Assim vai mal

Bristol (EUA) A Olimpíada da NBC, a ser realizada em 2016 no Rio de Janeiro, continua a merecer destaque negativo na imprensa internacional.

Nos últimos dias, como deve ter sido fartamente noticiado aí no Brasil, houve o assalto a duas iatistas inglesas, Hannah Mills e Saskia Clark, que conquistaram a medalha de prata na classe 470 na Olimpíada de Londres, em 2012.

Elas estão ou estavam no Rio por duas semanas, para treinar,  e, ao caminharem de volta ao hotel, foram assaltadas por dois homens armados de facas que as empurraram e agarraram o que carregavam. Não foi muito, mas levaram seus uniformes de licra.

O iatismo já vinha recebendo notícias desfavoráveis por causa da poluição da Baía de Guanabara. O noticiário sobre criminalidade não ajudará em nada a atrair turistas estrangeiros ao Rio.

Por que existe a criminalidade? As causas são óbvias e antigas:

1 – Injusta distribuição de renda.

2 –  Clima de corrupção,  que começa na cervejinha ao guarda da esquina e vai até os mais altos escalões da República.

3 – Consumo crescente e tráfico crescente de drogas.

Não há nenhuma esperança de que tais problemas sejam resolvidos até 2016.

Sem falar na poluição da baía.

Piratas em águas traiçoeiras

Foto: SEBASTIEN BOZON/AFP

Foto: SEBASTIEN BOZON/AFP

Bristol (EUA) – Por que a FIFA, o Comitê Olímpico Internacional, a Federação Internacional de Vôlei e tantas outras organizações esportivas têm sede na Suíça?

Segundo Mark Pieth, que chefiou uma investigação de corrupção na FIFA, é porque o simpático país alpino (no  qual ele por sinal nasceu), tem uma legislação que o torna um “paraíso de piratas”, um  porto seguro.

Ou tornava, pelo menos no campo esportivo, pois uma lei foi aprovada nesta sexta-feira que permite mais escrutínio de contas bancárias de federações internacionais esportivas sediadas no país – e de seus dirigentes.

Boas notícias. Há algum tempo, segundo os leitores certamente se lembram, vimos que os senhores Havelange e Ricardo Teixeira, embora forçados a abandonar seus cargos na FIFA, não podiam ser processados porque a legislação suíça não punia o suborno a dirigentes esportivos.

Aliás, não punem ainda, mas novas leis estão já a caminho.

Mas as  notícias dando conta de maior transparência em transações bancárias na Suíça já não serão tão boas para, entre outros, os senhores Sepp Blatter, Thomas Bach, presidente do COI, e Ary  Graça, o brasileiro que preside a Federação Internacional de Vôlei.

Cavalheiro, este último, que, conforme noticiam os jornais brasileiros, está sendo obrigado a se explicar no rumoroso caso do cancelamento do patrocínio do Banco do Brasil ao vôlei brasileiro, por gestão temerária.

O Presidente do COI se declarou satisfeito com a nova legislação.

Terá sido sincero? Afinal, o COI também já passou por diversas situações que dificilmente podem ser explicadas à luz da ética.

Há muito tempo a Suíça serve de refúgio a contas secretas de políticos e dirigentes esportivos pelo mundo afora.

Talvez novos tempos estejam chegando.

Bons para a moralidade, ruins para os piratas.

 

Diáspora e incompetência

Foto: Josep Lago/AFP

Foto: Josep Lago/AFP

Bristol (EUA) – O prestígio do futebol brasileiro pode ter ido abalado com as derrotas para Alemanha e Holanda na última Copa do Mundo, mas nossos jogadores continuam a aparecer em grande número em todas as partes do mundo, sobretudo no principal mercado, que é o europeu.

Uma estatística divulgada hoje pelo jornal inglês The Guardian mostra que o único país que teve mais jogadores na fase eliminatória, recentemente encerrada, da Champions League, foi a Espanha.

