Futebol por loucos

Dennis Calçada/Santos FC

Dennis Calçada/Santos FC

Bristol (EUA) – Sempre que leio a imprensa esportiva brasileira fico com a impressão de que nossos clubes são dirigidos por loucos e irresponsáveis de toda a ordem.

É talvez reflexo de atividades em outros setores, pois temos no Ministério do Esporte um cidadão que confessadamente tem pouquíssima intimidade com esportes e no Ministério da Ciência e Tecnologia um desafeto da ciência e da tecnologia – que antes havia sido chamado, mal ou bem, para apagar incêndios no Ministério do Esporte por seus atoleimados e/ou corruptos antecessores.

Vejam o que se passa com o Santos, que nos últimos anos revelou jogadores como Diego, Robinho e Neymar. Todos os três e seus “investidores” – isto é, os suspeitos indivíduos cujas atividades a FIFA resolveu afinal cercear – estão muito bem de vida, enquanto o Santos, outrora glorioso, está na bancarrota.

É difícil compreender como isto pode ter acontecido tão cedo após Neymar ter sido vendido numa transação que estabeleceu  novo  recorde mundial.

Ah, sim, na transação quem menos viu a cor do dinheiro foi o  Santos.

Se olharmos para os outros clubes, a situação não é muito mais promissora.

No Brasil há loucos por futebol e um futebol por loucos.

 

O sonho de John Lennon e o sonho olímpico

ReproduçãoBristol (EUA) – Com a aproximação da Olimpíada de 2016, um novo receio parece surgir: a competição estará ameaçada por atos de terrorismo  que no momento  sacodem o mundo, sobretudo o mundo ocidental?

Devo dizer que conheço árabes que são pilantras e árabes que são um exemplo de atitudes corretas. Conheço judeus que são pilantras e judeus que são  um exemplo de atitudes corretas. Conheço cristãos que são pilantras e cristãos que são um exemplo de atitudes corretas.

Nem todos árabes são muçulmanos, nem todos muçulmanos são árabes, nem todos os judeus são religiosos e o termo “cristãos” acima é adotado para o conjunto das assim chamadas civilizações ocidentais.

Mas as três grandes fés monoteístas que eles representam hoje dividem o planeta num panorama sombrio  que pode ameaçar mesmo o mundo do esporte, na Olimpíada do Rio.

Quando John Lennon compôs “Imagine”, em 1971, era difícil supor que, quase meio século depois, seu sonho estivesse cada vez mais fora do alcance da humanidade.

 

Em português, “céu” é usado indistintamente para significar tanto o firmamento quanto o paraíso, mas na linguagem coloquial em inglês, como está na letra de John Lennon, há uma clara distinção entre “sky” e “heaven”.

 

Lennon queria um mundo em que o céu fosse apenas o vasto espaço sobre nossas cabeças, povoado por estrelas e galáxias.

 

Recusava a estreiteza do mundo religioso que recompensa os crentes com  a bem-aventurança eterna, em meio à mais completa glória, e pune os descrentes com horríveis sofrimentos sem fim, em meio às chamas do inferno.

 

Quando seu discípulo João lhe pergunta onde está o caminho, Jesus responde: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai, a não ser por meu intermédio”.

 

Este é um dos pontos da doutrina cristã – ou ao menos da protestante –  em que empaco. A diferença entre dobrar à direita, para o paraíso, e dobrar à esquerda, para o inferno, pode estar tão estreitamente definida?

 

Mas de 1971 para cá o fundamentalismo, seja ele cristão, judaico ou muçulmano, só fez crescer.

 

É impressionanrte – e mesmo assustador – por exemplo, ver nos Estados Unidos o número de pessoas que acreditam que o mundo foi criado exatamente como está na Bíblia, em sete dias, com, primeiramente, Adão, depois Eva, tirada de sua costela, a maçã e a serpente.

