Promotor russo, Mairbek Khasiev analisa chances de Nurmagomedov e conta sobre MMA na Rússia

Treinador russo acaba com mistério sobre MMA em seu país e fala sobre vários assuntos - Crédito: Artem Savateev

Treinador russo acaba com mistério sobre MMA em seu país e fala sobre vários assuntos – Crédito: Artem Savateev

 

O blog traz uma entrevista especial.

Em conversa com um dos principais treinadores e promotores de MMA na Rússia, Mairbek Khasiev aceitou nosso convite e contou um pouco sobre sua história.

Para muitos fãs que possuem curiosidade acerca do MMA na terra do lendário lutador russo Fedor Emelianenko, Khasiev contou como andam as coisas por lá.

Com experiência em diversas artes marciais, Khasiev é fundador da academia Fight Club Berkut, em Grozny na Rússia e promotor do evento ACB (Absolute Championship Berkut), que está na décima sexta edição.

Além disso, o treinador falou sobre diversos assuntos atuais e com opiniões duras, fez grandes promessas aos fãs do esporte e revela ser fã de um lutador brasileiro.

 

Leia a conversa na íntegra:

Você tem uma grande história no MMA, mas muitas pessoas não sabem disso. Conte nos um pouco como isso aconteceu, desde os tempos da União Soviética…

Khasiev - Voltando aos tempos soviéticos, os esportes de luta eram basicamente Wrestling, Luta Livre e boxe. Fiquei 3 anos neste esporte e tive bons resultados mas não competi nos torneios da Checheno-Inughestia.

Entre os anos de 78 e 80, as pessoas começavam a falar sobre o Karatê. Vários estilos apareceram, no começo parecia muito exótico.

Novos treinadores apareceram, foi aí que surgiu o treinador Vyatcheslav Lutschenko. Ele tinha um pequeno grupo de pessoas. Eu era pequeno, estava no 8 ou 9 degrau e ele não me escolheu. Então fiz o seguinte, abria a janela e observava os exercícios que eles faziam, e repetia tudo em casa. Isso me ajudava muito.

Em 81, entrei para o Instituto Médico da Ossétia do Norte, e durante 6 anos trabalhei muito meu Karatê.

Atualmente, eu sei como eu gosto de lutar. Os russos não gostam de dirigir rapidamente, e os Chechenos por incrível que pareça, não gostavam de lutar. Após minha graduação, eu voltei para casa e comecei a treinar as pessoas.

Me casei e o treino se tornou algo secundário mas sempre tive o sonho de fazer algo em pró do esporte, porque eu mesmo nunca tive grandes vitórias. Então minha inspiração ficou mais fortalecida quando ensinava aos mais jovens essa mentalidade. Eu também sou faixa preta de Kekusinkai e faixa roxa de Jiu Jitsu.

 

Quais as diferenças do esporte nos tempos da União Soviética e atualmente falando?

Os tipos diferentes de esportes e suas graves lesões. Na União Soviética, nós não podíamos imaginar que as pessoas lutariam com as outras usando shorts e luvas. Sangue, queixos quebrados, braços quebrados. Nós sabíamos como fazer as finalizações mas apenas de maneira teórica.

Voltando para os dias aonde existia o Jiu Jitsu Japonês. Nós assistíamos um filme indiano chamado “Acerca da Lei”. Havia um cara mau que machucava seus braços e ele cortava eles fora. Mas aprendemos como trabalhar com suas pernas. É maravilhoso como o Jiu Jitsu Brasileiro, poderia dizer que no filme, havia movimentos de Jiu Jitsu, apesar de se parecer com o Vale Tudo, principalmente a forma de trabalhar as pernas daquela maneira. Naquela época, era impossível fazer algo parecido.

As coisas começaram a mudar aos poucos. A União Soviética não existe mais. A diferença agora é que as lutas são mais brutais e existe um maior risco de lesões graves. Eu poderia dizer que existe uma pequena brutalidade nisto, seria surpreendente.

Você vai lutar querendo matar seu oponente, e no fim você o abraça como se fosse um irmão seu, como dois amigos. Nos tempos soviéticos, nós não tínhamos capacidade para fazer isso. Agradeço a Deus, que existem específicas regras agora. Muitas vezes quando alguém se machuca eu fico nervoso.

Como médico, ter a experiência médica me faz entender como isto é perigoso. Sempre vejo por este lado também porque este é um tipo de esporte com um grande risco de grandes lesões mas quando vejo que pessoas no futebol morrem muito mais do que se comparado ao MMA, isso me acalma.

 

Você é fundador do evento ACB e trabalha para promover atletas russos. Quais são seus planos para este ano e você tem interesse de realizar eventos de MMA e kickboxing?

Khasiev fala sobre o MMA russo e planos para o futuro - Artem Savateev

Khasiev fala sobre o MMA russo e planos para o futuro – Artem Savateev

Nós estamos com quatro direções.

Em primeiro plano, o MMA seguido de Kickboxing, Boxe e Jiu Jitsu. Posso dizer que isso não acontece de maneira planejada. Arbi Muradov veio da Bélgica, ele é um faixa preta. Eu entendi como você precisa do Jiu Jitsu porque nenhum lutador de MMA se torna um especialista na arte se não saber o que fazer quando está no solo.

Lutar no solo é lutar Jiu Jitsu. Especialmente desde que a família Gracie e outras pessoas provaram ao mundo do MMA que sem isso, se você não aprender a lutar no chão vai acabar no fim com a derrota. Desde a vinda do Arbi, nós incluímos isso nos treinos. Nós deixamos o boxe a uns 3 anos, já que estamos mais focados no MMA, Jiu Jitsu e Kickboxing.

A um ano atrás, conversamos com pessoas para fazer eventos de kickboxing e eu vi que eles queriam lutar isto. E cheguei a conclusão que não iríamos perder entretenimento e os custos não seriam tão caros. Então começamos a analisar e discutir acerca. O mesmo nível que o ACB já possui de fama no MMA, nós iremos buscar alcançar no kickboxing.

Temos bons lutadores, cerca de 12 atletas e acho que em 1 ou 2 anos muitos novos lutadores vão aparecer. Tenho até um sobrinho de 13 anos de idade, ele realmente boxeia bem, é filho do meu irmão, Adam.

Falando de Jiu Jitsu, Eu tenho um relacionamento especial com isso. Eu realmente sinto amor por este esporte.

Em setembro de 2013, tive o primeiro treino. Eu já tinha conhecimento de Judô, Wrestling mas após 4 meses de treino, no começo era muito cansativo, mesmo eu tendo um bom condicionamento físico. Aos poucos fui conhecendo melhor a arte e aprendendo a me adaptar em todas as situações, aprendendo a pensar mais.

Em 2014, decidi ir para Portugal mas quando cheguei na alfândega, eles não me explicaram nada, não me deram motivos e simplesmente impediram a minha entrada no país. Então não pude participar do Mundial da IBJJF. Fiquei muito bravo e Arbi também ficou. Mas o que nós podíamos fazer? Apenas continuar trabalhando.

Desde então estamos ainda trabalhando duro. E os resultados já estão aparecendo. Já conquistei uma medalha de prata até. Para mim, o Jiu Jitsu é uma filosofia, para muitos pode ser uma bobagem mas levo muito a sério isto.

Falando dos eventos, faremos três torneios de kickboxing, 61 kg, 71 kg, 91 kg. Teremos quatro lutas por categoria, semifinal e a final. Após estes eventos vamos definir um campeão. Os cards serão muito competitivos. A um ano atrás ninguém acreditava no nosso evento. Hoje já estamos na décima sexta edição. Mas resumindo teremos três cinturões no kickboxing e mais três eventos de Jiu Jitsu.

 

Em sua opinião, qual é o nível do MMA na Rússia agora?

Se você quer fazer comparações, por exemplo se comparado com a Europa, penso que somos melhores.

Se comparados com os Estados Unidos, estamos um pouco atrás. Mas o mais interessante é que estamos percebendo que os americanos estão dando espaço. Nós temos muito a evoluir ainda.

E vejo uma grande perspectiva na Rússia. Se ninguém nos impedir, nós iremos trabalhar com muitas pessoas e existe aqui muitos bons lutadores que ainda não estão no UFC. Como disse antes, em 1 ou 2 anos, o UFC não é algo irreal. Nos dê tempo e o UFC vai ter medo de nós. E não iremos parar até conseguir isso.

 

Jiu Jitsu tem crescido na Rússia segundo Khasiev - Divulgação

Jiu Jitsu tem crescido na Rússia segundo Khasiev – Divulgação

Você tem muitos talentos e está tentando encontrar novos lutadores. Podemos esperar que grandes talentos venham de sua academia em um futuro próximo?

Sua pergunta está correta. 75% dos lutadores nosso são de Berkut. Nossos lutadores trabalham duro todos os dias. Mas eu não obrigo ninguém a trabalhar conosco. Todos os atletas nos procuraram e nos encontraram de alguma forma e mostraram seu desejo de trabalhar aqui. Alguns atletas podem até sentirem medo e isso vejo com bons olhos. Nós somos duros em nossa maneira de conduzir as coisas.

Pode parecer rude, mas tudo isso é para atingir grandes resultados e benefícios. Eu expulsei 10 atletas porque eles estavam sendo egoístas, pensando apenas em si mesmos e querendo apenas benefícios próprios. Nós queremos que nossa academia cada atleta consiga evoluir.

