Duda Yankovich perde mais uma vez

Sem conhecer uma vitória há três temporadas, a sérvia radicada no Brasil Duda “Camaleoa” Yankovich, 34, foi derrotada com certa facilidade pela francesa Anne Sophie Mathis, 33. O embate ocorreu na noite de ontem no Espace Roger Boisrame, Pontault Combault, Seine-et-Marne, na França, e valeu o cetro Europeu OMB da categoria meio-médio (66,6k) que estava vago.

Yankovich (11-3-0, 5 KOs) acumulou o terceiro revés consecutivo em igual número de apresentações fora do país. Ex-campeã mundial Wiba superleve (62,5k), a boxeadora foi dominada por Mathis (23-1-0, 20 KOs), de maior estatura – 1,80m x 1,68m – por meio de jabs e diretos que a atingiram com muita frequência.

A equipe de Duda Yankovich avalia a possibilidade de a atleta migrar definitivamente para as artes mistas (MMA) já que vem treinando outras modalidades como jiu-jitsu, muay thai e mesmo wrestling. Antes de fixar residência em solo brasileiro, “Camaleoa” Yankovich informou que praticava caratê e kickboxing em seu país natal.

Rocky Marciano anunciava retiro há 55 anos

Único peso pesado da história a terminar a carreira invicto, o americano Rocky Marciano anunciava, há exatos 55 anos, sua aposentadoria dos ringues. À época tinha apenas 32 anos e chegou a declarar que “nenhum homem pode dizer o que fará no futuro, mas, afora a pobreza, o ringue viu o último de mim. Estou estabilizado financeiramente”.

Três temporadas depois, o atleta deu sinais de que poderia retornar, porém, um mês de treinos o fizeram desistir definitivamente. “Quero passar mais tempo com a família”, declarou Marciano (49-0-0, 43 KOs), que foi casado com Bárbara por 19 anos com a qual teve dois filhos, Rocco Kevin y Mary Anne.

Durante seu retiro, Marciano ganhou dinheiro participando de exibições, incluindo uma no Brasil, em 1956, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Mesmo sem jamais ter lutado profissionalmente outra vez, Rocky Marciano fez parte de um projeto de hipotético combate contra Muhammad Ali, realizado por computador.

13º round

Ainda assim, o boxeador fez dieta para perder 23 quilos, comprou uma peruca e subiu ao ringue juntamente com Ali. Um pugilista lançou golpes contra o outro e tudo foi devidamente avaliado pela tecnologia. Uma equipe mediu as variáveis dos socos e dos movimentos dos dois atletas e determinou: caso tivessem se enfrentado na realidade, Marciano ganharia por nocaute no 13º round.

Marciano, contudo, não pôde ver o trabalho finalizado. Em 31 de agosto de 1969, exatamente três semanas da conclusão de sua presença diante dos computadores, embarcou em avião particular com destino a Des Moines, estado de Iowa (EUA), com a intenção de fazer mais uma de suas apresentações, agora para o filho de um amigo.

Somada a falta de experiência do piloto com o mal tempo, a aeronave caiu em um campo na cidade de Maiz (Iowa), matando os três passageiros. Rocky Marciano ou Rocco Francis Marchegiano morreu um dia antes de completar 46 anos. De carreira medíocre no amadorismo – em que registra oito vitórias e quatro derrotas -, Marciano se transformou em um dos maiores nomes da história do boxe.

Justiça argentina quer acelerar julgamento de Barrios

A Justiça argentina acelera os procedimentos para agendar até o fim da temporada o julgamento do ex-campeão mundial Jorge “La Hiena” Barrios, acusado de homicídio. Em janeiro do ano passado, o boxeador foi responsável por acidente automobilístico que matou a jovem grávida Yamila Gonzalez, 20, e seu feto de apenas seis meses.

Barrios dirigia seu carro em alta velocidade e atingiu a traseira de outro veículo parado em semáforo e, com a batida, deslocou-se e atropelou alguns pedestres, incluindo Gonzalez. Para agravar sua siatuação, “La Hiena” não prestou socorro e fugiu do local do acidente. O processo está em tribunal de Mar del Plata.

Argentino imita Tyson, morde orelha e é desclassificado

Em atitude deplorável para o esporte, o argentino Alejandro Daniel Gomez, 33, mordeu a orelha esquerda do compatriota Vicente Rodriguez, 26, em imagem que lembrou a mesma ação do pesado Mike Tyson contra Evander Holyfield, em 1997. A agressão de Daniel Gomez resultou em desclassificação no sexto round, no embate desenvolvido ontem à noite no Club Vecinal de Munro, província de Buenos Aires (Argentina).

