Perigo para Klinsmann

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – Outro dia escrevi aqui que Jurgen Klinsmann, o alemão que é o técnico da Seleção Americana, está muito otimista com a classificação de seu time para a Copa de 2014. Disse que os americanos ficarão com o primeiro lugar no grupo da Concacaf.

Mas, a julgar pelo que os Estados Unidos mostraram nesta terça-feira, num amistoso de 0 a 0 contra o Canadá, no Texas, a equipe vai ter que melhorar muito. É certo que Klinsmann não contou com alguns jogadores importantes, como Clint Dempsey e Michael Bradley, em ação, respectivamente, no campeonato inglês e italiano.

Mas mesmo com esses reforços para a campanha de classificação, que começa no próximo dia 6 contra Honduras, será difícll ver uma boa atuação dos americanos. Os novos jogadores que Klinsmann usou contra um apenas esforçado Canadá (seleção já fora da classificação para a Copa no Brasil) mostraram um futebol totalmente mecânico e sem imaginação.

A classificaçao na Concacaf não é difícil, pois, de seis times, três entram diretamente e um vai para a respescagem contra a Oceania. Mas México, Honduras, Jamaica, Costa Rica e Panamá não são bobos em futebol e Klinsmann precisa urgentemente melhorar seu time.

Quanto a primeiro lugar no grupo, duvido muito.

A morte em campo

Bristol (EUA) – O Super Bowl, a festa máxima do futebol americano, se aproxima, mas as controvérsias sobre o esporte de capacete a armadura são cada vez maiores.

Nos últimos dias, Bernard Pollard, “safety” do Baltimore Ravens, fez uma sinistra previsão: “Do jeito que as coisas vão, com jogadores cada vez mais pesados, mais fortes, mais rápidos, se chocando a toda hora, uma morte acabará acontecento em campo, é inevitável”.

Por sua vez, o presidente Barack Obama também disse claramente que está preocupado com a violência no esporte: “Se eu tivesse um filho – declarou Obama neste sábado – teria que refletir muito antes de concordar em deixar que ele jogasse futebol americano”.

Obama disse que sua preocupação é maior em relação aos jogadores de futebol americano em nível universitário, que são amadores:

- Os profissionais estão correndo um risco, mas ao menos estão sendo pagos. Os universitários podem ter sua vida e sua carreira arruinadas e nem ao menos são compensados para tanto.

Até a House of Representatives, que vem a ser a Câmera de Deputados dos Estados Unidos, em nível federal, está engrossando as críticas. Deputados democratas e republicanos estão exigindo em conjunto uma decisão do Sindicato de Jogadores Profissionais sobre os testes contra o uso de hormônio de crescimento, usado para aumentar a massa física dos jogadores. A Major League Baseball iniciará este ano a coleta de amostras para apurar se seus atletas estão usando hormônio de crescimento, mas no futebol americano está tudo parado há dois anos porque o Sindicato de Jogadores diz que ainda vem “estudando a questão”.

Talvez eles só se decidam quando ocorrer uma morte em campo, como previu Bernard Pollard.

Neném e o pedante

AFP

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Bristol (EUA) – “Não há nada de novo sob o sol”, podemos ler em Eclesiastes 1:9. Tal constatação me ocorreu depois de ler uma entrevista do coordenador técnico de nossa Seleção, Carlos Alberto Parreira, sobre o que aconteceu na Copa de 2006, na qual ele era o técnico.

Parreira cita a palestra de um cavalheiro – quem foi, não sei – em seu Footcom, um fórum sobre futebol que, ele, Parreira, organiza todos os anos no Rio de Janeiro. (Parreira, é claro, aproveitou a entrevista para divulgar o seu produto.) Mas o tal palestrante disse que, para a próxima Copa do Mundo, o Brasil vai precisar de jogadores PhD e, ante o pasmo geral, explicou: são jogadores que precisam ser “poor” (pobres), estarem “hungry” (com fome) e terem “desire” (desejo, vontade, que poderíamos traduzir melhor como motivação).

