Lewis vê “dura missão” de Haye contra Wlad Klitschko

Um dos grandes campeões mundiais dos pesados das últimas décadas, o britânico Lennox Lewis avalia que o compatriota David Haye terá uma “dura missão” no combate contra o ucraniano Wladimir Klitschko, marcado para sábado no Imtech-Arena de Hamburgo (Alemanha). Na opinião de Lewis, o lutador da Ucrânia deve desfrutar de sua maior estatura e vantagem no peso.

Outro aspecto levantado por Lennox Lewis é o fato de Wlad Klitschko contar com os conhecimentos e experiência indiscutíveis de Emanuel Steward, seu antigo treinador, além de lutar em solo germânico, “segunda casa” do ucraniano. Tantos sinais desfavoráveis, porém, não significam vitória do dono dos cintos OMB e FIB, segundo o ex-campeão.

“(David) Haye é capaz de anular os pontos fortes de (Wlad) Klitschko por conta de sua velocidade e poder nas mãos”, sintetiza Lewis. O agora comentarista de TV lembra que o ucraniano foi atingido três vezes no queixo e perdeu os combates. “Estou consciente que Haye sabe disso e tentará expor essa fragilidade do rival”.

“Lino” Barros comemora aniversário e alimenta mundial

Único brasileiro a ostentar classificação em dois rankings dos principais organismos, Laudelino “Lino” Barros completa hoje 35 anos. Pela falta de maior apoio ao esporte no país, o atleta está sem subir ao ringue desde dezembro do ano passado, mas nada parece ser obstáculo. “Ainda disputarei o título mundial”, declara Barros, dono do cetro latino OMB cruzador (90,7k).

Nos próximos dias é possível que Laudelino Barros (34-2-0, 30 KOs) receba a confirmação de defender o cinturão em julho diante de um adversário dos Estados Unidos. “Faltam alguns pequenos detalhes, porém estou com muita esperança”, diz o brasileiro, planejando ainda mais um combate para se colocar em linha direta para desafiar um dos campeões pelas entidades onde está classificado – #6 OMB e #9 AMB.

“Reconheço que sou chamado de veterano pela minha idade. Contudo, nunca fui castigado e não apresento nenhum problema decorrente do boxe”, explica Barros. De início tardio no esporte (começou com 20 anos), obteve sucesso rápido já que quatro temporadas depois representou o país nas Olimpíadas de Sydney/2000, perdendo na primeira rodada para o australiano Danny Green.

Apostando na intensa preparação física, Laudelino Barros voltou a trabalhar com o antigo treinador, Francisco “Paco” Garcia, cubano radicado há mais de uma década no Brasil, de quem havia se afastado em 2004. “Tive várias experiências com profissionais renomados como Jeff Mayweather e Angelo Lopez. Agora, quero Garcia até o término de minha carreira”, sustenta Barros, acreditando em longevidade aliada à boa performance semelhante a outros atletas como Vitali Klitschko, Bernad Hopkins…

(*) Diferente do registrado no site de consulta Boxrec, Laudelino Barros soma 34 triunfos, faltando a vitória por nocaute sobre o colombiano Orlando Torres, obtida em 25 de setembro do ano passado.

Cotto fatura de US$ 5-7 mi por revanche com Margarito

Com sede de vingança e com desejo de melhor faturamento, o porto-riquenho Miguel Cotto, 30, receberá entre US$ 5-7 milhões (R$ 8-11,2 milhões), sem contar pay-per-view, para fazer a revanche com seu primeiro algoz, o mexicano Antonio Margarito, 33. O confronto está acertado para 3 de dezembro nos Estados Unidos – em Las Vegas ou New York – e Cotto expõe o cinto supercampeão AMB supermeio-médio (69,8k).

Cotto (36-2-0, 29 KOs) perdeu a invencibilidade por meio de nocaute técnico no penúltimo round para o mexicano em 2008 e nunca escondeu a vontade de apagar a imagem dessa derrota. Margarito (38-7-0, 27 KOs) ainda depende de liberação total dos médicos de sua lesão no olho direito proveniente do massacre para Manny Pacquiao no ano passado, e tem bolsa estimada em US$ 2 milhões (R$ 3,2 milhões).

Em caso de triunfo, Miguel Cotto planeja subir de divisão e sonha em embate com o também mexicano Julio Cesar Chavez Jr., atual dono do cinturão CMB médio (72,5k). Os dois atletas são promovidos pela Top Rank e, para o porto-riquenho, seria a tentativa de se consagrar como o primeiro atleta de seu país a ostentar quatro títulos em diferentes categorias.

