Gazeta Esportiva

Bristol (EUA) – A representante do Brasil, Rebecca Werneck Stephenson, foi a campeã na faixa etrária de 40 a 44 anos no St.Croix Ironman 70.30, nas Ilhas Virgens. A prova, considerada o mais difícil Half Ironman do mundo, serve como classificatória para o Ironman do Havaí e para o 70.3 World Championship.

A grande dificuldade da competição,  nas distâncias de dois quilômetros de natação, 90 quilômetrtos de cilismo, e 21,1 quilômetros de corrida, está no percurso extremamente técnico, por ser muito íngreme. Neste domingo, para dificultar ainda mais, choveu forte durante toda a etapa de ciclismo, tornando-a extremamente perigosa.

O tempo de Rebecca foi de 5:23:59. Ela completou a natação em 37:18, o ciclismo em 3:04:22 e a corrida em 1:42:19. Rebecca saiu da água em sétimo lugar, completou o ciclismo em sexto e, na corrida, superou cinco adversárias.

O vencedor geral, entre os homens, foi Andy Potts, dos Estados Unidos, com 4:03:31, seguido por Stephane Poulat, da França, com 4:05;25, e Lance Armstrong, dos Estados Unidos, com 4:07:08. Entre as mulheres, a vencedora geral foi Angela Naeth, do Canadá, com 4:28:12, seguida por Beth Ellis, dos Estados Unidos, com 4:33:39, e Sara Groxx, do Canadá, com 4:46:43.

O St. Croix Ironman 70.3 é conhecido como o “America’s Paradise Triathon”. O curioso em relação a Lance Armstrong é que ele havia disputado  este mesmo triathlon em 1988, quando tinha 16 anos,  antes de começar sua carreira no ciclismo. Já minha filha Rebecca Werneck Stephenson, que em 1989 foi a latino-americana mais bem colocada no I Campeonato Mundial de Triathlon, em Avignon, na França, teve que suspender sua carreira por longo tempo, às voltas com Universidade e família, criando três filhos, além de diversos problemas de contusão.

Bristol (EUA) – Tiago Splitter voltou bem à equipe do San Antonio Spurs, que está bem próxima de “varrer” o time do Utah Jazz, o que poderá acontecer amanhã, no quarto jogo da série, nos playoffs. Splitter, que saiu machucado no jogo um e não disputou o dois, esteve na quadra durante 18 minutos e oito segundos, na partida de sábado à noite, com a vitória do Spurs por 102 a 90.

Splitter marcou dez pontos, conseguiu oito rebotes (todos defensivos), errou os dois lances livres que tentou, teve uma assistência, um  toco, uma bola desperdiçada, cometeu quatro faltas. Não conseguiu nenhum roubo de bola. (Desculpem, acho a expressão “roubada de bola” horrível. “Bola roubada”, tudo bem, mas “roubada de bola”, não.)

Estatísticas à parte, é claro que Splitter vai se entrosando ao esquema do técnico Gregg Popovich (aliás, “técnico do ano” na NBA). Se tudo correr dentro dos planos, será o sucessor de Tim Duncan no San Antonio Spurs.

É bom também que Splitter esteja em forma para a disputa da Olimpíada, assim como Anderson Varejão. Quanto a Nenê e Leandrinho, já dei aqui minha opinião,  no ano passado: acho que não devem ser convocados, por já terem amplamente demonstrado que não estão muito interessados em representar o Brasil.

Quanto ao americano Larry Taylor, naturalizado brasileiro, acho que Ruben Magnano deve se ater a um ponto de vista exclusivamente técnico: se achar que sua presença é positiva para o time, deve convocá-lo. Se achar que não está jogando o suficiente para merecer a convocação, deve deixá-lo de fora. O fato de ter nascido no exterior é irrelevante.  Ruben Magnano também nasceu no exterior, ora esta.

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – O suicídio do ex-linebacker Junior Seau, um dos mais famosos jogadores na história do Futebol Americano, vem aumentar a pressão sobre a NFL (National Football League) e a Riddell, fabricante dos capacetes que, teoricamente, protegem os atletas.

Há uma ação judicial impetrada em nome de quase dois mil ex-jogadores ou suas viúvas, dizendo que os repetidos choques na cabeça sofridos pelos atletas levam a uma condição chamada Encefalopatia Traumática Crônica e esta por sua vez, ao longo dos anos, conduz a estados cerebrais mórbidos, como depressão e Mal de Alzheimer.

Há não tanto tempo assim (coisa de menos de dois anos, se não me falha a memória), um ex-jogador, Dave Duerson, suicidou-se com um  tiro no peito e deixou uma nota pedindo que seu cérebvro fosse examinado. O exame revelou que ele sofria de Encefalopatia Traumática Crônica.

Ha duas semanas, outro ex-jogador, Ray Easterling, que vinha acionando a NFL, também se suicidou.

