“Fração de segundos…”

Bristol EUA) – Uma das coisas que mais leio em descrição de partidas de futebol no Brasil é que um lance aconteceu “em fração de segundos”.

Aparentemente, jamais alguém parou para constatar que “fração de segundos” é besteira. Um segundo, dois segundos, três segundos são frações de outros segundos.

Por exemplo, 24 segundos são 4/7 de 42 segundos.

O que as pessoas querem na verdade dizer é que um lance aconteceu em “frações de segundo”.

Campo de conflito

Alex Ferro/Comitê Rio 2016

Alex Ferro/Comitê Rio 2016

Bristol (EUA) – Outro dia escrevi aqui que nos Estados Unidos os campos de golfe estão recorrendo a diversos truques de marketing para atrair uma nova clientela, pois está se tornando evidente que os jovens não nutrem grande predileção pelo esporte.

Os verdadeiros entusiastas pelo golfe são pessoas já de idade mais avançada e, afinal, elas não são eternas.

Os campos de golfe estão recorrendo até a ideias como aumentar o tamanho dos buracos e deixar os praticantes chutarem uma bola de soccer lá pra dentro, em vez de chegarem ao alvo com uma bolinha e um taco.

Isto me lembra o que se passa no Rio de Janeiro, com o controvertido campo público de golfe que resolveram construir em área de proteção ecológica na Barra da Tijuca, para a Olimpíada de 2016.

Há processos na Justiça não apenas quanto à questão ambiental como quanto ao direito de propriedade do terreno.

Outro dia escrevi também sobre as caras instalações olímpicas de Atenas, hoje abandonadas.

Mesmo se o campo de golfe na Barra ficar pronto a tempo da Olimpíada (o que não é certo), pergunta-se:

Será que, depois da Olimpíada, o tal Campo Público terá mesmo público interessado em jogar golfe?

O longo caminho de volta

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Mais uma vez, o Chelsea aparece com quatro jogadores na Seleção Brasileira. Sai David Luiz, que está na lista de Dunga mas foi para o PSG, e entra Filipe Luís. Oscar, Ramires e Willian continuam, embora nenhum deles tenha chegado a entusiasmar na Copa.

Aliás, ninguém entusiasmou.

Se a catastrófica dupla Felipão/Parreira não tivesse feito aquela confusão com Diego Costa, que ao fim optou pela Espanha, quem sabe o Chelsea agora teria cinco jogadores em nossa Seleção?

Mesmo assim, a presença de tantos jogadores de clubes estrangeiros mostra como nosso futebol hoje está na dependência de estilos, ideias e práticas que vem do exterior.

A melhor notícia para mim foi a convocação de Miranda, do Atlético de Madrid (outro time europeu), uma grande omissão da última Comissão Técnica (?!X?!).

Justo também que se tenha chamado Philippe Coutinho.

Não teremos Thiago Silva. Felipão e Parreira sempre diziam que ele é o “melhor zagueiro do mundo”, mas não estou convencido. Cansei de ver Thiago Silva cometer não apenas erros técnicos mas erros de julgamento, como no dia em que foi expulso no PSG por achar que, como capitão, podia interpelar o juiz puxando-o pelo ombro, e na ocasião daquele infantil cartão amarelo (o segundo, que lhe custou uma suspensão), por impedir o goleiro colombiano de recolocar a bola em jogo.

Na verdade, no momento o Brasil não tem nenhum “melhor do mundo”, nem mesmo Neymar.

Começamos agora o longo caminho de volta, depois que os analistas da FIFA, com toda a razão, descreveram a passagem da Seleção Brasileira pela última Copa do Mundo como “deplorável”.

Mas voltaremos mesmo?

As Dez Milhas no Espírito Santo

Divulgação

Divulgação

Bristol (EUA) – Recebi de meu fiel amigo e correspondente Rafael Proença o seguinte e-mail sobre as Dez Milhas Garoto, uma prova disputada no Espírito Santo:

“Participei neste domingo da 25ª edição das Dez Milhas Garoto, uma prova de rua disputada entre as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. As Dez Milhas estão para o Espírito Santo assim como a São Silvestre está para São Paulo, a Volta da Pampulha para Minas Gerais e assim por diante.

Foi a minha primeira vez na bela prova capixaba e é possível que eu volte lá nos próximos anos. O ponto alto da corrida é a passagem pela “Terceira Ponte”, que faz a ligação entre as duas cidades e tem um perfil altimétrico bastante duro. Na segunda metade da prova, há muitas pessoas nas ruas incentivando os atletas e voluntários distribuindo água, refrigerante ou coisas que o valham.