Aqui não existe favoritismo, nós trabalhamos com a justiça e como posso falar sobre isso, pregar isso se trato alguém com preferência? Isto aqui não existe. Nós não contratamos lutadores que frequentam outras academias.

 

Os russos são mais conhecidos como atletas do Sambô, Wrestlers, Kickboxers e lutadores de Boxe. Como está o nível dos atletas de seu país na luta agarrada e no Jiu Jitsu?

É difícil descrever mas simplesmente aconteceu. Para ser honesto, eu não gosto da palavra “Grappling (luta agarrada)”. Prefiro chamar de Jiu Jitsu , ou Jiu Jitsu Brasileiro ou Japonês. Tenho visto progressos. Atualmente existe a idéia de fazer nosso esporte com quimono mas sem socos na cara ou na cabeça, bem parecido com o MMA com suas chaves e finalizações.

Você pode acertar o rosto com suas pernas somente sem as mãos. No Cáucaso, o esporte está sendo trabalhado bem, Porque muitas pessoas não gostam de ficarem nuas ou semi nuas. Islãmicos estão aderindo sendo que eles não gostam de receber golpes no rosto.

 

Na Rússia, o maior e mais famoso lutador é o Fedor Emelianenko. Mas agora temos novas estrelas como Khabib Nurmagomedov, Ali Bagautinov e outros.

Você enxerga a chance neles de se tornarem campeões mundiais?

Todo lutador sempre tem a chance de ser campeão mundial em qualquer evento. Bagautinov lutou pelo título e acabou perdendo. Ninguém chegou tão perto como ele ainda, mas se que Khabib agora vai ter todas as chances.

Se ele vencer a próxima luta (contra Donald Cerrone em maio no UFC 187), ele vai lutar pelo título. Lutar pelo título não é garantia que você vai ser o campeão. Sempre existe o risco de acontecer algo que não está planejado e tudo que você construiu pode se perder.  Mas Insallah ajude e que Khabib possa vencer e se tornar campeão mas faço uma ressalva.

Tudo está nas mãos de Deus. Se ele estiver predestinado a ser campeão, vai acontecer. 100%. Se você não está predestinado, por mais que você tente, não vai conseguir. É apenas minha opinião.

Estivemos próximos com Bagautinov, lutou bem os dois primeiros rounds e queria ser campeão mas acabou perdendo. Acontece. A mesma coisa pode acontecer com qualquer um, até com Khabib. Mas Insallah que ele venha a conquistar esse cinturão. Nós nunca tivemos o cinturão do UFC por muito tempo.

Me lembro quando Oleg Taktarov conseguiu fazer isto, era exótico ver as lutas através de fitas VHS. Mas os Gracies com seu Jiu Jitsu atropelaram a todos. Agora, nossos lutadores são muito bons. Eles tem princípios morais e eu acho que no futuro vamos ter não somente um cinturão, mais muitos.

Khasiev torce por sucesso de Nurmagomedov no UFC - Divulgação

Khasiev torce por sucesso de Nurmagomedov no UFC – Divulgação

A pouco tempo o UFC anunciou que vai realizar um evento na Rússia este ano. Você acredita que após esta estréia do UFC pode ajudar o esporte se tornar mais popular?

Fiquei surpreso quando ouvi isso. Sempre ouve muitas especulações acerca deste assunto, se a realização de um evento (do UFC) iria ajudar a popularizar o esporte ou não. É claro que vai. Não precisamos discutir acerca.

Tivemos grandes eventos no mundo dos esportes, como as Olimpíadas, Fórmula 1. Durante 5 a 7 anos atrás, tivemos a Fórmula 1 como o maior esporte. Se a Rússia consegue sediar Olimpíadas e a Fórmula 1 perfeitamente, porque não conseguiria realizar uma edição do UFC?

É ridículo fazer comparações. Eu sequer comparei o UFC com o futebol europeu. Para mim é mais um evento, que é feito um acordo financeiro aonde quem luta, luta para conseguir dinheiro. Mas volto a dizer: O UFC não é algo irreal e não é o centro do mundo.

 

Qual é a sua opinião acerca do MMA Feminino? O que você acha acerca de sua lutadora Zaira Dysherkova e o que você espera dela no futuro?

Vou ser bem sincero. Não apoio as mulheres lutarem. Sou contra isto mas vejo que as mulheres estão com muito desejo de competir e vencer. Sobre ela (Zaira), penso que ela tem todas as chances de se tornar campeã do UFC.

Penso que ela pode alcançar isto. Tem o elemento principal, o desejo. Sempre procuro ajudar ela e tenho 100% de certeza que ela vai entrar no UFC e vai pegar o cinturão.

Ela vem para treinar todos os dias e é a última a deixar a academia, acho que isso pode dizer muito acerca dela.

No futuro, vejo ela fazendo mais lutas e evoluindo cada vez mais. Recentemente, ela perdeu para a Isabella Badurek (atleta do UFC) lutando na Polônia mas nós teremos uma revanche com ela no UFC. E tenho certeza que ela vai ser campeã do Ultimate no futuro.

Khasiev não apoia o MMA Feminino - Divulgação

Khasiev não apoia o MMA Feminino – Divulgação

O que você pensa acerca do caso de Anderson Silva, que testou positivo em exames antidoping?

Você acha que o novo sistema de controle antidoping vai ajudar a melhorar o combate a quem burla o sistema?

Claro. E te digo mais. Não entendo, não quero entender e penso que isso é muito ruim. E sou contra também ao corte de peso.

O recorde de corte de peso, 28 kg. De 105 kg a 77 kg, isto em apenas um dia ou uma semana é uma loucura.

Os médicos dizem que se você cortar 5%  de seu peso em um curto período de tempo é um choque para seu corpo e todos os seus organismos serão afetados. Houve uma conferência aonde nós conversamos diversas vezes sobre a pesagem ser no dia da luta. Igual ao Jiu Jitsu. Quando no evento como em Portugal, você pesa e vai lutar.

O mesmo poderia ser usado no MMA e certamente esse processo iria acabar.

Sobre as drogas de performance, é algo que não existe senso nenhum. eu não sei se realmente ele (Anderson) fez (cometeu o uso) ou não. Existe muito rumor acerca. Mas sempre me questiono se você realmente precisa disso. Sou totalmente a favor de um controle e acho que temos que lidar com esse assunto de maneira radical.

 

Você é fã de lutadores brasileiros? Se sim, quais?

Penso que todos os mais fortes lutadores no Jiu Jitsu hoje são brasileiros. Incluir os irmãos Mendes nesta lista.

Sobre os brasileiros, tenho muita admiração pelo Vinny (Pezão) Magalhães. Talvez ele seja meu favorito. Acho que se o público o apoiar e promover ele, creio que Vinny pode vencer qualquer um. Ele é muito forte, muito bom e perfeito no chão. E tem uma boa técnica em pé. Quem sabe eu tenha sorte de um dia trazer ele para nossa academia.

 

Se puder, mande uma mensagem a nossos leitores e fãs do esporte…

Deus criou a natureza e as coisas naturais para saciar o ser humano. Quando você desfruta disto, é maravilhoso.

Você pode estar cansado do seu trabalho, o que é melhor para você? Dormir, descansar. Se você está com sede? Beba uma bela água ou um suco natural que vai te fazer bem.

Não dê atenção a brincadeiras falsas, ilusões como cigarros, drogas, bebidas. Fazendo outras pessoas felizes mas não você.

Case, construa família, faça festas, esteja sempre em harmonia e nunca pense negativo. Evite tudo que seja negativo em sua vida.

Faça esportes, ajude a sociedade com alguma coisa, seja amigável com as pessoas. Não acredito que como os budistas dizem que um dia você vai ter uma segunda, quinta, décima vida. Acredito que nós nascemos apenas uma vez e vamos morrer e será o fim de tudo.

No tempo que nós vivermos, nós precisamos estar de acordo com alguns princípios: honra, justiça, ética, respeito e outros.

Se você tem uma religião, tudo bem, se não faça esportes. Para os fãs do MMA, lembrem-se de minhas palavras.

Em três anos nós vamos arrebentar no UFC! In Sha Allah!

 

Gilbert Durinho fala sobre Belfort, luta no Rio contra Cowboy e revela motivo de Thomson sair do evento: Foi nocauteado em um sparring!

Durinho fala sobre diversos assuntos e revela motivo de saída de Thomson de evento - Ana Carolina/Gazeta Press

Durinho fala sobre diversos assuntos e revela motivo de saída de Thomson de evento – Ana Carolina/Gazeta Press

 

O blog traz neste sábado, um bate papo especial com o lutador Gilbert Durinho.

O atleta que está escalado para a próxima edição do UFC no Rio de Janeiro, na próxima semana conversou com o blog, sobre diversos assuntos.

Seus treinos para o evento, a decepção de ver seu adversário mudar ás vésperas da edição e a ajuda de seus companheiros, inclusive Vitor Belfort que também está se preparando para enfrentar Chris Weidman em maio.

Além disso, Durinho também deu sua opinião acerca do doping de Anderson Silva e revelou o verdadeiro motivo da saída de seu primeiro oponente, o americano Josh Thomson do card no Rio.

