Treinador de Pettis, Duke Roufus elogia o Brasil, analisa GLORY 13, futuro de pupilo no UFC e acerto de Ben Askren no ONE FC

Duke Roufus (esquerda) conversa sobre futuro de campeões do UFC e Bellator e analisa GLORY 13 - Bruno Massami

Duke Roufus (esquerda) conversa sobre futuro de campeões do UFC e Bellator e analisa GLORY 13 – Bruno Massami

 

Durante o intervalo da Pesagem Oficial do GLORY 13 com a coletiva de imprensa do evento, o blog conversou alguns minutos com o respeitado treinador do atual campeão peso leve do UFC, Anthony Pettis, o lendário kickboxer americano Duke Roufus.

Duke que treina além de Pettis, o lutador Ben Askren, campeão meio médio do Bellator que acaba de assinar com o evento asiático ONE FC, analisou o futuro de ambos atletas nos eventos.

“O UFC está cuidando de Pettis agora. Ele está na Califórnia. O evento está tentando arrumar uma cirurgia para ele.

Ele adora lutar e quer voltar o mais rápido possível. Ele  vai  voltar no domingo e esperamos que ele possa voltar logo.” disse Roufus.

Duke que também é comentarista do GLORY analisou o evento e o GP de meio médios da organização.

“É um grande momento. Especialmente para os japoneses que tem Peter Aerts fazendo sua luta de despedida aqui.

Aerts luta desde 1992 e agora o GLORY juntou as peças e temos um grande card neste evento. O matchmaker conseguiu colocar lutas incríveis nesta edição.

Agora o GLORY tem uma organização mundial e para nós na América podemos ver na Spike TV (canal de televisão a cabo americana) que ajudou o UFC e agora tem o GLORY.” analisou Duke.

 

Duke fez elogios ao Brasil - Bruno Massami

Duke fez elogios ao Brasil – Bruno Massami

 

Roufus também opinou sobre o GP meio médio da organização que define seu primeiro campeão neste sábado.

“Todo mundo diz que Nieky Holzken é o grande favorito. O favorito das bolsas de apostas. Ele tem socos pesados, podendo nocautear mas Karapet é um duro oponente.

Temos o americano Raymond Daniels que possui grandes chutes plásticos e um único estilo de lutar e o duro canadense Joseph Valtellini.

Será um grande torneio, com uma grande diversidade de estilos e isto cria lutas interessantes.” analisou.

 

Apesar do favoritismo de Nieky Holzken (foto), Duke faz observações sobre torneio - Bruno Massami

Apesar do favoritismo de Nieky Holzken (foto), Duke faz observações sobre torneio – Bruno Massami

 

Roufus também viu com bons olhos a mudança de Ben Askren para o evento asiático ONE FC após o lutador não acertar com o UFC e o WSOF.

“Eu estou animado. ONE FC é uma grande organização e espero que grandes coisas aconteçam para ele.” revelou Duke.

Duke fez elogios ao Brasil e aos lutadores do país.

“Eu sou um grande fã dos lutadores brasileiros e do Brasil. Eu assisto várias lutas com brasileiros e temos um grande treinador Daniel Wanderley, da equipe Carlson Gracie Team que está em Milwalkee junto com a família Moraes. Posso dizer que sou abençoado pelo Brasil.” finalizou.

Veja o bate papo com o treinador de Pettis, Duke Roufus:

 

 

 

 

Bate Papo – Treinador de Campeão do UFC, Anthony Pettis, Diego Moraes elogia evolução de pupilo e aposta em nocaute: Vai nocautear o Thomson!

Treinador de Jiu Jitsu de Pettis, Diego Moraes falou sobre diversos assuntos - Ana Carolina/Gazeta Press

Treinador de Jiu Jitsu de Pettis, Diego Moraes falou sobre diversos assuntos – Ana Carolina/Gazeta Press

 

Em uma longa conversa com o Planeta Octógono, o treinador de Jiu Jitsu do campeão peso leve do UFC, Anthony Pettis, Diego Moraes falou sobre diversos assuntos.

O treinador conta como é sua relação de trabalho com Pettis que vai além do lado profissional.

Diego que se tornou amigo do americano, contou como se sentiu ao ver seu pupilo conquistar o cinturão do UFC, usando o Jiu Jitsu.

Além de fazer elogios a evolução do lutador no solo, Diego analisou o próximo adversário de Pettis, Josh Thomson e acredita em um nocaute de Anthony.

Além disso, mostrando muita personalidade, Diego falou sobre assuntos polêmicos como a demissão de Rousimar Toquinho no UFC e a graduação de atletas de MMA estrangeiros no Jiu Jitsu.

 

Leia na íntegra o bate papo com o treinador de Pettis, Diego Moraes:

Planeta Octógono - Como você conheceu o Anthony Pettis?

Diego Moraes - Meu irmão Daniel passou uma temporada na academia do Pettis nos Estados Unidos, treinando com o Duke Roufus, uma lenda do K-1.

Aí e foi lá treinar e a galera gostou muito e convidaram ele para ser um dos treindores de Jiu Jitsu da academia.

Através disso, fui lá também e como agora meu irmão está com outros objetivos e focando outras coisas, eu meio que acabei assumindo tudo.

Comecei a treinar com o Pettis desde a luta com o Lauzon dele no Japão, depois da luta com o Cerrone fiquei o camp todo lá com ele.

E agora essa última com o Ben Henderson. Trabalhamos praticamente as três últimas lutas.

Antes era mais profissional, eu iria lá treinava mas a amizade não era muito grande.

Aí fiz o convite para treinar no Brasil após a luta com o Cerrone, ele veio e ficou 15 dias comigo. E estreitamos muito a amizade.

Neste último camp eu fiquei na casa dele, eu acho importante este vínculo que temos com os lutadores apesar de nossa excelência.

Outro lutador do UFC, o Scott Jorgensen que começamos a treinar também veio para o Brasil e já veio quatro vezes.

Então sai um pouco daquela esfera só de treinos porque nos levamos eles para a praia, até para poder ajudar contra o stress que incomoda nos treinos devido o ritmo puxado.

Eu acho que é um dos grandes pontos fortes da Team Moraes esta relação com os alunos.

Planeta Octógono - Como é ver o seu aluno conquistar o cinturão do UFC, com o Jiu Jitsu? O que significou isso para você?

Diego Moraes - Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. E da minha vida profissional.

Passa um filme rápido na cabeça, antes vemos o Pettis lutando na TV, admiramos como lutador e agora o cara está ganhando um título no UFC, acreditando em nosso trabalho.

Ele agradeceu a Team Moraes e a mim no octógono na entrevista e na coletiva. Valorizando nosso trabalho.

Eu fiquei meio que “a ficha não caiu ainda”. Nós pegamos o Pettis para trabalhar apenas nestas últimas três lutas e afiamos o chão dele.

O Pettis sempre me fala: Hoje eu consigo soltar minha trocação com muito mais confiança. Me sinto mais confiante porque se der errado, sei que se a luta for para o chão, não tenho que me preocupar porque meu chão está bom.

Ele disse que vindo para o Brasil, treinando conosco, deu muita confiança para ele testar coisas novas e tentar já que a parte de chão dele está em dia.

Foi mágico. Cair no chão contra o Ben Henderson, um cara duríssimo.  Mas nós estudamos muito isso e eu sabia que ele poderia finalizar.

Estudamos muito as lutas de Jiu Jitsu sem quimono do Benson e vimos que ele dava mole no triângulo, no braço.

Na luta quando falei para ele marcar os cotovelos, teve uma falha técnica do Benson e ele pegou no armlock. Foi um sonho, incrível. Foi como ganhar uma Copa do Mundo para mim.

Diego Moraes com Pettis nos Estados Unidos - Arquivo Pessoal

Diego Moraes com Pettis nos Estados Unidos – Arquivo Pessoal

Planeta Octógono - Como vai ficar o próximo camp para a luta com o Josh Thompson? Você pretende ir para lá ou o Pettis vai retornar ao Brasil?