Em 2014, a Yescom assumiu a organização da prova. A empresa agora é responsável por gerir as quatro principais corridas de rua disputadas no Sudeste – as Dez Milhas capixabas, a Meia Maratona Internacional do Rio e ainda as já citadas São Silvestre paulistana e a mineira Volta da Pampulha. Como de praxe, a Yescom deixou a desejar. Nos pouco mais de três quilômetros de extensão da Terceira Ponte, por exemplo, não houve indicação de passagem dos quilômetros. O oferecimento de bebida esportiva, importante em provas acima de 10 km, também não aconteceu. Nem mesmo ao final da corrida recebemos o bom e velho Gatorade. O kit oferecido aos atletas também não agradou, tamanha a pobreza – continha uma camisa, uma garrafa e um bombom – e o tradicional jantar de massas oferecido na véspera foi suspenso. Um ponto positivo foi a distribuição de água em garrafas e não em copos, o que não agrada a todos, mas que particularmente eu prefiro.

Como não conhecia a prova, achei melhor fazer uma corrida mais conservadora. Comecei num ritmo mais lento e somente depois da ponte resolvi puxar um pouco mais. Fechei em 1h20, o que dá uma média de 5 min/km, sem forçar muito, que não deixa de ser um bom resultado considerando os fatores estreia e a quantidade de pessoas mais lentas que largam na frente e causam “engarrafamento” nos primeiros quilômetros.

Por fim, mais uma vez é preciso parabenizar o povo capixaba pelo acolhimento e pelo carinho para com os atletas. Mesmo com toda a chuva e o tempo mais frio do final de semana, eles estiveram em grande número nas ruas”.

Pela transcrição, José Inácio Werneck. Ao que o Rafael disse, acrescento que o problema de corredores lentos que largam na frente, atrapalhando os outros, revela a falta de consciência e de preparo de um grande número de participantes de corridas de rua no Brasil.

Outra coisa notável e que não acontece apenas no Brasil mas em outros países é o número de pessoas absolutamente despreparadas que se aventuram a participar de provas longas, quando deveriam saber que não tem condições de terminá-las. Isto aconteceu até no 70.3 Ironman que presenciei neste último fim de semana em Gilford, New Hampshire, e que relato em um “post” abaixo.

Por que tais pessoas não se imbuem de um pouco mais de modéstia (e realismo) e disputam, por exemplo, uma corrida de cinco  quilômetros ou um triathlon “sprint”, com 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida?

É o  que estarei fazendo na próxima semana, no Mundial de Triathlon, em Edmonton, no Canadá.

Viajarei para lá de trem, partindo de Montreal. Olhem no mapa e verão que é uma distância enorme, chegando quase às Montanhas Rochosas.

A viagem de trem por si só será uma experiência interessante e a relatarei para os  leitores.

Igor é vice, Rebecca se classifica

FotoBristol (EUA) – Bons resultados para o Brasil no Ironman 70.3 disputado neste domingo em Gilford, New Hampshire, uma prova com 2.222 atletas que serviu como classificatória para o Campeonato Mundial da distância, em agosto de 2015, na Áustria.

As distâncias do 70.3 são exatamente a metade da distância do Ironman.  Temos portanto 1.950  metros de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida.

O mineiro Igor Amorelli foi o segundo colocado na elite profissional masculina, com o tempo de 3:56:59, três minutos atrás do australiano Leon Griffin. Entre as mulheres, a vitória na elite profissional foi da australiana Melissa Hauschildt, com o tempo de 4:12:52.

Igor Amorelli nadou em 23:02, pedalou em 2:08:26 e correu em 1:23:13.

O americano Andy Potts, favorito da prova, foi o  quarto colocado na elite profissional masculina, com 4:02:39. O notável porém na atuação de Andy Potts é que ele chegou neste quarto lugar mesmo tendo um pneu furado.

No discurso de vitória, Leon Griffin foi por sinal bastante modesto, dizendo  que Andy Potts teria ganho a prova se não fosse o tempo perdido na troca de pneu e que sua vitória sobre Igor Amorelli foi também em boa parte devido ao fato de que Igor vinha de duas competições recentes e estava cansado.

Na faixa etária feminina de 40 a 44 anos, Rebecca Werneck Stephenson conseguiu a classificação para o Mundial na Áustria com o tempo de 5:05:10. Ela nadou em 33:20, pedalou em 2:43:30 e correu em 1:45:10.

Havia apenas duas vagas para o Mundial na faixa etária feminina de 40 a 44 anos, que teve 132 competidoras. Rebecca ficou com a segunda vaga e seu resultado foi especialmente significativo porque também teve um pneu furado, na roda dianteira.

 

 

Blatter se moderniza

AFP

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Bristol (EUA) – Há muitos anos, desde quando eu ainda comentava jogos da Champions League para a ESPN International, venho dizendo que os europeus deveriam adotar a iniciativa sul-americana de marcar a posição da barreira com o “spray”.

