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Bristol (EUA) – Dizem que o Miami Heat dificilmente perde duas partidas seguidas. Aguardemos então o que poderá acontecer nesta quinta-feira, quando o time fará o segundo jogo de sua série em San Antonio contra o San Antonio Spurs.

Quantas vezes um time da NBA perdeu para outro, nos playoffs decisivos, por 36 pontos? Dizem que apenas três e o Miami Heat vai precisar de um bom trabalho psicológico de seu técnico, Erik Spoelstra, para mostrar que o acontecido terça-feira em San Antonio foi um mero acidente de percurso.

O San Antonio é um time calejado, que traz a experiência amarga da última temporada, quando colocou 2 a 0 de vantagem sobre o Oklahoma City Thunder e depois perdeu quatro jogos seguidos. Portanto, não estará excessivamente otimista. Está vacinado para tanto.

Todos falam do trio Tony Parker-Tim Duncan – Manu Ginobili – mas as figuras decisivas da partida nesta terça-feira foram os armadores Danny Green (este um armador arremessador) e Gary Neal, ambos personagens quase anônimos, quase sempre ausentas das luzes da ribalta, mas que desfecharam uma impressionante barragem de cestas de três, sendo que Danny Green acertou sete em nove e Gary Neal seis em dez.

Foram os cestinhas da equipe, com 27 pontos e 24 pontos, respectivamente.

Enquanto isto, o Spurs propositadamente fechava o acesso de LeBron James a seu garrafão e ardilosamente o deixava livre para tentar as cestas de três. O técnico Gregg Popovich sabia o que estava fazendo, pois LeBron acertou apenas uma em cinco tentativas de cestas de três.

Fui dormir lá pelo finzinho do terceiro período, convencido de que o jogo estava decidido e o resto seria, como foi, “garbage time” – a hora em que os técnicos aproveitam para botar os reservas na quadra.

Até Tracy McGrady, praticamente aposentado depois de voltar da China, foi aproveitado por Popovich durante quase sete minutos.

É uma série curiosa até agora. O Spurs ganhou a primeira, apertado, na quadra do adversárrio. Miami ganhou a segunda, com folga, em sua quadra. O Spurs, em San Antonio, devolveu a derrota com números ainda mais amplos.

Eu escrevi outro dia que Miami era favorito, mas agora o favoritismo passou para o Spurs, por ter conseguido a vantagem do mando de quadra. O time de San Antonio tem agora duas oportunidades de fechar a série em seu próprio terreno, sem precisar voltar a Miami.

Mas, a julgar pela história das partidas do Miami Heat, é um favoritismo apertado. San Antonio terá que entrar com muita convicção para decidir.

Foto: GALI TIBBON/AFP

Foto: GALI TIBBON/AFP

Bristol (EUA) – Javier Lillo, meu amigo e colega de profissão como Intérprete Judicial (no caso dele, espanhol) no estado de Connecticut, foi a Nova York para assistir ao jogo entre Espanha e Irlanda. A partida foi como preparativo para a estreia dos espanhóis neste fim de semana na Copa das Confederações, em Recife. Segundo o relato de Javier, abaixo, a Espanha está em forma, apesar da ausência de Xabi Alonso. Parece que Iker Casillas será mesmo o goleiro titular:

“Partido amistoso de preparación de la selección española contra Irlanda en el estadio de los Yankees de Nueva York. El tiempo acompañó y la lluvia no se hizo notar. Buena asistencia de público con más de ¾ de aforo.

España mostró una imagen mejor que la que dio contra la selección de Haití y se van acercando a su mejor versión para encarar con éxito la Copa Confederaciones. La primera parte fue un monólogo de los españoles que mantuvieron la posesión de la pelota durante la mayoría de los 45 minutos. Los irlandeses se mostraron muy disciplinados en defensa y casi no mostraron ningún peligro en ataque, excepto en una jugada casual en la que Sammon le robó la cartera a Piqué en el minuto 28 plantándose delante de Valdés pero finalizando la jugada con un torpe disparo. Iniesta y Xavi fueron los amos y señores del centro del campo haciendo bailar a los jugadores irlandeses con su “tiqui-taca”. España tuvo varias ocasiones claras de gol por medio primero de Villa en dos ocasiones y luego de Pedro que estrelló el balón al larguero. Silva estuvo muy activo durante la primer parte.