 

O  Estado de Israel, implantado por potências cristãs para aliviar sua consciência pesada pelo holocausto, mas à custa de territórios onde viviam muçulmanos, em nada contribuiu para aliviar a tensão entre as  três grandes religiões monoteístas.

 

É sintomático que, ainda hoje, a imprensa árabe, quando se refere aos ocidentais, os chame, frequentemente, de “cruzados”.

 

Sim, as cruzadas da Idade Média, as expedições de cristãos europeus contra o Levante habitado por muçulmanos, permanecem vivas em suas memórias.

 

Nos dias mais atuais, a história do colonialismo europeu na região, em especial por parte de ingleses e franceses, e modernamente a contínua ingerência dos americanos, motivada sobretudo pela sede de petróleo, só contribuíram para agravar as tensões.

 

Às tensões religiosas, sobrepõem-se os conflitos raciais, pois a maior parte do mundo islâmico é de pele escura.

 

O atentado ao semanário Charlie Hebdo é um pequeno capítulo numa história que só tende a se agravar.

Espero  que não chegue ao nosso país, mas não estou seguro, pois li em um jornal brasileiro que uma muçulmana foi atingida por uma pedrada em São Paulo, só porque um véu cobria seu rosto.

 

“Imagine all the people living life in peace…”

 

John Lennon era mesmo um sonhador.

 

 

 

 

 

 

 

Sinais trocados

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Enquanto a inglesa Paula Radcliffe se prepara para justas homenagens ao correr a última Maratona de sua carreira no próximo mês de abril, em Londres, a queniana Rita Jeptoo caminha para se enredar ainda mais na investigação de seu caso de doping, pela Federação de seu país, o Quênia.

Jeptoo, elegantemente vestida, de peruca e óculos escuros,  teve que enfrentrar duas horas de interrogatório cerrado, em Nairobi, com acusações inclusive de seu ex-marido, Noah Buzinei, de que ela se dopa desde 2011.

Tudo indica que a única dúvida em relação a Rita Jeptoo é se ela cumprirá uma suspensão de dois anos, a contar da data em que o teste anti-doping foi realizado, em setembro do ano passado, ou se ficará afastada das provas por quatro anos, a partir do último dia 1 de janeiro.

Além de Jeptoo e de seu marido, outras pessoas foram ouvidas pela Federação de Quênia, num total de 12 horas. Ao fim, o Chefe do Comitê Médico, Isaac Mwangi, disse que outra audiência será realizada dentro de duas semanas, porque “hove muita informação nova”.

É praticamente certo que o título de Jeptoo na Maratona de Chicago, em outubro de 2014, será anulado e que ela perderá mesmo o meio milhão de dólares que iria receber na última Maratona de Nova York, em novembro, por sua vitória na World Marathon Majors.

O que não está muito claro ainda é  que papel desempenharam o agente de Rita Jeptoo, Federico Rosa, e seu técnico, Claudio Berardelli, ambos italianos.

Federico Rosa tem repetidamente declarado que nada teve a ver com o caso e não quer mais saber de Jeptoo, mas sua reputação não é das melhores.

A decisão da Federação do Quênia deverá ser tomada depois de consultar a Federação Internacional de Atletismo.

Enquanto isto, em Londres, Paula Radcliffe, recordista mundial da distância,  se aposentará, coberta de homenagens.

Quanto a Jeptoo, com certeza preferiria muito mais passar algo além  de duas horas correndo uma Maratona do que sendo interrogada a respeito de doping.

Tempos de pessimismo

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Houve um tempo em que fui otimista em relação ao Brasileirão. O campeonato era muito competitivo e até hoje ainda é verdade que há dez ou doze times com reais possibilidades de conquistar o título, de ano para ano, enquanto, por exemplo, na Espanha, os cálculos tem que ficar restritos aos eternos Real Madrid e Barcelona, com uma ou outra aparição mais do que bissexta para o Atlético de Madrid.

