Gazeta Esportiva

Djalma Vassão/Gazeta Press

Neguem ou não, os jogadores do Barcelona não comemoram o segundo título mundial do clube com grande entusiasmo, como certamente os santistas teriam feito se tivessem vencido. Logo após o apito final, o capitão Puyol percorreu o gramado, cumprimentou o trio de arbitragem e abraçou rapidamente dirigentes e membros da comissão técnica do clube antes de se juntar à roda que timidamente fazia festa. Tradicionalmente, equipes da Europa dão menos valor ao Mundial do que os times sul-americanos. O próprio Josep Guardiola, treinador do Barcelona, reconheceu no sábado que o título da Liga dos Campeões tem importância maior.

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Utilizamos duas vezes até agora o shinkansen, a rede ferroviária do trem-bala. A primeira viagem foi para Shizuoka, cidade onde entrevistamos o brasileiro gente boa Roberto Casanova (conhecido como “Pelé do karaokê”). Na mais recente, de Nagoya a Yokohama, tivemos mais tempo para prestar atenção na vista de alguns segundos do Monte Fuji. Trata-se da montanha mais alta do Japão, uma das maiores do mundo. Muitos alpinistas a escalam, pois é um vulcão de baixo risco de erupção.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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Chegamos a Yokohama de trem-bala horas antes do Santos e seguimos para a partida entre Barcelona e Al-Sadd. Logo na saida do metrô, centenas de pessoas com o uniforme azul-grena coloriam as ruas da cidade em direção ao estadio. Mas o que menos se viu foi espanhol por aqui. A maioria dos torcedores do clube espanhol era formada apenas por simpatizantes nascidos no Japao. Alguns inclusive compravam a camisa em cima da hora – a oficial saía por cerca de US$ 155, enquanto a falsificada era vendida por um sexto desse valor.

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Passados dois dias de jogos no Toyota Stadium, aqui vai o primeiro post a respeito do palco da semifinal de logo mais entre Santos e Kashiwa Reysol. O estádio, que leva o nome da montadora de automóveis e tem capacidade para 45 mil espectadores, foi construído em 2001 e recebe jogos do Nagoya Grampus na J-League (Campeonato Japonês). A visão da arquibancada é sensacional, não só pelo ângulo em que ficam as arquibancadas, mas também em função da excelente iluminação do local, que o leva a imaginar estar diante de câmeras de televisão em high definition. Mas melhor: realmente ao vivo, em tempo real.

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A colônia brasileira no Japão é tão grande que muitos serviços básicos por aqui apresentam informação em português. Caixas de banco oferecem versão traduzida, dizem “obrigado” e “esperamos que você volte”. Nas principais estações de metrô do país, existem letreiros e avisos sonoros no nosso idioma. Às vezes, devido a essa proximidade com nossos anfitriões, a sensação é de que, uma hora ou outra, você vai ouvir “próxima estação: Liberdade”.

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Alternativa para matar a fome no Toyota Stadium antes da partida entre Kashiwa Reysol (Japão) e Monterrey (México), vencida pelos japoneses na disputa por pênaltis.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Um balão de festas infantis vindo de destino desconhecido caiu no gramado do Mizuho Stadium enquanto os jogadores do Santos realizavam seu terceiro treinamento em Nagoya, na noite deste sábado. Nele estava amarrado algo em volta de uma espécie de cartão. Rapidamente o roupeiro Vágner Sales Santos correu até o local para retirá-lo do campo.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Após ser surpreendido pelo assédio de japoneses e japonesas, Neymar finalmente foi tietado por brasileiras. Duas delas foram até o Mizuho Stadium nesta sexta-feira para acompanhar o treinamento do Santos. Houve até aceno para o atacante, que foi um dos últimos a deixar o gramado e não passou pela zona mista de entrevistas por ter concedido coletiva pela manhã. Solícito, ele concedeu autógrafos aos torcedores mais eufóricos. Com alguma sorte, ainda, é possível encontrar o camisa 11 alvinegro pelas calçadas de Nagoya. A comissão técnica tem liberado os atletas para deixar o hotel principalmente no período da tarde para que eles não durmam e se adaptem à diferença de fuso horário para Brasília. O único problema é que o craque geralmente recebe segurança diferenciada. Mas há sempre jeitinho para tudo, né?

Tossiro Neto/Gazeta Press

Uma das principais distrações dos torcedores antes da partida de abertura de quinta-feira foi um divertido campeonato de grito. Vários japoneses estufaram o peito e soltaram a voz para tentar superar as pontuações recordes. Clique aqui e confira vídeo de dois desses doidos.

O pior é não saber o que estão dizendo…
O primeiro gritou algo como “uagabêêê”. Já o segundo soltou um “tem que cabêêê”.

Tossiro Neto/Gazeta Press

O Toyota Stadium já tem anunciado o jogo do Santos, pelas quartas de final do Mundial. Um letreiro em japonês mostra que a equipe brasileira atuará lá às 19h30 de 14 de dezembro. O adversário ainda está indefinido: será o vencedor do duelo entre Kashiwa Reysol (do Japão, que venceu o Auckland por 2 a 0, na estreia) e o mexicano Monterrey. O curioso é que agora os brasileiros já sabem como se escreve o nome do Santos em japonês. São aquelas quatro letras antes do “FC”, na última linha da placa. Resta somente conhecer quem virá do M2.