Zaga brasileira

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Bristol (EUA) – Se o técnico Laurent Blanc puder, vai escalar uma zaga toda brasileira na partida de amanhã, terça-feira, no Parc des Princes, entre seu time, o Paris-Saint Germain, e o Chelsea, pela Champions League.

Afinal a formação com quatro brasileiros, incluindo o zagueiro central Marquinhos deslocado para a lateral direita, foi a melhor  que Laurent Blanc encontrou este ano para a defesa de seu time, que vem decepcionando no Campeonato Francês (está em segundo lugar, com um elenco milionário) e que, a esta altura, ainda longe do fim, só tem um gol sofrido a menos do  que em toda a campanha do ano passado.

Laurent gostaria de escalar Marquinhos, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell.

O problema é que Marquinhos se machucou na partida de sábado contra o Caen, num jogo desastroso em que o PSG saiu  ganhando por 2 a 0 e sofreu o empate nos útimos minutos, depois de ter quatro jogadores machucados.

Por causa de substituições que já tinham sido feitas, o PSG acabou a partida com nove jogadores em campo.

Marquinhos fará um teste esta noite em Paris para ver se pode jogar, juntamente com o meio-campostaThiago Motta, também brasileiro e também machucado.

Outro brasileiro, Lucas Moura, também está machucado, mas de qualquer maneira estaria apenas como reserva, no banco.

Para compreender a importância de Marquinhos no atual time do Paris-Saint Germain, lembro que as únicas três derrotas do  time no campeonato francês este ano aconteceram quando ele não foi escalado como titular.

Pelo elenco que tem e por seu declarado desejo de ser “o melhor time do mundo”, o PSG, financiado por homens de negócio do Qatar, deveria estar folgadamente na liderança do campeonato francês, mas se encontra atrás do Lyon e ao lado do Marseille em número de pontos mas na verdade em terceiro lugar pelo critério de jogos ganhos.

Há outros jogadores machucados no PSG, como o também meio-campista Blaise Matuidi. Javier Pastore já estava afastado, também por contusão.

Um ponto interessante a ser observado na partida desta terça-feira será o de bolas paradas. O Chelsea é um especialista em fazer gols em cobranças de falta e lidera esta estatística na atual Champions League. Já metade dos gols sofridos pelo PSG no atual campeonato francês foram em bolas paradas.

José Mourinho estuda detalhadamente os adversártios do Chelsea e conhece de sobejo alguns jogadores do PSG de quem já foi técnico, como David Luiz (quando era do Chelsea) e Thiago Motta e Zlatan Ibrahimovic (quando foram do Inter de Millão).

O jogo será  rico para análises. No ano passado o Chelsea eliminou o PSG pelo critério de gols marcados fora de casa. Perdeu por 3 a 1 em Paris mas ganhou por 2 a 0 em Londres.

Outro duelo interessante será o de Diego Costa contra Thiago Silva e David Luiz. Thiago Silva deu uma entrevista criticando Diego Costa e dizendo “a mim jamais me ocorreria jogar por outro país que não o Brasil”.

Não sei como Diego Costa responderá e se responderá, mas ele poderia lembrar a Thiago Silva que seu companheiro Thiago Motta nasceu no Brasil, chegou a jogar pela Seleção Brasileira adulta (na Golden Cup, nos Estados Unidos), mas tinha direito à nacionalidade italiana, conseguiu uma licença especial da FIFA e disputou a última Copa do Mundo pela Itália.

 

Triathlons no Rio

Divulgação

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Bristol (EUA) – Fico satisfeito ao saber que a Federação de Triathlon do Rio de Janeiro é a que tem o maior número de atletas no Brasil. O Rio de Janeiro é o berço do triathlon em nosso país e em 2016 vai presenciar o Triathlon Olímpico.

Por sinal que, no próximo dia 15 de março, vai acontecer a primeira prova do calendário carioca de triathlon este ano. É bom saber também que a Federação Carioca resolveu adotar oficialmente o nome “sprint” para o que era antigamente conhecido como “short triathlon”. As distâncias são 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida.