A Espanha teve 75 jogadores, contra 68 do Brasil.

Embora contando como espanhol, Diego Costa na verdade é brasileiro. Há outros brasileiros “absorvidos” por outros países (como o “português” Pepe), mas mesmo assim os números oficiais são impressionantes.

Depois do Brasil aparece a Alemanha com 51 jogadores, França com 37, Portugal com 34, Itália com 26, Argentina com 24, Holanda com 22, Inglaterra com 21, Bélgica com 19,  Rússia idem e assim por diante.

Quer dizer, países de ligas badaladíssimas que são vistas pela televisão no mundo inteiro, como a Inglaterra, colocam muito menos jogadores do que o Brasil na principal competição inter-clubes do planeta.

Competição disputada num continente estranho ao nosso.

Se atentarmos para o tempo em que os jogadores efetivamente estiveram em campo, os números são ainda mais impressionantes.

O Brasil aparece em primeiro lugar, com 377 horas e 39 minutos,  enquanto a Espanha, segunda colocada, vem com 365 horas e 33 minutos.

Se há um libelo mais alto contra a incompetência dos cartolas brasileiros, ignoro.

Coisa de loucos

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Técnico Tite deve voltar ganhando o mesmo salário que tinha quando deixou o Corinthians

Bristol (EUA) – Enquanto vivem a pedir perdão de dívidas e se mostram incapazes de se organizarem em torno de propostas sensatas de administração, os clubes brasileiros continuam  pagando aos treinadores em ação no país salários absolutamente imerecidos.

Que técnico de futebol no Brasil merece ganhar R$ 700 mil por mês?

Nossos  treinadores não são respeitados no futebol internacional. Basta ver o que se passa nos diversos campeonatos europeus, cheios de técnicos argentinos, chilenos, uruguaios e por aí vai, já para não falar dos próprios europeus – ingleses na Espanha, espanhóis  na Alemanha, portugueses na Suíça, etc.

Os técnicos brasileiros que tentaram a sorte no exterior, como Felipão, Parreira, Vanderlei Luxemburgo, deram com os burros n’água. Em sua breve passagem pelo Real Madrid, Vanderlei Luxemburgo foi ridiculamente eleito o “técnico mais bem vestido” e, sem seguida, demitido por incompetência.

Mas agora leio na imprensa brasileira que o Corinthians vai pagar R$ 700 mil mensais a Tite, que Manos Menezes recebia R$ 640 mil e que no Cruzeiro Marcelo Oliveira foi aumentado para R$ 600 mil.

Enquanto isto, o Fluminense perde seu patrocinador e a média de público nos jogos no país continua baixíssima, inferior, por exemplo, à dos Estados Unidos – onde o Futebol Americano, o Basquete, o Beisebol e o Hóquei no Gelo são bem mais populares do que o que eles chamam de “soccer”.

E, enquanto isto, congressistas fazem propostas indecorosas para “parcelar” – melhor dizendo, perdoar – as dívidas dos clubes.

As eternas dívidas, pois nossos clubes nunca se endireitam, nem as pagam.

Mas oferecem rios de dinheiro a nossos técnicos. E cartolas continuam aparecendo para assumir “cargos de sacrifício” na presidência dos clubes.

Correndo na Pampulha

Foto: Sérgio Shibuya/MBraga Comunicação

Foto: Sérgio Shibuya/MBraga Comunicação

Bristol (EUA) – De meu observador pessoal e plenipotenciário para corridas de rua no Brasil, Rafael Proença, recebo o seguinte relatório sobre a recente Volta da Pampulha. Ele a correu com sacrifício porque, por falta de tempo, tem treinado pouco.

 

“Ando meio sumido pois tem me faltado tempo. Espero que tudo esteja bem por aí.

