Alemães comemoram, o mundo estranha

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Bristol (EUA) – Confesso que fiquei surpreso ao ligar a televisão esta manhã e ver aquela multidão calculada em 400 mil pessoas ou mais se comprimindo na “Fan Mile” que conduz ao Brandenburg Gate, em Berlim.

O avião da delegação alemã deu uma volta sobrevoando a cena.

Eu assistia ao vivo, aqui nos Estados Unidos.

Por toda a parte, bandeiras alemães e caras pintadas.

A multidão em delírio.

Mais tarde, houve quem estranhasse quando os jogadores improvisaram uma dança em que pareciam zombar dos argentinos.

Ao dirigir para casa, de volta do trabalho, ligo o rádio no carro e ouço um programa em  que diversos observadores e correspondentes internacionais  mostram preocupação com o ressurgimento do nacionalismo alemão.

Achei um pouco irônico, pois moro nos Estados Unidos há muitos anos e este é o único país  que conheço em que até competição ginasial de natação na escola local é precedida da execução do hino nacional, com a plateia com a mão sobre o coração, e o mesmo acontece com qualquer corrida de rua ali na esquina.

A primeira vez que notei uma certa agressividade naquele coro de USA, USA, USA, e o enérgico agitar de bandeiras, foi na Olimpíada de 1984, em Los Angeles.

Eu a cobria, como repórter, e pensei com meus botões: “Um país tão forte e tão rico não precisa destas demonstrações de nacionalismo exaltado”.

O fato inescapável é o seguinte: o esporte como um todo cada vez mais desperta ardores patrióticos que, em alguns casos, são mesmo exagerados.

Eu não diria que os americanos, muito nacionalistas, são os mais indicados para criticar o fervor nacionalista dos alemães, mas, hoje em dia, quem é?

O que acontece, creio eu, é que esta nova geração de alemães já não carrega o sentimento de culpa de seus pais e avós pelos horrores do nazismo.

Está pronta para sair nas ruas exibindo o orgulho por seu país, em sua primeira Copa depois da reunificação.

O tempo dirá se velhos fantasmas ressurgirão, mas há um interessante dado demográfico: hoje, 12% da população alemã são de turcos e outras etnias não europeias, o que se reflete até na Seleção de Futebol.

Há também um jogador negro na Seleção, Boateng.

Na época de Hitler, tais coisas seriam impossíveis.

As portas se abrem

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Bristol (EUA) – Agora é Alberto Contador que está fora do Tour de France, com uma fratura da tíbia. O italiano Vincenzo Nibali reconquistou a camisa amarela, amanhã, terça-feira, teremos um dia de descanso e já não há favoritos para uma vitória este ano.

Como diz o leitor Lage, competições precisam de uma figura carismática, mesmo que controvertida, como Lance Armstrong (a comparação é minha).

Mas não deixa de ser interessante um Tour em que, com os constantes acidentes e abandonos, agora as portas se abrem para resultados que, há uma semana, pareceriam inverossímeis.

Que tal uma vitória final do australiano Richie Porte, de quem poucos falavam? Ele vai em segundo lugar.

Alejandro Valverde, o espanhol, vem em terceiro. É outra possibilidade.

Além do próprio Nibali.

Com relação à fratura de Contador, já há uma teoria na praça. Esta não é sua primeira fratura e pessoas começam a lembrar que fraturas resultam  em geral de pouco densidade óssea e pouco densidade óssea á uma consequência do uso de drogas para aumentar o rendimento do ciclista.

No passado, Contador já foi apanhado com substâncias proibidas no organismo e surgiu com a explicação de que  comera carne de vaca injetada com hormônios, sem saber.

Mas há outra coisa interessante neste Tour de France. Algumas bicicletas estão sendo dotadas de mini-câmeras nos guidons. As imagens  não vem sendo mostradas na televisão.