Mayweather desmente acusações e quer Pacquiao

ReproduçãoCom expressões revelando algum cansaço, os americanos Floyd Mayweather, 34, e Victor Ortiz, 24, realizaram o primeiro encontro promocional hoje em New York (EUA) para o embate que sustentarão em 17 de setembro. Sem fugir a nenhuma questão, Mayweather garante que jamais fez acusação direta a Manny Pacquiao sobre uso de substâncias proibidas e deixa em aberto a possibilidade de enfrentar o filipino.

“Nunca me esquivei de nenhum rival e também quero o que os torcedores querem”, declara Mayweather (41-0-0, 25 KOs) sobre a hipótese real de lutar com o astro asiático. O atleta, porém, insiste na necessidade de realização de exames aleatórios de sangue e urina, não por desconfiança de Pacquiao, mas sim por tudo o que vem ocorrendo no esporte nos últimos anos.

Segundo Floyd Mayweather muitos esportistas trapaceiam, mas ele desmente que tenha citado nominalmente o rival Manny Pacquiao. “Eu apenas disse que tanto eu quanto qualquer adversário que eu enfrente devemos nos submeter aos testes”, explica a estrela americana.

“Ortiz é durão”

O boxeador, sempre envolvido em polêmicas e processos judiciais, também pediu para as pessoas entenderem sua má relação com o promotor Bob Arum, presidente da Top Rank, com quem já trabalhou no passado. “Ele (Arum) vive dizendo que eu evito me deparar com vários lutadores. Curiosamente, todos esses oponentes são de sua empresa”.

Antes de pensar e negociar seriamente um confronto com o filipino, Floyd Mayweather garante que sua atenção está voltada a Victor Ortiz (29-2-2, 22 KOs), dono do cinturão CMB meio-médio (66,6k). “Ele (Ortiz) é durão e ganhou o direito de estar aqui. Não quero saber se ele perdeu antes, pois hoje ele é campeão mundial”.

Mike Tyson “engana” amigos e se casa em Las Vegas

Os convidados acreditavam estar no local para comemorar uma festa de aniversário, contudo, o lendário peso pesado Mike Tyson preparou uma grande surpresa e se casou pela segunda vez com a mulher Lakiha Spicer, em menos de dois anos.  Em 2009, os dois haviam se casado de modo secreto em pequena capela de Las Vegas (Nevada, EUA), duas semanas após a morte de uma filha de Tyson de quatro anos.

Tyson e Lakiha conseguiram “enganar” as centenas de amigos. Durante a festa os dois sumiram sem que a maioria percebesse e, como em um passe de mágica, saíram detrás de uma sólida cortina em trajes de casamento. Com os convidados atônitos foi realizada a cerimônia em culto muçulmano. Mike Tyson completa 45 anos dentro de três dias.

Tensão: Haye se recusa a dar a mão a Wlad Klitschko

Não foi nada amistoso o encontro dos combatentes para a unificação dos títulos dos pesos pesados. O britânico David Haye se recusou a apertar a mão do ucraniano Wladimir Klitschko na conferência de imprensa realizada hoje em Hamburgo, na Alemanha, mesma cidade do confronto de sábado. O clima chegou a ficar tenso a ponto de as equipes serem obrigadas a separar os lutadores.

“Eu respeito você como boxeador e não como pessoa. Eu lhe baterei no ringue para trazê-lo à realidade”, declara Wlad Klitschko (55-3-0, 49 KOs). O ucraniano também aproveitou para provocar o oponente ao pintar na mão esquerda o número 50 – referindo-se à sua intenção de transformar o britânico em sua 50ª vítima por nocaute.

Sempre com uma resposta pronta, Haye (25-1-0, 3 KOs) disse que não vê o momento de se confrontar com o rival. “Será divertido ver esse robô começar a ter probemas de funcionamento”, declara o atleta britânico, avaliando o estilo de lutar de Wlad Klitschko. Haye também lembrou que está em condições muito superiores a que ostentava há dois anos quando os dois já deveriam ter lutado.

Wlad Klitschko quer ensinar Haye a não ser arrogante

Se existe alguém que conta as horas para um combate é o ucraniano Wladimir Klitschko, 35. Campeão peso pesado OMB e FIB, o atleta unifica seus títulos com o britânico David Haye, 30, dono do cetro AMB, no próximo sábado, 2 de julho, no Imtech-Arena da cidade de Hamburgo, onde possui uma residência, na Alemanha. Há mais de duas temporadas que Wlad Klitschko espera ansiosamente para se encontrar com Haye em cima do ringue.

“Vou ensinar-lhe a não ser arrogante, pois isso será bom para o futuro de sua vida”, sintetiza Wlad Klitschko (55-3-0, 49 KOs), lembrando a falta de respeito do adversário com sua família e amigos pelas provocações dos últimos anos. O ucraniano estuda agredir Haye (25-1-0, 23 KOs) durante toda a luta para impor-lhe nocaute “apenas” no último round.