No domingo corri pela quarta vez a Volta Internacional da Pampulha, em Belo Horizonte. Pessoamente, a Pampulha é uma prova sensacional, disputada num lugar agradável e com boa presença de público, embora desde 2011 esta tenha sido a edição com menos pessoas incentivando os atletas nas ruas. Devido à minha falta de tempo, fiz uma corrida dentro do possível, conservadora, e o tempo de 1h32 – meu pior já registrado na Pampulha – acabou não sendo de todo ruim.

A região da lagoa é contornada por grandes ladeiras, o que faz com que haja a formação de uma ilha de calor e reduza bastante a circulação de vento, favorecendo o clima abafado. A organização da Yescom manteve o nível apenas razoável de sempre, desde o “kit”, sem grandes cortesias aos atletas, até os seis postos de hidratação ao longo do percurso de 18 km – nos 4º, 7º, 10º, 12º, 14º e 16º quilômetros. Houve ainda um posto de hidratação com bebida esportiva em sacolés, o que facilita a ingestão, aproximadamente no meio da corrida.

Apesar do dia nublado na Pampulha, não foram muitos os que se aventuraram às ruas para acompanhar a passagem dos atletas. Até mesmo o tradicional banho de mangueira que alguns moradores da região ofereciam aos atletas como forma de amenizar o calor não apareceu esse ano. Em 2013, já havia notado a redução de público ao longo da prova. A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Volta da Pampulha, deveria investir mais na popularização desta que é uma das maiores provas de rua do Brasil. No entanto, a mesma dedica apenas alguns minutos a ela no seu programa esportivo de domingo de manhã. Por sua importância, a Pampulha deveria ser transmitida ao vivo para todo Brasil.

No dia 31 estarei em São Paulo na 90ª edição da São Silvestre. Lembro que o amigo falou que pensava em corrê-la. Virá?”

Agradeço ao Rafael por suas observações, importantes para qualquer organização de prova de rua porque refletem a experiência de quem está lá dentro, no caldeirão.

Espero apenas que a Yescom e os demais organizadores de corrida no Brasil tenham o necessário espírito esportivo para aprender com as críticas, observações e, muitas vezes, elogios.

Quanto à São Silvestre, informo ao caro amigo Rafael Proença que infelizmente não irei disputá-la. Disseram-me que iam me convidar, a mim e à mulher, que já a disputamos no passado, por ser uma ocasião solene, na passagem da 90a. edição, mas não convidaram. Quem sabe, fica para a edição do centenário, quando terei 87 anos.

Já estou treinando.

Dia 1 de janeiro, por sinal, já temos agendada uma corrida aqui mesmo em Connecticut, a Chilly Chilly Run.

A natação no Brasil

Divulgação

Divulgação

Bristol (EUA) – Aí está o jovem Alexandre Médicis, na casa dos oitenta anos (nem sei ao certo a idade dele), com dois dos quatro troféus que conquistou no último Campeonato Carioca Master de Natação.

Ex-nadador e jogador de water-polo, jogador de tênis, depois maratonista e  triatleta, Alexandre tem uma vida toda dedicada ao esporte.

A propósito da natação e do desempenho de nossa equipe no Mundial de Piscina Curta, em Doha, ele me manda o seguinte e-mail:
“O Brasil em Doha foi fantástico.  O Cielo depois de perder os 50m recuperou-se completamente nos 100m livre e no revezamento.

Vamos ver se a natação brasileira , que já está embalada, melhore mais ainda.  Temos muitos juvenis nadando uma barbaridade, inclusive uma minha sobrinha neta, neta de minha irmã, que com 17 anos já está dando tempos espetaculares nos 200m costas , medley 4X100 e outras provas”.

É interessante que o Alexandre tenha destacado os juvenis que, segundo ele, estão nadando “uma barbaridade”, pois no “post” abaixo vocês encontrarão um comentário de Alex/Rio dando conta de que no momento há verbas generosas para a natação.

A Olimpíada da NBC ( a ser realizada no Rio) será uma oportunidade para nossos nadadores honrarem nomes do passado, como Tetsuo Okamoto e Manoel dos Santos, dos tempos em que nossa natação não tinha apoio nem verbas, e mesmo assim eles ganharam medalhas olímpicas.