La segunda parte comenzó igual que la primera, España tenía el balón pero no encontraba huecos en la fornida defensa de los irlandeses. Y en esas estaban, cuando llegó el primer gol de España en el minuto 69, obra de Soldado, que acababa de entrar sustituyendo a Villa. El delantero del Valencia se encontró con un balón en la frontal del área y de un latigazo metió el balón en la portería de los irlandeses. A partir de ese momento, Irlanda despertó e incluso puso en apuros a los españoles por medio de McCleane, quien lanzó un disparo a quemarropa haciendo que Casillas, que había entrado en el minuto 60 sustituyendo a Valdés, tuviera que lucirse. Los irlandeses incluso llegaron a meter un gol a la salida de un saque de esquina que fue justamente anulado por el colegiado. Cuando mejor estaba jugando Irlanda, una estupenda combinación en el minuto 88 entre Mata y Cazorla, que habían entrado en la segunda parte, puso el segundo gol en el marcador a favor de España. Cazorla metió un pase medido al área irlandesa que Mata remató a puerta encarrilando el triunfo de España.

Buena actuación del árbitro y los jueces de línea.”

Bristol (EUA) – Meu leitor e amigo Rafael Proença está se preparando para disputar sua primeira maratona, no Rio de Janeiro, e, como parte de seu treinamento, foi a Florianópolis, para uma meia-maratona. Abaixo a impressão que trouxe da prova e da constatação da importância de uma temperatura adequada em corridas de longa distância:

“Aconteceu neste final de semana a Meia Maratona de Floripa, organizada pela Vetor O2 e que não deve ser confundida com a Meia Maratona Internacional de Florianópolis, realizada há alguns meses. Esta foi a minha nona corrida de 21 km e pela primeira vez corri abaixo de 1h40. Na verdade, antes de ontem meu melhor tempo em meias maratonas havia sido alcançado na Corrida da Ponte, em maio, quando finalizei em 1h43. Neste domingo, contando com condições climáticas bastante favoráveis e raramente encontradas no Rio de Janeiro, finalizei a prova em 1h37. Este resultado tem alguns significados importantes para mim. Primeiro, a surpresa por conseguir baixar tanto meu recorde pessoal, e segundo, por comparar este momento a junho de 2011, quando fiz minha primeira meia maratona, e completei em 1h50. De lá pra cá, foram 13 minutos ganhos, o que é esplêndido.

Se o resultado agradou, a prova teve seus altos e baixos, mais baixos do que altos, o que sinceramente eu já esperava. Além da meia maratona, havia provas de 5 e 10 km, nas quais os corredores ficaram sem bebida esportiva ao longo do trajeto. Para os atletas de 21, apenas um posto desta, na altura do décimo segundo quilômetro, o que é muito pouco, se pensarmos que as principais provas brasileiras chegam a oferecer estas bebidas em espaços de até três quilômetros. Um outro problema foi a sinalização do trajeto. Se as placas indicando quilometragem não falharam, o mesmo não se pode dizer da divisão das pistas da Avenida Beira-Mar Norte, onde se passou boa parte da corrida. Os traçados de ida e volta eram separados por pouquíssimos cones, o que confundiu boa parte dos atletas que em diversos momentos se espalharam por toda a extensão da pista de subida da Beira-Mar Norte. Por pouco alguns acidentes não aconteceram, pois enquanto muitos corredores ainda faziam a perna de ida, a elite já voltava acompanhada por batedores de moto. Houve ainda quem reclamasse do pouco poder político da organização junto à Prefeitura, que não liberou a Ponte Hercílio Luz, principal ponto turístico da cidade, para os atletas, o que acabou por tirar um pouco do brilho do evento.

Ao longo do trajeto, procurei sempre prestar atenção nas temperaturas que indicavam os termômetros de rua. Pude verificar que a corrida teve início com 14ºC e oscilou entre 15, 17 e 18ºC, sem passar daí. Sabia das vantagens que uma temperatura ideal proporciona ao atleta, mas somente neste final de semana pude ter essa comprovação. De fato, neste “quesito natural” o Rio deixa bastante a desejar. De qualquer maneira, como já te disse, Werneck, dia desses fiz um treino de 30 km, o que me deu a certeza de que devo fazer a Maratona do Rio. Relutei, mas este é mesmo o próximo passo, no dia 07 de julho. Vamos ver no que vai dar essa loucura”.

Estas foram as observações do Rafael. Espero que os organizadores da Meia-Maratona em Florianópolis as levem em conta, pois os comentários de corredores devem sempre ser considerados importantes pelos organizadores de provas.