“No começo, eu fiquei chateado, porque ele é um atleta de nome que seria interessante para meu jogo. Mas soube que ele foi nocauteado em um sparring e que não poderia lutar.

Mas eu entendi e agora vou lutar com o (Alex) Cowboy que é um cara muito duro mas que não é conhecido.

Sei que vai ser uma luta muito dura, não estou desmerecendo o Cowboy, mas quero dar o meu melhor para vencer.” disse o atleta ao blog.

 

Fã de Spider, Jonas Bilharinho comemora acerto do Jungle com TV, analisa o doping no Brasil e mira UFC: Espero estar lá até o fim do TUF!

Lutador fala sobre diversos assuntos e mira UFC - Arquivo Pessoal

Lutador fala sobre diversos assuntos e mira UFC – Arquivo Pessoal

 

O blog traz mais uma edição do Papo de Luta, desta vez com a participação do lutador Jonas Bilharinho.

Atleta do Jungle Fight, campeão até 61 kg da organização, Jonas que luta no dia 28 de março contra Fabiano Soldado, analisa o combate como um desafio em sua carreira.

Fazendo um combate como teste na categoria de cima, nos 66 kg, o lutador conta as dificuldades de perda do peso, o que trazia problemas para o atleta.

Estes problemas, também atrapalharam Jonas na última seletiva do TUF Brasil, aonde o lutador falou a respeito do assunto e explicou porque não foi selecionado para a edição.

Mirando o cinturão 66 kg no Jungle Fight, Bilharinho comemorou o acordo da organização com a TV aberta e também já está de olho em uma oportunidade no UFC, fazendo previsões sobre seu futuro no MMA.

Para finalizar o bate papo, o atleta que é declaradamente fã do ídolo, Anderson Silva, deu sua opinião sobre o caso e também analisou a situação do doping no Brasil, revelando que o país ainda possui problemas graves acerca do assunto.

 

Felipe Sertanejo vai ajudar amigos nesta semana - Divulgação Integralmédica/Felipe Fiorito

Felipe Sertanejo vai ajudar amigos nesta semana – Divulgação Integralmédica/Felipe Fiorito

Lutador do UFC, Felipe Sertanejo encara desafio para motivar companheiros que tem lutas marcadas – O lutador Felipe Sertanejo resolveu ajudar os companheiros de sua academia, Chute Boxe/Diego Lima.

Voltando ao XFC neste fim de semana, Allan Puro Osso que faz a luta principal e Júlio Xaropinho, estão recebendo um apoio motivacional de Sertanejo.

Mesmo sem luta marcada no Ultimate, Felipe resolveu também cortar peso para incentivar os amigos neste duro desafio.

“Vejo revistas com o título ” Perca 3 kg em 2 meses” e dou risada. Minha meta é perder 12 kg em 7 dias! Lets go????

Hoje, segunda feira, acordei com 73 kg. Minha meta é acompanhar a perda de peso dos meus parceiros @allanpuroosso e @julioxaropinhocb e eu conseguir chegar a 61 kg. Vou pensar se conto o segredo pra vcs, rsrs!!!” contou o atleta.

 

Campeão brasileiro do ONE Championship, Adriano Moraes está pronto para duelo contra japonês nesta sexta feira – O lutador Adriano “Mikinho” Moraes está preparado para mais um grande desafio em sua carreira.

O lutador que é campeão peso mosca do maior evento de MMA da Ásia, o ONE Championship, enfrenta o japonês Asuka Minami nesta sexta feira.

“Faço a minha primeira defesa de cinturão pela organização, a caminhada foi longa e árdua , sou o único brasileiro no card novamente. Para mim é um honra poder representar meus amigos, família e irmãos nesse grande evento, acredito ter nascido para ter esse cinturão, quem me conhece de verdade sabe o poder de Deus em minha vida para que isso fosse concretizado.

Então vamos nessa galera, conto com a torcida de todos é BRASIL VS JAPÃO, é Constrictor vs Toquio Top Team, é MORAES VS MIKAMI !!! VEM NA POSITIVA MARÇO!” disse o atleta.

 

Bate Papo Especial – Hérica Tibúrcio e Juliana Werner falam sobre carreira e analisam luta de Ronda Rousey no UFC 184

Blog conversa com campeã do Invicta FC, Hérica Tibúrcio - Divulgação Invicta FC/Esther  Lin

Blog conversa com campeã do Invicta FC, Hérica Tibúrcio – Divulgação Invicta FC/Esther Lin

 

O blog traz duas entrevistas especiais nesta grande semana para o MMA Feminino.

A campeã peso átomo do maior evento feminino do mundo, o Invicta FC, Hérica Tibúrcio conto sobre sua história no MMA e como conquisto o título do evento com uma grande vitória sobre Michelle Waterson.

Hérica Também falou sobre seu futuro, o carinho dos fãs, uma futura ida ao UFC e revelou admiração pela atual campeã do Ultimate, Ronda Rousey.

Além de Hérica, Juliana “Julie” Werner também é a nossa convidada nesta semana.

Um dos maiores nomes do Brasil no Muay Thai, Juliana falou sobre sua carreira e também contou como está sendo sua preparação para a próxima edição do XFC que acontece em março.

A lutadora também conversou sobre outros assuntos, como o machismo no MMA e analisou sua ex oponente, a americana Holly Holm que faz sua estréia no UFC 184.

 

Juliana Werner é nossa convidada esta semana - Divulgação XFC

Juliana Werner é nossa convidada esta semana – Divulgação XFC

 

Bate papo com Hérica Tibúrcio:

Bate papo com Juliana Werner:

Papo de Luta – Lutando neste domingo no UFC, Wendell Negão fala sobre carreira, julgamento sofrido após caso de Spider e projeta nocaute

Wendell Negão é nosso convidado e fala sobre luta em Porto Alegre - Wagner Carmo/Inovafoto

Wendell Negão é nosso convidado e fala sobre luta em Porto Alegre – Wagner Carmo/Inovafoto

O blog traz um bate papo especial.

Conheça o lutador Wendell “Negão”Marques, atleta carioca que faz sua segunda luta no UFC, em Porto Alegre neste domingo.

Wendell falou sobre diversos assuntos, contou sobre sua carreira, participação no TUF, primeira experiência no UFC e outros importantes assuntos.

Revelando que tem sido julgado após a divulgação dos exames antidoping positivos de Anderson Silva, o atleta que está escalado para enfrentar o americano TJ Waldburger, também falou sobre sua preparação para o duelo.

“As pessoas após o caso do Anderson, nos apontam e dizem que se ele usou, nós também usamos. E eu sempre digo que não uso.” revelou Wendell.

O lutador contou sobre sua preparação física diferenciada com o treinador Jairo Corsino, que não utiliza métodos que prejudicam a saúde do atleta.

Com desejo de nocaute, Wendell também falou com bom humor, sobre o envolvimento do futebol com o MMA, dando sua opinião sobre o assunto.

 

 

Em treino aberto Pezão encara Mir e faz homenagem a Hulk com camisa da seleção – O lutador Antônio Pezão que faz a luta principal do UFC Fight Night Porto Alegre contra o americano Frank Mir, fez uma homenagem para o jogador da seleção brasileira, Hulk.

Fazendo o treino aberto para a imprensa nesta quarta feira com a camisa do jogador, Pezão através das redes sociais falou sobre o assunto.

“Não é facil sair da Paraiba onde não temos apoio nenhum e conseguirmos nos destacar no nosso esporte. O Hulk chegou onde muitos gostariam de chegar,que foi a seleção brasileira de futebol.ou um Fã pelo ótimo futebol que ele joga e por sua humildade.” disse o atleta.

Hulk recebe homenagem de Pezão em treino aberto - Jefferson Bernardes/Inovafoto

Hulk recebe homenagem de Pezão em treino aberto – Jefferson Bernardes/Inovafoto

Pezão encara Mir pela primeira vez  - Jefferson Bernardes/Inovafoto

Pezão encara Mir pela primeira vez – Jefferson Bernardes/Inovafoto

 

Treinador de Pettis, Duke Roufus elogia o Brasil, analisa GLORY 13, futuro de pupilo no UFC e acerto de Ben Askren no ONE FC

Duke Roufus (esquerda) conversa sobre futuro de campeões do UFC e Bellator e analisa GLORY 13 - Bruno Massami

Duke Roufus (esquerda) conversa sobre futuro de campeões do UFC e Bellator e analisa GLORY 13 – Bruno Massami

 

Durante o intervalo da Pesagem Oficial do GLORY 13 com a coletiva de imprensa do evento, o blog conversou alguns minutos com o respeitado treinador do atual campeão peso leve do UFC, Anthony Pettis, o lendário kickboxer americano Duke Roufus.

Duke que treina além de Pettis, o lutador Ben Askren, campeão meio médio do Bellator que acaba de assinar com o evento asiático ONE FC, analisou o futuro de ambos atletas nos eventos.

“O UFC está cuidando de Pettis agora. Ele está na Califórnia. O evento está tentando arrumar uma cirurgia para ele.

Ele adora lutar e quer voltar o mais rápido possível. Ele  vai  voltar no domingo e esperamos que ele possa voltar logo.” disse Roufus.

Duke que também é comentarista do GLORY analisou o evento e o GP de meio médios da organização.

