Bristol (EUA) – O relatório inicial de um de meus observadores na São Silvestre foi positivo. A mudança de horário permitiu que a prova fosse iniciada com uma temperatura agradável de 20 centígrados (em boa parte porque choveu à noite) e havia mais público do que nos anos anteriores.
A vitória dos quenianos, com as três primeiras colocações, não foi surpresa. Giovani dos Santos correspondeu ao que se podia esperar, com um quarto lugar e o tempo de 44:51. Os dez primeiros quilômetros, com descidas, foram bastante rápidos. Sou informado agora de que houve a morte de um cadeirante, mas não sei ainda se foi por ter perdido o controle ladeira abaixo.
Entre as mulheres também se verificou o que virou rotina mundial nas provas de rua: as africanas passaram a dominar, na esteira dos muitos anos em que já tínhamos a supremacia do continente entre os homens. Quênia, Tanzania e Etiópia ficaram com os cinco primeiros lugares e a brasileira Tatiele Roberta de Carvalho entrou em sexto, com o tempo de 54:10.
Quando vai terminar o domínio africano, sobretudo dos países do leste do continente? Acho que o tema já começa a preocupar os diretores de provas.
O primeiro homem e a primeira mulher receberam 50 mil reais de prêmio, com direito ainda a bonificações não especificadas.
A boa organização deveu-se, em grande parte, ao “evento teste”, que foi realizado na véspera. Graças a ele, hoje, dia 31, toda a equipe que trabalhou, inclusive o policiamento, sabia exatamente o que fazer e quando fazer.
Voltarei ao assunto São Silvestre, pois tenho certeza de que os comentários aparecerão. Além disso, espero ainda o relatório de meu outro observador.

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