Ora, acontece que há muitos anos um filósofo do futebol brasleiro, Neném Prancha, já tinha dito a mesma coisa num dia em que, assistindo a uma partida do time do qual era técnico, gritou para um jogador: “vai na bola, meu filho, vai na bola como quem vai num prato de comida”.

Parreira, a partir da palestra do pedante em seu Footcom, aproveitou para dizer que em 2006 o que nos faltou foi exatamente o tal PhD. Nossos jogadores, segundo ele, eram super-astros, como Ronaldão, Ronaldinho e Adriano (eu poderia citar outros) que não estavam motivados. E pontificou: “nenhum técnico dá motivação a um jogador, o jogador precisa se automotivar”.

Bem, tenho algumas considerações a fazer. Os tais super-astros desmotivados foram convocados pelo próprio Parreira. Era sabido, por exemplo, que Ronaldão estava mal no Real Madrid. Quando ele voltou para o segundo tempo de nossa primeira partida, contra a Croácia, a passo de cágado (eu escrevi cágado), ficou evidente que dali para a frente Ronaldão não iria mais na bola como quem vai num prato de comida, como de fato não foi. De quem a culpa de sua desinteressada presença na Seleção (lembram-se de sua frase sobre os mais de 80 milhões de dólares que tinha em investimentros?), senão do próprio Parreira?

Eu e muitos outros condenamos a falta de entusiasmo de nossos super-astros na ocasião e, antes mesmo do início do Mundial, cheguei a escrever uma coluna com o título “Les Héros sont Fatigués”, aproveitando o nome de um famoso filme francês.

Acontece também que o novo presidente da CBF afirmou ter nomeado Felipão para a Seleção que disputará a Copa de 2014 por ser um “motivador”. Parreira, braço direito de Felipão, acaba de dizer que não acredita em técnicos motivadores.

Já escrevi aqui no passado que minhas críticas não significam que não vá torcer pela Seleção. Parreira diz que o país todo tem que apoiar a Seleção. Muito bem, apoiarei. Mas não acredito que o entusiasmo popular por nossa Seleção vá ser tão grande quanto Parreira espera. Afinal, nossos torcedores há já algum tempo acham que nossos jogadores são os tais super-astros nadando em dinheiro de que Parreira fala. Muita gente no Brasil está farta de seus excessos, de seu estrelismo, das confusões em que se metem.

Falta a eles o tal PhD de que fala o pedante. Ou a disposição para ir na bola como quem vai num prato de comida, na frase muito mais saborosa de Neném Prancha.

A melhor de todos os tempos

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Bristol (EUA) – A próxima Maratona de Londres, no dia 21 de abril, já está sendo anunciada como a “melhor do mundo, em todos os tempos”. Talvez seja um exagero, mas será de fato uma prova extraordinária em que o Brasil comparecerá entre os homens com Marilson Gomes dos Santos e entre as mulheres com Adriana da Silva, na lista de atletas de elite.

Mas a dificuldade que Marílson e Adriana terão pode ser medida pela modesta colocação de ambos entre os melhores tempos já obtidos no passado entre os corredores inscritos. Marílson aparece apenas na 11a. colocação, com 2:06:34, e Adriana na 16a., com 2:29:17.

A qualidade do elenco em Londres pode ser medida pelo fato de que seis dos inscritos tem tempo melhor do que o de Lelisa Denisa, ganhador nesta sexta-feira da Maratona de Dubai, com 2:04:45, do que o tempo do segundo colocado, Berhany Shiferaw, com 2:04:48 e do que o do terceiro colocado, Tadese Tola, com 2:04:49. A qualidade da Maratona de Dubai foi de tal ordem que pela primeira vez registrou no mundo cinco primeiros colocados com tempo abaixo de duas horas e cinco minutos.

Nenhum desses corredores (os outros foram Endeshaw Negesse e Bertnard Koech) estão inscritos na Maratona de Londres. E ainda assim há justiça na afirmação de que o elenco masculino da Maratona de Londres merece ser considerado o melhor do mundo, em todas as épocas.