Diego Moraes - Eu estou indo para lá dia 15 de novembro, 1 mês antes da luta. Nós estavamos em Cancun, tirando umas pequenas férias após a luta e foi engraçado.

A luta tava para ser marcada e quando vi no Twitter já tinham anunciado a luta dele com o Thomson. Mas nem a gente sabia ainda 100%.

Mas após o Dana anunciar a luta e a imprensa reproduzir, ele falou que gostou da luta, do adversário.

Que é uma luta interessante para ser o primeiro cara na primeira defesa de cinturão.

Eles já treinaram juntos uma vez no Havaí e ambos já conhecem a força, a pressão do outro.

O Pettis já começou a treinar porque ele estava com o joelho bichado mas agora está tudo bem, e eu chego 1 mês antes para dar aquele sprint final.

Planeta Octógono - Já que estamos falando do Thomson, na sua opinião, quais os pontos fracos que o Josh tem e que podem ser utilizados pelo Pettis nessa luta?

Diego Moraes - O Thomson é trocador. E na minha opinião, o Pettis é um dos melhores trocadores que tem na atualidade. Então vai fazer o jogo que ele (Pettis) quer.

O Josh não vai querer ir para o chão e tenho certeza que o Pettis vai impor o ritmo dele e tem tudo para nocautear.

Planeta Octógono - Mudando de assunto, conte nos um pouco sobre seu trabalho e como o mesmo pode ajudar a combater as drogas e a violência como temos visto nos últimos anos no Brasil…

Diego Moraes - A gente tem um trabalho social aí. Na minha academia antiga, nós tinhamos um projeto social a mais ou menos 6 anos que atendia cerca de 100 crianças.

E com a mudança de academia, que faz mais ou menos 1 ano, nós pegamos aqueles que se destacavam e que treinavam mais sério.

Hoje nós temos um garoto que mora na academia e que não tinha muita perspectiva. Os pais dele não queriam nem saber e a gente deu um salário bom para ele.

Ele ajuda nas aulas e nós temos muito essa responsabilidade social porque sabemos que a luta ajuda, a luta salva vidas.

 Já tenho um projeto montado. Como antes era só academia não era uma coisa tão profissional.

Mas hoje, nós temos um Centro de Treinamento na Ilha do Governador, temos 400 alunos mas a gente estabilizou primeiro para voltarmos com o projeto.

Um dos nossos professores de Muay Thai, ele iria para os Estados Unidos para fazer a preparação do Pettis mas como a luta com o Aldo cancelou, acabou que não indo.

É um garoto de 22 anos que treinou muito conosco, de base humilde, então vejo que a luta e o futebol são a expectativa dos brasileiros.

Se todo mundo fizer um pouco, tenho certeza que podemos ajudar bastante até porque talento existe em todos os lugares.

Quantos talentos desperdiçados existem nas comunidades e acredito que temos que criar as oportunidades para os talentos aparecerem.

Esse é o pensamento da Team Moraes, dar oportunidade para as pessoas com talento mas que mostram vontade. Para estes nós procuramos abrir as portas.

Pettis aceitou o convite e veio ao Brasil evoluir seu Jiu Jitsu com o Team Moraes - Arquivo Pessoal

Pettis aceitou o convite e veio ao Brasil evoluir seu Jiu Jitsu com o Team Moraes – Arquivo Pessoal

Planeta Octógono - Como você enxerga o esporte nos últimos anos no Brasil, e como isto ajudou a vocês a ter essa estrutura para poder dar oportunidades e ajudar muitas pessoas?

Diego Moraes - Hoje, penso que a Globo ter comprado a idéia ajudou muita gente.

Eu já treinei e dei aula no Centro Olímpico nos Estados Unidos, tanto que um dos meus alunos é o Joe Warren, campeão mundial de Wrestling e ex campeão do Bellator.

Estive lá gravando o reality show do Bellator, o Fight Master junto dele como técnico de Jiu Jitsu do time dele lá e dá para ver a diferença de estrutura.

Treinamento, eles tem apartamento para os atletas, refeitório, acompanhamento médico e nutricionista.

Cheguei a comentar com os atletas americanos. Quando vocês verem um brasileiro chegando aí, lutando por medalha olímpica é porque o cara é muito bom.

Porque infelizmente no Brasil nós não temos suporte do Governo, Centros de Treinamento de nível.

Então quando o cara chega no topo é porque ele realmente passou muita dificuldade e é muito talentoso.

Até porque para se ter uma empresa hoje no Brasil, tem que ser algo que venha dar retorno para a mesma, então hoje estando nas grandes mídias.

Com essa divulgação toda, nós estamos engatinhando e conseguindo montar grandes academias e grandes eventos.

Acho que a coisa é mais ou menos assim até porque é muito difícil conseguir um suporte no país.

Planeta Octógono - O que você achou da demissão de Rousimar Toquinho? Você concorda com a demissão?

Diego Moraes - Eu particularmente sou fã do Toquinho, adoro o estilo de luta dele mas com certeza ele passou (do limite) até porque o cara bateu ali.

Ele já tinha feito esse erro antes e penso que ele poderia ser punido talvez com a perda da bolsa, uma suspensão.

Mas ser demitido é uma coisa muito forte porém é um política do UFC então como nós temos regras no esporte, já que muitos lutadores são exemplo para muita gente.

É complicado falar até porque o UFC tem muito disso, dois pesos e duas medidas.

Para alguns atletas tem algumas punições e para outros não porém eu concordo com a punição.

Apesar de eu gostar muito dele, acho que ele segurou muito o golpe e ele já tinha feito isso antes sendo até advertido na oportunidade.

Planeta Octógono - A Comunidade do Jiu Jitsu tem reclamado bastante sobre esta nova tendência da graduação. Como você vê os atletas principalmente os de MMA sendo graduados?

Nós vimos o Velasquez e o Daniel Cormier recebendo faixas sendo que não possuem um histórico longo na arte marcial. Como você enxerga tudo isso?

Diego Moraes - O pessoal meio que abriu mão de vários conceitos. Eu venho da linhagem Gracie.

Para mim para ser um faixa preta, o cara precisa saber defesa pessoal, o cara precisa saber a história do Jiu Jitsu.

Quem foi o Hélio Gracie, o Carlos Gracie. Como começou a luta. No meu ponto de vista.

Mas como o esporte está tão difundido e está tão grande hoje, é muito difícil ter controle sobre isso.

Apesar que um cara ser duro, com uma grande base de wrestling vai dar muito trabalho para os caras mas para ser um faixa preta ou marrom é um pouco diferente.

Porém isso vai muito do professor até porque tem muitas pessoas que avaliam só pela dureza do cara, se é muito duro ou não.

Para conseguir pegar uma faixa preta do Relson Gracie, você precisa saber mais de 100 posições de defesa pessoal, tem todo uma coisa envolvida.

Eu vivi muito tempo com o Saulo e o Xande Ribeiro que me falaram isso: Você treina Jiu Jitsu? Treina de quimono? Ou treina apenas o No-Gi (Jiu Jitsu sem quimono)?

Então tem essa diferença toda, o Saulo mesmo dá prova para os alunos sobre a história do Jiu Jitsu.

Mas hoje qualquer cara pode botar uma faixa na cintura e dizer que é. Não tem fiscalização. Não tem um padrão então vai da idéia de cada professor.

Porém é muito difícil julgar até porque por exemplo, o Pettis é um faixa azul e finalizou um faixa preta duríssimo. Realmente é complicado.

Planeta Octógono - O que você acha do famoso TRT (Terapia de Reposição de Testosterona)?

Diego Moraes - Eu nunca estudei profundamente sobre o assunto. Então é difícil eu dar uma opinião sobre mas o pouco que eu ouvi, geralmente quem usa TRT são pessoas que já usaram muito anabolizantes.

É outra coisa que é difícil você ter um controle, até porque qualquer médico pode dizer que você precisa usar esta terapia.

Mas eu acho que deve ter uma regra para todos. Porque se ficar liberando para um e para outro fica difícil.

