A batalha para administrar a fortuna do ítalo-canadense Arturo Gatti continua intensa no Tribunal Superior de Justiça de Quebec, no Canadá. Em mais uma das revelações que ampliam as suspeitas sobre a morte do ex-campeão mundial, a advogada Sylvie Schirm confirmou que manteve contato com a viúva Amanda Rodrigues para informar-lhe que seu cliente desejava o divórcio. As conversas teriam ocorrido em 11 de maio de 2009 e, exatamente dois meses depois, Gatti foi encontrado morto em um flat de Porto de Galinhas, estado de Pernambuco (Brasil).
Inicialmente, a polícia brasileira indicou homicídio de Arturo Gatti, suspeitou de Amanda Rodrigues e a manteve detida por três semanas. Após as investigações, o relatório apontou para suicídio por enforcamento do boxeador por uso de alça de uma bolsa e liberou a ex-mulher. Contudo, peritos independentes fizeram estudo durante dez meses e insistem que Gatti foi atingido na cabeça e depois assassinado. Diante das evidências produzidas em 300 páginas, as autoridades brasileiras avaliam a possibilidade de reabrir o caso.
Enquanto isso, na guerra sobre o espólio de Arturo Gatti, a família quer anular o testamento do lutador – em que deixa toda sua fortuna a Amanda Rodrigues -, alegando que a mulher o pressionou a assinar o documento em 17 de junho de 2009, poucas semanas antes de morrer. Diferente do que se imaginava, os bens de Gatti alcançam os U$ 3,4 milhões (R$ 5.780 milhões) e não os US$ 6 milhões (R$ 10,2 milhões) estimados anteriormente – são US$ 1,8 milhão (R$ 3.060 milhões) nos Estados Unidos e o restante em solo canadense.
A desbocada e o bêbado
Nas versões apresentadas até o momento, as testemunhas da família de Gatti insistem que Amanda Rodrigues era mimada, desbocada e que sempre falava mal dos parentes do pugilista. Já as pessoas que estão ao lado da viúva, caracterizam Arturo Gatti como um bêbado contumaz e que chegou a ser impedido pela justiça de ficar próximo dela. Hoje estão previstos depoimentos da mãe do atleta, Ida Gatti e, em seguida, da própria Amanda Rodrigues.
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