Os jabs duros serão a principal marca de Wlad Klitschko que promete guardar “o míssil do direto de direita” para o queixo do oponente no momento decisivo do combate. A categoria dos pesados não vivia um tão aguardado confronto há muitos anos e espera-se a presença de 50 mil torcedores no estádio alemão, com pelo menos 15 mil provenientes da Grã-bretanha.

Haye mostra corpo diferente para Wlad Klitschko

Naquela que pode ser sua última apresentação, o britânico David Haye, 30, destaca que seu corpo está muito diferente do que se mostrava há seis meses e ele avalia ter o potencial para atingir o ucraniano Wladimir Klitschko, 35, “para causar o maior dano humanamente possível”. O embate de unificação do título dos pesos pesados está marcado para o dia 2 de julho, no Imtech-Arena de Hamburgo, na Alemanha.

Haye (25-1-0, 23 KOs) credita à forte dieta, aos treinamentos intensos e às sessões de sparrings com os parceiros corretos a confiança em superar Wlad Klitschko (55-3-0, 49 KOs). “Estou pronto para aplicar meus golpes e fugir dos ataques do adversário”, destaca o britânico.

O lutador garante que está em forma superior à apresentada no embate da conquista do cinturão sobre o gigante russo Nikolay Valuev, em 2009. “Temos uma estratégia definida e tenho certeza que funcionará. Ainda assim guardamos algumas cartas na manga para mostrar quando menos ele (Klitschko) esperar”, revela David Haye que insiste na tese de anúncio da aposentadoria em 13 de outubro ao completar 31 anos.

Alexander supera Matthysse em decisão polêmica

Por algum tempo o resultado do confronto ficará em discussão. O americano Devon Alexander, 24, suplantou em decisão dividida o argentino Lucas Matthysse, 28, em embate sem título pela categoria superleve (63,5k), no espetáculo de ontem à noite no Family Arena, da cidade de Saint Charles, estado do Missouri (EUA). “Eu ganhei”, declara Alexander. “Eu fui roubado”, contragolpeia Matthysse.

O embate de dois bons valores da divisão de fato foi muito equilibrado. Alexander (22-1-0, 13 KOs) se movimentou mais e aplicou golpes na cabeça, enquanto Matthysse (28-2-0, 26 KOs) é um forte pegador. Depois de início “muito justo”, o portenho impôs a primeira queda na carreira do americano – que se levantou rápido e não demonstrou ter sentido o golpe no quarto round.

Sem domínio efetivo de nenhum dos boxeadores, ao fim os jurados apontaram 96-93 e 95-94 (Alexander) e 96-93 (Matthysse). “As pessoas duvidavam de minha capacidade, mas voltei a mostrar o eu posso fazer. Nunca mais perderei uma luta”, desabafa Devon Alexander, reconhecendo, porém, as qualidades do rival.

Matthysse, entretanto, tinha a sensação de triunfo e se disse mais uma vez lesado pela arbitragem, relembrando a derrota para o também americano Zab Judah, em novembro do ano passado, quando o resultado foi igualmente dividido na pontuação. “Penso que essa foi mais uma noite triste para o boxe”, reclama o argentino.

Alegre domina Da Silva e adia sonho de cinto do Brasil

O Brasil continua na fila de espera para consagrar uma mulher como campeã mundial. A argentina Fernanda “La Camionera” Alegre, 24, dominou amplamente Silvana Lima da Silva, 29, e reteve pela segunda vez o título OMB superleve (63,5k), no confronto desigual realizado na noite de ontem no Centro Deportivo Municipal nº 2 em Caseros, província de Buenos Aires (Argentina).

Os primeiros roundes foram de estudos e, já no terceiro giro, Alegre (10-1-1, 5 KOs) passou a ser mais agressiva e a se impor no combate. O quarto capítulo foi o melhor da campeã portenha que castigou durante todo o tempo Da Silva (6-1-0, 3 KOs), colocando-a junto às cordas. Ainda assim, a brasileira terminou em pé.

Com o passar do tempo, a luta correu em ritmo monótono, prevalecendo a maior qualidade técnica da argentina contra a garra e a sobrevivência da atleta nacional. No último episódio, Da Silva ainda procurou uma “mão salvadora”, sem sucesso, e acompanhou a anotação das papeletas em 99-91; 98-92 e 99-91.

Nas últimas temporadas, as boxeadoras brasileiras têm conseguido disputar diversos títulos mundiais entre os quatro principais organismos, ao contrário dos homens. Porém, nenhuma mulher ainda obteve um cinturão, acumulando derrotas para nomes como Simone Duarte, Rosillete dos Santos, Michelle Bonassoli, Halana dos Santos, Adriana Salles e, agora, Silvana Lima da Silva.