Agora, os pais de Junior Seau, que era origem polinésia, concordaram em deixar que o cérebro de seu filho (que se suicidou com um tiro no peito mas não deixou qualquer explicação), de apenas 43 anos, seja examinado. O exame será feito no Centro Para Estudo da Encefalopatia Traumática, da Universidade de Boston.

O que há de impressionanrte é que até hoje a Universidade de Boston já examinou o cérebro de 19 antigos jogadores de Futebol Americano e comprovou  que 18 deles sofriam de encefalopatia traumática crônica.

O Futebol Americano é um esporte emocionante para os que assistem, mas brutal para os que o praticam. Coisa assim do tempo dos gladiadores no Coliseu.

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Bristol (EUA) – Outro dia escrevi aqui que há perigo para o Manchester City nestas duas últimas rodadas do Campeonato Inglês, apesar de sua liderança na tabela por diferença de gols.

Houve quem discordasse, o que é perfeitamente legítimo. (Devo dizer que tenho tido um pouco de dificuldade em receber comentários dos leitores, mas estamos superando os óbices.) Vejam porém o  que aconteceu nesta rodada de meio de semana: o Newcastle United, que receberá a visita do City na penúltima rodada da Premier League, foi ao campo do Chelsea e o derrotou por 2 a 0.

Isto mostra que o Newcastle está em forma e  super-motivado, pois se encontra bem perto de conseguir uma vaga na próxima Champions League. O Newcastle é o quinto colocado na Premier League, com o mesmo número de pontos que o Tottenham Hotspur, mas atrás por diferença de gols.

A diferença de gols é muito grande em favor do Tottenham (23 contra nove) e, com isto, o Newcastle sabe que precisa ganhar em casa do Manchester City.

Quanto ao Chelsea, tudo indica que  precisará derrotar o Bayern de Munique, em Munique, na final deste ano, se quiser se classificar para a Champions League do ano que vem, pois agora está quatro pontos atrás do Newcastle e do Tottenham. O time tem também que pensar na decisão da Copa da Inglaterra, sábado, contra o Liverpool, e por isto nesta quarta-feira ao menos inicialmente poupou alguns jogadores, como Frank Lampard e Didier Drogba.

O Chelsea nunca deixou de disputar a Champions League desde que foi comprado pelo oligarca russo Roman Abramovich. Será que ficará de fora agora? Uma vitória sua no dia 19 de maio garantirá sua participação na Champions League do ano que vem, mas tirará uma vaga dos times ingleses, o que atrapalhará tanto o Newcastle quanto o Tottenham.

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – O quase fatal ataque cardíaco de Fabrice Muamba, seguido pelo infelizmente fatal do também jogador de futebol Piermario Morosini, veio tornar mais notório um problema que os médicos conhecem de longa data. A da morte súbita de atletas jovens, por problemas de coração não  descobertos a tempo.

A Academia Americana de Pediatria diz que duas mil pessoas com menos de 25 anos morrem de repentinos ataques de coração nos Etados Unidos, a cada ano. O risco de uma morte assim é três vezes maior para atletas  do que para pessoas que levam uma vida sedentária. Alguns peritos dizem que a cada três dias morre um atleta de escola secundária, nos Estados Unidos, por ataque de coração.

Os ataque súbitos de coração entre os jovens são em geral causados por um defeito congênito, estrutural, ou um problema com o circuito elétrico do órgão.

As únicas indicações prévias são em geral tonteiras ou respiração curta, mas os jovens atletas em geral não as levam em conta, acostumados que estão ao super-esforço.

Os eletrocardiogramas ajudam, mas são bem menos comuns do que o desejável, por questão de custo. Vamos ver se o caso agora do nadador norueguês Dale Oen contribui para uma conscientização maior.

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – O Manchester City mereceu derrotar o Manchester United e agora lidera a Premier League por diferença de gols. Leva uma boa vantagem de oito gols. Mas o perigo existe, por uma razão muito simples: o Manchester United faz suas duas últimas partidas contra equipes como o Swansea e o Sunderland que estão ali pelo meio da tabela, sem muito por que lutar.

Já o Manchester City faz dois jogos perigosos porque primeiro pega, fora de casa, o Newcastle United, que está buscando uma vaga na Champions League. Segundo, porque joga, no Etihad Stadium, com o Queen’s Park Rangers, que peleja para escapar do rebaixamento.

São aspectos positivos de um campeonato por pontos ganhos, em turno e returno, com acesso e descenso de times.

Bristol (EUA) – Aí estamos depois de uma corrida como preparativo para o Mundial de Triathlon, na Nova Zelândia. Minha mulher, Dawn Werneck, ganhou sua faixa etária feminina, de 60 a 69 anos, com o tempo de 56:35 para os Dez Quilômetros. Eu ganhei minha faixa etária,  de 70 a 79 anos, com  29:34 para os Cinco Quilômetros (na verdade, as duas distâncias estavam cerca de cem metros mais compridas).