Na minha avançada idade, o “sprint” é a única distância apropriada e consegui me classificar para representar os Estados Unidos nesta modalidade no Campeonato Mundial deste ano, em Chicago, mas já entrei em contato com o Marco La Porta, da Confederação Brasileira de Triathlon, e ele me disse que, com o mesmo resultado com que me classifiquei pelos Estados Unidos (o Pilgrimman Triathlon, em Massachusetts) posso me considerar classificado para representar o Brasil.

Vou preferir o Brasil, é claro, mas, de qualquer forma, comuniquei ao La Porta que, antes do Mundial, vou novamente disputar este ano o Escape the Cape Triathlon, também em Massachusetts, em fins de maio. Vai servir como uma boa preparação para o Mundial.

Seremos eu e minha mulher, Dawn Werneck, a novamente representar o Brasil.

De volta à Federação Carioca, noto também que, além da distância “sprint”, teremos este ano a distância “standard” (1.500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e dez quilômetros de corrida) e uma nova distância, a “endurance”, com 1.500 metros de natação, 60 quilômetros de ciclismo e 15 quilômetros de corrida, nos dias 3 de maio e 16 de agosto.

Pelo que me informaram, todas estas provas serão realizadas no Recreio dos Bandeirantes, por causa da demolição da Perimetral e das obras para o “Porto Maravilha”. Acho porém que, passada a Olimpíada e se os governos fluminense e carioca conseguirem despoluir razoavelmente a Baía de Guanabara, os triathlons cariocas deveriam voltar para o Aterro do Flamengo, pois o local é muito apropriado.

Finalizando, ainda no tema triathlon, registro que afinal montamos nos Estados Unidos (nossa filha Rebecca, minha mulher Dawn e eu) uma empresa especializada em eventos esportivos. Este ano iniciaremos com dois triathlons infantis mas, para 2016, temos outros planos já alinhavados.

Rebecca, aliás, foi selecionada como “All World Athlete” de 2015, em sua faixa etária, na distância 70.3 do Ironman, que vem a ser dois quilômetros de natação, 90 quilômetros de ciclismo e meia-maratona (21.100 metros) de corrida.

Novas pérolas olímpicas

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Bristol (EUA) – A turma da Olimpíada do Rio em 2016 continua a chutar para fora, expressão bastante apropriada em relação à última notícia de que queriam incluir a cidade de Manaus entre as sedes dos jogos de futebol.

O vôo direto de Manaus para o Rio demora quatro horas – e nem sempre os vôos são diretos. Manaus é  muito simpática, o pirarucu é delicioso, o  prefeito está doido para atrair turistas, mas, convenhamos, há cidades bem mais próximas, como Curitiba e Porto Alegre, para não tornar as distâncias proibitivas.

Ambas estiveram entre as sedes da Copa do Mundo. Uma delas poderá perfeitamente ser a sexta sede olímpica, juntando-se ao Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador e tornando o torneio de futebol mais compacto.

Quanto ao governador do Estado do Rio, o senhor Pezão, a expressão que me ocorre é a da “bola na Lagoa”, originada no Fla-Flu decisivo  do campeonato carioca de 1941, disputado na Gávea, em que o time do Fluminense, satisfeito com o empate que lhe dava o título, para ganhar tempo chutava as bolas para a Lagoa Rodrigo de Freitas. (Naquele tempo as águas da Lagoa chegavam junto ao estádio.)

O senhor Pezão agora está chutando a bola não para a Lagoa, mas para a Baía, a Baía de Guanabara. É a mais recente autoridade ligada ao evento olímpico a dizer que não está “preocupado” se as águas da baía não forem despoluídas em 80%, como prometido, para a disputa da Olimpíada.

Estranhamente,  o governador diz, ao mesmo tempo, que o que o preocupa é “o legado” olímpico.

Sim, mas o compromisso de despoluir as águas da baía fazia justamente parte do “legado olímpico”. Foi por causa do “legado olímpico” que o Brasil jurou de pés juntos que despoluiria as águas da baía – para o  que, diga-se de passagem, vem contando com ajuda internacional.

