Os donos do futebol!

Nunca imaginei que me pegaria torcendo pela Alemanha numa final de Copa do Mundo… mesmo depois daquele passeio em cima do nosso time, não consegui ficar chateada com eles, muito pelo contrário, passei a admirá-los ainda mais!

O fato é que os alemães ficaram constrangidos com aquela goleada, poderiam ter dado de dez na gente, mas não fizeram. Trataram a nossa fraca seleção com educação e dignidade. Não bateram em cachorro morto, foram generosos demais dentro do gramado… Isso sem falar nas atitudes do lado de fora das quatro linhas: construíram o próprio centro de treinamento na Bahia, fizeram campo de futebol, asfaltaram estradas para facilitar a locomoção do time, não trouxeram funcionários alemães, mas contrataram pessoas do local. Quando não estavam treinando (embaixo do sol da uma da tarde), tiravam fotos e eram super simpáticos com todos. Além disso, dançaram com os índios, deram um cheque de dez mil euros para uma tribo comprar uma ambulância, vestiram a camisa do time local (Bahia)…

Depois da goleada que deram na gente, pediram desculpas e postaram nas redes sociais mensagens de incentivo ao nosso povo. Hoje, antes da final, a Federação alemã agradeceu a hospitalidade brasileira pelo twitter: “— Obrigado #BRA! Independente do resultado esta Copa vai ficar nos nossos corações – especialmente por causa de vocês! ”

Os tetracampeões mereceram o título porque são donos do melhor futebol do mundo por tudo que investem e demonstram dentro de campo. Também são verdadeiros craques fora dos gramados. Nosso futebol precisa aprender com eles em todos os aspectos. Seriedade, trabalho, estratégia, investimento, humildade, educação, dignidade, força, determinação, garra, treino… Parabéns, Alemanha, parabéns, Müller, Klose, Lahm, Neuer, Hummels, parabéns Goetze pelo golaço matado no peito e chutado de primeira pra calar a boca de nostros hermanos. Vocês mereceram e também me conquistaram.

Alemanha põe Brasil na roda

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

E tinha gente que dizia que a Alemanha era freguesa do Brasil… Pois é, hoje nós vimos a verdadeira seleção brasileira. Eu não vou comentar os nossos problemas porque já escrevi sobre eles em todos os posts anteriores. Faltava meio campo, jogada ensaiada, toque de bola, marcação e blá blá blá.

A maior derrota da história do futebol brasileiro que mostrou a fragilidade do time de estrelas que não tem conjunto e depende do talento individual. Aliás, talento que também deixou a desejar.

Sabe, a Alemanha é muito, mas muito superior ao Brasil e os caras tiveram todos os méritos do mundo, poderiam até ter feito mais gols na gente se quisessem. Mas o Brasil se abalou demais com o segundo gol, parece que abriu a porteira e deixou a boiada passar. Esse time realmente não tem a menor estrutura psicológica.

No final, a torcida resolveu debochar mesmo e gritou olé olé olé para a equipe adversária. Fazer o quê?

Sorte do Neymar não ter participado desse vexame.

Ah, só uma coisa: valeu a pena apostar tanto naquele Fred? CLARO QUE NÃO!

O jogo dos zagueiros!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Mais focado, mais concentrado, mais leve, mais rápido e com mais raça. O time esteve bem melhor do que aquele que vimos contra o Chile e, logo no início, gol do capitão Thiago Silva! Foi demais, redentor, ele merecia depois de toda a carga de críticas negativas que levou quando chorou e não bateu pênalti nas oitavas. Gritei muito! E quer saber, quando a gente não se sente bem , não tem que bater pênalti. E se ele queria orar naquele momento, as preces foram atendidas, poxa!

O Brasil começou muito bem contra a Colômbia, mas continuamos vendo os mesmos problemas de sempre e mais alguns. Os de sempre são Oscar (que não fez uma boa partida novamente) e Fred, melhor colocar um cone no lugar dele. Senti falta de Neymar, que na minha opinião tem que jogar mais enfiado no meio e na frente. O craque não apresentou as mesmas performances excelentes das primeiras partidas.

No segundo tempo, quando a Colômbia pressionava e teve um gol anulado (que susto) apareceu ele, David Luiz, o guerreiro, o futuro capitão, o queridinho do Brasil. O cara fez um daqueles golaços de falta que entram para a história a la Branco e Ronaldinho Gaúcho. Foi o jogo dos zagueiros. Foi memorável.

Aos 32 , pênalti de Júlio César em James Rodrigues e a revelação colombiana converteu com categoria. Começou o drama brasileiro, o sufoco, de novo…

Mas conseguimos passar. Ufa! Dois pontos negativos: a saída de Neymar machucado quando nosso craque tomou uma joelhada criminosa nas costas. E o segundo amarelo de Thiago Silva que está fora do próximo jogo… Felipão fez uma cara de desespero. Dante, a vaga é sua! Que venha a Alemanha! O bicho vai pegar!

Ave, César!