Quanto à Maratona do Rio, na qualidade de quem já correu seis maratonas, no Brasil e no exterior, posso dizer ao Rafael que não se assuste. Ele vai completá-la.

Boa sorte.

Foto: VINCENZO PINTO/AFP

Foto: VINCENZO PINTO/AFP

Bristol (EUA) – Mario Balotelli diz que é italiano, se sente como italiano, pensa como italiano, mas não deixa de ser, para mim, uma vítima de algo reprovável na lei italiana que é o “jus sanguinis”, o direito de sangue.

O “jus sanguinis” é o princípio legal que dá a cidadania italiana aos descendentes de italianos nascidos, por exemplo, no Brasil ou na Argentina. Mas, pelo mesmo princípio, Mario Balotelli, nascido em Palermo, só pôde adquirir nacionalidade italiana aos 18 anos.

Por que? Porque seus pais eram estrangeiros, de Gana, a família Barwuah.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Em comentários nos “posts” abaixo os leitores podem encontrar uma ótima informação do senhor João Antonio de Azevedo Lage sobre o que se passou no Rio no dia do jogo do Brasil contra a Inglarerra. Os ingressos a R$ 90,00 desapareceram, mas podiam ser comprados por R$ 300,00 nas mão de cambistas, desde que o interessado soubesse qual era a senha.

Esta notícia para mim se soma às muitas divulgadas sobre corrupção na construção de estádios, estádios recém- construídos como o Engenhão interditados e o estádio em Salvador com o teto que não resistiu à primeira chuvarada.

As muitas obras de infraestrutura anunciadas para a Copa e a Olimpíada ou ficaram para as calendas ou foram canceladas.

O Brasil capricha em jogar fora duas excelentes oportunidades. Estou mais preocupado com isto do que com a possível vitória de nossa Seleção na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

Vi também, em jornais e sites, artigos contra o que chamam de “elitização” do futebol.

Lembrei-me de uma vez em que estava de folga em meu trabalho como comentarista mas passei pelo Maracanã no momento em que um jogo acabava. Normalmente eu teria me demorado mais no estádio e não teria visto o que então pude presenciar.

Um grupo de bárbaros descia a avenida, invadindo ônibus e assaltando motoristas desavisados que não trataram de fechar as vidraças dos automóveis, com impropérios e palavrões.

O Brasil é o país do futebol, mas a média de comparecimento de público aos nossos estádios é vergonhosa. Estamos algo assim como na 14a. colocação no mundo.

A média de público no Brasileirão é ridícula, com 14.976 pagantes, muito abaixo dos 45.179 pagantes da Bundesliga, na Alemanha. À nossa frente também se encontram a Premier League, o Campeonato Espanhol, o Campeonato Mexicano, a Série A da Itália, o Campeonato Holandês, a Major League Soccer dos Estados Unidos, o Campeonato Francês, o Campeonato Chinês, o Campeonato Argentino, a Segunda Divisão da Inglaterra, o Campeonato Japonês e a Segunda Divisão da Alemanha.

Seremos mesmo o país do futebol?

João Saldanha, que era comunista mas vivia o futebol, sabia que os clubes precisam de renda para sobreviver. Sempre se mostrava irritado quando pessoas protestavam contra aumentos nos preços dos ingressos. Dizia: “No Brasil deixam subir tudo, menos a entrada para o futebol”.

Lembro-me de quando famílias iam aos estádios no Rio de Janeiro: marido, mulher, filhos, filhas, namorados. Mas deixaram de ir.

Ao longo dos anos, não foi por causa do preço do ingresso que os torcedores começaram a escassear nos jogos de futebol.

Foi porque famílias não queriam mais ir aos estádios, tomados pelos selvagens. E porque ninguém combatia cambistas e outros meliantes, como ainda não combatem.

Naquele dia, dentro de meu carro, fiquei torcendo para que nenhum estrangeiro estivesse ali para testemunhar o que se passava.

As torcidas organizadas não apenas ganham ingressos gratuitos como ainda decidem sobre política interna dos clubes.

Enquanto outros países procuraram, com sucesso, trazer de volta as famílias para os jogos de futebol, há quem gaste tinta, papel e computador no Brasil para dizer que o problema é a “elitização” do futebol.

Desde quando uma família da classe média que quer ir a um jogo, mas não vai por falta de segurança, conforto e educação, é “elite”?

Joãozinho Trinta, o sambista, tinha razão. Ele nos deixou a frase imortal: “Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo”.