Planeta Octógono - Você tem alguns alunos que certamente vão chegar com tudo nos eventos? Alguma promessa já criada dentro da Team Moraes que pode despontar no MMA?

Diego Moraes - Hoje nós temos a Team Moraes que possui mais de 300 alunos e temos 7 atletas no UFC.

Afiamos o chão dos caras que já estão prontos. Porém nós já estamos montando nossa equipe agora dando chance para novos talentos.

Temos dois caras, um deles o Diogo Pimenta, treinador de Muay Thai e que o Pettis queria levar para o Estados Unidos porque ele tem o estilo muito parecido com o do José Aldo.

E com a nossa experiência que estamos tendo com treinos com tudo certamente vamos criar muitos talentos por aqui.

Planeta Octógono - Se puder mande uma mensagem aos fãs e também aos leitores da Gazeta Esportiva.net…

Diego Moraes - Eu queria agradecer. A todos que nos ajudaram e ajudam como o Arena Sport Bar que nos ajudam, um dos maiores Sport Bar do Rio de Janeiro.

Estão convidados a vir conhecer nosso trabalho, eu queria agradecer a eles por ser uma empresa grande que ajuda muito e também a vocês pelo espaço por estar divulgando nosso esporte.

E também agradecer a quem nos apoia e pedir a torcida de todos para nossos lutadores.

História do MMA – Entrevista exclusiva com Marcelo Alonso

Ícone do esporte no Brasil, conta acerca de carreira e livro sobre MMA - Arquivo Pessoal

O Planeta Octógono entrevistou uma das maiores referencias do esporte no Brasil.

Marcelo Alonso, é fotógrafo, repórter, jornalista e está lançando no país um livro, chamado Do Vale Tudo ao MMA, aonde com várias fotos históricas, o brasileiro, juntamente com o famoso fotógrafo japonês Susumu Nagao, contam a história do esporte.

Alonso também contou detalhes pessoais, sobre como começou no esporte, revelando que se emocionou com a vitória de Rodrigo Minotauro sobre Brendan Schaub no Brasil.

Além disso, muitos detalhes dos bastidores foram citados pelo jornalista, como a importância de seu pai, em sua carreira e do lutador Rogério Minotouro.

Marcelo também aproveitou a oportunidade para analisar a atual situação do MMA no país neste bate papo ao Planeta Octógono.

Veja a entrevista na íntegra:

Planeta Octógono – Marcelo, conte para os fãs, como você começou no esporte…

Marcelo Alonso – É uma longa história. Antes de trabalhar com lutas e me formei em biologia e cheguei a trabalhar alguns anos como responsável pelas análises bacteriológicas de um importante laboratório do Rio.

O que me levou pra luta na verdade foi a fotografia que eu levava como hobby desde  1989 quando fiz um curso profissionalizante no Senac.

Em 1991 quando comecei a treinar Jiu-Jitsu o meu mestre (Cláudio França), que organizava e Copa Atlântico Sul (na época o campeonato de Jiu-Jitsu mais importante) me pediu pra fotografar o evento pra ele.

Num destes eventos (em 1992) conheci o Paulo Roberto editor da revista Kiai que me pediu para mandar fotos e “relatórios” de eventos que ocorriam no Rio que na época, graças a explosão do Jiu-Jitsu originada das vitórias de Royce no UFC, já era o centro nervoso das Artes Marciais no Brasil.

Em menos de seis meses eu escrevia matérias, vendia anúncios, fotografava eventos e ainda revelava num mino laboratório que fiz no meu banheiro.

Me apaixonei por aquela rotina e com o aumento da demanda na KIAI resolvi largar o meu emprego de biólogo, diploma, pós graduação e carteira assinada e pulei de cabeça no apaixonante mundo do jornalismo. Abri um estúdio em Copacabana onde passei a fazer os anúncios e capas da Kiai.

Em 1994 passei a ser colaborador da Revista Tatame e também trabalhar como correspondente para as revistas Kakutougi Tsushin (Japão), Budo (França), Cinturon Negro (Espanha) e Full Contact Fighter (EUA)..

Planeta Octógono – Como sua família reagiu, quando você resolveu largar a futura profissão de biólogo, para trabalhar com o Vale Tudo, que agora se transformou no MMA?

Marcelo Alonso – Não é a toa que dediquei o livro do Vale-Tudo ao MMA ao meu pai, Luiz Alonso.

O cara tem que ter uma cabeça muito diferenciada para bancar quatro anos de faculdade do filho e depois, de ele estar empregado, apoiá-lo em largar tudo e começar tudo de novo numa área que nem existia (jornalismo de lutas).

Quando passei a ser editor da Revista Tatame e trabalhar como correspondente para revistas estrangeiras foi ele também me incentivou a fazer a faculdade de jornalismo.

Além de ter sido um grande amigo, meu pai foi um visionário por acreditar neste esporte.

Curioso é que ele teve uma influência parecida na carreira do Rogério Minotouro.

Rogério Minotouro (direita) recebeu apoio de pai de Alonso - Ana Carolina/Gazeta Press

Planeta Octógono – Ele Apoiou o Minotouro também?

Marcelo Alonso – Antes de ser lutador, o Rogério namorou 4 anos com a minha irmã. Eles se conheceram na Bahia e em 1998 ele veio morar no Rio para cursar a faculdade de Direito.

Meu pai, que era advogado, arrumou um estágio para ele em seu escritório e paradoxalmente, como era grande fã do Rodrigo, passou a incentivar o Rogério a abandonar o trabalho para seguir sua vocação.

O Rodrigo tinha uma gratidão muito grande pelo apoio que meu pai deu ao seu irmão. Tanto que, assim que chegava de suas lutas no Pride, levava as fitas para o coroa ver.

Pouco antes de o meu pai falecer em 2002, quando precisou de uma transfusão de sangue, o Rodrigo teve uma virose e não podia doar, mas, junto com o Rogério, fez questão de levar namorada e vários amigos para ajudar.

São atitudes pequenas mas que mostram o caráter das pessoas. Não é a toa que estes dois chegaram aonde chegaram.

Não só ajudam a todos que o cercam como também não esquecem quem os apoiou.


Planeta Octógono – Deve ser difícil apontar somente um, mas para você qual é o momento, ou quais são os momentos mais marcantes em sua carreira no esporte?

Marcelo Alonso – Nos últimos 20 anos tive o privilégio de acompanhar de perto as menores e maiores conquistas dos grandes ídolos deste esporte.

É realmente impossível escolher um momento. Nos bastidores escolheria os momentos com o Carlson, que  foi a figura mais carismática e engraçada que já conheci.

Mas se tivesse que escolher, em termos de eventos, teria que apontar cinco que me marcaram muito. 1º o Pride GP de 2003.

Onde Minotauro e Wanderlei conquistaram os dois cinturões mais importantes do MMA na mesma noite.

Isso tudo com a Glória Maria lá com a gente, foi demais  … Outra que me marcou foi a estréia do Vitor nocauteando Tra Telligman e Scott Ferrozo na mesma noite, eu tinha acabado de lançá-lo na Tatame como aposta do Carlson 6 meses antes …

Foi muito bom acompanhar de perto o Anderson conquistando o Cinturão do UFC em cima do Rich Franklin.

Dormi no quarto do Diógenes e do Puff, ao lado do quarto do Anderson, na noite anterior. De manhã tomamos café, brincamos o Anderson fez suas imitações e ninguém reconhecia ele no hotel.

Na noite, depois da luta, lembro que demoramos quase 1 hora da arena até o quarto por conta dos fãs pedindo autógrafos.

Foi muito legal acompanhar de perto o reconhecimento crescente a ele. Outra luta antológica que o Anderson fez que me marcou foi contra o Lee Murray em Wembley.

Para mim ali nasceu o Anderson. Foi de arrepiar o cala-boca que ele deu naquele gangster.

Outro evento que me marcou muito foi o Extreme Fighting onde o Murilo empatou com o Tom Erikson, o Renzo nocauteou o Taktarov, Zé Mario e Carlão também finalizaram.

Também foi especialmente emocionante acompanhar de perto as vitórias do Werdum e Pezão sobre o Fedor.