“É um grande momento. Especialmente para os japoneses que tem Peter Aerts fazendo sua luta de despedida aqui.

Aerts luta desde 1992 e agora o GLORY juntou as peças e temos um grande card neste evento. O matchmaker conseguiu colocar lutas incríveis nesta edição.

Agora o GLORY tem uma organização mundial e para nós na América podemos ver na Spike TV (canal de televisão a cabo americana) que ajudou o UFC e agora tem o GLORY.” analisou Duke.

 

Duke fez elogios ao Brasil - Bruno Massami

Duke fez elogios ao Brasil – Bruno Massami

 

Roufus também opinou sobre o GP meio médio da organização que define seu primeiro campeão neste sábado.

“Todo mundo diz que Nieky Holzken é o grande favorito. O favorito das bolsas de apostas. Ele tem socos pesados, podendo nocautear mas Karapet é um duro oponente.

Temos o americano Raymond Daniels que possui grandes chutes plásticos e um único estilo de lutar e o duro canadense Joseph Valtellini.

Será um grande torneio, com uma grande diversidade de estilos e isto cria lutas interessantes.” analisou.

 

Apesar do favoritismo de Nieky Holzken (foto), Duke faz observações sobre torneio - Bruno Massami

Apesar do favoritismo de Nieky Holzken (foto), Duke faz observações sobre torneio – Bruno Massami

 

Roufus também viu com bons olhos a mudança de Ben Askren para o evento asiático ONE FC após o lutador não acertar com o UFC e o WSOF.

“Eu estou animado. ONE FC é uma grande organização e espero que grandes coisas aconteçam para ele.” revelou Duke.

Duke fez elogios ao Brasil e aos lutadores do país.

“Eu sou um grande fã dos lutadores brasileiros e do Brasil. Eu assisto várias lutas com brasileiros e temos um grande treinador Daniel Wanderley, da equipe Carlson Gracie Team que está em Milwalkee junto com a família Moraes. Posso dizer que sou abençoado pelo Brasil.” finalizou.

Veja o bate papo com o treinador de Pettis, Duke Roufus:

 

 

 

 

Bate Papo – Treinador de Campeão do UFC, Anthony Pettis, Diego Moraes elogia evolução de pupilo e aposta em nocaute: Vai nocautear o Thomson!

Treinador de Jiu Jitsu de Pettis, Diego Moraes falou sobre diversos assuntos - Ana Carolina/Gazeta Press

Treinador de Jiu Jitsu de Pettis, Diego Moraes falou sobre diversos assuntos – Ana Carolina/Gazeta Press

 

Em uma longa conversa com o Planeta Octógono, o treinador de Jiu Jitsu do campeão peso leve do UFC, Anthony Pettis, Diego Moraes falou sobre diversos assuntos.

O treinador conta como é sua relação de trabalho com Pettis que vai além do lado profissional.

Diego que se tornou amigo do americano, contou como se sentiu ao ver seu pupilo conquistar o cinturão do UFC, usando o Jiu Jitsu.

Além de fazer elogios a evolução do lutador no solo, Diego analisou o próximo adversário de Pettis, Josh Thomson e acredita em um nocaute de Anthony.

Além disso, mostrando muita personalidade, Diego falou sobre assuntos polêmicos como a demissão de Rousimar Toquinho no UFC e a graduação de atletas de MMA estrangeiros no Jiu Jitsu.

 

Leia na íntegra o bate papo com o treinador de Pettis, Diego Moraes:

Planeta Octógono - Como você conheceu o Anthony Pettis?

Diego Moraes - Meu irmão Daniel passou uma temporada na academia do Pettis nos Estados Unidos, treinando com o Duke Roufus, uma lenda do K-1.

Aí e foi lá treinar e a galera gostou muito e convidaram ele para ser um dos treindores de Jiu Jitsu da academia.

Através disso, fui lá também e como agora meu irmão está com outros objetivos e focando outras coisas, eu meio que acabei assumindo tudo.

Comecei a treinar com o Pettis desde a luta com o Lauzon dele no Japão, depois da luta com o Cerrone fiquei o camp todo lá com ele.

E agora essa última com o Ben Henderson. Trabalhamos praticamente as três últimas lutas.

Antes era mais profissional, eu iria lá treinava mas a amizade não era muito grande.

Aí fiz o convite para treinar no Brasil após a luta com o Cerrone, ele veio e ficou 15 dias comigo. E estreitamos muito a amizade.

Neste último camp eu fiquei na casa dele, eu acho importante este vínculo que temos com os lutadores apesar de nossa excelência.

Outro lutador do UFC, o Scott Jorgensen que começamos a treinar também veio para o Brasil e já veio quatro vezes.

Então sai um pouco daquela esfera só de treinos porque nos levamos eles para a praia, até para poder ajudar contra o stress que incomoda nos treinos devido o ritmo puxado.

Eu acho que é um dos grandes pontos fortes da Team Moraes esta relação com os alunos.

Planeta Octógono - Como é ver o seu aluno conquistar o cinturão do UFC, com o Jiu Jitsu? O que significou isso para você?

Diego Moraes - Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. E da minha vida profissional.

Passa um filme rápido na cabeça, antes vemos o Pettis lutando na TV, admiramos como lutador e agora o cara está ganhando um título no UFC, acreditando em nosso trabalho.

Ele agradeceu a Team Moraes e a mim no octógono na entrevista e na coletiva. Valorizando nosso trabalho.

Eu fiquei meio que “a ficha não caiu ainda”. Nós pegamos o Pettis para trabalhar apenas nestas últimas três lutas e afiamos o chão dele.

O Pettis sempre me fala: Hoje eu consigo soltar minha trocação com muito mais confiança. Me sinto mais confiante porque se der errado, sei que se a luta for para o chão, não tenho que me preocupar porque meu chão está bom.

Ele disse que vindo para o Brasil, treinando conosco, deu muita confiança para ele testar coisas novas e tentar já que a parte de chão dele está em dia.

Foi mágico. Cair no chão contra o Ben Henderson, um cara duríssimo.  Mas nós estudamos muito isso e eu sabia que ele poderia finalizar.

Estudamos muito as lutas de Jiu Jitsu sem quimono do Benson e vimos que ele dava mole no triângulo, no braço.

Na luta quando falei para ele marcar os cotovelos, teve uma falha técnica do Benson e ele pegou no armlock. Foi um sonho, incrível. Foi como ganhar uma Copa do Mundo para mim.

Diego Moraes com Pettis nos Estados Unidos - Arquivo Pessoal

Diego Moraes com Pettis nos Estados Unidos – Arquivo Pessoal

Planeta Octógono - Como vai ficar o próximo camp para a luta com o Josh Thompson? Você pretende ir para lá ou o Pettis vai retornar ao Brasil?

Diego Moraes - Eu estou indo para lá dia 15 de novembro, 1 mês antes da luta. Nós estavamos em Cancun, tirando umas pequenas férias após a luta e foi engraçado.

A luta tava para ser marcada e quando vi no Twitter já tinham anunciado a luta dele com o Thomson. Mas nem a gente sabia ainda 100%.

Mas após o Dana anunciar a luta e a imprensa reproduzir, ele falou que gostou da luta, do adversário.

Que é uma luta interessante para ser o primeiro cara na primeira defesa de cinturão.

Eles já treinaram juntos uma vez no Havaí e ambos já conhecem a força, a pressão do outro.

O Pettis já começou a treinar porque ele estava com o joelho bichado mas agora está tudo bem, e eu chego 1 mês antes para dar aquele sprint final.

Planeta Octógono - Já que estamos falando do Thomson, na sua opinião, quais os pontos fracos que o Josh tem e que podem ser utilizados pelo Pettis nessa luta?

Diego Moraes - O Thomson é trocador. E na minha opinião, o Pettis é um dos melhores trocadores que tem na atualidade. Então vai fazer o jogo que ele (Pettis) quer.

O Josh não vai querer ir para o chão e tenho certeza que o Pettis vai impor o ritmo dele e tem tudo para nocautear.

Planeta Octógono - Mudando de assunto, conte nos um pouco sobre seu trabalho e como o mesmo pode ajudar a combater as drogas e a violência como temos visto nos últimos anos no Brasil…

Diego Moraes - A gente tem um trabalho social aí. Na minha academia antiga, nós tinhamos um projeto social a mais ou menos 6 anos que atendia cerca de 100 crianças.

E com a mudança de academia, que faz mais ou menos 1 ano, nós pegamos aqueles que se destacavam e que treinavam mais sério.

Hoje nós temos um garoto que mora na academia e que não tinha muita perspectiva. Os pais dele não queriam nem saber e a gente deu um salário bom para ele.

Ele ajuda nas aulas e nós temos muito essa responsabilidade social porque sabemos que a luta ajuda, a luta salva vidas.

 Já tenho um projeto montado. Como antes era só academia não era uma coisa tão profissional.

Mas hoje, nós temos um Centro de Treinamento na Ilha do Governador, temos 400 alunos mas a gente estabilizou primeiro para voltarmos com o projeto.

Um dos nossos professores de Muay Thai, ele iria para os Estados Unidos para fazer a preparação do Pettis mas como a luta com o Aldo cancelou, acabou que não indo.

É um garoto de 22 anos que treinou muito conosco, de base humilde, então vejo que a luta e o futebol são a expectativa dos brasileiros.