Foto: ANDREW D. BERNSTEIN/NBAE/Getty Images/AFP

Foto: ANDREW D. BERNSTEIN/NBAE/Getty Images/AFP

Bristol (EUA) – Foi o momento decisivo da partida, repetido à exaustão na televisão americana, quando Tiago Splitter subiu para uma enterrada e, na última fração de segundo, LeBron James apareceu, ninguém sabe de onde, para um toco que incendiou a plateia e deslanchou o verdadeiro massacre que o Miami Heat impôs ao Santo Antonio Spurs ao fim da partida deste domingo.

Uma partida que estava indefinida até os momentos finais do terceiro período, quando o San Antonio Spurs chegou a estar liderando por três pontos. Uma vitória do Spurs neste segundo jogo praticamente definiria o título da NBA em favor do Spurs, que teriam três jogos para decidir em sua quadra.

Agora o Spurs ainda tem os três jogos, mas precisará ganhar todos, em San Antonio, para ficar com o título. Caso contrário, a série volta para dois jogos em Miami.

Qual foi a diferença de uma partida para outra? Como o Heat pôde, de repente, no quarto período, impor-se de modo tão decisivo que se deu ao luxo de poupar seus astros – LeBron James, Chris Bosh e Dwayne Wade – nos minutos finais, deixando-os a assistir no banco?

Por que Gregg Popovich mostrou-se tão inerme quanto o Heat começou a acumular pontos – 10, 15, 19 pontos de vantagem – em tão curto período? Por que não pediu tempo?

Não estou dentro da cabeça do técnico para saber. Talvez ele tenha compreendido que nada havia a fazer.

Em tese, a situação do San Antonio Spurs ainda é boa. Visitar a quadra do adversário e sair de lá com uma vitória em dois jogos está de bom tamanho.

Resta saber porque um time, o San Antonio Spurs, que cometeu tão poucos erros no primeiro jogo, cometeu tantos no segundo.

Méritos, sem dúvida, a toda equipe do Miami Heat. Mas aquela jogada de LeBron em cima de Tiago Splitter serve como uma descrição perfeita do que se passou na noite deste domingo: se San Antonio entrou quente, o Heat entrou fervendo.

Foto: PATRICK KOVARIK/AFP

Foto: PATRICK KOVARIK/AFP

Bristol (EUA – O jogo, pelo menos na parte que eu vi, foi um massacre. Os comentaristas americanos disseram que no primeiro set Maria Sharapova teve “a couple” de break-points em seu favor, mas cheguei no início do segundo. Serena Williams confirmara seu saque, Sharapova sacava e… pronto: teve seu saque quebrado.

Dali em diante foi como um adulto jogando com uma criança ou um homem jogando com uma mulher (menos, é claro, no caso da Billie Jean King contra o velhote Bobby Riggs). Todas as vezes que Serena sacava, era para fechar o game com facilidade. Todas as vezes que Sharapova sacava, era como Sísifo, obrigado a empurrar eternamente uma rocha montanha acima. O resultado final, de 6-4, 6-4, não reflete a disparidade de forças.

Nenhuma drama, nenhum suspense. Serena Williams, sob os olhares langorosos de seu novo técnico/amigo colorido, Monsieur Mouratoglou, despachou a adversária sem dó nem piedade, arrebatando-lhe o título que a bela Maria conquistara no ano passado.

Foi também no ano passado que Serena começou a treinar com Patrick Mouratoglou, melhorando incomensuravelmente seu jogo em quadras de saibro. Seu jogo e seu francês.

O melhor realmente veio no fim, quando Serena deu mostras de seu progresso na língua de Molière. Arantxa Sanchez Vicario, a espanhola antiga campeã, estava lá, montada em altíssimos saltos plataforma, para não ficar abaixo dos ombros de Serena e de Maria.

Esta, russa, agradeceu ao público, prometeu voltar e parabenizou Serena, num inglês muito bom. Já a americana Serena, para delícia dos torcedores locais (não há nada que agrade mais a um francês do que ver um estrangeiro tentando falar sua língua, mesmo mal) enveredou mesmo pelos “mercis” e pelos “beaucoups”. Até que não esteve mal, excetuando um ou outro tropeço, como quando disse “je vous” em vez de “je veux” (mas deve ter sido mais um problema de pronúncia do que de gramática.)

O mais engraçado foi quando a mãe de Serena, que assistia na arquibancada, não entendeu quando a filha se dirigiu a ela. Quem mandou falar numa língua tão complicada…

Mas os franceses adoraram o charme. Enchantés, Mademoiselle.