O Werdum que não bebia, tomou um porre e a gente acabou fazendo um Carnaval nas ruas de San Jose na Califórnia com mais de 40 americanos gritando o nome dele.

Mas acho que em termos de emoção, de chegar às lágrimas mesmo, nada se comparou para mim a estréia do UFC no Rio.

Já estava emocionado com tudo o que representava a volta e todo o sucesso da chegada do UFC no Brasil.

Quando o Minotauro nocauteou o Brendan Schaub, não tive como não lembrar do meu pai. Chorei igual criança.

Alonso revela que chorou com nocaute de Rodrigo Minotauro no Brasil - Divulgação UFC

Planeta Octógono – Depois de muito tempo, vimos o UFC voltar ao Brasil. E agora o Ultimate vem com força total, expandindo eventos pelo país. Como você enxerga a importância do Brasil para o UFC?

Marcelo Alonso – Total. Na realidade o Brasil sempre foi o país mais importante do mundo do MMA em termos de fornecimento de mão de obra.

Somos indiscutivelmente o maior celeiro de lutadores do mundo.

Hoje, com a nossa economia forte e a Rede Globo popularizando o evento, somos também o segundo mercado consumidor do UFC e a tendência, na minha opinião, é que isso aumente nos próximos anos.

Planeta Octógono – Tirando uma curiosidade dos fãs. Quais são seus ídolos no esporte?

Marcelo Alonso - Tive a oportunidade de acompanhar desde o começo alguns dos maiores ídolos do esporte. Por isso aprendi a respeitar cada um deles.

Os fãs em casa não tem idéia o quão difícil é chegar lá em cima do octagon ou do ringue para representar o Brasil.

Treinar contundido, muitas vezes sem patrocínio e ainda ter que subir no ringue e dar show.

Por tudo que vivi acompanhando esta primeira geração seria injusto apontar um, diria que todos eles são meus ídolos.

Planeta Octógono - O UFC está realizando sua segunda edição do reality show, The Ultimate Fighter Brasil, neste mês de março. Como você enxerga a participação da TV aberta na expansão do MMA no país?

Marcelo Alonso – Acho maravilhosa a idéia de humanizar o lutador, mostrar que os atletas do MMA são profissionais que trabalham duro, tem famílias, sonhos como todos os brasileiros.

Foi assim que o Dana conseguiu emplacar o esporte por lá.

A nossa situação foi um pouco diferente porque aqui o esporte já estava reconhecido e na grade da Rede Globo, mas o TUF teve papel fundamental no sentido de conseguir sacramentá-lo na simpatia do povo em geral.

Com o TUF atingimos um público diferente, que nunca assistiria ao UFC.

A vovó, a tia, o médico ou até aquele desempregado que estavam assistindo o Fantástico e acabaram se identificando com as histórias daqueles lutadores que viviam dramas “tão brasileiros” e lutavam para vencer na vida.

Um venceu o câncer, outro chorava de saudade da filha, o outro morava na academia. Um Big Brother de gente que batalha de verdade, que não está ali pra festa.

Não tem como não se identificar e torcer…. Vamos torcer que esta nova edição tenha personagens tão interessantes como a primeira.

Pessoalmente fiquei muito chateado quando decidiram repentinamente só fazer o evento na categoria 77kg, quando nossos maiores talentos em potencial estão na 70kg.

Espero que na próxima edição eles se organizem melhor e evitem que centenas de atletas invistam o pouco que tem em passagens para chegar aqui e descobrir que sua categoria foi cancelada.

Marcelo Alonso e o japonês lançaram o livro "Do Vale Tudo ao MMA" - Arquivo Pessoal

Planeta Octógono – Você e o fotógrafo japonês Susumu Nagao, lançaram recentemente um livro sobre a história do MMA, com um grande acervo de fotos históricas do esporte. Como surgiu a idéia do projeto?

Marcelo Alonso – Na realidade desde 2008 eu já tinha planos de escrever um livro que contasse a história do MMA privilegiando imagens.

Em 2009 cheguei a viajar para Las Vegas com 5 capítulos escritos para apresentar para uma respeitada editora americana que lançou o livro do Forrest Griffin.

Os caras adoraram a idéia, mas não tinham interesse em investir num formato maior que privilegiasse as imagens, então resolvi arquivar o projeto.

Em 2010 quando o Nagao veio ao Rio, decidimos juntar nossos acervos (começamos a fotografar MMA no mesmo ano, 1992, ele lá e eu cá) e fazer um banco de imagens.

Assim que o banco de imagens do PVT, entrou no ar tive a idéia de fazer uma exposição: 20 anos de Luta do Vale-Tudo ao MMA.

Apresentei a idéia ao pessoal do marketing do Combate e ao Shopping Rio Sul e eles entraram como patrocinadores.

O sucesso da exposição me trouxe de volta a idéia de fazer o livro, mas não só restrito a fotos minhas e do Nagao, mas que lembrasse os capítulos mais importantes da história do esporte desde o seu marco zero, ou seja, a chegada de Conde Koma ao Brasil, coincidentemente há 100 anos 1913.

Daí veio a idéia de 100 anos de luta.  Apresentei o projeto ao diretor de marketing do Combate, Daniel Quiroga em outubro de 2012, ele adorou.

Como eu já tinha os 5 capítulos mais antigos escritos, o trabalho maior foi mesmo de edição de texto e imagens e conseguir gráficas de boa qualidade que o rodassem no formato que eu queria pelo valor que eu podia pagar.

Depois de muita batalha cheguei a Gráfica Santa Marta, uma das melhores gráficas em livros de capa dura do Brasil.

Graças a Deus no fim de dezembro de 2012, a criança nasceu e consegui realizar meu grande sonho.

O mais legal de tudo foi poder trazer o Nagao e poder contar com o apoio de grandes ícones da luta nos dois eventos de lançamento na FNAC de São Paulo e Rio.

Ficamos emocionados com o apoio dos grandes protagonistas deste livro, que foram lá nos dar um abraço.

Nomes como Fábio Gurgel, João Alberto Barreto, Minotauro, Werdum, Zé Mario, Minotouro, Macaco, Eugênio Tadeu, Demian, Carlão, Wallid, Claudio Coelho, Pederneiras, Kyra Gracie, Cunha, Bebeo, Nikolai.

Em suma, foi emocionante. Agora no dia 25 de março (seg) vamos fazer o terceiro lançamento em outra cidade que é a cara do MMA, Curitiba.

Depois do Rio, sem dúvida, a cidade mais importante na história do esporte no Brasil e onde escrevi boa parte das minhas reportagens. Vai ser bom demais reencontrar os amigos na FNAC de lá.

Aliás, deixa eu aproveitar para vender meu peixe. Quem quiser o livro mais barato que nas lojas é só Clicar Aqui (Risos).

Planeta Octógono – Hoje, temos dois campeões no UFC, Anderson Silva e José Aldo, e Renan Barão muito próximo do título. Você acredita que estes lutadores vão se manter campeões por muito tempo?

Marcelo Alonso – Acho que José Aldo e Anderson estão num patamar acima da média e tem tudo para se manterem campeões enquanto estiverem treinando e competindo em alto rendimento.

Vejo o Aldo em início de carreira, mas não vejo o Anderson encarando esta árdua rotina de treinos por mais muito tempo.

Pessoalmente se fosse ele, pararia quando acabar o contrato (tem mais duas lutas).

O Anderson não tem mais nada a provar, é o maior de todos os tempos indiscutivelmente.

O MMA é um esporte muito traumático para o corpo, por mais que ele se preserve e tenha uma genética excelente, o corpo uma hora traz a conta.  Queria vê-lo parando por cima.

O Barão está chegando agora e, por enquanto, não vejo ninguém com potencial de vencê-lo, mas ainda não colocaria no patamar dos gênios do esporte: Anderson, Jones, GSP e Aldo.

José Aldo e Anderson Silva são acima da média para Alonso - Wander Roberto/Inovafoto

Planeta Octógono – E os novos talentos que estão chegando, você aponta algum nome que pode se tornar campeão do Ultimate?