Alguém acredita que, depois da Olimpíada, o governador vai levar adiante a despoluição da baía?

Enfim, é mais um político a enganar a população. Nada de novo.

 

The show will go on

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Bristol( EUA) – Faço uma adaptação da conhecida expressão inglesa “The Show Must Go On”, para dizer “The Show Will Go On”. Estou me referindo ao Campeonato Inglês, a Premiership. No que se refere aos clubes ingleses da Divisão Especial (quer dizer, a Premiership ou Premier League) o espetáculo deve e vai continuar.

E como. A Premier League acabou de renovar os direitos domésticos de televisão para os 20 clubes que a compõem e, ao longo de três anos,  em média eles receberão, cada um, mais de R$ 40 milhões por partida.

Sim, amigos, serão cinco bilhões e 140 milhões de libras esterlinas. Se contarmos os direitos internacionais de televisão, serão oito bilhões e 500 milhões de libras esterlinas.

Quer dizer, algo em torno de R$ 68 milhões por partida.

E olhem, não haverá jogos em horários absurdos como no Brasil, às dez da noite.

O que há de especialmente bom na Premier League é  uma distribuição muito mais equitativa desta dinheirama do que no Brasil (onde o que a televisão paga é pífio). O campeão inglês recebe apenas 50% dos direitos de televisão mais do que o último colocado.

O chefão da Premier League (seu nome não vem ao caso) diz que a televisão sabe que tem um grande espetáculo em mãos, com estádios confortáveis , seguros e lotados

Que diferença para o Brasil, hein? Na Inglatera, a média de público é altíssima (o que também acontece na Alemanha), porque os estádios são confortáveis e seguros. Uma coisa está ligada à outra.

Ainda neste último sábado, por exemplo, assisti pela televisão ao jogo Tottenham Hotspur x Arsenal. São dois amargos rivais, ambos da parte norte da cidade de Londres. As duas torcidas se odeiam.

Mas a ninguém ocorreu uma ideia estapafúrdia como a de, por exemplo, dizer que o jogo teria uma torcida só. Havia policiamento do lado de fora do estádio (era o White Hart Lane, campo do Tottenham), com cordão de isolamento entre os torcedores. Além de policiamento dentro do estádio. Os “hooligans” desapareceram há tempos.

O Tottenham ganhou o jogo, de virada. Mas ao fim todos estão satisfeitos, pois todos estão sendo altamente recompensados pelos espetáculos que oferecem – já para não falar no que faturam de merchandising pelo mundo afora.

Enquanto isto, no Brasil, é como no velho ditado: “casa em que não tem pão, todos gritam e ninguém tem razão…”

 

 

Filipe Luís, Willian e Lucas Leiva

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Bristol (EUA) – O frio não me incomoda, o  que me incomoda é a neve. É bom correr a uma temperatura de zero grau ou até abaixo, num dia de sol brilhando em céu azul.

Já neve, só daquele seca, fofa e macia, em montanha, também em dia de sol, para esquiar. A neve molhada, pesada, dura, especialmente a que vira gelo no dia seguinte, esta é péssima.

Pior ainda, para  quem vive em cidade, é quando a temperatura sobe um pouco e a neve fica meio derretida, suja, misturada com a areia e o sal que eles jogam na rua para os carros não derraparem.

Faço esta introdução porque li que Filipe Luís não está satisfeito em Londres, cidade onde já morei, por causa do inverno. Ora, faça-me o favor. O inverno em Londres, para princípio de conversa, não é dos piores, pois a Inglaterra é banhada pela Corrente de Golfo, de água morna.

Aqui é mais frio e, se Filipe Luís quer um consolo, pior ainda é no Canadá. Ainda agora verifiquei na internet a temperatura em Yellowknife: 40 abaixo de zero e nem era noite, era no meio da tarde.

Li também na imprensa brasileira que Filipe Luís está barrado no Chelsea e que isto é injusto, porque quem está de titular é o espanhol Azpilicueta, que nem lateral esquerdo é, mas direito.