O Brasil vivia uma época de otimismo. Nossa economia se fortalecia, enquanto a Europa entrava em recessão.

Havia a euforia do pré-sal. O Brasil fora escolhido para sediar a Copa do Mundo e a Olimpíada.

Hoje infelizmente vai se tornando mais claro que,  quando o petróleo do pré-sal for afinal economicamente viável – e já não estamos falando em roubalheiras –  o mundo  terá partido para fontes alternativas de energia e o Brasil continuará a ser… o país do futuro.

Este futuro nunca alcançado também se reflete em nosso futebol. Pior do que o vexame da última Copa é a constatação de que não produzimos mais jogadores com as qualidades dos craques do passado, quando nos destacávamos sobretudo do meio de campo para a frente.

Temos Neymar, é verdade, mas num plano inferior ao de outros grandes jogadores mundiais.

Nossos clubes estão falidos ou em situação pré-falimentar e a falta de imaginação é tão grande que agora as mesmas vozes do passado se erguem sugerindo a volta do mata-mata no Brasileirão.

É uma turma que insiste em não compreender que um campeonato em pontos corridos pode coexistir com torneios eliminatórios, em fórmulas adotadas no mundo inteiro.

Nossos cartolas deveriam estar atentos a um aspecto muito mais importante, que é o da desigualdade das cotas de televisão entre Flamengo e Corinthians, de um lado, e os demais clubes do outro.

É necessário que a televisão pague mais a todos – aí incluídos Flamengo e Corinthians – mas também que a desigualdade de cotas diminua. Vejam, a propósito, num “post” abaixo, como é a distribuição de dinheiro na Premier League, onde a disparidade nos recursos proporcionados pela televisão  é muito inferior à que se verifica entre clubes brasileiros.

Mas, com os cartolas que temos no Brasil, estou pessimista. Como estou pessimista com o Brasil em geral.

 

 

 

Votos bizarros

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Quem se der ao trabalho de ler os  votos para os melhores jogadores do ano de 2014 há de convir  que a eleição de Cristiano Ronaldo foi justa, mas algumas coisas despertaram minha atenção:

1 – O excessivo “patriotismo” do técnico argentino Tata Martino, que votou em Lionel Messi, Angel di Maria e Javier Mascherano, todos seus compatriotas.

2 – O nenhum patriotismo  (ou, se preferirem, completa imparcialidade) do técnico inglês Roy Hodgson, que votou em Javier Mascherano, da Argentina, e nos alemães Philipp Lahm e Manuel Neuer. Além de esnobar todos os jogadores de seu próprio país, Hodgson votou em nomes de dois países com os quais a Inglaterra tem grande rivalidade, aí incluídas guerras: a Argentina e a Alemanha. Aliás, são todos defensores, o que talvez explique porque a Inglaterra foi eliminada logo de saída na Copa do Mundo.

3 – O patriotismo menos gritante do que o de Martino, mas ainda assim descabido, de Dunga, votando em Neymar como o melhor do mundo.

4 – O fato de que Diego Costa, desprezado por Felipão, teve um razoável número de votos, enquanto Fred, o preferido de  nosso técnico, não teve nenhum.

5 – A constatação de que Thiago Silva e David Luiz,  que tiveram uma péssima Copa, ainda assim foram escolhidos como os melhores zagueiros centrais do mundo. O PSG agradece.

Merecem o desrespeito

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Assisto na televisão a entrada em campo dos times do Southampton e do Manchester United. Os dois técnicos, Ronald Koeman e Louis van Gaal, são holandeses, de um país que jamais ganhou uma Copa do Mundo.

Na Austrália, o Japão começa a defender seu título da Copa da Ásia, com um técnico mexicano, Javier Aguirre, de um país que jamais ganhou uma Copa do Mundo.

O técnico do Chelsea, líder da Premier League,  é o português José Mourinho, de um país que jamais ganhou uma Copa do Mundo.