Se todo mundo fizer um pouco, tenho certeza que podemos ajudar bastante até porque talento existe em todos os lugares.

Quantos talentos desperdiçados existem nas comunidades e acredito que temos que criar as oportunidades para os talentos aparecerem.

Esse é o pensamento da Team Moraes, dar oportunidade para as pessoas com talento mas que mostram vontade. Para estes nós procuramos abrir as portas.

Pettis aceitou o convite e veio ao Brasil evoluir seu Jiu Jitsu com o Team Moraes - Arquivo Pessoal

Pettis aceitou o convite e veio ao Brasil evoluir seu Jiu Jitsu com o Team Moraes – Arquivo Pessoal

Planeta Octógono - Como você enxerga o esporte nos últimos anos no Brasil, e como isto ajudou a vocês a ter essa estrutura para poder dar oportunidades e ajudar muitas pessoas?

Diego Moraes - Hoje, penso que a Globo ter comprado a idéia ajudou muita gente.

Eu já treinei e dei aula no Centro Olímpico nos Estados Unidos, tanto que um dos meus alunos é o Joe Warren, campeão mundial de Wrestling e ex campeão do Bellator.

Estive lá gravando o reality show do Bellator, o Fight Master junto dele como técnico de Jiu Jitsu do time dele lá e dá para ver a diferença de estrutura.

Treinamento, eles tem apartamento para os atletas, refeitório, acompanhamento médico e nutricionista.

Cheguei a comentar com os atletas americanos. Quando vocês verem um brasileiro chegando aí, lutando por medalha olímpica é porque o cara é muito bom.

Porque infelizmente no Brasil nós não temos suporte do Governo, Centros de Treinamento de nível.

Então quando o cara chega no topo é porque ele realmente passou muita dificuldade e é muito talentoso.

Até porque para se ter uma empresa hoje no Brasil, tem que ser algo que venha dar retorno para a mesma, então hoje estando nas grandes mídias.

Com essa divulgação toda, nós estamos engatinhando e conseguindo montar grandes academias e grandes eventos.

Acho que a coisa é mais ou menos assim até porque é muito difícil conseguir um suporte no país.

Planeta Octógono - O que você achou da demissão de Rousimar Toquinho? Você concorda com a demissão?

Diego Moraes - Eu particularmente sou fã do Toquinho, adoro o estilo de luta dele mas com certeza ele passou (do limite) até porque o cara bateu ali.

Ele já tinha feito esse erro antes e penso que ele poderia ser punido talvez com a perda da bolsa, uma suspensão.

Mas ser demitido é uma coisa muito forte porém é um política do UFC então como nós temos regras no esporte, já que muitos lutadores são exemplo para muita gente.

É complicado falar até porque o UFC tem muito disso, dois pesos e duas medidas.

Para alguns atletas tem algumas punições e para outros não porém eu concordo com a punição.

Apesar de eu gostar muito dele, acho que ele segurou muito o golpe e ele já tinha feito isso antes sendo até advertido na oportunidade.

Planeta Octógono - A Comunidade do Jiu Jitsu tem reclamado bastante sobre esta nova tendência da graduação. Como você vê os atletas principalmente os de MMA sendo graduados?

Nós vimos o Velasquez e o Daniel Cormier recebendo faixas sendo que não possuem um histórico longo na arte marcial. Como você enxerga tudo isso?

Diego Moraes - O pessoal meio que abriu mão de vários conceitos. Eu venho da linhagem Gracie.

Para mim para ser um faixa preta, o cara precisa saber defesa pessoal, o cara precisa saber a história do Jiu Jitsu.

Quem foi o Hélio Gracie, o Carlos Gracie. Como começou a luta. No meu ponto de vista.

Mas como o esporte está tão difundido e está tão grande hoje, é muito difícil ter controle sobre isso.

Apesar que um cara ser duro, com uma grande base de wrestling vai dar muito trabalho para os caras mas para ser um faixa preta ou marrom é um pouco diferente.

Porém isso vai muito do professor até porque tem muitas pessoas que avaliam só pela dureza do cara, se é muito duro ou não.

Para conseguir pegar uma faixa preta do Relson Gracie, você precisa saber mais de 100 posições de defesa pessoal, tem todo uma coisa envolvida.

Eu vivi muito tempo com o Saulo e o Xande Ribeiro que me falaram isso: Você treina Jiu Jitsu? Treina de quimono? Ou treina apenas o No-Gi (Jiu Jitsu sem quimono)?

Então tem essa diferença toda, o Saulo mesmo dá prova para os alunos sobre a história do Jiu Jitsu.

Mas hoje qualquer cara pode botar uma faixa na cintura e dizer que é. Não tem fiscalização. Não tem um padrão então vai da idéia de cada professor.

Porém é muito difícil julgar até porque por exemplo, o Pettis é um faixa azul e finalizou um faixa preta duríssimo. Realmente é complicado.

Planeta Octógono - O que você acha do famoso TRT (Terapia de Reposição de Testosterona)?

Diego Moraes - Eu nunca estudei profundamente sobre o assunto. Então é difícil eu dar uma opinião sobre mas o pouco que eu ouvi, geralmente quem usa TRT são pessoas que já usaram muito anabolizantes.

É outra coisa que é difícil você ter um controle, até porque qualquer médico pode dizer que você precisa usar esta terapia.

Mas eu acho que deve ter uma regra para todos. Porque se ficar liberando para um e para outro fica difícil.

Planeta Octógono - Você tem alguns alunos que certamente vão chegar com tudo nos eventos? Alguma promessa já criada dentro da Team Moraes que pode despontar no MMA?

Diego Moraes - Hoje nós temos a Team Moraes que possui mais de 300 alunos e temos 7 atletas no UFC.

Afiamos o chão dos caras que já estão prontos. Porém nós já estamos montando nossa equipe agora dando chance para novos talentos.

Temos dois caras, um deles o Diogo Pimenta, treinador de Muay Thai e que o Pettis queria levar para o Estados Unidos porque ele tem o estilo muito parecido com o do José Aldo.

E com a nossa experiência que estamos tendo com treinos com tudo certamente vamos criar muitos talentos por aqui.

Planeta Octógono - Se puder mande uma mensagem aos fãs e também aos leitores da Gazeta Esportiva.net…

Diego Moraes - Eu queria agradecer. A todos que nos ajudaram e ajudam como o Arena Sport Bar que nos ajudam, um dos maiores Sport Bar do Rio de Janeiro.

Estão convidados a vir conhecer nosso trabalho, eu queria agradecer a eles por ser uma empresa grande que ajuda muito e também a vocês pelo espaço por estar divulgando nosso esporte.

E também agradecer a quem nos apoia e pedir a torcida de todos para nossos lutadores.

História do MMA – Entrevista exclusiva com Marcelo Alonso

Ícone do esporte no Brasil, conta acerca de carreira e livro sobre MMA - Arquivo Pessoal

O Planeta Octógono entrevistou uma das maiores referencias do esporte no Brasil.

Marcelo Alonso, é fotógrafo, repórter, jornalista e está lançando no país um livro, chamado Do Vale Tudo ao MMA, aonde com várias fotos históricas, o brasileiro, juntamente com o famoso fotógrafo japonês Susumu Nagao, contam a história do esporte.

Alonso também contou detalhes pessoais, sobre como começou no esporte, revelando que se emocionou com a vitória de Rodrigo Minotauro sobre Brendan Schaub no Brasil.

Além disso, muitos detalhes dos bastidores foram citados pelo jornalista, como a importância de seu pai, em sua carreira e do lutador Rogério Minotouro.

Marcelo também aproveitou a oportunidade para analisar a atual situação do MMA no país neste bate papo ao Planeta Octógono.

Veja a entrevista na íntegra:

Planeta Octógono – Marcelo, conte para os fãs, como você começou no esporte…

Marcelo Alonso – É uma longa história. Antes de trabalhar com lutas e me formei em biologia e cheguei a trabalhar alguns anos como responsável pelas análises bacteriológicas de um importante laboratório do Rio.

O que me levou pra luta na verdade foi a fotografia que eu levava como hobby desde  1989 quando fiz um curso profissionalizante no Senac.

Em 1991 quando comecei a treinar Jiu-Jitsu o meu mestre (Cláudio França), que organizava e Copa Atlântico Sul (na época o campeonato de Jiu-Jitsu mais importante) me pediu pra fotografar o evento pra ele.

Num destes eventos (em 1992) conheci o Paulo Roberto editor da revista Kiai que me pediu para mandar fotos e “relatórios” de eventos que ocorriam no Rio que na época, graças a explosão do Jiu-Jitsu originada das vitórias de Royce no UFC, já era o centro nervoso das Artes Marciais no Brasil.

Em menos de seis meses eu escrevia matérias, vendia anúncios, fotografava eventos e ainda revelava num mino laboratório que fiz no meu banheiro.

Me apaixonei por aquela rotina e com o aumento da demanda na KIAI resolvi largar o meu emprego de biólogo, diploma, pós graduação e carteira assinada e pulei de cabeça no apaixonante mundo do jornalismo. Abri um estúdio em Copacabana onde passei a fazer os anúncios e capas da Kiai.