Júlio César (Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press)

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Depois de um segundo tempo sem garra, sem jogadas ensaiadas, sem meio de campo e sem entrosamento por parte da seleção brasileira, que parecia ter sofrido um apagão, foi a vez do contestado Júlio César mostrar a que veio. Sim, ontem ele teve que justificar a confiança de Felipão. Poderia ser a consagração ou a derrocada de uma carreira. Estava nas mãos dele. As lágrimas antes dos pênaltis, a oração de Tiago Silva, o desespero dos brasileiros. E Júlio mostrou duas coisas: competência e sorte.

Pois é, quando preciso foi o cara defendeu duas cobranças de pênaltis e ainda contou com a sorte na última cobrança do chileno que bateu na trave e também naquela outra bola na trave que tomou durante o jogo. Pois é, Júlio César, tem estrela, sorte e foi competente o suficiente para levar a seleção às quartas. Sim, porque o mérito é todo dele.

Eu sabia que o Brasil não teria vida fácil se o jogo fosse para as penalidades. Poucas vezes a seleção treinou as cobranças de pênaltis. Tanto que perderam dois e isso, na minha visão, é inadmissível. Cobrança de pênalti é muito treino, e claro que precisa de sorte, mas é aquela velha história: 99% de transpiração e 1% de sorte.

O time de Felipão fez um jogo muito ruim contra o Chile. Tudo bem que o árbitro ajudou, mas Fred e Jô que me desculpem, essa Copa não é de vocês. Vamos que vamos, sexta é dia de encarar a Colômbia. Acho que dá Brasil!

 

Teresópolis parte 3

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Último dia em Teresópolis e mais uma vez muito trabalho. Hoje começamos cedo, participando do programa Revista da Cidade. Logo em seguida, entrada no programa Super Esporte. À uma da tarde começou o treino da seleção brasileira, em que Fernandinho ficou o tempo todo como titular no lugar de Paulinho, que recebeu o colete de reserva. David Luiz saiu com dores nas costas.

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À tarde teve entrevista coletiva com o jogador Fred e depois, foi a minha vez… hehe…brincadeirinha… E assim termina essa semana aqui em Teresópolis. Muito trabalho, muito frio, dor nas pernas e nas costas, mas feliz por ter participado da cobertura da seleção brasileira e estar ao lado de grandes jornalistas esportivos. Beijo e até mais!

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Teresópolis: parte 2

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Hoje o dia foi de muito trabalho. Tomamos café cedo e logo às onze horas da manhã já estávamos posisionados na Granja Comary para o dia cheio de trabalho que estava por vir com treino da seleção brasileira, entrevista coletiva e entradas ao vivo nos programa Super Esporte e Gazeta Esportiva. Paramos para almoçar um lanche frio depois das quatro horas da tarde.

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Na foto, Silvestre e nosso câmera Ricardo.

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Hoje tivemos entrevista coletiva com Luiz Gustavo e Willian.

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Luiz Gustavo é uma das peças chaves de Felipão. Discreto, o rei dos desarmes e roubadas de bola é imprescindível no esquema tático de Felipão. Natural de Pindamonhangaba e ídolo do Esporte Clube Carrapato, clube em que atuou quando garoto, o volante atualmente joga no Wolfsburg da Alemanha. Tem 1,87m e 78 quilos. Seu apelido entre os colegas de seleção é Cid Moreira por causa da voz grave. Perguntei pra ele como faria para administrar para não tomar o segundo cartão amarelo e ficar fora das quartas ou da semifinal e ele me disse que vai jogar normalmente e caso o cartão aconteça, há outros atletas capazes de substituí-lo.
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Casagrande assistiu ao treino da seleção ao meu lado. Simpatia de pessoa, grande ex-jogador, ótimo profissional. Admiro muito. foto8 foto9 foto10

Dia lindo de sol e vento frio. Muito bom trabalhar cobrindo a seleção brasileira. Grande experiência. Nos vemos amanhã na programação da TV Gazeta. Tchau!

 

Direto de Teresópolis

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Olá pessoal! Agora são quase dez horas da noite e estou na cidade de Teresópolis,  Rio de Janeiro.

Cheguei hoje para cobrir essa semana a seleção brasileira ao lado do repórter Alexandre Silvestre.

Nem consegui conhecer a cidade porque assim que saí do aeroporto do Rio, já fui direto para a Granja Comary participar ao vivo do programa Gazeta Esportiva.

Hoje os jogadores ficaram concentrados e tiveram o dia da folga, mas a estrutura da Granja está espetacular. Foi feita uma reforma a pedido de Felipão para dar mais conforto aos jogadores orçada em 15 milhões de reais. Agora cada atleta tem seu próprio quarto e para abrir a porta nem precisa de chave, basta a impressão digital. Há sala de jogos, de sinuca e playstation.

Todas as piscinas, banheiras e hidromassagens foram reformadas e, para os mais vaidosos, há ainda o serviço de dentista, barbeiro e podólogo. Chique, não?

Hora de dar tchau, tomar banho e descansar porque amanhã o dia começa cedo. Um beijo e ótima semana a todos. Nos vemos na programação da TV Gazeta.