Integrante dos Top 10 CMB e OMB, Rodriguez (33-2-1, 19 KOs) dominava por completo o rival, porém, em confronto sem muitas atrações ou mesmo provocações entre os atletas. Por essa razão foi estranha a agressão de Daniel Gomez (11-21-4, 3 KOs) que já foi informado que será punido pela federação de seu país.

Quando paralisou o combate, o árbitro Rodolfo Stella ainda recorreu à repetição da tevê para não ter dúvidas sobre a infração do boxeador portenho. Para desespero de Vicente Rodriguez a mordida lhe causou corte, sangramento e a necessidade de atendimento médico para cirurgia corretiva, graças à ação intempestiva de Daniel Gomez.

Preliminar – Pela categoria cruzador (90,7k) o também portenho Martin Islas (12-24-0, 4 KOs) aproveitou-se da fragilidade do compatriota Carlos Ojeda Roldán (23-12-0, 14 KOs) para lhe impor nocaute técnico no segundo round. De suas últimas dez derrotas em quase sete anos, Roldán só conseguiu terminar em pé o confronto contra o brasileiro Raphael Zumbano, em disputa do cetro latino OMB peso pesado, realizado no mês passado.

Sem trilogia com Pacquiao, Marquez olha para Judah

Sem esconder de ninguém que sonha todos os dias em completar a trilogia com o filipino Manny Pacquiao, o mexicano Juan Manuel Marquez, 37, acredita que se, não conseguir concretizar seu desejo, o caminho mais natural seria buscar o cinturão FIB superleve (63,5k), hoje nas mãos do americano Zab Juda. Isso lhe daria a chance de abocanhar o quarto título mundial em mesmo número de categorias.

A trilha indicada por Marquez (52-5-1, 38 KOs) não parece simples. Para se deparar com o inimigo Pacquiao, o azteca espera um acordo para peso pactado em torno de 64,8 quilos, sendo que o astro asiático é dono do cetro OMB meio-médio (66,6k). “Se Pacquiao não quiser lutar comigo tenho outros objetivos”, afirma Marquez.

“Vários de nós (mexicanos) temos três cinturões em três divisões diferentes e nenhum conseguiu uma quarta coroa”, lembra Marquez. Ele garante que se não conseguir acordo com Manny Pacquiao estabeleceria como meta primordial o embate com Judah “para fazer história no esporte”.

Britânico Smith dedica combate à irmã com autismo

Mais que uma vitória em seu próximo combate, o britânico Stephen Smith, 25, deseja ampliar ainda mais a conscientização do público para uma doença que atinge sua irmã menor, Hollie, 10. “Ela é uma menina linda e eu dedico todas as minhas lutas a ela”, declara o atleta sempre utiliza a inscrição “autismo” em seu calção. Smith briga pelo cinturão do Reino Unido pena (57,1k) diante do compatriota e campeão John Simpson, 27, no dia 27, no Olympia, da cidade de Liverpool, em Merseyside.

A pequena Hollie sofre do grau mais severo do autismo, e Smith (11-0-0, 6 KOs) diz que muitas pessoas lhe perguntam sobre a doença, depois de suas apresentações pela tevê. “Quanto mais os torcedores perguntam sobre a enfermidade, significa que estamos conseguindo nosso objetivo para seu esclarecimento, aponta Smith.

No ringue, porém, ele abre a possibilidade de revanche frente a Simpson (22-7-0, 9 KOs) a quem venceu em setembro do ano passado, por decisão dividida das papeletas. Justificando o triunfo na pontuação, Smith revela que teve fratura na mão logo no início do combate. “Agora, espero acabar com a luta de outra forma e mais rápido”.

Haye conta com ajuda de ex-técnico de Muhammad Ali

Aberto a todas as informações que possam contribuir com sua estratégia de luta contra o ucraniano Wladimir Klitschko, o britânico David Haye, 30, pôde ouvir conselhos de um dos mais renomados treinadores de todos os tempos. Enquanto se prepara na famosa Miami Fifht Street Gym (Flórida, EUA), Haye recebeu orientações de Angelo Dundee, 89, ex-técnico, entre outros, do lendário Muhammad Ali e de Sugar Ray Leonard.

“Ele (Dundee) ainda sabe das coisas”, derrete-se Haye (25-1-0, 23 KOs), confirmando que o treinador veterano lhe forneceu alguns dados sobre como superar um rival de maior estatura e peso – Haye tem 1,91m x 2,02m de Wlad Klitschko. “Eu já tinha um plano de luta, mas Dundee o melhorou ainda mais”.