Quantas serão em 2016, não sei. Sei que vamos ganhar.

Aqui em casa procuramos seguir o exemplo do Alexandre, de praticar esportes sempre. Pergunto aliás ao Alexandre: quando eu aparecer na próxima vez no Rio, poderei participar de um desses campeonatos “Master”?

Nunca fui nadador federado, é certo, mas nado os quatro estilos. Todos eles mal.

Na corrida de rua, neste domingo, fiquei em segundo lugar em minha faixa etária de 75 a 79 anos numa prova de cinco quilômetros, a Blue Back Mitten Run, com  o tempo de 32:35.

Já minha neta, Hannah Werneck Stephenson, ganhou sua faixa etária, de nove anos e menos, com 25:54.

Chegou à minha frente “só” sete minutos.

Ela também já é nadadora, do Farmington Valley Swim Team, e compete em triathlons.

O brilho da natação

AFP

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Bristol (EUA) – Os Estados Unidos podem não ter tido seu grande astro Michael Phelps, cumprindo suspensão por dirigir embriagado, mas isto não tira o mérito da vitória brasileira no Mundial de Natação de Piscina Curta (25 metros) em Doha.

No total, os americanos tiveram mais medalhas – 17 – mas o Brasil, com dez, ficou em primeiro lugar na classificação geral, pois teve sete ouros, contra apenas um dos americanos, uma medalha de prata e seis de bronze.

O resultado só serve para tornar mais gritante o absurdo de se marcarem as finais de natação para a Olimpíada do Rio (dizendo melhor, Olimpíada da NBC) em 2016, para as 22 horas, só para agradar o público que vai ver nos Estados Unidos pela televisão.

E aos brasileiros que querem ver no Brasil mesmo, de corpo presente, nada?

 

A festa foi para Donovan

AFP

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Bristol (EUA)  - Foi um jogo ruim, mas deve ter feito pouca diferença para Landon Donovan, que participou da vitória do Los Angeles Galaxy sobre o New England Revolution por 2 a 1, na prorrogação, e encerrou oficialmente sua carreira neste domingo, pela Major League Soccer, a Liga Americana, com um número recorde de seis títulos.

Foram dois campeonatos conquistados pelo San José Earthquakes e quatro pelo Los Angeles Galaxy, o time no qual durante algum tempo ele foi uma espécie de “segundo violino” para um astro mais famoso, David Beckham.

Mas Beckham é inglês, Donovan é americano e é sem dúvida o melhor e mais famoso jogador produzido até hoje pelo futebol nos Estados Unidos.

A vitória na final da MLS, conseguida em casa, em Los Angeles, servirá também para apagar ao menos em parte a decepção que Donovan experimentou este ano, ao ser cortado pelo técnico alemão Jurgen Klinsmann da seleção americana que disputou a Copa do Mundo no Brasil.

O gol da vitória foi marcado no segundo tempo da prorrogação pelo irlandês Robbie Keane, recebendo um passe em profundidade do brasileiro Marcelo Sarvas. Outros dois brasileiros foram campeões pelo Los Angeles Galaxy: o zagueiro central Leonardo e o volante Juninho, irmão de Ricardo Goulart, que este ano foi campeão brasileiro com o Cruzeiro.

Robbie Keane foi eleito o MVP, o melhor jogador da temporada, mas a  festa foi mesmo para Landon Donovan.

Ele merece.

 

Natal em perigo

AFP

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Bristol (EUA) – José Mourinho, mestre na arte de armar times defensivos, viveu hoje, sábado, a experiência oposta. Seu time, o Chelsea, líder até então invicto da Premier League, dominou o Newcastle United, atacou o tempo inteiro, chutou uma bola na trave – e perdeu por 2 a 1.

Não sou meticuloso em matéria de estatísticas mas,  a olho nu, estou disposto a apostar que o Chelsea teve 70% de posse de bola,  só que  não soube o que fazer com ela.