O técnico do vice-líder e atual campeão inglês, Manchester City, é o chileno Manuel Pellegrini, de um país que jamais ganhou uma Copa do Mundo.

Não há um único técnico brasileiro dirigindo time importante em campeonato importante fora do Brasil.

O único que passou pela Premier League, Luiz Felipe Scolari, fracassou.

Como Vanderlei Luxemburgo fracassou fragorosamente como técnico do Real Madrid, provavelmente o mais importante clube do futebol mundial.

Os técnicos brasileiros, do país cinco vezes campeão do mundo, não são respeitados no exterior.

Pelo que fizeram no passado, quando lá tiveram oportunidade de trabalhar, merecem o desrespeito.

 

Mundo insano

Foto: TONY ASHBY/AFP

A tenista francesa Alize Cornet se solidariza com a revista Charlie Hebdo após o atentado

Bristol (EUA) – Ontem à noite assisti a um debate na televisão americana em que uma das personalidades defendia a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, usou a expressão “a palavra n”.

Bem, para quem não sabe, a “palavra n” é um código nos Estados Unidos para não dizer a palavra “nigger”.

Então, tínhamos na telinha um americano defendendo o direito do semanário  Charlie Hebdo de publicar na França charges em que o profeta Maomé aparece nu, na prática de atos sexuais, e, ao mesmo tempo, não tem a coragem de, em seu próprio país, usar a palavra “nigger”.

Sim, a palavra “nigger”, corruptela de “negro”, é  pejorativa nos Estados Unidos. Um americano branco só a usa quando quer ser explicitamente ofensivo.

A esta altura, devo dizer que acredito em Deus, mas não o conheço, porque Deus é a força que criou o universo, mas eu não sei e  até hoje ninguém sabe como o Universos foi criado. Quanto soubermos, teremos conhecido Deus. Até lá, ouço respeitosamente  cristãos, judeus e muçulmanos, mas penso com minha própria cabeça.

Os cristãos não querem que se invoque o nome de Deus em vão, os judeus nem o escrevem e os muçulmanos não admitem a criação de imagens de Maomé.

Quem desenhou Maomé nu na prática de atos sexuais deveria saber que estava jogando óleo na fogueira do fanatismo religioso que hoje infelizmente assola o planeta.

O mundo está perigoso demais, numa insanidade que  ameaça até os campos do esporte.

NOTAR BEM: Inicialmente, por erro de digitação, saiu “água na fogueira”, no penúltimo parágrafo, quando o correto, como está agora, é “óleo na fogueira”.

 

 

 

 

Kobe Bryant saúda Steven Gerrard

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Kobe Bryant viveu na Itália quando garoto, fala fluentemente o italiano e é um grande fã de futebol. Esteve no Brasil tanto na Copa das Confederações quanto na Copa do Mundo.

Agora, ele acaba de escrever no site do Los Angeles Galaxy, que a partir de julho será o novo  time de Steven Gerrard, do Liverpool e da Seleção da Inglaterra, uma saudação ao jogador, em texto que traduzo abaixo, com alguma licença poética:

“Bem-vindo a Los Angeles, bem-vindo a La-La-Land. Espero que sua contratação garanta um novo título ao Galaxy e estou certo  que garantirá.  Sou um grande fã seu há muito tempo, aprecio sua versatilidade, sua agressividade e sua liderança. Divirta-se e ponha pra quebrar. Eu estarei lá, incentivando você. Paz”.

Kobe pede um novo título para o Galaxy que não apenas é o atual campeão americano mas o time que até hoje conquistou mais títulos e chegou a mais finais na história da Major League Soccer.

Neste sentido o Galaxy é bem diferente do Liverpool, que desde 1990 não é campeão inglês e que no ano passado perdeu a oportunidade de sê-lo justamente porque Steven Gerrard escorregou sózinho em campo e deu uma vitória ao Chelsea que custou a seu time  a liderança da Premier League e acabou entregando o título ao Manchester City.