A qualidade feminina em Londres é também evidente, om quatro corredoras com tempo abaixo de duas horas e vinte minutos. Se considerássemos só as seis primeiras colocadas na Maratona de Dubai, ontem, todas elas da Etiópia, seus tempos alijariam Adriana da Silva de 16a. entre as inscritas para a 22a. posição. Nenhuma das seis primeiras colocadas acima mencionadas está inscrita em Londres. Não posso fazer mais comparações porque não tenho no momento os tempos completos da prova em Dubai, mas o que relato acima mostra bem a riqueza de talento entre mulheres correndo maratonas hoje no mundo.

O melhor tempo entre os homens inscritos em Londres é o de Patrick Makau, do Quênia, com 2:03:36. O melhor tempo entre as mulheres é o de Tiki Gelana, da Etiópia, com 2:18:58. Todos os dez melhores tempos masculinos são de corredores do Quênia e da Etiópia. Todos os sete melhores tempos femininos são de corredoras do Quênia e da Etiópia.

Acrescento que, por problemas de cultura, só em época relativamente recente surgiu uma geração de maratonistas entre etíopes e quenianas.

Tempos da Etiópia

Divulgação/site oficial

Divulgação/site oficial

Bristol (EUA) – Sete dos dez primeiros homens, sendo que os quatro mais bem colocados. Sete das dez primeiras mulheres, sendo que as seis primeiras em ordem ininterrupta. Este foi o fantástico resultado da Etiópia na Maratona de Dubai, corrida hoje, 25 de janeiro.

Entre os dez primeiros homens, apenas Quênia, com um quinto, sexto e oitovo lugares, atrapalhou um pouco a vida dos etíopes.

Entre as dez primeiras mulheres apareceu uma sueca, Issabella Anderson, na sétima colocação. Na nona, apareceu uma atleta da Namíbia, Beata Naigambo, e, na décima, uma japonesa, Misaki Katsumata.

Os tempos foram excelentes, sobretudo entre os homens. Pela primeira vez na história, uma Maratona teve cinco atletas correndo a distância (42.195 metros) abaixo de duas horas e cinco minutos.

Os cinco primeiros entre os homens foram, Lelisa Denisa (Etiópia), com 2:04:45, Berhanu Shiferaw (Etiópia), com 2:04:48, Tadese Tola (Etiópia), com 2:04:49, Endeshaw Negesse (Etiópia), com 2:04:52 e Bernard Koech (Quênia), com 2:04:53.

Entre as mulheres, os tempos não foram tão bons, apenas respeitáveis, pois ninguém conseguiu correr abaixo de duas horas e vinte minutos. Tirfi Tsagaye ganhou com 2:23:23, Ehitu Kiros chegou em segundo com 2:23:39, Amane Gobena foi a terceira com 2:23:50, Ahesa Kiros a quarta om 2:24:30 e Belaynesh Oljira a quinta com 2:25:01. Todas representando a Etiópia.

A prova começou às sete da manhã, com a temperatura de 15 centígrados. É inverno nesta época do ano em Dubai, nos Emirados Árabes, mas a umidade relativa do ar não foi das mais baixas. Havia neblina.

Klinsmann bota banca

Bristol (EUA) – Os Estados Unidos começam a fase final de sua campanha classificatória para a Copa do Mundo de 2014 com uma partida contra Honduras.em Honduras, no dia 6 de fevereiro.

Além de Honduras, os adversários dos americanos serão México, Panamá, Costa Rica e Jamaica. Três países se classificam e um quarto vai para a repescagem.

Tudo leva a crer que os Estados Unidos não terão muitos problemas para embarcar para o Brasil, mas Jurgen Klinsmann, o técnico da equipe, não vai se satisfazer com a mera classificação e muito menos com uma repescagem. Ele quer ser o primeiro do grupo e já disse que “não tem medo de ninguém”.