Nosso neto, David Stephenson, de 12 anos, foi o terceiro colocado na faixa abaixo de 19 anos, com 48:49 para os Dez Quilômetros. Nosso outro neto (estou falando apenas dos netos que moram em Connecticut), Timothy Stephenson, de nove anos, correu os Cinco Quilômetros na faixa abaixo  de 18 anos (uma faixa etária forte demais, é claro) em 26:26.

Nosso  amigo Craig Boettger completou os Dez Quilômetrtos em 50:45, na faixa etária de 60 a 64 anos. (Algumas faixas etárias masculinas eram diferentes das faixas etárias femininas, nos Dez Quilômetros).

Nossa neta, Hannah Stephenson, de seis anos, correu a milha em 8:37, sem colocação, pois era uma “fun run”.

Nossa filha, Rebecca Werneck Stephenson, está se preparando para disputar o Half Ironman de St. Croix, no próximno fim de semana. Não correu, pois foi fazer um percurso longo de bicicleta.

Minha mulher e eu já nos inscrevemos no Triathlon de Cape Cod, no início de junho, como classificação para o Mundial em outubro.

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – Ele jogou apenas 7:08 minutos, marcou quatro pontos, pegou um rebote, conseguiu um toco e sofreu uma torção no pulso esquerdo. Foi na vitória do San Antonio Spurs sobre o Utah Jazz por 106 a 91 neste domingo.

Uma vitória tranquila para  abrir os playoffs, mas o técnico Gregg Popovich deve estar preocupado. Afinal, o azar não é só do pivô Tiago Splitter mas também do treinador, que vem preparando o brasileiro para ser o sucessor de Tim Duncan no Spurs como Tim Duncan, hoje um veterano, foi o sucessor de David Robinson.

Aos poucos, Splitter vinha aumentando seu tempo na quadra, com números significativos de 17,6 pontos e 9,8 rebotes por partida. O Departamento Médico do San Antonio Spurs  ainda não  se pronunciou sobre o tempo de recuperação de que Splitter vai precisar, mas já é possível dizer a esta altura que o brasileiro se tornou um homem importante na rotação do Spurs, por causa de seu tamanho e eficiência nos dois garrafões.

Splitter vem sonhando em ser o primeiro brasileiro a ganhar um título na NBA. Se ele não puder voltar nestes playoffs, o título vai ficar mais difícil para o Spurs.

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Terry não precisará cumprimentar um de seus desafetos

Bristol (EUA) – Há algum tempo escrevi um “post”, a propósito dos incidentes entre  Luís Suarez, do Liverpool, e Patrice Evra, do Manchester United, dizendo que a melhor coisa a se fazer era acabar com o ritual dos jogadores terem que compulsoriamente trocarem apertos de mão antes das partidas.

Houve quem me acusasse de ser contra o “fair-play”.

Agora, pela segunda vez em poucos meses, um jogo na Inglaterra será dispensado de uma troca de aperto de mãos. Primeiro, foi pela Copa da Inglaterra. Desta vez, é pela Premier League. Nos dois casos, estão envolvidos John Terry e Anton Ferdinand, sendo que este acusa aquele de racismo.

No fundo, é a mesma história envolvendo Suarez e Evra. Tais apertos de mão são hipócritas, quando os jogadores não se gostam. Fair-play, como o nome em inglês indica, é algo que você mostra jogando. O futebol viveu décadas e décadas sem a obrigação de apertos de mão antes do jogo e poderá vivê-las de novo.

Bristol (EUA) – O futebol é uma atividade econômica inserida nas  demais  existentes num país. Quando as pessoas falam das imensas dívidas dos clubes europeus, muito superiores às dos brasileiros, devem refletir que o perigo é ainda maior do que parece, pois grande parte do Velho Continente  encontra-se de novo em recessão.

Uma recessão em cima de uma que mal acabou. A economia do Reino Unido, da Espanha, da Itália, da França, de Portugal, da Holanda e de outros países importantes no universo do futebol está de novo encolhendo. A da Alemanha ainda resiste, mas não se sabe por quanto tempo. A da Grécia, nem é bom falar.

Como os clubes europeus pretendem sobreviver? Dependendo cada vez mais do mercado externo, importante também para as cotas de televisão, sobretudo o da Ásia e da América do Norte. Por isto, sempre defendo que os clubes brasileiros também devem voltar seus olhos para estes mercados. Dizem que um significativo empecilho para tanto é o calendário de nosso futebol. Então, impõe-se modificar o calendário de nosso futebol.

Outras providências se impõem, é claro, como a segurança e o conforto para o público, pois, embora a atividade econômica no Brasil, ao contrário da europeia, esteja crescendo, nossos estádios vivem com público reduzido. Em algumas partidas, para piorar as coisas, os horários são absurdos.

Outro dia tomei conhecimento de um manifesto protestando contra a reforma de nossos estádios para a Copa do Mundo, com lugares todos sentados e numerados, “porque isto não faz parte da cultura brasileira”. Bobagem. O que faz parte da cultura brasileira? O desrespeito ao público, o desconforto, a sujeira, a má educação e a violência?