Na verdade, Filipe Luís não está barrado, mas machucado. José Mourinho o vinha utilizando em partidas de copas e ambientando-o aos poucos no time titular do Chelsea na Premier League, mas ele sofreu uma contusão na coxa.

Se Filipe Luís tiver cabeça, porém, fica no Chelsea, mesmo porque o time está a caminho de ser campeão inglês e, mais cedo ou mais tarde, Filipe Luís será o dono da posição na lateral esquerda.

Os brasileiros mais a perigo no Chelsea são na verdade Ramires e Willian. Ramires porque é difícil tirar a posição de Cesc Fábregas, que já se recuperou de sua contusão.

Willian, porque o Chelsea contratou o colombiano Juan Cuadrado, que pode jogar tanto pelo flanco direito, onde fica Willian, quanto pelo esquerdo, onde fica Eden Hazard – e Eden Hazard é titular absoluto, o melhor jogador do Chelsea no momento.

Willian é rápido, se movimenta bastante, mas, como eu já escrevi, precisa finalizar melhor.

Juan Cuadrado também é rápido, tem habilidade e é melhor finalizador do que Willian.

Outro brasileiro  que vinha bem na Premier League, pelo Liverpool, e merecia até uma nova convocação para a Seleção, é Lucas Leiva.

Infelizmente, se machucou contra o Everton, teve que ser substituído e talvez vá ficar de fora durante um mês.

Mau para ele e para o Liverpool.

 

O ônus da celebridade

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Bristol (EUA) – Muito estranho o que vem se passando com o ex-campeão olímpico de decatlo, Bruce Jenner, que, neste sábado, acaba de se envolver em um acidente fatal de carro em Malibu, na California, em que, com seu SUV, bateu na traseira de um automóvel, matando a mulher que o dirigia.

Lembro-me bem de Bruce como atleta, quando cobri, na condição de colunista do Jornal do Brasil, a Olimpíada de Montreal, em 1976. Na ocasião, Bruce não apenas ganhou o decatlo como estabeleceu um recorde mundial na modalidade.

Em vez de continuar sua carreira de atleta, Bruce porém foi logo atraído pelas luzes da ribalta – mais especificamente, o cinema e a televisão. Fez filmes, apareceu em programas de televisão, virou garoto-propaganda, casou-se duas vezes, teve quatro filhos, finalmente casou-se uma terceira vez, com a mãe de Kim Kardashian, Kris, com quem teve mais dois filhos – além de ser o padrasto de Kim e os demais filhos de Kris, que tinha sido casada anteriormente.

Com 1,88m de altura, físico de atleta, casado três vezes, com seis filhos – eis que, há coisa de um ano e meio ou dois anos, Bruce anunciou que ia se divorciar de Kris Kardashian, divorciou-se mesmo no último mês de dezembro  e agora comunica que vai virar mulher.

Sim, virar mulher, trocar de sexo, aos 65 anos.

Para um integrante do badalado clã Kardashian, tudo é possível. Mas me parece doentio que, ao  que tudo indica, Bruce Jenner resolveu converter esta decisão bastante íntima – o que pode ser mais íntimo do que passar pelo bisturi para perder um pênis e ganhar uma vulva? – num espetáculo público.

Ele decidiu transformar sua troca de sexo em um documentário e as câmeras já estavam rolando quando reuniu as irmãs Kardashian para comunicar-lhes que ia adotar o gênero feminino.

Além disto, já acertou uma entrevista exclusiva na televisão com a famosa repórter Diane Sawyer, para “contar tudo”. Está também em negociações para um “reality show” na televisão, acompanhando sua transformação de homem em mulher.

Claro que, em tudo isto, Bruce Jenner vai ganhar muito dinheiro. Milhões de dólares.

E é claro que, com sua badalada figura tornando-se ainda mais badalada, Bruce Jenner passou a ser seguido por repórteres e paparazzi.

Ao que parece, no que seria uma repetição do que aconteceu com a Princesa Di, Bruce Jenner estava procurando fugir de paparazzi quando bateu na traseira do carro dirigido pela mulher em Malibu. Ela morreu, Bruce Jenner escapou sem um arranhão sequer e sete outras pessoas -  segundo a imprensa, cinco das quais crianças – ficaram feridas.