Agora, com uns 15 anos de atraso, e depois do sucesso do “spray” na Copa do Mundo disputada no Brasil, Sepp Blatter, o presidente da FIFA, finalmente decidiu que a medida é boa e deve ser adotada no mundo inteiro.

Curiosamente, ele não diz que o “spray” é invenção de um  argentino e que foi no Brasil que ele realmente se firmou, para depois se espalhar pelo mundo.

Blatter diz que Inglaterra, França, Espanha e Itália estarão usando o “spray” em seus atuais campeonatos, que a Alemanha deve adotá-lo em breve e que o mesmo acontecerá nas competições da UEFA,  sem fazer a menor referência ao fato de que países sul-americanos o usam há muito tempo.

Blatter também deu meia-volta em relação à tecnologia do gol através do vídeo e agora tem até uma ideia que me parece boa: a de permitir dois “desafios” a cada um dos técnicos em uma partida. Um total de quatro, portanto.

Ele deixa a oportunidade dos “desafios”, “contestações” ou que outro nome venham a ter em português (em inglês é “challenge”), aos técnicos. O costume indica, claramente,  que eles vão usá-lo em casos de dúvida sobre pênaltis e marcação de impedimento, já que a “goal line technology” por si só já decide se a bola entrou ou não.

Neste última Copa, por exemplo, o técnico Miguel Herrera certamente teria usado um desafio naquele pênalti de Rafa Marquez sobre Arjen Robben, que eliminou o México.

Na partida entre Estados Unidos e Bélgica houve também uma situação curiosa, quando o americano Chris Wondolowski perdeu nos segundos derradeiros do tempo normal um gol que teria mandado os belgas de volta para casa.

Segundo alguns, o bandeirinha tinha acenado impedimento. Segundo outros, ele tinha apenas apontado que era tiro  de meta, não córner.

Se a bola tivesse entrado, numa ou na outra hipótese teríamos certamente um dos dois técnicos usando da prerrogativa de um desafio.

Desde que, é claro, eles não tivessem queimado suas oportunidades anteriormente.

É uma boa proposta.

 

Porta-bandeira

Gilford, New Hampshire (EUA) – Estou nesta pequena cidade, na Região dos Lagos do Estado de New Hampshire, onde neste domingo se disputa um Triathlon 70.3 classificatório para o 2015 Ironman 70.3 World Championship, em agosto, na Áustria.

Acabo de chegar e por isto mesmo me desculpo com os leitores pela falta de notícias  nas últimas 24 horas. Neste ínterim, a única novidade que  tenho para contar  é que fui convidado pela Confederação Brasileira de Triathlon para ser o Porta-Pandeira do Brasil no Campeonato Mundial de Triathlon,  daqui a dois fins de semana, em Edmonton, Alberta, Canadá.

Aceitei. Será uma honra.

O custo olímpico

AFP

AFP

Bristol (EUA) – A Copa do Mundo,  apesar do vexame da Seleção, não foi o desastre que muitos temiam. Quem tiver a paciência de ler meus “posts” anteriores ao evento poderá constatar que eu acreditava que a Copa se realizaria sem graves problemas , apesar das ameaças de protestos e do fato de que muitas das instalações não ficaram prontas a tempo e tiveram  funcionamento deficiente.

Além de pequenos vexames, como não terem executado os hinos nacionais em um jogo da França em Porto Alegre, invasão do Maracanã em mais de uma ocasião, gigantesco congestionamento de trânsito num dia de chuva forte em um jogo dos Estados Unidos no Recife,  pela deficiência das galerias pluviais.

Mas, no todo, nos safamos. Talvez por estarem esperando uma autêntica calamidade, os turistas e jornalistas estrangeiros em sua maior parte voltaram para casa com uma impressão favorável do Brasil.

Vamos agora à Olimpíada do Rio.

Por coincidência, vejo no mesmo dia, em dois diferentes órgãos internacionais, noticiário que nos interessa.

Um é fotográfico, do Guardian, mostrando como estão hoje abandonadas e depredadas quase todas as instalações construídas para a Olimpíada de Atenas, em 2004.

A única que mais ou menos se salvou por sinal não era nova: foi o Estádio Panathenaico,  que vem a ser uma reforma do Estádio Olímpico construído – vejam vocês – para a primeira Olimpíada da Era Moderna, em 1896. Ele pode ser visitado por turistas, que pagam ingresso, e tem ao lado um Museu Olímpico.

Quanto ao mais, devastação. O Parque Aquático está abandonado e uma piscina de treinamento nele construída virou uma poça imunda. Estádio de Remo e Canoagem, em ruínas. Estádio de Vôlei de Praia, coberto de mato. A Vila Olímpica virou play-ground de grafiteiros. Estádio de Softball abandonado (pelo que me consta o softball já nem faz parte da Olimpíada).