Elas precisam ser editadas primeiro porque, para serem transmitidas ao vivo, as câmeras teriam que ser maiores  e, num esporte em que a aerodinâmica é essencial, seu formato e seu peso conspirariam contra a atuação dos ciclistas, especialmente nas subidas.

As equipes porém já estão estudando as imagens que são captadas.

As câmeras no momento pesam pouco mais de  80 gramas. Não é nada, dirão vocês, mas, em longas subidas, já fazem uma diferença.

Para curiosidade dos leitores, informo que até o momento os ciclistas já percorreram 1.783,5 quilômetros.

A décima primeira etapa, na quarta-feira, será de 187,5 quilômetros, entre Besançon e Oyonnax.

 

A bobagem do Campomar

Foto: Acervo/Gazeta Press

Foto: Acervo/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Neste fim de semana, a propósito da Copa do Mundo, o New York Times apresentou um ensaio de um sociólogo, Andreas Campomar, sobre a formação dos povos latino-americanos através do futebol.

Ele fala, entre outras coisas, da arrogância argentina e do  que denomina fragilidade emocional do brasileiro. Para ilustrar esta última, dá o exemplo da véspera da final entre Brasil e Suécia, em 1958, quando o técnico sueco, George Raynor (um inglês) disse aos jornais:

- Se marcarmos um gol na frente, eles vão entrar em pânico.

O que Campomar não explica é que a Suécia de fato marcou um gol na frente, logo de saída, com Simonsson, mas o Brasil ganhou por 5 a 2.

A história se repetiu na final de  1962, quando a Tcheco-Eslováquia fez o primeiro gol, com Masopust, e o Brasil ganhou por 3 a 1.

 

Fase de definição

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Bristol (EUA) – Nada mais apropriado que, com o Tour de France desenrolando-se, nos últimos dias, na região fronteiriça entre Alemanha e França, e com a aproximação da Queda da Bastilha, um francês tenha ganho a oitava etapa e agora um alemão ganhe a nona.

Os alemão comemoraram bastante a vitória de Tony Martin, numa esplêndida escapada individual e depois, é claro, continuaram comemorando, desta vez seu quarto título na Copa do Mundo, ao derrotar a Argentina.

Mas os franceses sorriram ainda mais, porque, com os acontecimentos desta nona etapa, de 170 quilômetros,  de repente é um francês, Tony Gallopin, que assume para o país a cobiçada camisa amarela de líder.

Parece que os favoritos para a vitória final – o italiano Vincenzo Nibali, o espanhol Alberto Contador e o australiano Richie Porte – preferiram se poupar, porque a nona etapa, que tinha os últimos 43 quilômetros planos ou em descida, significava que  não havia muito que um deles pudesse fazer em detrimento dos outros.

A décima etapa  se inicia em Mullhouse e finaliza 170 quilômetros depois no local poeticamente conhecido como Planche des Belles Filles. Foi lá que em 2012 Bradley Wiggins e Chris Froome construíram uma vantagem decisiva para a equipe Sky.

O Tour de France entra em sua fase de definição.

 

 

Ganó el mejor

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Bristol (EUA ) – Fleitas Solich, um paraguaio que se consagrou como técnico do Flamengo, tricampeão carioca em 1953-1954-1955, tinha um chavão que constantemente repetia aos repórteres que o entrevistavam ao fim das partidas:

- Ganó el mejor.

Era sua maneira dizer que resultados não podiam ser discutidos, não adiantava reclamar do juiz ou do azar.

Sua explicação lhe valia quando o Flamengo ganhava imerecidamente, porque ninguém jamais o viu protestar quando o time era roubado.

Mas nesta Copa do Mundo de 2014, pode-se afirmar com segurança que, ao fim e ao cabo, ganhou mesmo o melhor time. O time que iniciou sua campanha desmontando Portugal e depois aniquilou o Brasil , que teve seus momentos de dificuldade diante de seleções como a Argélia e a França, mas foi sempre sempre sólido, eficiente, superando surpresas  de substituições à última hora, como aconteceu até nesta final contra a Argentina, com Khedira.