- Nosso time é o melhor da CONCACAF- disse Klinsmann. A FIFA pode ter colocado o México em 15o. lugar no ranking mundial, enquanto nós estamos apenas na 28a. colocação, mas nosso time é melhor do que o deles.

Klinsmann chegou a afirmar que o americano Clint Dempsey, que é reserva no Tottenham Hotspur, na Inglaterra, é melhor do que o mexicano Chicharito Hernández, do Manchester United. Afirma também que seu meio-campista Michael Bradley, que atualmente joga na Itália, no Roma, é melhor que o mexicano Andrés Guardado, do Valencia, na Espanha .

São opiniões, mas opiniões ousadas, com as quais poucos observadores neutros concordariam. O jogo contra Honduras, na semana que vem, será no campo do adversário.

Acho que não vai ser fácil, embora Honduras seja apenas a 59a. colocada no ranking da FIFA. Mas, se formos acreditar em Klinsmann, as posições no ranking pouco significam.

O suicídio de São Castilho

Bristol (EUA) – Quem passar os olhos por alguns posts abaixo em meu blog vai verificar que previ a volta de Júlio César à Seleção Brasileira. Mas é de Carlos José Castilho, grande goleiro do Fluminense e da Seleção Brasileira no passado, que quero falar.

Lembrei-me dele por causa do suicídio do ator Walmor Chagar. Castilho estaria hoje um pouco mais velho do que Walmor, que morreu aos 82 anos.

Seu apelido, dado pelos tricolores, era de São Castilho, pois as poucas bolas que o venciam quase sempre acabavam por bater milagrosamente nas traves. Os torcedores adversários o acusavam de ter aberto uma leiteria, usando uma expressão da época para definir alguém com muita sorte.

Como profissional, Castilho era um obcecado, a ponto de, em 1957, ter preferido a amputação de metade do dedo mindinho na mão esquerda a ter que esperar o tempo necessário para a recuperação de uma fratura. Foi goleiro em quatro Copas do Mundo, de 1950 a 1962, mas apenas na de 1954 chegou a titular, pois na Seleção nunca chegou a repetir as atuações que tinha no Fluminense, onde sempre saía de campo sob frenéticos aplausos, enquanto o resto do time era em geral alvo de vaias. Houve até o fato curioso de que o reserva de Castilho no Fluminense, Veludo, também chegou à Seleção Brasileira e, nesta, foi considerado melhor do que ele.

Em 1987, Castilho foi visitar sua ex-mulher e, inesperadamente, saiu correndo pela sala e jogou-se pela janela do apartamento, sem explicações ou carta de despedida. Na ocasião, estava afastado do Brasil e trabalhava como técnico na Arábia Saudita, para onde tinha passagem marcada para os próximos dias.

Os que o conheciam bem, como os que conheciam Walmor, consideram que ambos estavam deprimidos, pelo fato de, no auge de suas profissões, terem conhecido a fama – mas, depois, o esquecimento.

Entre os dois ofícios, apenas a diferença do tempo mais curto de uma carreira no futebol.

Milionário aflito

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Pobre, golfista americano. Num esporte de milionários, ele é um dos mais ricos. Aos 43 anos de idade, já ganhou mais de 67 milhões de dólares só em prêmios em dinheiro. No ano passado, se juntarmos sua premiação em dinheiro e o que recebeu de patrocinadores, ganhou 47 milhões e oitocentos mil dólares.

Mas Phil Mickelson está aborrecido com o governo federal americano (leia-se Barack Obama) e com o governo estadual da Califórnia (leia-se Jerry Brown, governador democrata), estado onde vive. Acontece que nos últimos tempos tanto o governo federal quanto o governo da Califórnia aumentaram o que os super-milionários como ele devem pagar de imposto de renda.

Mickelson deu a entender esta semana, depois de seu primeiro torneio do ano no La Quinta Country Club, na Califórnia, que não está satisfeito com “o rumo polítco nos Estados Unidos”. Parece que a eleição de Barack Obama levou-o a desistir de fazer parte de um grupo de investidores que comprou o time de beisebol San Diego Padres. Mickelson prometeu que vai fazer um pronunciamento sobe sua carreira esta semana, quando estará disputando um torneio em La Jolla, Califórnia, perto de San Diego, onde mora.

