior ou menor justiça para distinguir os  gols de muita gente pelo mundo afora.

Um gol que merece entrar na relação como “de placa” foi sem dúvida o que o uruguaio Luís Suárez marcou neste domingo contra o Newcastle, pelo Liverpoo, na Premier League. Suárez é um jogador controvertido, acusado de cavar pênaltis com frequência excessiva e de ter usado expressões racistas contra Patrice Evra, do Manchester United. Foi também o homem que impediu com a mão o gol que classificaria Ghana na última Copa do Mundo. O jogo foi para a cobrança de pênaltis e o Uruguai ganhou.

Uma coisa porém é inegável: Luís Suárez ê um artilheiro nato. Seu domínio de bola, sua visão, sua habilidade, ao matar no peito, apertado pela marcação adversária, um passe de mais de 60 metros, livrar-se do goleiro e colocar no gol vazio, tudo em fração de segundos, é uma obra-prima de simplicidade aliada a uma alta técnica.

Vejam e revejam: a matada no peito foi concisa, enxuta, milimétrica. Um lance de magia que tornou o zagueiro e o goleiro adversários meros circunstantes impotentes. E isto, amigos, numa bola que veio da intermediária na outra metade do campo.

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