Não apenas não soube como cometeu erros defensivos primários, como no primeiro gol de Cissé, em que a bola foi diretamente ao zagueiro central Cahill que, em vez de afastá-la, entrou nela tão desastradamente que ela ricocheteou entre suas pernas e acabou livre, à disposição, para o atacante adversário.

Depois, em questão de menos de um minuto, o destino mostrou que a dia não era mesmo para o Chelsea. Hazard chutou uma bola na trave e, na recarga, no contra-ataque, a bola foi de novo a Cissé, penetrando às costas de Filipe Luís: 2 a 0 no marcador.

Acho que Filipe Luís, que entrara no lugar de Azpilicueta, deveria estar mais atento ao atacante que penetrava às suas costas, mas  Courtois saiu mal do gol e poderia ter cortado o passe, paralelo à sua linha de fundo.

A partir dali foi o desespero e o Chelsea, com dois centro-avantes – Diego Costa e Didier Drogba – conseguiu ainda um gol, feito pelo último, de cabeça. O Newcastle teve que aguentar, com um homem a menos, por causa da expulsão  de Taylor, mas a pressão do Chelsea era desorganizada, na base do abafa.

Que eu me lembre, esta é a terceira vez consecutiva que o Chelsea é derrotado pelo Newcastle United, em Newcastle.

A verdade é que o time, mesmo com mais posse de bola, não esteve bem. Oscar parecia um sonâmbulo e foi substituído, Willian correu e teve duas chances de gol – mas, como eu venho insistindo, precisa trabalhar em suas finalizações – e também foi substituído. Filipe Luís chutou uma bola de longe, perigosa, mas não teve muito tempo para aparecer. Acho que ele precisa ganhar personalidade e partir para  a linha de fundo, com a bola dominada, em vez de procurar os companheiros pelo meio.

O Chelsea ainda lidera, mas seu Natal já não parece  tão promissor.

A NBC manda, Nuzman obedece

AFP

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Bristol (EUA) – Está confirmado: a NBC, a rede de televisão americana  que transmitirá a Olimpíada para os Estados Unidos, determinou que as finais de natação no Rio de Janeiro começarão às 22 horas e irão até a meia-noite.

A NBC quer assim porque lhe permitirá mostrar as finais de natação, ao vivo, a partir das 21 horas em Nova York e Miami, 20 horas em Chicago, 18 horas em Los Angeles e San Francisco – alguns dos principais mercados do país.

Inconveniência para o público brasileiro que quer ver as provas? Azar.

Quanto ao vôlei de praia, pior ainda: vai começar à meia-noite do Rio. Em Nova York e Miami serão 23 horas, Chicago 22 horas e assim por diante.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, exerceu seu jus sperneandi? O direito de espernear, de protestar?

Nada disto. Ele declarou:

- Precisamos organizar a competição que a televisão pede, em conjunto com as Federações Internacionais.

Um leitor, em comentário para um  “post” abaixo, estranhou, lembrando que entre os motivos alegados para realizar a Olimpíada no Rio de Janeiro estaria a atração que representaria para turistas estrangeiros interessados em assistir às competições, de corpo presente, nos estádios, ginásios e piscinas.

Mas se as competições são realizadas em horários estapafúrdios porque a televisão americana quer, por que os turistas se abalarão de suas casas e de seus países? É melhor ficar onde moram e assistir pela TV.

Por exemplo, em Los Angeles e toda a costa do Pacífico, onde o vôlei de praia é extremamente popular, os jogos serão vistos, ao vivo, às oito da noite.

Está explicado. Maravilha para os californianos.

Quem estiver no Rio que se dane.

Ah, embora procure agradar em tudo, Nuzman voltou a levar um puxão de orelhas, pois não há perspectivas de que a Baía de Guanabara esteja de fato despoluída para as provas de iatismo e o impasse quanto ao campo de golfe na Barra da Tijuca vai se prolongando.

 

 

Fernando Donasci/Folhapress