Ah, só uma curiosidade: a cidade se chama Teresópolis em homenagem à imperatriz Teresa Cristina que foi casada com Dom Pedro II. Além disso, daqui saiam carregamentos de ouro para Portugal e Inglaterra na época do império. Poético, não? Agora sim, fui!

 

Nem zebra, nem surpresa, Neymar!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Terceira apresentação da seleção brasileira. O jogo tão aguardado era a hora da verdade. Afinal de contas, o Brasil foi nota seis contra a Croácia, deixou a desejar contra o México e precisava de uma aparição mais consistente. Não foi a baba que todo mundo esperava, mas o 4 a 1 contra Camarões deu ânimo ao time e confiança ao torcedor. No entanto, os problemas ficaram mais evidentes e as soluções também.

No primeiro tempo, a seleção de Felipão percebeu que a pegada dos adversários não seria fácil. Os africanos estavam com o orgulho ferido e pouco espírito esportivo, Neymar que o diga, foi provocado e deu a melhor resposta de todas, um show de futebol e duas bolas na rede. Foi o melhor em campo, correu, desarmou, marcou, e graças a Deus Felipão tirou ele no meio do segundo tempo. O menino já tinha feito demais.

Fred, apesar do gol, não dá. Lento, sem tempo de bola, precisa sair. Já é a terceira partida que não mostra a que veio. Se bem que no segundo tempo, com a saída de Paulinho (que também está muito mal, errando passes, parece pesado e sem estrela) e a entrada de Fernandinho, até ele se saiu melhor.

Mas vamos falar dele: Fernandinho. Por favor, Felipão, deixa esse menino titular! Alguém finalmente melhorou o meio de campo brasileiro, deu agilidade aos passes e mais ligação às jogadas. Além de tudo, fez um gol. Pronto, é o cara que precisamos, ainda mais quando Paulinho já está na terceira partida muito mal.

Ok, que venha o Chi chi chi, le le le! Não vai ser fácil, mas as deficiências ficaram evidentes e agora as coisas podem melhorar mesmo. Vai Brasil!

P.S: Hoje a torcida chilena me emocionou muito ao cantar em alto e bom som o hino nacional. A capela foi de arrepiar. Lindo demais! Pena que perdeu da Holanda.

Empate com gosto de vitória para o México

Wagner Carmo/Gazeta Press

Wagner Carmo/Gazeta Press

Preparem-se, vai começar a cornetada em cima da seleção! Eu não quero ficar falando mal do time, apenas ressaltar que dependemos muito do talento individual e temos pouca coletividade. Mas vamos lá: eita joguinho complicado e chato! Foi um banho de água fria em cima da torcida brasileira! E aliás, um show da torcida mexicana que empurrou o time em campo.

O Brasil perdeu algumas boas oportunidades, faltou criação e jogadas ensaiadas, não há toque de bola rápido e, além do mais, o time parou no bom goleiro mexicano Ochoa (para mim o melhor da partida). O cara esteve inspirado em campo! Se bem que o nosso goleiro Júlio César foi muito bem quando acionado. Infelizmente ficou claro que dependemos muito do Neymar. O Fred, jogou? Na boa, não dá mais, segunda péssima atuação dele. Paulinho jogou muito abaixo da expectativa. Oscar perdeu o brilho da estreia. Ó céus, o que nos espera? 

Ainda bem que não pegamos uma Alemanha logo de cara porque a coisa ficaria muito feia para nós. A seleção está sentindo o peso de jogar em casa, falta diversão e sobra tensão…

Começamos com o pé direito

Wagner Carmo/Gazeta Press

Wagner Carmo/Gazeta Press

Foi um jogo tenso, mas o Brasil venceu bem a Croácia por 3 a 1.

Apesar do gol contra do Marcelo logo no início, o time conseguiu ter equilíbrio e calma para buscar o empate. A chave da vitória foi essa calma num momento em que o placar era desfavorável.

O Brasil dominou em posse de bola e passes, mas nem por isso foi uma partida fácil.

A torcida apoiou a equipe o tempo todo (isso foi fundamental) e depois os gols brasileiros apareceram com o fantástico Neymar e com o papai Oscar. Aliás, quem foi que disse que o Oscar não estava jogando bem, hein? Disseram que estava dormindo nos treinos… Pois é, o garoto acordou. Não é à toa que tem a confiança de Felipão. Na minha opinião, Oscar e Neymar foram os melhores em campo.

Apesar da festa de abertura ter deixado bastante a desejar (na minha opinião tinha que ter tido mais samba, mais bateria, Olodum e a festa de Parintins) o jogo contra a Croácia foi tudo de bom. O povo está com a seleção, mas não com a presidente. É isso aí, temos que apoiar nossos meninos. Só um último comentário, acho que a equipe de Felipão depende muito de cada jogador individualmente. Gostaria de ter visto um pouco mais de jogadas ensaiadas, mas acho que isso aparecerá com o tempo.

Começou a Copa, galera!

E você, gostou do jogo?

O espaço é seu.