Talvez venha a dizer que prefere se aposentar do que continuar jogando para pagar tanto imposto de renda. Vai chorar a caminho do banco.

Correndo atrás do prejuízo

Bristol (EUA) – A melhor definição que posso fazer das duas entrevistas de Oprah Winfrey com Lance Armstrong, agora que ambas foram ao ar, é que elas se constituíram no que aqui se chama um exercício em “damage control”. Ou, em português coloquial, uma corrida atrás do prejuízo, para tentar salvar o que for possível.

Armstrong não me convenceu, nem quando falou de seu filho Luke, pois para mim todos os pontos da entrevista foram cuidadosamente preparados pelo pessoal de relações públicas a seu serviço para mostrar sua parte simpática, sua parte humana. Algo difícil, pois mesmo em tais momentos a emoção de Armstrong, que parecia procurar uma lágrima, mas não a achava, não passou uma imagem verossímel.

Para mim, a estratégia de Armstrong ficou clara quando admitiu dopar-se até 2005 mas negou veemente que se tenha dopado depois de tais datas, quando voltou a competir, no Tour de France e outras provas, em 2009 e 2010. Há evidências em contrário – mas Armstrong está em negociações com a WADA, a World Anti-Doping Agency, e a USADA, a United Stares Anti-Doping Agency, para transformar seu banimento perpétuo dos esportes olímpicos (o que inclui não apenas ciclismo como triathlons e corridas de rua) numa suspensão de oito anos.

Vocês fizeram as contas? Se Armstrong chegar a um acordo com a WADA e a USADA, ele poderia voltar a competir ainda este ano. Ou no máximo no ano que vem.

Vamos aguardar. Armstrong terá ainda que dizer algo mais às duas agências, coisas que não disse nem lhe foram perguntadas na entrevista com Oprah Winfrey, para obter a redução da pena. O problema porém continua a ser que, dependendo do que ele confessar, Armsrtrong corre o risco de ser processado por perjúrio pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Muita água ainda vai rolar. Existe também a ameaça, esboçada por Dick Pound, ex-presidente da WADA, de suspender o ciclismo da Olimpíada no Rio, em 2016, por causa da “contaminação” no esporte. Acho porém a possibilidade pequena.

Armstrong, o incrível

Bristol (EUA) – A parte mais inacreditável da entrevista que Lance Armstrong deu a Oprah Winfrey foi quando ele disse que, ao ser chamado de “cheat” (embusteiro, trapaceiro, escroque, enganador), foi olhar a definição da palavra no dicionário. Em suma, Armstrong estava mandando a mensagem de que o que ele fazia era normal (como botar a pressão correta de ar nos pneus de sua bicicleta), pois todos faziam o mesmo.

Mas ao mesmo tempo, frio como um peixe, Armstrong não implicou nenhum outro ciclista. Deu a entender que, se liderava o uso de doping, era por uma espécie de consenso, sem precisar forçar os companheiros.

Diversas vezes Oprah deixou Armstrong escapar pela tangente, como na ocasião em que ela o interrogou sobre o incidente no hospital quando diversas pessoas o ouviram, meio grogue, confessar que se dopava. Armstrong simplesmente jogou o assunto para escanteio e Oprah não o pressionou.

A pobre Emma O’Reilly, acusada de ser prostituta e acionada por Armstrong – embora estivesse falando a verdade – foi mencionada apenas de passagem e Armstrong teve a cara de pau de dizer que não se lembra se a acionou na Justiça ou não.

Ao contrário do que haviam anunciado, Armstrong praticamente não mostrou emoção na entrevista. Usou-a como uma oportunidade de fazer relações públicas e Oprah, como eu esperava, foi boazinha além da conta.

Armstrong é incrível. Não se pode acreditar nele.