Ganhou com um maravilhoso gol de Mario Götze, um jogador que foi criticado e até barrado, mas, a sete minutos do fim da prorrogação, proporcionou ao imenso público ao redor do mundo um momento de magia.

Há 24 anos a Alemanha vinha esperando pela repetição de um título mundial e teve algumas decepções ao longo do caminho, como na final que perdeu para o Brasil em 2002  e na semi-final que perdeu, em casa, para a Itália, em 2006. Ganhou agora o primeiro depois da reunificação das duas Alemanhas, em outubro de 1990.

A Alemanha nos deixa esta lição. Ao longo destes anos em que sofreu até a vergonha de uma derrota para a Inglaterra, por 5 a 1, em Munique, ela se preparou, formou uma nova geração de jogadores e de técnicos, planejou meticulosamente sua campanha na Copa do Brasil e dignificou o futebol mundial ao ganhar sem roubo, sem choradeira, sem violências, sem encenações, sem golpes baixos.

Ganhou apenas com a qualidade de seu futebol.

Ganó el mejor.

Realmente o melhor.

Foi melhor assim

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Bristol (EUA) – O jogo foi uma comédia de erros, por parte do Brasil e do juiz argelino. Os holandeses, que nada tinham a ver com isto, foram lá e cumpriram seu papel, que era o de expor nossas falhas, independentemente da arbitragem.

Começamos no ataque, mas o Brasil não tem plano de ataque, a não ser passes de 50 metros a esmo de David Luiz, e cruzamentos esperançosos sobre a área. No Futebol Americano chamam isto de “Hail Mary”. Salve Maria, salve-nos.

O pênalti apitado contra Thiago Silva não foi pênalti, a falta foi fora da área, mas o cartão amarelo que o juiz lhe deu estava errado. Tinha que ser o vermelho.

No segundo gol da Holanda, houve impedimento no início do lance, mas é inconcebível que um zagueiro central, de frente para seu gol, cabeceie a bola para trás, como David Luiz fez, sem saber quem estava às suas costas.

Daley Blind estava lá, na marca do pênalti, livre, e chutou para o gol. Foi como uma cobrança de um segundo pênalti.

No segundo tempo, houve um pênalti em Oscar, mas, em vez de marcar o pênalti, o juiz deu cartão amarelo ao nosso jogador.

Cabe aqui porém uma palavra, porque Oscar exagerou na queda e isto provavelmente teve o efeito oposto ao que ele pretendia: o juiz achou que ele estava se jogando.

Foi um pouco como aquele pênalti que Fred cavou contra a Croácia: tinha havido o contato, o croata realmente o segurou, mas Fred se jogou espetacularmente ao chão.

Nossos jogadores já notaram uma característica interessante de Messi? Ele jamais cava pênaltis ou faltas, procura continuar no lance, e deixa a marcação a critério do juiz.

No terceiro gol, a defesa estava aberta, mas uma vez mais ficou evidenciado  que Júlio César tem dificuldade em ir ao chão quando a bola é chutada à sua esquerda. Ele foi atrasado e sofremos o terceiro gol.

Foi uma campanha desastrosa, uma vergonha, mas uma coisa agora deve ser absolutamente certa: nem Marco Polo Del Nero, com toda a sua insensibilidade, será capaz de manter Luiz Felipe Scolari no cargo.

A verdade é que Marco Polo Del Nero também merece ser varrido do cenário. Há tempos venho dizendo que nossos cartolas são péssimos, incompetentes, politiqueiros e, em diversos casos, corruptos.

Há no Brasil o movimento do Bom Senso F.C. e, pelo que tenho lido na imprensa, seus integrantes terão encontros em breve com autoridades do governo para uma reformulação da estrutura de nosso futebol.