Em 1994 passei a ser colaborador da Revista Tatame e também trabalhar como correspondente para as revistas Kakutougi Tsushin (Japão), Budo (França), Cinturon Negro (Espanha) e Full Contact Fighter (EUA)..

Planeta Octógono – Como sua família reagiu, quando você resolveu largar a futura profissão de biólogo, para trabalhar com o Vale Tudo, que agora se transformou no MMA?

Marcelo Alonso – Não é a toa que dediquei o livro do Vale-Tudo ao MMA ao meu pai, Luiz Alonso.

O cara tem que ter uma cabeça muito diferenciada para bancar quatro anos de faculdade do filho e depois, de ele estar empregado, apoiá-lo em largar tudo e começar tudo de novo numa área que nem existia (jornalismo de lutas).

Quando passei a ser editor da Revista Tatame e trabalhar como correspondente para revistas estrangeiras foi ele também me incentivou a fazer a faculdade de jornalismo.

Além de ter sido um grande amigo, meu pai foi um visionário por acreditar neste esporte.

Curioso é que ele teve uma influência parecida na carreira do Rogério Minotouro.

Rogério Minotouro (direita) recebeu apoio de pai de Alonso - Ana Carolina/Gazeta Press

Planeta Octógono – Ele Apoiou o Minotouro também?

Marcelo Alonso – Antes de ser lutador, o Rogério namorou 4 anos com a minha irmã. Eles se conheceram na Bahia e em 1998 ele veio morar no Rio para cursar a faculdade de Direito.

Meu pai, que era advogado, arrumou um estágio para ele em seu escritório e paradoxalmente, como era grande fã do Rodrigo, passou a incentivar o Rogério a abandonar o trabalho para seguir sua vocação.

O Rodrigo tinha uma gratidão muito grande pelo apoio que meu pai deu ao seu irmão. Tanto que, assim que chegava de suas lutas no Pride, levava as fitas para o coroa ver.

Pouco antes de o meu pai falecer em 2002, quando precisou de uma transfusão de sangue, o Rodrigo teve uma virose e não podia doar, mas, junto com o Rogério, fez questão de levar namorada e vários amigos para ajudar.

São atitudes pequenas mas que mostram o caráter das pessoas. Não é a toa que estes dois chegaram aonde chegaram.

Não só ajudam a todos que o cercam como também não esquecem quem os apoiou.


Planeta Octógono – Deve ser difícil apontar somente um, mas para você qual é o momento, ou quais são os momentos mais marcantes em sua carreira no esporte?

Marcelo Alonso – Nos últimos 20 anos tive o privilégio de acompanhar de perto as menores e maiores conquistas dos grandes ídolos deste esporte.

É realmente impossível escolher um momento. Nos bastidores escolheria os momentos com o Carlson, que  foi a figura mais carismática e engraçada que já conheci.

Mas se tivesse que escolher, em termos de eventos, teria que apontar cinco que me marcaram muito. 1º o Pride GP de 2003.

Onde Minotauro e Wanderlei conquistaram os dois cinturões mais importantes do MMA na mesma noite.

Isso tudo com a Glória Maria lá com a gente, foi demais  … Outra que me marcou foi a estréia do Vitor nocauteando Tra Telligman e Scott Ferrozo na mesma noite, eu tinha acabado de lançá-lo na Tatame como aposta do Carlson 6 meses antes …

Foi muito bom acompanhar de perto o Anderson conquistando o Cinturão do UFC em cima do Rich Franklin.

Dormi no quarto do Diógenes e do Puff, ao lado do quarto do Anderson, na noite anterior. De manhã tomamos café, brincamos o Anderson fez suas imitações e ninguém reconhecia ele no hotel.

Na noite, depois da luta, lembro que demoramos quase 1 hora da arena até o quarto por conta dos fãs pedindo autógrafos.

Foi muito legal acompanhar de perto o reconhecimento crescente a ele. Outra luta antológica que o Anderson fez que me marcou foi contra o Lee Murray em Wembley.

Para mim ali nasceu o Anderson. Foi de arrepiar o cala-boca que ele deu naquele gangster.

Outro evento que me marcou muito foi o Extreme Fighting onde o Murilo empatou com o Tom Erikson, o Renzo nocauteou o Taktarov, Zé Mario e Carlão também finalizaram.

Também foi especialmente emocionante acompanhar de perto as vitórias do Werdum e Pezão sobre o Fedor.

O Werdum que não bebia, tomou um porre e a gente acabou fazendo um Carnaval nas ruas de San Jose na Califórnia com mais de 40 americanos gritando o nome dele.

Mas acho que em termos de emoção, de chegar às lágrimas mesmo, nada se comparou para mim a estréia do UFC no Rio.

Já estava emocionado com tudo o que representava a volta e todo o sucesso da chegada do UFC no Brasil.

Quando o Minotauro nocauteou o Brendan Schaub, não tive como não lembrar do meu pai. Chorei igual criança.

Alonso revela que chorou com nocaute de Rodrigo Minotauro no Brasil - Divulgação UFC

Planeta Octógono – Depois de muito tempo, vimos o UFC voltar ao Brasil. E agora o Ultimate vem com força total, expandindo eventos pelo país. Como você enxerga a importância do Brasil para o UFC?

Marcelo Alonso – Total. Na realidade o Brasil sempre foi o país mais importante do mundo do MMA em termos de fornecimento de mão de obra.

Somos indiscutivelmente o maior celeiro de lutadores do mundo.

Hoje, com a nossa economia forte e a Rede Globo popularizando o evento, somos também o segundo mercado consumidor do UFC e a tendência, na minha opinião, é que isso aumente nos próximos anos.

Planeta Octógono – Tirando uma curiosidade dos fãs. Quais são seus ídolos no esporte?

Marcelo Alonso - Tive a oportunidade de acompanhar desde o começo alguns dos maiores ídolos do esporte. Por isso aprendi a respeitar cada um deles.

Os fãs em casa não tem idéia o quão difícil é chegar lá em cima do octagon ou do ringue para representar o Brasil.

Treinar contundido, muitas vezes sem patrocínio e ainda ter que subir no ringue e dar show.

Por tudo que vivi acompanhando esta primeira geração seria injusto apontar um, diria que todos eles são meus ídolos.

Planeta Octógono - O UFC está realizando sua segunda edição do reality show, The Ultimate Fighter Brasil, neste mês de março. Como você enxerga a participação da TV aberta na expansão do MMA no país?

Marcelo Alonso – Acho maravilhosa a idéia de humanizar o lutador, mostrar que os atletas do MMA são profissionais que trabalham duro, tem famílias, sonhos como todos os brasileiros.

Foi assim que o Dana conseguiu emplacar o esporte por lá.

A nossa situação foi um pouco diferente porque aqui o esporte já estava reconhecido e na grade da Rede Globo, mas o TUF teve papel fundamental no sentido de conseguir sacramentá-lo na simpatia do povo em geral.

Com o TUF atingimos um público diferente, que nunca assistiria ao UFC.

A vovó, a tia, o médico ou até aquele desempregado que estavam assistindo o Fantástico e acabaram se identificando com as histórias daqueles lutadores que viviam dramas “tão brasileiros” e lutavam para vencer na vida.

Um venceu o câncer, outro chorava de saudade da filha, o outro morava na academia. Um Big Brother de gente que batalha de verdade, que não está ali pra festa.

Não tem como não se identificar e torcer…. Vamos torcer que esta nova edição tenha personagens tão interessantes como a primeira.

Pessoalmente fiquei muito chateado quando decidiram repentinamente só fazer o evento na categoria 77kg, quando nossos maiores talentos em potencial estão na 70kg.

Espero que na próxima edição eles se organizem melhor e evitem que centenas de atletas invistam o pouco que tem em passagens para chegar aqui e descobrir que sua categoria foi cancelada.

Marcelo Alonso e o japonês lançaram o livro "Do Vale Tudo ao MMA" - Arquivo Pessoal

Planeta Octógono – Você e o fotógrafo japonês Susumu Nagao, lançaram recentemente um livro sobre a história do MMA, com um grande acervo de fotos históricas do esporte. Como surgiu a idéia do projeto?

Marcelo Alonso – Na realidade desde 2008 eu já tinha planos de escrever um livro que contasse a história do MMA privilegiando imagens.

Em 2009 cheguei a viajar para Las Vegas com 5 capítulos escritos para apresentar para uma respeitada editora americana que lançou o livro do Forrest Griffin.

Os caras adoraram a idéia, mas não tinham interesse em investir num formato maior que privilegiasse as imagens, então resolvi arquivar o projeto.

Em 2010 quando o Nagao veio ao Rio, decidimos juntar nossos acervos (começamos a fotografar MMA no mesmo ano, 1992, ele lá e eu cá) e fazer um banco de imagens.

Assim que o banco de imagens do PVT, entrou no ar tive a idéia de fazer uma exposição: 20 anos de Luta do Vale-Tudo ao MMA.

Apresentei a idéia ao pessoal do marketing do Combate e ao Shopping Rio Sul e eles entraram como patrocinadores.

O sucesso da exposição me trouxe de volta a idéia de fazer o livro, mas não só restrito a fotos minhas e do Nagao, mas que lembrasse os capítulos mais importantes da história do esporte desde o seu marco zero, ou seja, a chegada de Conde Koma ao Brasil, coincidentemente há 100 anos 1913.