Ali bin, mas não Ali Babá

Bristol (EUA) – Nas Mil e Uma Noites o pobre lenhador Ali Babá descobre que o segredo para abrir a caverna dos 40 ladrões era a expressão “Abre-te Sésamo”. Não vou cansar os leitores com os pormenores da história – que, de resto, é bem conhecida – mas graças à sua fiel e bela escrava (realmente, só nas Mil e Uma Noites um pobre lenhador poderia  ter uma escrava que, além de fiel, era bela), ao fim os 40 ladrões estão mortos e Ali Babá, por meios honestos, rico e poderoso.

Agora aparece um príncipe jordaniano, Ali bin al-Hussein, para se candidar a substituir Sepp Blatter na presidência da FIFA.

Será que ele descobriu a senha para abrir a caverna e botar os 40 ladrões para correr?

Duvido. Para começo de conversa, a própria Confederação Asiática de Futebol, da qual a Jordânia faz parte, já está comprometida com Sepp Blatter.

Idem para a Confederação Sul-Americana, para a Africana e a da Oceania.

Sepp Blatter sabe agradar a seus eleitores.

Tudo indica que só duas confederações apoiarão Ali bin al-Hussein: a CONCACAF, por causa da influência de Sunil Gulati, presidente da Federação dos Estados Unidos, e a UEFA, a Confederação Europeia.

A UEFA apoiará Ali bin al-Hussein porque os europeus já estão fartos das malandragens de Sepp Blatter, o cidadão que era Secretário da FIFA ao tempo de Havelange, substituiu-o no cargo e não quer largar o osso. Embora europeu, Blatter não conta com o apoio de quase nenhum europeu.

A candidatura de Ali bin al-Hussein parece ter nascido de uma manobra do francês Michel Platini, que quer tirar Sepp Blatter da presidência da FIFA mas prefere não se opor frontalmente a ele.

Há ainda um outro candidato, o também francês Jérôme Champagne, ex-aliado de Blatter.

Dizem, nos meandros da FIFA,  que Champagne está apenas fazendo jogo de cena, para dividir os votos anti-Blatter.

Com ou sem jogo de cena, esta novela já está mais labiríntica do que as Mil e Uma Noites.

E Ali bin, ao contrário de Ali Babá, dificilmente descobrirá como derrotar os ladrões.

 

Que rei sou eu?

aldo_hilton_700_divBristol (EUA) – O episódio em que tiraram do novo Ministro do Esporte, George Hilton, as principais atribuições de sua pasta, inclusive as relativas à Olimpíada de 2016, numa medida lógica, sobretudo depois que ele admitiu não entender de esporte, me faz lembrar um velho sucesso carnavalesco, cantado, se não me falha a memória, por Francisco Alves. Era, muito apropriadamente, intitulado “Que Rei Sou Eu?” Vamos à letra:

Que rei sou eu,
Sem reinado e sem coroa,
Sem castelo e sem rainha,
Afinal que rei sou eu?

O meu reinado,
É pequeno e  restrito,
Só mando no meu distrito,
Afinal, que rei sou eu?

Não tenho criados de librés,
Carruagens, nem mordomos,
E ninguém beija meus pés,
Meu sangue azul,
Nada tem de realeza,
O samba é minha nobreza,
Afinal que rei sou eu ?

O Ministro pode aproveitar o carnaval que se aproxima e sair por aí, mas continua no ar a pergunta que fiz no post mais abaixo,  “Deus nos Salve”:

Por que o Brasil  tem um Ministério do Esporte? Por que o Brasil tem 32 partidos políticos e uma infinidade de Ministros, Secretários com status de Ministro, e aspones variados?

A resposta que se impõe, principalmente depois desta nova e ridícula ocorrência: subdesenvolvimento cultural, jeitinho, barganhas políticas, toma-lá-dá-cá.