Não sei quais são as propostas, que projetos existem, mas a verdade é que nossos clubes estão falidos, os empresários são abutres que se nutrem de nossas fraquezas, a violência de torcidas organizadas impera nos estádios, a média de comparecimento de público é  ridícula, a TV-Globo impõe horários absurdos, as escolinhas (ou, como preferem agora, academias) não revelam valores e o futebol brasileiro se tornou alvo de piadas.

As discussões, propostas, projetos e providências tem que começar na segunda-feira. Vou acompanhar, de longe.

Alguns leitores mais pessimistas acham que nada vai mudar e nosso futebol só vai afundar ainda mais.

Espero que estejam enganados.

 

A chuva continua

Foto: JEFF PACHOUD / AFP

Foto: JEFF PACHOUD / AFP

Bristol (EUA) – A oitava etapa do Tour de France este ano começou em Tomblaine, nos subúrbios de Nancy, a cidade onde Michel Platini, atual presidente da UEFA, jogava futebol.

Para alegria gaulesa, a dois dias da passagem de mais um Dia da Bastilha, a vitória foi de um francês, Biel Kadri, que é considerado um “all-rounder”, uma espécie de pau-pra-toda-obra, mas que se mostrou excelente num trecho de 161 quilômetros com três subidas, acumuladas nos últimos 30 quilômetros.

A 1.700 metros da chegada, em La Mauselaine, 859 metros de altitude, Kadri tinha três minutos de vantagem e a vitória assegurada, salvo algum acidente.

A  elevação total da etapa foi de 703 metros (o que equivale a subir o Corcovado), desde os 198 metros de Tomblaine aos 901 metros do Col de Grosse Pierre, seu ponto mais alto.

Para piorar, a chuva começou quando eles começaram a subir as montanhas.

A grande ironia é que, em três dias de disputa na Inglaterra, o tempo esteve quase perfeito. Na França, tem chovido diariamente.

A vitória de Kadri não mudou a situação entre os primeiros colocados.

O camisa amarela é ainda o italiano Vincenzo Nibali, da Astana.

Todos diziam que, com o abandono de Chris Froome, da Sky, o grande favorito este ano passara a ser o espanhol Alberto Contador, da Tinkoff-Saxo.

Contador teve uma boa oitava etapa, chegando em segundo lugar, mas descontou apenas três segundos de sua desvantagem em relação a Nibali.

Quem está muito bem na prova, carregando as esperanças da equipe Sky, que este ano já não tinha Bradley Wiggins a agora tampouco tem Chris Froome, é o australiano Richie Porte.

Ele é o terceiro na classificação geral.

Alberto Contador é o sexto, dois minutos e 34 segundos atrás.

Não é uma diferença alarmante, ainda.

Uma curiosidade em relação ao italiano Nibali é que ele começou competindo em mountain-biking, onde é preciso muita destreza no manejo da bicicleta.

 

 

 

O importante vem depois

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Hoje a Seleção Brasileira vai  cantar o Hino Nacional com o ardor costumeiro.

É bom,  mas o importante  vem depois.

Depois do hino, é importante que a Seleção entre  em campo.

Contra a Alemanha, a Seleção não entrou em colapso, porque, para entrar em colapso, é preciso antes que a Seleção entre em campo.

Entre em campo, dê as caras, compareça ao jogo.

Se perder, não faz mal, mas é preciso entrar em campo.

Como dizem os espanhóis, é necessário que a Seleção “muerda”. Se tiver  que fazer faltas, que faça faltas, desde que não sejam desleais. Não caia no truque psicológico que caiu diante de Joachim Löw.

Os jogadores estão marcados porque contra a Alemanha não chegaram a entrar em campo.

Que entrem hoje. Se perderem com brio, estou certo de que serão perdoados pela torcida.

E importante mesmo é o que vem depois, depois do hino e depois do jogo.