Marcelo Alonso – Dos que já estão no evento, acho o Glover Teixeira uma parada duríssima para o Jones, acredito piamente que quando Belfort e Anderson se aposentarem nos próximos anos, o Ronaldo Jacaré consiga o cinturão dos médios.

Demian Maia está bem próximo do title shot nos meio médios. Se continuar melhorando seu jogo em pé poderá surpreender.

Dos que lutam no Brasil e podem dar trabalho, gosto muito do Toninho Fúria e aposto no futuro do Raoni Barcelos, que vem evoluindo muito na Nova União.

Fiquei chateado de não ver o Cassiano Tytschyo entre os escolhidos do TUF. Sem dúvida é um dos melhores que temos no Brasil até 77ks e merecia uma oportunidade.

Não consigo entender o critério deles neste processo de seleção.

Planeta Octógono – Se você puder, mande uma mensagem aos fãs do esporte e aos leitores da Gazeta Esportiva.net…

Marcelo Alonso – Que continuem apoiando e prestigiando o nosso esporte. Com a força desta nova geração quem sabe um dia chegaremos ao patamar de popularidade e investimentos do futebol. Depois de tudo que já passamos, não custa sonhar …

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Bate Papo – Renata Aymoré conversa sobre lutas, curiosidades e revela que já chorou no UFC

Musa do MMA brasileiro faz revelação em bate papo - Arquivo Pessoal

Em uma entrevista exclusiva para ao Planeta Octógono, uma das musas do MMA brasileiro, a jornalista Renata Aymoré, conta curiosidades e um pouco de sua carreira.

Considerada uma das mais respeitadas jornalistas do mundo das lutas, Renata conta como enfrenta o assédio, e também faz revelações.

Em um bate papo com o Planeta, além de revelar seus ídolos no esporte, Renata diz que já se emocionou no Ultimate.

Veja a entrevista completa:

Planeta Octógono – Renata, conte nos como você conheceu e começou a trabalhar no mundo das lutas…
Renata Aymoré – Comecei na cara e na coragem. Me especializei em Jornalismo Esportivo e queria um foco na área. Já gostava de lutas, mas nunca tinha pensado em trabalhar com isso.
Vi que era um bom campo e algo que eu gostaria de fazer. Me propus a escrever pra um site, mesmo de graça, só pela exposição do meu trabalho.
Conheci pessoas do meio e logo soube de um teste pra apresentadora do Canal Combate. Fiz o teste e fui chamada. O resto vocês já sabem. (Risos)
Planeta Octógono – Você é vista como uma musa do esporte, o que você pensa a respeito?
Renata Aymoré – Isso não me incomoda, nem me ilude. Acho fofo, às vezes engraçado, até porque quase sempre estou bem “coberta”, de jeans e camisa pólo, tão diferente dos estereótipos.
É claro que a beleza abre algumas portas, mas também fecha outras. É comum pessoas acharem que você só tá ali porque é bonitinho e tal.
Você precisa se provar em dobro, em triplo, pra mostrar que merece estar onde está.
Planeta Octógono – Continuando sobre este assunto, como você enxerga e se comporta com o assédio masculino?
Renata Aymoré – O assédio é natural e a melhor coisa é saber lidar com ele gentilmente, mas se posicionando.
Alguns são grosseiros e sem noção, mas a maioria esmagador chega com carinho e respeito. Não tem motivo pra empinar o nariz e esnobar pessoas que te elogiam e gostam de você. Gentileza gera gentileza.

Renata faz revela que conta um pouco de sua carreira - Arquivo Pessoal

Planeta Octógono – Você pratica alguma arte marcial?

Renata Aymoré – Não. A que pratiquei mais tempo foi capoeira, mas faz tanto tempo que acho que só sei gingar hoje em dia. Eu gosto mesmo é de ver o couro comer. (Risos)
Planeta Octógono – Qual sua maior recordação ou momento que te marcou no esporte?
Renata Aymoré – UFC Rio 3. Foi extremamente positivo pra trabalhar. Cheguei em casa ainda pilhada e tava reprisando.
Chorei assistindo a luta do Maldonado contra o Glover Teixeira. Aquilo pra mim foi histórico, inesquecível, imensurável. Primeira e única vez que chorei vendo uma luta.
Planeta Octógono – Foi a primeira vez que você fez uma cobertura diretamente de Las Vegas ao vivo, no Canal Combate.
Como você sentiu o clima na Arena, já que nas últimas edições lá, os brasileiros marcaram presença maciça no evento?
Renata Aymoré – Melhor mesmo, só se o Tibau tivesse vencido. Era o UFC 156 e tínhamos cinco brasileiros no card.
A verdade é que eu nem pisei na arena, fiquei numa salinha para onde os lutadores eram levados após os combates. Mesmo assim, não troco essa experiência por nada.
Planeta Octógono – Deu aquele friozinho na barriga, por ser um evento do UFC ao vivo em terras americanas?
Renata Aymoré – Deu um inverno siberiano na barriga! (Risos) Sempre é tenso, todo evento eu passo nervoso.
Nesse, em especial, fiquei bem tensa no início, mas já na primeira entrevista pós-luta, eu estava mais calma que nunca. Acho que eu estava tão feliz que consegui relaxar.
Planeta Octógono – Como é o público americano, no UFC? Em quesito torcida e costumes, são muito parecidos com os brasileiros?
Renata Aymoré – Não muito. O ponto que eu considero contra os americanos é que eles não fazem questão de assistir as lutas do card preliminar.
Brasileiro lota o local desde a primeira entrada de atleta. Pra mim, é certamente a torcida mais insana e apaixonada do mundo.
Mas há uma coisa na torcida americana que eu acho bem legal. Eles torcem pelos lutadores que os encantam, independente da nacionalidade.
Além disso, são educados. Acho muito feio um lutador gringo que vence brasileiro ser vaiado como aconteceu com CB Dollaway em São Paulo.
Planeta Octógono – Você tem algum ou alguns ídolos no esporte?
Renata Aymoré – Sim, vários. Pra não esquecer ninguém, vou falar só do que todo mundo já sabe, o Georges St-Pierre. (Risos)
Ele é absolutamente incrível, adorei ter estado com ele em Montreal e foi uma honra ter acompanhado um treino de Jiu Jitsu dele.
Planeta Octógono – Com a chegada do UFC na televisão aberta, e o crescimento do esporte no país, o que você espera daqui para frente, com relação a popularização do MMA e também com mais oportunidades para quem sonha em ser um futuro atleta profissional?
Renata Aymoré – Espero um futuro brilhante pra esses jovens! Mas tenhamos em mente que a popularização traz muitos “resíduos”. Modismo, críticas completamente infundadas, “especialistas” a cada esquina.
Enfim, todo mundo vai querer tirar uma casquinha, para o bem ou para o mal.
Sinto que o fã mais antigo se sente extremamente incomodado com isso, mas temos que ter em mente essa realidade: isso faz parte de tudo que se torna popular, querendo ou não. O melhor é aprender a conviver e agregar.

Caryna Americano, Renata Aymoré, Viviane Ribeiro e Wanda Grandi, comandam o time de repórteres do Canal Combate - Arquivo Pessoal

Planeta Octógono – Hoje, segundo dados, grande parte do público que acompanha o MMA, para a surpresa de muitos, são formadas por mulheres.