Daí veio a idéia de 100 anos de luta.  Apresentei o projeto ao diretor de marketing do Combate, Daniel Quiroga em outubro de 2012, ele adorou.

Como eu já tinha os 5 capítulos mais antigos escritos, o trabalho maior foi mesmo de edição de texto e imagens e conseguir gráficas de boa qualidade que o rodassem no formato que eu queria pelo valor que eu podia pagar.

Depois de muita batalha cheguei a Gráfica Santa Marta, uma das melhores gráficas em livros de capa dura do Brasil.

Graças a Deus no fim de dezembro de 2012, a criança nasceu e consegui realizar meu grande sonho.

O mais legal de tudo foi poder trazer o Nagao e poder contar com o apoio de grandes ícones da luta nos dois eventos de lançamento na FNAC de São Paulo e Rio.

Ficamos emocionados com o apoio dos grandes protagonistas deste livro, que foram lá nos dar um abraço.

Nomes como Fábio Gurgel, João Alberto Barreto, Minotauro, Werdum, Zé Mario, Minotouro, Macaco, Eugênio Tadeu, Demian, Carlão, Wallid, Claudio Coelho, Pederneiras, Kyra Gracie, Cunha, Bebeo, Nikolai.

Em suma, foi emocionante. Agora no dia 25 de março (seg) vamos fazer o terceiro lançamento em outra cidade que é a cara do MMA, Curitiba.

Depois do Rio, sem dúvida, a cidade mais importante na história do esporte no Brasil e onde escrevi boa parte das minhas reportagens. Vai ser bom demais reencontrar os amigos na FNAC de lá.

Aliás, deixa eu aproveitar para vender meu peixe. Quem quiser o livro mais barato que nas lojas é só Clicar Aqui (Risos).

Planeta Octógono – Hoje, temos dois campeões no UFC, Anderson Silva e José Aldo, e Renan Barão muito próximo do título. Você acredita que estes lutadores vão se manter campeões por muito tempo?

Marcelo Alonso – Acho que José Aldo e Anderson estão num patamar acima da média e tem tudo para se manterem campeões enquanto estiverem treinando e competindo em alto rendimento.

Vejo o Aldo em início de carreira, mas não vejo o Anderson encarando esta árdua rotina de treinos por mais muito tempo.

Pessoalmente se fosse ele, pararia quando acabar o contrato (tem mais duas lutas).

O Anderson não tem mais nada a provar, é o maior de todos os tempos indiscutivelmente.

O MMA é um esporte muito traumático para o corpo, por mais que ele se preserve e tenha uma genética excelente, o corpo uma hora traz a conta.  Queria vê-lo parando por cima.

O Barão está chegando agora e, por enquanto, não vejo ninguém com potencial de vencê-lo, mas ainda não colocaria no patamar dos gênios do esporte: Anderson, Jones, GSP e Aldo.

José Aldo e Anderson Silva são acima da média para Alonso - Wander Roberto/Inovafoto

Planeta Octógono – E os novos talentos que estão chegando, você aponta algum nome que pode se tornar campeão do Ultimate?

Marcelo Alonso – Dos que já estão no evento, acho o Glover Teixeira uma parada duríssima para o Jones, acredito piamente que quando Belfort e Anderson se aposentarem nos próximos anos, o Ronaldo Jacaré consiga o cinturão dos médios.

Demian Maia está bem próximo do title shot nos meio médios. Se continuar melhorando seu jogo em pé poderá surpreender.

Dos que lutam no Brasil e podem dar trabalho, gosto muito do Toninho Fúria e aposto no futuro do Raoni Barcelos, que vem evoluindo muito na Nova União.

Fiquei chateado de não ver o Cassiano Tytschyo entre os escolhidos do TUF. Sem dúvida é um dos melhores que temos no Brasil até 77ks e merecia uma oportunidade.

Não consigo entender o critério deles neste processo de seleção.

Planeta Octógono – Se você puder, mande uma mensagem aos fãs do esporte e aos leitores da Gazeta Esportiva.net…

Marcelo Alonso – Que continuem apoiando e prestigiando o nosso esporte. Com a força desta nova geração quem sabe um dia chegaremos ao patamar de popularidade e investimentos do futebol. Depois de tudo que já passamos, não custa sonhar …

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Bate Papo – Renata Aymoré conversa sobre lutas, curiosidades e revela que já chorou no UFC

Musa do MMA brasileiro faz revelação em bate papo - Arquivo Pessoal

Em uma entrevista exclusiva para ao Planeta Octógono, uma das musas do MMA brasileiro, a jornalista Renata Aymoré, conta curiosidades e um pouco de sua carreira.

Considerada uma das mais respeitadas jornalistas do mundo das lutas, Renata conta como enfrenta o assédio, e também faz revelações.

Em um bate papo com o Planeta, além de revelar seus ídolos no esporte, Renata diz que já se emocionou no Ultimate.

Veja a entrevista completa:

Planeta Octógono – Renata, conte nos como você conheceu e começou a trabalhar no mundo das lutas…
Renata Aymoré – Comecei na cara e na coragem. Me especializei em Jornalismo Esportivo e queria um foco na área. Já gostava de lutas, mas nunca tinha pensado em trabalhar com isso.
Vi que era um bom campo e algo que eu gostaria de fazer. Me propus a escrever pra um site, mesmo de graça, só pela exposição do meu trabalho.
Conheci pessoas do meio e logo soube de um teste pra apresentadora do Canal Combate. Fiz o teste e fui chamada. O resto vocês já sabem. (Risos)
Planeta Octógono – Você é vista como uma musa do esporte, o que você pensa a respeito?
Renata Aymoré – Isso não me incomoda, nem me ilude. Acho fofo, às vezes engraçado, até porque quase sempre estou bem “coberta”, de jeans e camisa pólo, tão diferente dos estereótipos.
É claro que a beleza abre algumas portas, mas também fecha outras. É comum pessoas acharem que você só tá ali porque é bonitinho e tal.
Você precisa se provar em dobro, em triplo, pra mostrar que merece estar onde está.
Planeta Octógono – Continuando sobre este assunto, como você enxerga e se comporta com o assédio masculino?
Renata Aymoré – O assédio é natural e a melhor coisa é saber lidar com ele gentilmente, mas se posicionando.
Alguns são grosseiros e sem noção, mas a maioria esmagador chega com carinho e respeito. Não tem motivo pra empinar o nariz e esnobar pessoas que te elogiam e gostam de você. Gentileza gera gentileza.

Renata faz revela que conta um pouco de sua carreira - Arquivo Pessoal

Planeta Octógono – Você pratica alguma arte marcial?

Renata Aymoré – Não. A que pratiquei mais tempo foi capoeira, mas faz tanto tempo que acho que só sei gingar hoje em dia. Eu gosto mesmo é de ver o couro comer. (Risos)
Planeta Octógono – Qual sua maior recordação ou momento que te marcou no esporte?
Renata Aymoré – UFC Rio 3. Foi extremamente positivo pra trabalhar. Cheguei em casa ainda pilhada e tava reprisando.
Chorei assistindo a luta do Maldonado contra o Glover Teixeira. Aquilo pra mim foi histórico, inesquecível, imensurável. Primeira e única vez que chorei vendo uma luta.
Planeta Octógono – Foi a primeira vez que você fez uma cobertura diretamente de Las Vegas ao vivo, no Canal Combate.
Como você sentiu o clima na Arena, já que nas últimas edições lá, os brasileiros marcaram presença maciça no evento?
Renata Aymoré – Melhor mesmo, só se o Tibau tivesse vencido. Era o UFC 156 e tínhamos cinco brasileiros no card.
A verdade é que eu nem pisei na arena, fiquei numa salinha para onde os lutadores eram levados após os combates. Mesmo assim, não troco essa experiência por nada.
Planeta Octógono – Deu aquele friozinho na barriga, por ser um evento do UFC ao vivo em terras americanas?
Renata Aymoré – Deu um inverno siberiano na barriga! (Risos) Sempre é tenso, todo evento eu passo nervoso.
Nesse, em especial, fiquei bem tensa no início, mas já na primeira entrevista pós-luta, eu estava mais calma que nunca. Acho que eu estava tão feliz que consegui relaxar.
Planeta Octógono – Como é o público americano, no UFC? Em quesito torcida e costumes, são muito parecidos com os brasileiros?
Renata Aymoré – Não muito. O ponto que eu considero contra os americanos é que eles não fazem questão de assistir as lutas do card preliminar.
Brasileiro lota o local desde a primeira entrada de atleta. Pra mim, é certamente a torcida mais insana e apaixonada do mundo.
Mas há uma coisa na torcida americana que eu acho bem legal. Eles torcem pelos lutadores que os encantam, independente da nacionalidade.
Além disso, são educados. Acho muito feio um lutador gringo que vence brasileiro ser vaiado como aconteceu com CB Dollaway em São Paulo.
Planeta Octógono – Você tem algum ou alguns ídolos no esporte?
Renata Aymoré – Sim, vários. Pra não esquecer ninguém, vou falar só do que todo mundo já sabe, o Georges St-Pierre. (Risos)
Ele é absolutamente incrível, adorei ter estado com ele em Montreal e foi uma honra ter acompanhado um treino de Jiu Jitsu dele.
Planeta Octógono – Com a chegada do UFC na televisão aberta, e o crescimento do esporte no país, o que você espera daqui para frente, com relação a popularização do MMA e também com mais oportunidades para quem sonha em ser um futuro atleta profissional?
Renata Aymoré – Espero um futuro brilhante pra esses jovens! Mas tenhamos em mente que a popularização traz muitos “resíduos”. Modismo, críticas completamente infundadas, “especialistas” a cada esquina.
Enfim, todo mundo vai querer tirar uma casquinha, para o bem ou para o mal.
Sinto que o fã mais antigo se sente extremamente incomodado com isso, mas temos que ter em mente essa realidade: isso faz parte de tudo que se torna popular, querendo ou não. O melhor é aprender a conviver e agregar.