Haye insiste que uma de suas armas será a velocidade para obrigar o oponente a partir para o combate e não ficar em sua metódica estratégia de utilizar jabs, em confronto normalmente muito lento. “Eu o forçarei a trocar golpes e a se expor mais que na maioria de suas apresentações”, destaca Haye.

McCline aposta em David Haye contra Wlad Klitschko

Mesmo sem nunca ter sido campeão mundial, apesar de três chances, o hoje já aposentado peso pesado americano Jameel McCline estima que o britânico David Haye tem boas chances de suplantar o ucraniano Wladimir Klitschko no embate que marcará a unificação dos títulos da categoria. Por enquanto, as datas previstas são 25 de junho ou 2 de julho, na Alemanha.

McCline (39-10-3, 23 KOs) lutou com o próprio Wlad Klitschko, na primeira das três oportunidades de brigar por cetros mundialistas. Em 2002, o americano desistiu da disputa ao fim do décimo round e, em seu entender, Haye (campeão AMB) deve desgastar o oponente da Ucrânia se quiser ter maior facilidade em aplicar seus golpes.

“Se percebermos, (Wlad) Klitschko não gasta muita energia durante suas lutas por culpa dos rivais”, avalia McCline, apontando para a estratégia do atual dono dos cintos OMB e FIB que costuma se apresentar à sua maneira, utilizando sua estatura para impedir melhor desenvolvimento dos adversários.

Para McCline, porém, Haye deve se configurar no rival mais difícil para o boxeador da Ucrânia. “David Haye deve encontrar um modo de usar sua velocidade, força e confiança para que Wladimir Klitschko se desgaste o máximo possível para sabermos o que pode ocorrer nos últimos roundes”. Jameel McCline presenciou os treinos do britânico em Miami (Flórida, EUA), e disse que o atleta parece pronto para ganhar de Wlad Klitschko.

Debate sobre Tyson e os Klitschko acaba em assassinato

Uma intensa discussão entre amigos sobre as qualidades do americano Mike Tyson e os irmãos ucranianos Vitali e Wladimir Klitschko terminou em assassinato na Rússia. Um professor universitário esfaqueou um de seus colegas até a morte por ter discordado das opiniões de quem mereceria ser considerado o melhor peso pesado.

Segundo a polícia, o professor na cidade siberiana de Tyumen, Nikolai Makeyev estava em companhia de mais dois homens em seu apartamento quando o tema sobre os boxeadores foi abordado. Em meio a bebidas, Makeyev opinou que em hipotético confronto, Tyson seria o vencedor. Entretanto, um de seus convidados o acusou de falta de patriotismo.

Entre gritos e outras agressões verbais, o anfitrião Makeyev não gostou de ser repreendido e atacou a vítima com faca, atingindo-o diversas vezes nas costas. Outro convidado conseguiu fugir em direção ao seu próprio apartamento e também apresentava ferimentos à faca. Contudo, avisou à mulher que imediatamente pediu a presença da polícia.

Caso Rocchigianni: CMB corre risco de perder nome!

Seria um grande choque para o esporte, contudo, o Conselho Mundial de Boxe (CMB) vive momentos cruciais em sua história. Dentro de mais alguns dias será conhecida a decisão da Corte de New York, nos Estados Unidos, sobre o processo milionário ganho pelo alemão Graciano “Rocky” Rocchigiani em 1998. “Estamos a uma semana de perder ou ganhar o processo. Tratamos de conseguir o dinheiro para pagar. Estes têm sido anos muito difíceis para nós”, manifesta o organismo.

Inicialmente, um juiz de New York condenou o Conselho Mundial de Boxe a indenizar Rocchigiani em US$ 31 milhões (R$ 49,6 milhões em valores atuais) e, naquele instante, a entidade se autodeclarou “quebrada” e esteve muito perto de desaparecer. Uma das alternativas estudadas à época pelos membros da entidade era a de criar um novo nome, mas que mantivesse as siglas CMB.

Quando praticamente estava a ponto de fechar suas portas, o CMB conseguiu fechar um acordo de última hora com o boxeador germânico, em 2003. Pela proposta, o organismo paga a cada início de ano a soma de US$ 330 mil (R$ 528 mil) a Graciano Rocchigiani, e que deve levar mais algumas temporadas para se completar. “Nós nos levantamos do chão a poucos segundos antes de sermos pulverizados”, disse à época o presidente José Sulaimán.