Como você se sente em fazer parte desta nova tendência?
Renata Aymoré – Me sinto ótima! E sempre adoro quando recebo mensagens de mulheres que amam o esporte. Muitas me procuram, pedem pra tirar fotos, dizem que começaram a gostar por causa do namorado/marido e hojem curtem mais que eles. (risos) Fico muito feliz com tudo isso!
Planeta Octógono – Você faz vários tipos de matérias e pautas. E algumas delas com projetos sociais, você acredita que este tipo de ação, o esporte pode de alguma maneira ajudar a combater a violência e ajudar socialmente de alguma forma?
Renata Aymoré – Totalmente! Isso já vem acontecendo muito e é a parte boa que a popularização pode trazer. Mais apoio financeiro, estrutura, divulgação.
Já fiz muitas matérias em projetos sociais e é uma dádiva poder ver aquilo acontecer.
Você sabe que vidas estão sendo salvas naquele momento, você sabe que um futuro brilhante está se abrindo para alguém que parecia nem ter um presente. É demais!
Planeta Octógono – Se puder, mande um recado aos leitores da Gazeta Esportiva.net e  aos fãs do esporte…
Renata Aymoré – É um privilégio estar falando para vocês através da Gazeta Esportiva.net, continuem acompanhando, incentivando o esporte e principalmente, honrando-o com atitudes corretas.
Um grande beijo, foi um prazer!
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Marcelo Guimarães conta as dificuldades de sua carreira e luta contra coreano no UFC: Querem essa luta de qualquer jeito!

Lutador quer dar seu melhor em combate no Japão - Arquivo Pessoal

Em uma entrevista exclusiva para o Planeta Octógono, o lutador do UFC, Marcelo Guimarães, que enfrenta o coreano Hyun Gym Lim, na próxima edição do Ultimate no Japão, conta um pouco mais sobre sua história no MMA.

Além disso, numa conversa bem franca, o lutador revela as dificuldades que enfrentou e os problemas que ainda existem no meio do MMA, além de citar as dificuldades de manter seus treinos em sua terra natal.

O lutador manda um recado contundente para os lutadores, e revela um desejo de chegar longe no MMA com seu próprio esforço.

Marcelo também fala sobre como será seu próximo desafio, lutando no UFC no Japão e acredita que apesar das dificuldades voltará com a vitória para o Brasil.

Planeta Octógono – Marcelo, se puder conte nos um pouco de sua carreira no MMA…
Marcelo Guimarães – Fiz minha primeira luta em 2004, depois fiz a 2 em 2006. dai fiquei 4 anos sem lutar, me dediquei ao Jiu Jitsu e Wrestling.
Em 2010 fiz minha terceira luta, fui roubado e deram empate nesta luta. logo depois, 15 exatos dias fiz minha estreia no Jungle Fight onde foi o tira teima deste combate que deram empate e venci na decisão unânime.
Depois fiz mais 5 lutas no Jungle, venci as 5 e me tornei o campeão ate 84 kg do evento. Isso me abriu a porta do UFC onde fiz a minha estreia dia 11 de julho de 2012 e venci.
Planeta Octógono – Como você conheceu o esporte? Sofreu preconceito quando decidiu se tornar um lutador profissional?
Marcelo Guimarães – Me formei em educação física em 2007. Mas sempre bisquei ser um atleta profissional. Moro no ES e aqui as pessoas tem uma mentalidade bem atrasada em relação ao MMA.
Não consideram isso como um trabalho e perguntam: Você só luta ou trabalha também?
Planeta Octógono – Você é um dos lutadores que se destacou no Jungle Fight, e após isto foi para o UFC. Como você se sente em representar o evento brasileiro no Ultimate, e que importância isto tem para você?
Marcelo Guimarães – Me sinto vitorioso e orgulhoso de mim mesmo. Muitas pessoas me ajudaram a estar aqui, mas só eu sei o quanto eu sofri, o quanto engoli e engulo sapo.
Todos só veem o Marcelo lá lutando, treinando, mas a dor, o sofrimento, os bastidores só eu e minha família mesmo para saber.
Planeta Octógono – Como você se sente em representar o Espírito Santo no UFC, já que você e o Erick Silva, são os maiores representantes do estado no Ultimate?
Marcelo Guimarães – Representar o ES é mole. Difícil é manter os treinamentos no ES. Aqui não tem muitos atletas profissionais. a maioria treina um tempo, para, feriado e fim de semana some, viaja e num nível tão elevado como o UFC é necessário que todos em sua volta sejam profissionais.
O Érick Silva meteu o pé daqui bem antes de entrar no UFC. Eu mantenho meus treinos aqui, torço para que os capixabas busquem o profissionalismo de verdade para que o nível do treino cresça sempre mais.
Planeta Octógono – Você estava escalado para o UFC na China, e acabou se machucando. Como você lidou com a lesão, naquele momento?
Marcelo Guimarães – Não sou um cara perfeito nem o melhor exemplo de vida, mas sempre coloquei Deus em primeiro lugar na minha vida e sei que se aconteceu a lesão foi porque tinha que acontecer.
Então eu busquei forças nele, superei a lesão, e agora estou pronto para dar o meu máximo novamente.
Planeta Octógono – O UFC te colocou para enfrentar o mesmo adversário, o coreano, Hyun Gym Lim, que é conhecido como o Jon Jones da Coréia do Sul. Tem alguma estratégia definida para o combate?
Marcelo Guimarães – Eles querem esta luta de qualquer jeito né? E a querem lá do outro lado do mundo… Então é para lá que eu vou representar a minha pátria, o meu time e a minha família. A minha estratégia é bater o peso, recuperar o peso, me proteger e atacar sempre buscando a vitória.
Planeta Octógono – Como você vê o cenário do MMA, com o crescimento do UFC no Brasil?

Marcelo Guimarães – Cresceu muito, mas como eu disse, aqui no ES caminha a passos curtos. Para você ter uma idéia, se você lança uma linha de roupas de MMA e pede numa bermuda personalizada 70 reais, os caras acham caro.

Preferem comprar uma bermuda de surf para treinar, não dão valor a se equipar, você vê atletas “profissionais” que não tem luva e caneleira, mas gastam com boate todo fim de semana o dobro do preço do material.

Planeta Octógono – Tem planos de lutar numa edição do Ultimate, quem sabe no futuro em seu estado natal?
Marcelo Guimarães – Acho impossível o UFC fazer uma edição aqui, mas ficaria muito feliz de lutar no brasil e não ter que viajar 30 horas como terei de fazer para chegar ao Japão.
Lutar aqui é bom, seus amigos podem ir com mais facilidade, você não se desgasta em voos e a torcida é toda sua.
Planeta Octógono – Que conselhos você daria para aqueles que estão começando no esporte?
Marcelo Guimarães – Se quer ser profissional, aja como tal. Se quer apenas estar no meio pelo status de lutador ou amigo de lutador, não atrapalhe o treino de verdadeiro profissional com conversas e brincadeiras durante as sessões de treino.
Se quer fazer pela atividade física e bem estar, faça, mas procure fazer algo em que você se comprometa de verdade, seja profissional em alguma área pois a vida vai te cobrar lá na frente.
Planeta Octógono – Será a primeira vez que você luta na Ásia. Como você espera lidar com o fuso horário japonês. Você acredita que isso pode atrapalhar sua fase final na preparação para a luta?
Marcelo Guimarães – Atrapalha e muito. tenho muita insônia normalmente. durante a dieta mal durmo. As vezes como e fujo da dieta para conseguir dormir e acabo não dormindo com o peso na consciência de ter escapado da dieta.
E sei que as 11 horas a mais do japão irão me desgastar muito, mas sou brasileiro e não vou desistir nunca! Depois de toda tempestade vem bonança.
Planeta Octógono – Se puder mande um recado para os leitores da Gazeta Esportiva.net e para os fãs de MMA do Planeta Octógono…
Marcelo Guimarães – Obrigado pelos que torcem por mim. Não sou o melhor lutador do mundo, longe de mim, mas quero ser reconhecido como um guerreiro que conquistou muito com os poucos recursos que teve somados com uma enorme vontade e uma imensa necessidade de vencer na vida. Sorte não é uma chance, é um esforço!

Conheça o lutador Marcelo Guimarães:

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Bate Papo Especial – Entrevista com Patrício Pitbull que luta nesta quinta no Bellator 85

Patrício (esquerda) encara Pat Curran pelo cinturão do Bellator - Foto - Divulgação - Irmãos Pitbull

O Planeta Octógono, vem com mais uma entrevista especial.

Entrando no clima da edição 85 do Bellator, um dos maiores eventos do mundo no MMA, trazemos um bate papo com o lutador Patrício “Pitbull” Freire.