A celebridade tem seu ônus – e o pior é que muitas vezes pessoas inocentes é que o pagam.

 

 

 

 

 

 

 

O Rio de Janeiro continua lindo

Bristol (EUA) – Se o Rio de Janeiro pretende mesmo aproveitar a Olimpíada de 2016 para se colocar entre as principais atrações turísticas do mundo, tem uma tarefa gigantesca pela frente.

Uma tarefa que em nada é facilitada pelas referências negativas que a cidade continua a receber na imprensa internacional. Em primeiro lugar, as constantes reportagens sobre a poluição da Baía de Guanabara, da Lagoa Rodrigo de Freitas e do complexo das lagoas  de Marapendi, Tijuca e Jacarepaguá, todas elas locais de competição ou vizinhas do Parque Olímpico.

Em segundo, as notícias sobre a violência na cidade, com destaque para os arrastões nas praias e das balas perdidas vitimando tanto  turistas quanto moradores incautos.

Dizer que a “violência não assusta”, como afirmou recentemente o Ministro de Turismo, Vinicius Lages, é abusar da paciência não apenas dos cariocas como dos eventuais visitantes da cidade.

Este Ministro está pra lá de Bagdá.

Desde que sou criança – e vai já um longo tempo – ouço falar que o Rio de Janeiro é a “Cidade Maravilhosa”. Bem, tal conceito não parece ser compartilhado por pessoas de outros países, visto que o Rio ocupa apenas a 90a. posição entre as cem cidades do mundo mais visitadas  por turistas estrangeiros

A única coisa de que o Rio pode se gabar é de ser mais popular entre turistas estrangeiros do que São Paulo, cidade que é apenas a 97a. entre as cem mais atraentes no mundo. É o roto rindo do esfarrapado.

Rio e São Paulo estão, por exemplo, abaixo de Lima, no Peru, que é a 34a. colocada, a Cidade do México, na  41a. posição,  Buenos Aires, na 44a., e Lisboa, na 72a.

Alô torcida do Flamengo, aquele abraço…

 

 

Armstrong e Borghi

Bristol (EUA) – Duas notas rápidas e contrastantes do esporte americano.

A primeira é que Lance Armstrong está outra vez em apuros. Foi intimado a comparecer perante um juiz no dia 17 de março para explicar porque mentiu ao dizer que sua atual namorada, Anne Hansen, de 33 anos, estava ao volante de seu carro de luxo quando ele bateu em dois veículos estacionados, na cidade de Aspen, no Colorado.

Ficou provado depois que era Armstrong, de 43 anos, que dirigia o carro.
Anne Hansen assumiu a culpa para livrar Armstrong de uma acusação mais séria, pois ele estava embriagado.

A reputação de Armstrong, que quer ser perdoado e voltar a competir em ciclismo, depois de ser banido pelo resto da vida por doping, continua a piorar.
A outra nota é que um dos heróis da vitória dos Estados Unidos sobre a Inglaterra, por 1 a 0, na Copa do Mundo de 1950, em Belo Horizonte, morreu aos 89 anos.

Ele era Frank Borghi, goleiro daquele time, e que começara sua carreira como jogador de beisebol.
O resultado foi tão supreendente que um jornal inglés, ao receber a notícia através de um telegrama de seu correspondente no Brasil, pensou que um algarismo tinha caído ao ser batucado na máquina do telégrafo, e espantou o resultado: Inglaterra 10 x 1 Estados Unidos.

Só há um sobrevivente daquele time americano: o zagueiro Walter Bahr, de 87 anos.

Reprodução/A Gazeta Esportiva

Assim noticiou A Gazeta Esportiva em 30 de junho de 1950 aquela zebra em Belo Horizonte

Um triatleta morreu, mas está vivo

Bristol (EUA) – Já escrevi aqui diversas vezes que o segmento mais perigoso em um triathlon é a natação, pois é nele que quase sempre ocorrem ataques cardíacos nos participantes.

