A morte em campo

Bristol (EUA) – O Super Bowl, a festa máxima do futebol americano, se aproxima, mas as controvérsias sobre o esporte de capacete a armadura são cada vez maiores.

Nos últimos dias, Bernard Pollard, “safety” do Baltimore Ravens, fez uma sinistra previsão: “Do jeito que as coisas vão, com jogadores cada vez mais pesados, mais fortes, mais rápidos, se chocando a toda hora, uma morte acabará acontecento em campo, é inevitável”.

Por sua vez, o presidente Barack Obama também disse claramente que está preocupado com a violência no esporte: “Se eu tivesse um filho – declarou Obama neste sábado – teria que refletir muito antes de concordar em deixar que ele jogasse futebol americano”.

Obama disse que sua preocupação é maior em relação aos jogadores de futebol americano em nível universitário, que são amadores:

- Os profissionais estão correndo um risco, mas ao menos estão sendo pagos. Os universitários podem ter sua vida e sua carreira arruinadas e nem ao menos são compensados para tanto.

Até a House of Representatives, que vem a ser a Câmera de Deputados dos Estados Unidos, em nível federal, está engrossando as críticas. Deputados democratas e republicanos estão exigindo em conjunto uma decisão do Sindicato de Jogadores Profissionais sobre os testes contra o uso de hormônio de crescimento, usado para aumentar a massa física dos jogadores. A Major League Baseball iniciará este ano a coleta de amostras para apurar se seus atletas estão usando hormônio de crescimento, mas no futebol americano está tudo parado há dois anos porque o Sindicato de Jogadores diz que ainda vem “estudando a questão”.

Talvez eles só se decidam quando ocorrer uma morte em campo, como previu Bernard Pollard.

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