O lutador que encara o americano Pat Curran, pelo cinturão peso pena do evento, mostra sua confiança para o combate que acontece nesta quinta nos Estados Unidos.

Analisando seus erros, e aprendizado com a derrota para Joe Warren, o lutador admite ter aprendido e está mais maduro e preparado para ser campeão do evento.

Leia na íntegra a entrevista completa:

Planeta Octógono – Conte nos como você conheceu as artes marciais, e migrou para o MMA…

Patrício Pitbull – Basicamente como todo mundo que entrou no esporte, fui atraído por Royce Gracie vendo as lutas dele no UFC. Mas entrei no Jiu Jitsu porque brigava muito com meu irmão e meu pai achou que nos colocando para fazer uma ate marcial nós gastaríamos mais energia e pararíamos de brigar em casa. O interesse no MMA só foi crescendo e comecei a praticar também kickboxing. Daí pra frente foi só questão de me preparar e aos 16 anos fiz a estréia. Meu pai teve que assinar uma autorização para a Vara da Infância e da Juventude me deixando lutar.

Planeta Octógono - Você também tem um irmão, o Patrick, que também é lutador profissional.

Conte nos como funciona esta parceria, e como isso atinge o lado pessoal entre vocês dois…

Patrício Pitbull - Apesar de nem sempre estarmos juntos mais, pois ele vive no Rio agora, nós estamos em constante contato e nos ajudamos muito, mesmo que apenas conversando. Quando estamos no mesmo local nós treinamos, mas nem tanto porque acaba saindo faísca (riscos). Nós dois somos muito competitivos, às vezes a gente pensa que o outro deu um soco mais forte de propósito e acabamos nos empolgando, então os treinadores evitam nos colocar pra fazer sparring.

Planeta Octógono - Após um grande começo, veio a derrota para Joe Warren na edição 23, o que isto pode ter ajudado como fator positivo em sua carreira?
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Patrício Pitbull - Eu achava que era invencível. Não por arrogância ou coisa assim, mas eu nunca me via perdendo. Aquela derrota, apesar de contestável, me fez ver que não existe isso de pessoa imbatível e me motivou mais a fazer tudo da forma mais correta possível, estar buscando ainda mais me aprimorar e respeitando os limites do meu corpo.

Planeta Octógono - Você enfrenta mais uma luta dura no Bellator, contra o Pat Curran, Tem uma estratégia definida para o combate?

Patrício Pitbull - Claro, eu e minha equipe estudamos o jogo dele há um longo tempo já. Sabemos no que ele é forte, no que ele é fraco e o que fazer e o que deixar de fazer. É um adversário muito perigoso, não se pode cometer vacilos diante dele. Fizemos um plano para a luta e agora é chegar na hora e fazer.

Planeta Octógono - O Bellator está dando indícios que pode realizar edições no Brasil, como você se sentiria lutando no seu país, por um evento tão grande?

Patrício Pitbull - Seria excelente, espero muito que venha e que eu tenha a oportunidade de fazer parte do card. Há muitos lutadores brasileiros no Bellator, muitos muito bons, inclusive já tem campeão no Bellator que é brasileiro, o Dudu Dantas. Eu vou ter a chance de realizar um sonho e depois do dia 17 o Brasil pode ter dois campeões mundiais no Bellator, então nada mais natural que o evento venha para cá. Bjorn disse que estão planejando, então não vejo a hora disso acontecer.

Planeta Octógono - Mande uma mensagem para os fãs da Gazeta Esportiva.net…

Patrício Pitbull - Obrigado pela oportunidade. Conto com a torcida de todos vocês e vou dar o meu máximo para agarrar essa oportunidade com unhas e dentes.

Conheça o lutador Patrício Pitbull:

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Bate Papo Especial no Planeta Octógono – Entrevista Exclusiva com o Músico e Rapper Gospel, Pregador Luo

Com inovações, Pregador Luo é muito conhecido no mundo das lutas - Foto - Divulgação Pregador Luo/7 Taças

Nesta edição especial do Bate Papo, uma grande e especial entrevista, com uma das maiores referências músicais da música gospel e do hip hop brasileiro.

Luciano dos Santos Souza, ou mais conhecido como Pregador Luo, é paulistano e um dos maiores nomes da música gospel evangélica do Brasil.

Porém, Luo não é conhecido apenas por seu trabalho nas igrejas somente.

Inovando, e após compor e gravar músicas inspiradas em grandes nomes das artes marciais e do MMA, o músico ganhou notoriedade também na comunidade das lutas no Brasil.

Respeitado e admirado por todas as grandes estrelas do MMA, com suas músicas, motivando lutadores como Vitor Belfort, Wanderlei Silva, Lyoto Machida, Pedro Rizzo e muitos outros, Luo contou um pouco mais para o Planeta Octógono, como isso tudo aconteceu, além de falar sobre vários assuntos ligados ao esporte.

Veja uma das músicas que Luo, fez para o lutador de MMA, Vitor Belfort:

O músico acompanha os eventos de MMA e adora o Jiu Jitsu - Foto - Divulgação Pregador Luo/7 Taças

Veja a entrevista na íntegra:

Planeta Octógono - Conte para nós, como conheceu o MMA…

Pregador Luo - Foi por volta de 1994 ou 95. Comecei vendo em fitas VHS. Em 2000, passei a treinar jiu-jitsu e posteriormente a frequentar alguns campeonatos de MMA, chegando inclusive a treinar. Sempre amei artes marciais desde criança, pratiquei judô durante uns 4 anos na pré-adolescência. Na infância era fã de desenhos como Savamu e Judoca. Via também os filmes do Bruce Lee, isso foi decisivo pra que eu escolhesse o MMA como esporte favorito.

Planeta Octógono - Você fez um álbum de músicas para lutadores, como surgiu a idéia?

Pregador Luo - A primeira música que fiz com essa temática de lutas foi “Apaga, mas não bate” em 2003. Depois o Vitor Belfort me pediu para compor algo pra ele entrar em suas lutas no UFC. O som ficou tão legal que ele e o Joinha, que era seu empresário na época, mostraram pra outros lutadores, que começaram a me ligar pedindo para compor pra eles também. Eu achei um desafio interessante e em pouco tempo, já tinha composto para os grandes nomes do MMA brasileiro. E assim surgiu o “Música de Guerra – 1ª Missão”, o primeiro CD dedicado ao MMA e aos grandes ícones, praticantes e admiradores desse esporte nascido no Brasil.

Planeta Octógono - Quais são seus ídolos no esporte?

Pregador Luo - Admiro muita gente, alguns mais pelo caráter, outros pela raça ou técnica. Tem também aqueles caras que fizeram a história nessa modalidade e que são inesquecíveis! Da velha guarda, destaco: Royce e Rickson Gracie, Frank Shamrock, Don Frye, Gary Goodridge, Marco Ruas, Carlos Newton, Sakuraba, Minoa, Pedro Rizzo, Tito Ortiz, etc. Dessa galera mais recente, gosto do Jon Jones, José Aldo, George Saint Pierre entre outros. Mas tem aqueles caras que estão aí atravessando a barreira do tempo, como o próprio Vitor, Wanderlei Silva, Anderson Silva além de outros caras que são fenômenos. É muita gente, não dá pra citar todos.

Luo fez um álbum chamado "Música de Guerra", com homenagens aos lutadores de MMA - Foto - Divulgação - Pregador Luo/ 7 Taças

Planeta Octógono - Como o MMA pode junto com a música, ser um instrumento de inclusão social?

Pregador Luo - Ambos oferecem crescimento e desenvolvimento intelectual e artístico. Essas duas qualidades são fatores de sucesso pra qualquer um que as desenvolve e consegue lapida-las. Existem muitos talentos desperdiçados, por preguiça ou falta de oportunidades. Quem consegue evoluir em ambas as áreas, pode se tornar um lutador ou musico bem sucedido e remunerado nos seus respectivos mercados. Como em qualquer outra área profissional, é preciso esforço e superação diária das dificuldades.