Foi o que aconteceu mais uma vez no ano passado, no dia 3 de agosto, domingo, no Triathlon de Nova York, disputado nas distâncias de 1.500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e dez quilômetros de corrida.

Chris LaPak, de 53 anos, foi retirado do rio Hudson por salva-vidas que notaram que ele deixara de se mover na água. Eles o colocaram em uma prancha de surfe, tendo o cuidado de manter sua cabeça num plano mais elevado do que a água. Dali eles o transferiram para um “jet-ski”,  deste para um barco do Corpo de Bombeiros e finalmente para uma ambulância,  que o transportou para o hospital a toda a velocidade.

Chris, que perdera tanto o pai quanto a mão para ataques cardíacos quando eles estavam na faixa de 50 anos, acordou cinco dias depois. Estava vivo, embora seu coração tivesse parado entre 11 e 13 minutos.

Aparentemente, para sua sobrevivência, foi importantíssimo que os médicos tivessem tratado  de baixar rapidamente a temperatura de seu corpo para 33 centígrados, a fim de impedir dano cerebral. Depois, desobstruíram uma artéria sua que tinha cem por cento de bloqueio.

Finalmente, a temperatura de seu corpo foi elevada gradativamente até o ponto normal.

Chris acordou cinco dias depois, lembrando-se de se preparar para dormir no sábado, véspera da prova, mas sem recordar de como sofreu o ataque cardíaco na água.

Os médicos dizem que seu ataque ocorrera na verdade alguns dias antes, numa sessão de ioga, num ginásio com a temperatura muito alta (para aumentar a flexibilidade). A partir dali ele ficou com um ritmo cardíaco alterado e teria morrido na água se o socorro não tivesse  sido imediato.

Segundo a Associação Médica Americana, o índice  de sobrevivência para pessoas que sofrem ataques cardíacos fora de hospitais é de apenas 9,5%.

Os ataques cardíacos são a causa número um de mortes nos Estados Unidos, com cerca de 800 mil casos fatais por ano.

Chris passou por uma operação de ponte safena e agora corre entre 16 e 21 quilômetros diversas vezes por semana.

Ele é a única pessoa  até hoje a  ter um ataque cardíaco enquanto nadava no rio Hudson (outros casos já acontecerem no mesmo Triathlon de Nova York) e a estar ainda viva.

 

Campeã do mundo é a Alemanha

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Bristol (EUA) – Gostei da vitória do New England Patriots, que tinha sido vítima do falso escândalo do “deflategate”, criado apenas como uma manobra da NFL para desviar as atenções públicas dos dois escândalos verdadeiros que cercaram  a liga nesta última temporada: o dos casos de concussão cerebral entre os jogadores e os de violência doméstica (isto é, aqueles homenzarrões agredindo suas esposas e namoradas), agressões muitas vezes decorrentes exatamente das concussões que sofriam e que afetavam sua personalidade.

Mas é irritante, ao fim de tudo, aparecer um locutor de voz empostada para anunciar que o New England Patriots está  sendo sagrado “campeão do mundo”. É um vício que,  de resto, afeta todo e qualquer esporte americano. Tudo o que eles ganham aqui é considerado “campeonato mundial”, o que dá bem a medida da desimportância que  atribuem ao resto do planeta.

Campeã do mundo é a Alemanha, numa competição, a do futebol de bola redonda, organizada, ao longo de dois anos, por uma entidade, a FIFA, que reúne mais países do que a ONU.

A par com a bobagem do “campeonato mundial”  só mesmo a de cantar o hino nacional em  qualquer competição na esquina. Ontem por  exemplo minha neta Hannah Stephenson foi medalha de ouro num “meet” infantil, aqui ao lado, na prova de 50 jardas nado livre, na faixa etária de nove anos de idade.

Mas não faltou o “Star-Spangled Banner”, com  todo mundo perfilado, de mão no peito. Era uma competição internacional?  Não. Por que um “patriotismo” tão exarcebado? O pior é que tais bobagens começam a acontecer no Brasil, eterno  “macaco de imitação”: dos americanos.