Bristol (EUA) – Pode parecer pouco, mas já há um indício de que Oscar Pistorius virá a ser tratado na África do Sul com algumas regalias não dispensadas a presos comuns. A primeira é que ele está aguardando a decisão sobre fiança para responder à acusação de assassinato em liberdade – decisão a ser tomada nesta terça-feira – numa cela especial na delegacia de polícia.
Pistorius não foi enviado ao Presídio, onde outros acusados aguardam decisões sobre fiança, com base no fato de que é um “incapacitado físico”. De fato ele é, mas o presídio tem muitos outros incapacitados físicos.
O caso está parecendo cada vez mais sensacional – para não dizermos escabroso. Num “post” abaixo falo da surpresa de um jornalista ao descobrir no quarto de Pistorius um bastão de beisebol, um bastão de críquete, uma pistola e uma metralhadora. Agora, surgem as notícias de que o bastão de críquete estaria ensanguentado na madrugada em que Pistorius foi preso.
Pistorius pertence a uma minoria branca na África do Sul. É um país ainda marcado pela desigualdade racial, em que os brancos, como Pistorius e sua namorada, em geral moram atrás de muralhas, para separá-los da violëncia em um país com alto índice de criminalidade.
Mas e quando a criminalidade é entre brancos, atrás das muralhas?
Os que dizem que Pistorius é um “herói de todos os sul-africanos” estão enganados. Os negros não dispensam a ela a mesma admiração que os brancos. Há porém um aspecto interessante: nos Estados Unidos, em 1994, um famoso atleta negro, O. J. Simpson, matou sua mulher branca, mas foi absolvido. Um caso clássico em que a fama do acusado falou mais alto e mais forte do que o sistema judicial.
Esperemos para ver o que acontece no caso de Pistorius.

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