Dois times, duas concepções

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Bristol (EUA) – Se Corinthians e Chelsea fizerem mesmo a final do Mundial  no Japão estarão em campo times que poderão até  ser parecidos em seus conceitos táticos, mas representam concepções totalmente diferentes como clubes.

O Corinthians, afinal, pertence a seus associados. É uma associação de fins não econômicos. Ou, como se tornou mais comum dizer hoje em dia, sem finalidade lucrativa.

O Chelsea é um negócio cujo proprietário é um cavalheiro russo chamado Roman Abramovich. Um cidadão que ficou bilionário como resultado de negócios pouco transparentes em seu país depois da onda de privatizações do antigo estado soviético.

Desde sua fundação, o Chelsea sempre esteve em mãos particulares. Nunca foi um clube de sócios que votam, como o Corinthians, os demais clubes brasleiros e ainda a grande maioria de clubes de futebol pelo mundo afora. Em 1996 o Chelsea foi colocado na Bolsa de Valores pela família que era sua proprietária na ocasião e, mais tarde, começou a era Abramovich. Ele primeiramente adquiriu o controle acionário depois de investir mais de 140 milhões de libras esterlinas (a libra esterlina vale pouco mais de 1,6 dólar), continuou comprando ações e, quando chegou a ter 90% delas, tirou o clube da Bolsa de Valores.

Quer dizer, hoje é o mandão exclusivo. Faz o  que bem entende, quando bem entende.

Daí a dizer que o Chelsea seja um modelo de administração vai uma boa distância. Só recentemente o clube saiu do vermelho e a dança de técnicos, com Rafael Benitez como a mais recente contratação, não leva propriamente a uma grande estabilidade da equipe.

Há muitos clubes na Europa que ainda seguem o mesmo modelo associativo dos clubes brasileiros. A Inglaterra, com seus milionários russos, árabes ou americanos, é que vem cada vez mais seguindo caminhos diferentes. O PSG na França parece ter enveredado no mesmo rumo, com seu dono do Qatar.

Já o Corinthians passou pela frustrada experiência com a MSI, embora não tenha chegado a abandonar sua característica de clube pertencente a sócios.

É bom que continue assim.

2 comentários em “Dois times, duas concepções

  1. Com uma ou duas exceções, como o time da Wolkswagen (o outro não me lembro), as equipes do Campeonato Alemão são clubes no estilo brasileiro, não no inglês, e se dão muito bem na Champions League.

  2. Parece que o senhor Breno quis dizer Volkswagen, dona do Wolfsburg. O outro time de empresa é o Bayer Leverkusen, da Bayer. Os três times alemães, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Schalke se classificaram com antecedência para a fase de mata-mata em dois jogos da Champions League este ano.

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