O que vem depois é a  reformulação do futebol brasileiro. Quando testemunho Felipão dizendo que vai apresentar um relatório a Del Nero e se colocar “à disposição” de Del Nero, quando vejo Del Nero dizendo que é a favor da permanência de Felipão, constato que nem Felipão nem Del Nero sabem que o importante  vem depois.

O  importante é que, depois do jogo de hoje, nem Felipão nem Del Nero possam ter alguma coisa a ver com o futuro do futebol brasileiro.

Hoje, depois do jogo, recomeçamos do zero.

Por um pneu

AFP

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Bristol (EUA) – Em tempos já remotos, Teófilo de Vasconcellos falava em “photo-chart” (não sei bem porque) nas  chegadas disputadas no Hipódromo da Gávea, depois a expressão virou “photo-finish”.

Qualquer que seja a terminologia (havia um famoso tango, Por Una Cabeza…), acho que dificilmente alguma chegada em corrida de cavalos ou de bicicletas poderá igualar a que ocorreu nesta sétima etapa do Tour de France, entre o eslovaco Peter Sagan e o italiano Matteo Trentin.

Talvez nos cem metros rasos em Olimpíada, mas esta etapa do Tour de France tinha 234,5 quilômetros.

A diferença foi a da largura de um pneu. Pneu de bicicleta de corrida, não pneu de “moutain-bike”.

Peter Sagan é o detentor da camisa verde, a de melhor “sprinter”. Mas, incrivelmente, ainda  não chegou em primeiro lugar em nenhuma das sete etapas até agora, embora tenha se classificado entre os cinco primeiros em todas elas.

Matteo Trentin fez questão de homenagear  Mark Cavendish, da Isle of Man, seu companheiro na equipe Omega-Pharma,  que se acidentou na primeira etapa e está fora do Tour deste ano.

Ele diz que aprendeu a melhor posição aerodinâmica com Mark, com quem fica sempre no mesmo quarto, nas etapas das diversas provas.

A Cannondale, equipe de Sagan, está doida para ver seu competidor vitorioso em ao menos uma etapa.

Os próximos sete dias serão todos de  etapas com subidas.

 

Pergunta (im)pertinente

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Foto: AFP

Bristol (EUA) – Em um “post” mais abaixo, respondo a uma pergunta de um leitor que me indaga porque chamei Paul Breitner de arrogante no dia 13 de abril de 2013, quando ele disse que  brasileiros como Neymar só aprendiam a jogar quando iam para a Europa.

Bem, Breitner é sempre arrogante, dando ou não opiniões,  mas a Seleção de 1970, por exemplo, era cheia de craques e nenhum deles tinha ido para a Europa “aprender a jogar”.

O problema no momento é que nossos “professores”  passaram a errar na preparação de novos jogadores, privilegiando o físico e esquecendo a técnica, sobretudo no meio de campo. De repente, constatamos que a Alemanha tem diversos jogadores habilidosos no meio-de-campo e o Brasil, nenhum.

Pergunta mais pertinente, a meu ver, foi feita por outro leitor, que indagou singelamente: por que Felipão mexeu em duas posições na defesa por causa da ausência de um único jogador, Thiago Silva, que estava suspenso? Por que ele escalou Dante no lado esquerdo e passou David Luiz para a direita?

Eis algo que só Felipão pode explicar, mas ele provavelmente acha que não precisa, já que classificou seu próprio trabalho de “muito bom”.

O leitor obviamente supõe que um jogador convocado para a reserva da zaga central pela direita deve entrar se o zagueiro central pela direita não pode jogar.

Suposição lógica, dirão vocês. Eu  aproveito e faço outra pergunta, esta talvez impertinente:

Se Henrique não era considerado suficientemente bom para entrar no lugar do titular suspenso, então por que cargas d’água foi convocado?

E uma outra:

Por que Felipão não convocou o Miranda, que também é zagueiro central pela direita?