Creio que os país deveriam detectar logo cedo essas características em seus filhos e apoia-los ao máximo, fornecendo todos os recursos que puderem. Muitos de nossos campeões ou artistas vieram de famílias conturbadas e de baixa renda, mas nem isso os impediu de alcançar sucesso. Muitos desses campeões usam seus recursos e prestigio para ajudar outros jovens a alcançarem uma condição social digna.

Planeta Octógono - Você tem a pretensão de fazer um novo CD com musicas em homenagem aos lutadores da nova geração, como Erick Silva, Charles do Bronx, Renan Barão, José Aldo, Cigano, etc.?

Pregador Luo - Antes de mais nada, tenho que dizer que esse atletas merecem homenagens, sejam compostas por mim, ou por outros artistas. Mas por hora, não tenho essa pretensão. Pode ser que aja um “Musica de Guerra – 2ª Missão”. Se houver, dessa vez será dedicado ao futebol.

Planeta Octógono - O que você acha desta aproximação do futebol com o MMA?

Pregador Luo - É interessante em vários aspectos, ela só vai fortalecer o mercado para ambos os esportes. Ver os times de futebol apoiando os lutadores e abrindo academias em seus CT´s é algo que vai aprimorar e engrandecer o esporte. Além disso, ajuda na questão da inclusão social também, pois acredito que em breve haverão peneiras e seleções nessas novas academias para ajudar a escolher os futuros craques do MMA.

Essa união ainda vai nos surpreender positivamente. Deixo aqui uma alerta pros fãs de MMA: Não entrem na pilha de alguns torcedores idiotas e encrenqueiros, não deixem de torcer por um lutador só porque ele está sendo patrocinado por um time que não é o que você torce. Exerça a maturidade e o equilíbrio emocional que as artes marciais nos ensinam.

Planeta Octógono - Quais são seus futuros planos? E como andam seus projetos?

Pregador Luo - Lancei a cerca de um mês meu novo CD chamado “#UI – Único-Incomparável”. É um álbum dividido em 2 volumes e contém somente faixas inéditas. Ainda em 2013 pretendo gravar o DVD com as canções do UI.

Album feito pelo músico, que o tornou conhecido no mundo das lutas - Foto - Divulgação 7 Taças

Planeta Octógono - Já teve desejo de competir em algum torneio, seja de jiu jitsu ou até mesmo de MMA?

Pregador Luo - Sim, já tive. Quando estava treinando com mais afinco em 2006, quase cheguei a fazer uma luta de MMA.  Estou sem treinar já fazem uns 5 anos, mas até hoje tem horas que dá vontade de pegar firme e meter a cara. Nunca é tarde pra tentar e realizar.

Planeta Octógono - Você é uma referência da música gospel e algumas igrejas hoje são locais usados para realização de pequenos eventos de MMA. Como você enxerga essa iniciativa?

Pregador Luo - Eu dou o maior apoio e fico feliz de ver as igrejas apoiando também. Porém, alguma coisa me incomoda por dentro nessas situações. Não vejo problemas nenhum em se fazer um evento de MMA em algum espaço nas dependências da igreja. Só que não me sinto bem quando isso ocorre no mesmo espaço físico onde acontecem os cultos.

Por mais que eu seja um cara desencanado, eu sinto uma certa resistência interna da minha parte a isso. Não quero que ninguém tome isso como regra, é só uma coisa particular que acontece comigo. No restante, fico feliz de ver o avanço da religião e de seus lideres a respeito de assuntos que antes eram tabu.

Planeta Octógono - Como foi gravar um clipe junto com o lutador Gesias Cavalcante, ele leva jeito para filmar?

Pregador Luo - Gesias é um amigo pessoal, ele participou do vídeo clipe “Subindo a Montanha”. Foi uma ótima experiência, ele foi muito prestativo e valorizou o clipe com sua presença. O fato de usarmos um lutador de verdade e não um ator para fazer esse papel surtiu um bom resultado. Além disso, ele é um lutador renomado e reconhecido, deu mais realismo a história. Ele leva jeito pra coisa.

Planeta Octógono - Muito obrigado pela entrevista, deixe seu recado aos fãs de lutas e leitores da Gazeta Esportiva.net.

Pregador Luo - Obrigado pelo espaço aqui na Gazeta Esportiva, que Deus abençoe a todos e que possamos continuar presenciando e incentivando o MMA no Brasil e no mundo. Pratiquem esportes e incentivem a todos a praticarem também. Paz!

Veja o clipe da música “Subindo a Montanha” com a presença do lutador de MMA, Gesias Cavalcante:

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Ouça um podcast de MMA especial: UFC 155 – DREAM 18 – GLORY 4 Tokyo

Planeta Octógono analisa combates deste fim de ano - Foto - Divulgação DREAM/GLORY

As vésperas do último UFC do ano, e do esperado super evento feito pelo DREAM com aliança com o GLORY, o Planeta traz um programa especial.

Analisamos os 3 grandes eventos que acontecem no dia 29 de dezembro, o UFC 155.

E no dia 31 de dezembro com o GP de Pesados do GLORY com a edição do DREAM 18.

Para isso, contamos com a ajuda de dois convidados especiais.

Lucas Lutkus é jornalista de MMA e também escreve para a publicação MSN.

Já Murilo dos Santos é parente do lutador do UFC, Thiago Bodão e representa o site Imperio MMA, que é parceiro deste podcast.

Imperdível!

Baixe e Ouça o programa clicando neste link!

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Bate Papo – Musa do Octógono, a gaúcha Thays Leão

Modelo conta um pouco sobre carreira em conversa - Foto - Arquivo Pessoal

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Modelo arranca suspiros de público masculino - Foto - Arquivo Pessoal

Thays marcando presença no evento gaúcho, Golden Fighters - Foto - Arquivo Pessoal

O Bate Papo do Planeta Octógono está de volta!

E desta vez, muito bem acompanhado por sinal.

Trazemos uma conversa feita com a gaúcha, Thays Leão.

A morena, que é considerada uma das maiores ring girls do sul do país,  é muito mais do que os homens imaginam.

A modelo simplesmente é trilíngue (fala português, inglês e espanhol) e é formada em publicidade e técnico em secretariado com especialização em espanhol pela UFRGS (Universidade federal do Rio Grande do Sul).

Numa conversa franca, a modelo não fez corpo mole, e contou um pouco sobre si e sua carreira.

Thays foi recentemente eleita como Musa do Sport Club Internacional, clube de coração da modelo.

Imperdível!

Conheça a musa do Octógono, Thays Leão:

Bate Papo – Com lutador do evento Mestre do Combate, Elton Monstro

Lutador conta como está sua preparação para estréia - Foto - Arquivo pessoal


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Se preparando para estrear no evento de Rickson Gracie, Mestre do Combate, o lutador, Elton Monstro, que irá enfrentar Vitor Miranda, no dia 22 de novembro no Rio, conta um pouco sobre sua preparação para o combate.

O lutador além de contar sua expectativa para o combate, relata sua sensação de participar de um grande evento com nomes conhecidos do MMA.

Planeta Octógono - O que achou das regras diferenciadas do evento?
Élton Monstro - Acho interessante, no sul do Brasil alguns eventos existem a pesagem no mesmo dia, quanto a isso tranquilo, pena ter pouco tempo para me preparar, estou substituindo um atleta que se lesionou, meu empresario me ligou, perguntou o que eu achava e respondi que sim, to dentro.
Planeta Octógono - Como será lutar nessas regras?
Elton Monstro  - Então, como eu disse, é uma oportunidade que estou tendo, eu vou com tudo, não estou muito preocupado com a regra será aplicada, sei que meu adversário é um striker, vamos ver o que vai dar!
Planeta Octógono - Qual a expectativa de lutar em um evento com Rickson Gracie e Big John McCarthy?
Elton Monstro - A melhor possível, são 2 lendas que fazem parte da história do esporte, isso deixa qualquer atleta confiante.
Eu acho que será uma luta bem movimentada, dois caras que gostam de trocar, sobre meu adversário eu não gosto de falar muito, ele vai me conhecer no dia 22.
Conheça o lutador Elton Monstro: