Os cheques dos xeques

Bristol (EUA) – Os xeques de Dubai não descansam e se preparam para fazer disputar mais uma maratona milionária. Será no dia 25 de janeiro,  mas já sabemos de antemão quem está inscrito e quais são os favoritos na disputa por uma premiação que no total chega a um milhão de dólares.

Serão 250 mil dólares para o primeiro homem e 250 mil dólares para a primeira mulher. Pelo menos em matéria de maratonas o Dubai é uma cidade  islâmica (parte dos Emirados Árabes Unidos)  em que as mulheres tem direitos iguais aos dos homens.

O ganhador em janeiro de 2012 foi Ayele Abshero, da Etiópia, derrotando seu compatriota Haile Gebrselassie e quebrando seu recorde de percurso, com 2:04:23, com o que estabeleceu o quarto tempo mais rápido da história. Infelizmente, Ayele Abshero está macnudado este ano e não poderá correr.

O mesmo, por incrível coincidência, se passa com a etíope Aselefech Mergia, vencedora entre as mulheres na edição do início deste ano, mas igualmente fora da disputa agora.

Entre os homens, o favorito este ano é o queniano Moses Mosop, que tem 2:03:06, o segundo tempo mais rápido da história. Seu maior rival será o etíope Yemane Tsegay, detentor de oito maratonas abaixo de 2:10.

A prova em Dubai no dia 25 de janeiro terá nada menos de 13 homens com tempos abaixo de 2:08.

Entre as mulheres, as favoritas são as etíopes Tirfi Tsegaye, Mamitu Daska, e Karen Jelela.

Daska foi a vencedora em Dubai em 2010. Jelela ganhou a Maratona de Toronto em 2011. Tsegay venceu em Paris em abril deste ano, com 2:21:40.

Querem saber para quem eu torço? Para ninguém mencionado acima. São todos de Quênia ou da Etiópia e o mundo das corridas de rua está precisando de um pouco de variedade entre os ganhadores, para manter o interesse nos demais países.

2 comentários em “Os cheques dos xeques

  1. Gostaria de ver um estudo científico e verdadeiro sobre o domínio do Quênia e da Etiópia nas corridas, pois não acredito que seja só por causa da altitude, pois no México, Bolívia, Equador, existem lugares com altitudes superiores ao do Quênia e Etiópia e nem por isso vemos pessoas destes Países ganhando provas.

  2. As condições geográficas da Etiópia e do Quênia, com planaltos elevados, semi-áridos, criaram um biótipo apropriado para percorrer grandes distâncias, de indivíduos leves, com pouca massa muscular.

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