Caryna Americano, Renata Aymoré, Viviane Ribeiro e Wanda Grandi, comandam o time de repórteres do Canal Combate - Arquivo Pessoal

Planeta Octógono – Hoje, segundo dados, grande parte do público que acompanha o MMA, para a surpresa de muitos, são formadas por mulheres.

Como você se sente em fazer parte desta nova tendência?
Renata Aymoré – Me sinto ótima! E sempre adoro quando recebo mensagens de mulheres que amam o esporte. Muitas me procuram, pedem pra tirar fotos, dizem que começaram a gostar por causa do namorado/marido e hojem curtem mais que eles. (risos) Fico muito feliz com tudo isso!
Planeta Octógono – Você faz vários tipos de matérias e pautas. E algumas delas com projetos sociais, você acredita que este tipo de ação, o esporte pode de alguma maneira ajudar a combater a violência e ajudar socialmente de alguma forma?
Renata Aymoré – Totalmente! Isso já vem acontecendo muito e é a parte boa que a popularização pode trazer. Mais apoio financeiro, estrutura, divulgação.
Já fiz muitas matérias em projetos sociais e é uma dádiva poder ver aquilo acontecer.
Você sabe que vidas estão sendo salvas naquele momento, você sabe que um futuro brilhante está se abrindo para alguém que parecia nem ter um presente. É demais!
Planeta Octógono – Se puder, mande um recado aos leitores da Gazeta Esportiva.net e  aos fãs do esporte…
Renata Aymoré – É um privilégio estar falando para vocês através da Gazeta Esportiva.net, continuem acompanhando, incentivando o esporte e principalmente, honrando-o com atitudes corretas.
Um grande beijo, foi um prazer!
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Marcelo Guimarães conta as dificuldades de sua carreira e luta contra coreano no UFC: Querem essa luta de qualquer jeito!

Lutador quer dar seu melhor em combate no Japão - Arquivo Pessoal

Em uma entrevista exclusiva para o Planeta Octógono, o lutador do UFC, Marcelo Guimarães, que enfrenta o coreano Hyun Gym Lim, na próxima edição do Ultimate no Japão, conta um pouco mais sobre sua história no MMA.

Além disso, numa conversa bem franca, o lutador revela as dificuldades que enfrentou e os problemas que ainda existem no meio do MMA, além de citar as dificuldades de manter seus treinos em sua terra natal.

O lutador manda um recado contundente para os lutadores, e revela um desejo de chegar longe no MMA com seu próprio esforço.

Marcelo também fala sobre como será seu próximo desafio, lutando no UFC no Japão e acredita que apesar das dificuldades voltará com a vitória para o Brasil.

Planeta Octógono – Marcelo, se puder conte nos um pouco de sua carreira no MMA…
Marcelo Guimarães – Fiz minha primeira luta em 2004, depois fiz a 2 em 2006. dai fiquei 4 anos sem lutar, me dediquei ao Jiu Jitsu e Wrestling.
Em 2010 fiz minha terceira luta, fui roubado e deram empate nesta luta. logo depois, 15 exatos dias fiz minha estreia no Jungle Fight onde foi o tira teima deste combate que deram empate e venci na decisão unânime.
Depois fiz mais 5 lutas no Jungle, venci as 5 e me tornei o campeão ate 84 kg do evento. Isso me abriu a porta do UFC onde fiz a minha estreia dia 11 de julho de 2012 e venci.
Planeta Octógono – Como você conheceu o esporte? Sofreu preconceito quando decidiu se tornar um lutador profissional?
Marcelo Guimarães – Me formei em educação física em 2007. Mas sempre bisquei ser um atleta profissional. Moro no ES e aqui as pessoas tem uma mentalidade bem atrasada em relação ao MMA.
Não consideram isso como um trabalho e perguntam: Você só luta ou trabalha também?
Planeta Octógono – Você é um dos lutadores que se destacou no Jungle Fight, e após isto foi para o UFC. Como você se sente em representar o evento brasileiro no Ultimate, e que importância isto tem para você?
Marcelo Guimarães – Me sinto vitorioso e orgulhoso de mim mesmo. Muitas pessoas me ajudaram a estar aqui, mas só eu sei o quanto eu sofri, o quanto engoli e engulo sapo.
Todos só veem o Marcelo lá lutando, treinando, mas a dor, o sofrimento, os bastidores só eu e minha família mesmo para saber.
Planeta Octógono – Como você se sente em representar o Espírito Santo no UFC, já que você e o Erick Silva, são os maiores representantes do estado no Ultimate?
Marcelo Guimarães – Representar o ES é mole. Difícil é manter os treinamentos no ES. Aqui não tem muitos atletas profissionais. a maioria treina um tempo, para, feriado e fim de semana some, viaja e num nível tão elevado como o UFC é necessário que todos em sua volta sejam profissionais.
O Érick Silva meteu o pé daqui bem antes de entrar no UFC. Eu mantenho meus treinos aqui, torço para que os capixabas busquem o profissionalismo de verdade para que o nível do treino cresça sempre mais.
Planeta Octógono – Você estava escalado para o UFC na China, e acabou se machucando. Como você lidou com a lesão, naquele momento?
Marcelo Guimarães – Não sou um cara perfeito nem o melhor exemplo de vida, mas sempre coloquei Deus em primeiro lugar na minha vida e sei que se aconteceu a lesão foi porque tinha que acontecer.
Então eu busquei forças nele, superei a lesão, e agora estou pronto para dar o meu máximo novamente.
Planeta Octógono – O UFC te colocou para enfrentar o mesmo adversário, o coreano, Hyun Gym Lim, que é conhecido como o Jon Jones da Coréia do Sul. Tem alguma estratégia definida para o combate?
Marcelo Guimarães – Eles querem esta luta de qualquer jeito né? E a querem lá do outro lado do mundo… Então é para lá que eu vou representar a minha pátria, o meu time e a minha família. A minha estratégia é bater o peso, recuperar o peso, me proteger e atacar sempre buscando a vitória.
Planeta Octógono – Como você vê o cenário do MMA, com o crescimento do UFC no Brasil?

Marcelo Guimarães – Cresceu muito, mas como eu disse, aqui no ES caminha a passos curtos. Para você ter uma idéia, se você lança uma linha de roupas de MMA e pede numa bermuda personalizada 70 reais, os caras acham caro.

Preferem comprar uma bermuda de surf para treinar, não dão valor a se equipar, você vê atletas “profissionais” que não tem luva e caneleira, mas gastam com boate todo fim de semana o dobro do preço do material.

Planeta Octógono – Tem planos de lutar numa edição do Ultimate, quem sabe no futuro em seu estado natal?
Marcelo Guimarães – Acho impossível o UFC fazer uma edição aqui, mas ficaria muito feliz de lutar no brasil e não ter que viajar 30 horas como terei de fazer para chegar ao Japão.
Lutar aqui é bom, seus amigos podem ir com mais facilidade, você não se desgasta em voos e a torcida é toda sua.
Planeta Octógono – Que conselhos você daria para aqueles que estão começando no esporte?
Marcelo Guimarães – Se quer ser profissional, aja como tal. Se quer apenas estar no meio pelo status de lutador ou amigo de lutador, não atrapalhe o treino de verdadeiro profissional com conversas e brincadeiras durante as sessões de treino.
Se quer fazer pela atividade física e bem estar, faça, mas procure fazer algo em que você se comprometa de verdade, seja profissional em alguma área pois a vida vai te cobrar lá na frente.
Planeta Octógono – Será a primeira vez que você luta na Ásia. Como você espera lidar com o fuso horário japonês. Você acredita que isso pode atrapalhar sua fase final na preparação para a luta?
Marcelo Guimarães – Atrapalha e muito. tenho muita insônia normalmente. durante a dieta mal durmo. As vezes como e fujo da dieta para conseguir dormir e acabo não dormindo com o peso na consciência de ter escapado da dieta.
E sei que as 11 horas a mais do japão irão me desgastar muito, mas sou brasileiro e não vou desistir nunca! Depois de toda tempestade vem bonança.
Planeta Octógono – Se puder mande um recado para os leitores da Gazeta Esportiva.net e para os fãs de MMA do Planeta Octógono…
Marcelo Guimarães – Obrigado pelos que torcem por mim. Não sou o melhor lutador do mundo, longe de mim, mas quero ser reconhecido como um guerreiro que conquistou muito com os poucos recursos que teve somados com uma enorme vontade e uma imensa necessidade de vencer na vida. Sorte não é uma chance, é um esforço!

Conheça o lutador Marcelo Guimarães:

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