Estádio de Hóquei, abandonado. Centro de Iatismo, instalações depredadas.

Não preciso ir adiante.

No mesmo dia, no New York Times, um professor de Ciência Política mostra como as grandes cidades estão desistindo de sediar Olimpíadas, seja a de Verão seja a de Inverno, porque o que fica delas para a população é muito pouco.

O que ficará para o Rio?

Outro dia recebi pela Internet um vídeo sobre a ligação BRT da Barra da Tijuca ao Aeroporto do Galeão. O Metrô está sendo estendido até a Barra da Tijuca.

Tais projetos evidentemente são de interesse da população e sobreviverão à Olimpíada.

Se a Olimpíada finalmente levar o governo a despoluir a Baía de Guanabara (e manter a despoluição)  - isto, é claro, traz um benefício para o Rio.

Mas haverá outros? Esses estádios todos que estão sendo construídos, incluindo um campo de golfe na Barra da Tijuca, depois terão realmente utilidade?

Alguns dizem que as instalações olímpicas de Atenas estão abandonadas porque a Grécia entrou em parafuso financeiro. Outros dizem que a Grécia entrou em parafuso financeiro por causa das estações olímpicas, que custaram um dinheiro que o país não tinha, e depois o Comitê Olímpico Internacional bateu as asas alegremente e foi pousar em outras freguesias.

Atenas foi arruinada. Pequim, ninguém sabe, pois de lá só saem notícias que interessam ao governo. Londres, mais escolada, não foi para o buraco mas também não teve grande lucro. Um dado interessante é que em 2012, ano de sua Olimpíada, Londres recebeu menos turistas do que o normal.

Como o Rio de Janeiro não é um grande chamariz turístico internacional, como Londres ou Paris, pode ser que a Olimpíada atraia mais estrangeiros para a cidade do que ela em geral recebe.

Mas ninguém garante que isto de fato aconteça.

 

 

 

Panorama sombrio

Bristol (EUA) – Acho injusto comparar a derrota da Seleção feminina Sub-20 do Brasil para a Alemanha por 5 a 1 com a derrota de nossa seleção masculina por 7 a 1 na Copa do Mundo. O motivo é simples: o futebol feminino está muito mais adiantado na Europa e nos Estados Unidos do que no Brasil e na América Latina como um todo, por motivos culturais e econômicos.

Culturamente, sempre houve resistência à ideia de mulheres jogarem futebol no Brasil e, no passado, futebol feminino era coisa de piada: levavam-se vedetes de shortinhos para o Maracanã e o público masculino assoviava enquanto admirava suas formas.

(Sepp Blatter, o presidente da FIFA, deve ter a mesma mentalidade, pois sugeriu que as mulheres joguem futebol com uniformes mais justos.)

Economicamente, pelo  que sei, todas as tentativas de tornar o futebol feminino rentável no Brasil fracassaram. Pelo menos, fracassaram até agora.

Nem o futebol masculino é rentável, no momento, que dirá o de mulheres.

Acho que o futebol feminino no Brasil vai continuar na dependência do aparecimento de um fenômeno como Marta. É importante por sinal lembrar que ela surgiu por suas próprias virtudes, jogando futebol com garotos, onde morava.

Nada decorrente de um projeto de revelação de jogadoras.

O resultado é que o Brasil já chegou a disputar medalha olímpica de ouro no futebol feminino, mas agora vai perdendo mais espaço para americanas, canadenses e europeias. Entre as últimas,  campeonatos em países como a Alemanha e  a Inglaterra vão ficando mais populares.

Por fora, a China e o Japão.

Acho que o problema é geral, do futebol brasleiro. Clubes falidos, estrutura ulrapassada, calendário que atrapalha em vez de ajudar.

Aqui no exterior espero as anunciadas reformas. Será que virão?

Estou pessimista.

Quanto mais velha melhor

AFP

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Bristol (EUA) – Pela primeira vez em sua carreira a corredora britânica Jo Pavey ganhou uma medalha de ouro em um Campeonato Europeu, na prova de 10.000 metros.

E foi aos 40 anos.

Ela ganhou com o tempo de 32:22:39, em Zurique, superando a francesa Clémence Calvin, de apenas 24 anos.

Pavey tem uma filha de 11 meses, Emily, e um filho de 4 anos, Jacob.

Alguns técnicos acham que a mulher fica mais forte, depois de ser mãe, mas Pavey diz que sua recente gravidez em nada colaborou para sua vitória, pois ela precisou de muito tempo para recuperar a forma. Além disto, a pista em que costumava treinar estava em reforma e ela teve que usar outra, mais distante.

Mesmo assim, Pavey aumentou o ritmo da prova antes do sino para a última volta e não pôde ser alcançada.

Ela se  tornou a mulher mais velha a ganhar uma medalha de ouro em um campeonato europeu.