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Bristol (EUA) – Os franceses esperavam ver em Jo-Wilfried Tsonga um novo Yannick Noah, o homem que deu ao país seu último título em Roland Garros, há 30 anos.

Mas a responsabilidade parece ter paralizado Tsonga, que teve diante do espanhol David Ferrer uma atuação pífia, decepcionante.

Perdeu em sets diretos, não ameaçou nunca e mostrou-se uma pálida cópia daquele mesmo Tsonga que chegou à final do Aberto da Austrália em 2008, exibindo confiança e ousadia diante de Novak Djokovic, embora tenha perdido em quatro sets.

Os franceses confiavam na coincidência de que, assim como Yannick Noah, Jo-Wilfried Tsonga é filho de uma francesa branca com um africano que se destacara como atleta. O pai de Yannick, de Camarões, como jogador de futebol e o de Tsonga, do Congo, como jogador de handebol.

Mas a expectativa talvez tenha pesado muito sobre Tsonga. Como se diz no tênis, no jogo contra David Ferrer, ele encolheu o braço, enquanto o adversário se mostrava solto na quadra.

Um Tsonga bem diferente daquele que, no ano passado, teve quatro match-points em seu favor antes de perder em cinco sets para Novak Djokovic em cinco sets, também em Roland Garros.

De lá para cá,, como Djokovic já fizera, Tsonga mudou sua dieta, abandonando toda alimentação com glúten. Seu técnico, Roger Rasheed, disse que Tsonga adotou a dieta sem glúten para ficar “mais forte e resistente”.

Não vou o que se viu na quadra, diante de David Ferrer. Terá sido um problema de dieta? Ou de cabeça?

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Bristol (EUA) – A Itália está a caminho da Copa das Confederações e, tudo indica, a caminho da Copa do Mundo, depois do empate de 0 a 0 com a República Tcheca, no campo do adversário, que a manteve na liderança de seu grupo.

Mas o que se viu da seleção italiana não dá para assustar. O time mostrou-se preso, intimidado, inferior ao que vimos recentemente no empate com o Brasil.

Deve ter sido a responsabilidade da partida, mas o fato é que a Itália merecia perder e teve sorte de escapar, numa partida em que os thecos chutaram uma bola na trave, já quase ao fim, enquanto os italianos não acertavam uma única finalização a gol.

Para variar, Mario Balotelli foi expulso, com dois cartões amarelos em consequência de duas faltas tolas (sobretudo a primeira). A caminho do vestiário, foi visto dando socos e ponta-pés nas paredes.

Continua o mesmo.

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Bristol (EUA) – Foi uma vitória importantíssima, esta do San Antonio Spurs, sobre o Miami Heat, na quadra do adversário, para abrir a decisão em melhor de sete da NBA. O Spurs agora lidera por 1 a 0 . As estatísticas mostram que o ganhador da primeira partida na decisão da NBA fica com o título em 71,2% das ocasiões.

O Spurs começou muito bem a partida e liderava pora 9 a 2 quando um erro da arbitragem veio complicar as coisas, ao marcar falta de Tim Duncan, no garrafão defensivo, quando na verdade ocorrera falta de ataque. A partir dali Mimi tomou o controle da partida e liderou praticamente o jogo todo. O Heat tinha três pontos de vantagem no início do quarto período, mas a marcação sufocante do Spurs levou Lebron James e seus companheiros a cometerem cinco desperdícios de bola e converterem apenas cinco de seus 18 arremessos nestes momentos decisivos.

Tim Duncan jogou muito bem, com 20 pontos e 14 rebotes, apesar de ter ido para o banco no primeiro período com duas faltas, mas quem jogou mesmo um balde de água fria no Miami Heat, nos segundos finais, foi Tony Parker. A partida estava em 90 a 88 para o Spurs, com 31.5 segundos no relógio, quando a bola foi a Parker. Ele driblou para um lado, driblou para o outro, quase perdeu a bola e, desequilibrado, exatamente ao fim dos 25 segundos do “shot-clock”, conseguiu a cesta, depois da bola bater na tabela e no aro.

Em matéria de drama, não poderia haver maior. Havia apenas mais 5,2 segundos pela frente. Atordoado, o Miami Heat tentou ainda uma bandeja com Dwayne Wade e perdeu.

Este é Tony Parker, o francês que há alguns anos o San Antonio Spurs tentou desesperadamente trocar por Jason Kidd. Agora Kidd está aposentado e Parker, que neste primeiro jogo marcou 21 pontos, virou o maestro da equipe dirigida por Gregg Popovich.