Haye analisa contrato para enfrentar Vit Klitschko

As luvas podem ser retiradas do armário. O britânico David Haye, 31, já tem em mãos e está analisando o contrato oferecido para enfrentar o ucraniano Vitali Klitschko, 40, dono do cinto CMB dos pesos pesados. O confronto está acertado previamente para 3 de março para a cidade de Dusseldorf, na Alemanha, e o atleta do Reino Unido tem prazo até 17 de dezembro para aceitar a oferta.

“Nossos advogados estão estudando todas as cláusulas”, revela Adam Booth, técnico e manager de Haye (25-2-0, 23 KOs). O britânico já havia dado declarações de que só voltaria a atuar e abandonar a aposentadoria anunciada no mês passado se recebesse uma proposta concreta e vantajosa para encarar o mais velho do Klitschko.

Em julho, David Haye foi superado por pontos por Wladimir Klitschko, em desempenho abaixo da média. Pouco tempo depois, Vit Klitschko disse que gostaria de “terminar o trabalho que o irmão começou”, pois sonha em derrubar o britânico, considerado um grande inimigo pelas provocações muito agressivas feitas aos ucranianos nas últimas temporadas.

Pacquiao quer Mayweather, mas desmente negociação

Em jantar oferecido por sua importância em seu país, o filipino Manny Pacquiao, 32, revelou a amigos a esperança de enfrentar o americano Floyd Mayweather, 34, em seu próximo combate. “Definitivamente seria uma boa luta”, analisa o astro asiático, sem confirmar nenhuma negociação até o momento. A data, contudo, pode ser 5 de maio no MGM de Las Vegas (Nevada, EUA), em que Mayweather já fez reserva.

Sem qualquer nome determinado como rival, Pacquiao (54-3-2, 38 KOs) só garante que vencerá de modo incontestável, pois ainda recebe críticas sobre a decisão majoritária e controversa no triunfo sobre o mexicano Juan Manuel Marquez, no último dia 12. “Meus fãs ficaram desapontados”, confidencia o filipino.

Os próprios membros da equipe de Pacquiao projetavam uma vitória mais contundente sobre Marquez. Seu técnico Freddie Roach apostava que a luta não ultrapassaria o nono round, enquanto o preparador físico Alex Ariza disse que não ficaria surpreso se terminasse logo no primeiro giro.

Nas últimas horas, Floyd Mayweather manteve reuniões com Michael Koncz, principal assessor de Manny Pacquiao, deixando entender a existência de conversas sobre o confronto que o mundo espera ver em 2012 e que pode se transformar no encontro mais lucrativo da história do esporte.

Mayweather está pronto para assinar com Pacquiao

Em declaração que não deixa mais dúvidas sobre seus interesses, o americano Floyd Mayweather, 34, disse que está pronto para assinar contrato com o filipino Manny Pacquiao, ainda hoje se for preciso. O combate pode ser o mais rentável da história com faturamento especulado acima de US$ 50 milhões (R$ 94,5 milhões) para cada atleta. Dono do cinturão CMB meio-médio (66,6k), Mayweather agendou seu retorno para 5 de maio, reservando até mesmo o MGM de Las Vegas, estado de Nevada (EUA).

“Você (Pacquiao) fala que é um atleta limpo e que faria os testes testes. O que está esperando? Estou aqui para assinar contrato”, inflama-se Mayweather (42-0-0, 26 KOs). Os dois boxeadores já viveram situações anteriores de acordos fracassados, notadamente pela discordância de realização de exames de sangue no chamado sistema olímpico, em que ninguém é avisado com antecedência da coleta de material.

Mosquera faz exames e espera por “Guto” Ferreira

Com a perspectiva de se colocar em linha para disputar título mundial dentro de alguns meses, o panamenho Vicente “El Loco” Mosquera, 31, foi aprovado sem problemas no exame médico geral, preparando-se para o embate contra o veterano brasileiro Gutemberg “Guto” Ferreira, 40. O embate ocorre em 1º de dezembro no Fantastic Casino de Albrook Mall, na Cidade do Panamá, previsto para oito roundes na divisão meio-médio (66,6k).

Mosquera (28-2-1, 15 KOs) parte para seu quinto confronto somente nesta temporada, depois de cumprir pena de prisão. Ao sair do cárcere, o boxeador apresentava ao redor dos 90 quilos e necessitou de muita força pessoal, aliada à intensa dieta, para reduzir peso, porém, ainda distante dos tempos em que obteve cinturão na categoria superpena (58,9k).

Mesmo sendo tratado como mero coadjuvante, “Guto” Ferreira (14-5-0, 8 KOs) é considerado um atleta resistente por ter sido nocauteado apenas uma vez em sua trajetória – pelo depois futuro campeão mundial Aceliono Popó Freitas. Contudo, o brasileiro terá a dificuldade natural da idade e por não subir ao tablado há 16 meses.

Forte pegador, pesado Lyle morre aos 70 anos

Ainda sob circunstâncias não muito claras, o peso pesado americano Ron Lyle morreu neste sábado na cidade de Denver, estado do Colorado. Oficialmente, foi anunciado que o ex-boxeador sofreu complicações decorrentes de doença súbita no estômago. Lyle tinha 70 anos e sua morte foi informada por um voluntário do Exército da Salvação.

De família de 19 irmãos, Ron Lyle foi o único a ter problemas judiciais ao ser acusado de assassinato em primeiro grau por matar a tiros Douglas Byrd, um jovem de gangue rival. Na prisão, chegou a ser esfaqueado gravemente, passou por cirurgia de mais de sete horas e os médicos chegaram a anunciar sua morte por duas vezes na mesa de operação em que necessitou de 35 litros de sangue.

Foi dentro da unidade prisional que ele despertou interesse para o boxe, mas, por seu porte atlético, também teve bons desempenhos no basquete, beisebol e futebol americano. Após cumprir pena de sete e meio anos, conseguiu a liberdade condicional em 1969 para se transformar em pugilista amador.

Título com Ali

Ao profissionalizar-se alcançou a marca de 19-0, com 17 nocautes, incluindo a vitória sobre o brasileiro Luis Faustino Pires, e chegou ao posto de número 5 do ranking dos pesados. Em 1975, finalmente teve a oportunidade de brigar pelos cintos AMB/CMB diante do lendário Muhammad Ali, sendo nocauteado no 11º round, mas com grande atuação.

Na temporada posterior, Ron Lyle enfrentou o também histórico George Foreman, e os dois protagonizaram um dos momentos mais impressionantes da categoria em todos os tempos. No quarto giro, Lyle derrubou o adversário que, após se levantar, enviou Lyle ao solo. Cansados, os dois fortes pegadores trocaram golpes poderosos e Lyle voltou a jogar Foreman na lona, porém, acabou salvo pelo gongo. No quinto giro, os dois voltaram esgotados, mas Foreman conseguiu sequência dura até encerrar o confronto.

Ron Lyle havia pendurado as luvas em 1980, contudo, decidiu retornar em 1995, já com 54 anos, para acumular mais quatro vitórias, e sonhava com revanche com Foreman – algo que nunca se concretizou. Ele também voltou a ser suspeito de crime, já que uma pessoa morreu baleada em seu apartamento, mas a justiça nunca encontrou indícios de sua participação.

De Jesus mostra confiança no desafio com Soto

No limite do peso pactado para o confonto, o brasileiro Adailton “Precipício” de Jesus, 33, demonstrou confiança para o embate com o mexicano Humberto “Zorrita” Soto, 31. A luta está acertada para dez roundes pela categoria superleve (63,5k), sem título em jogo, e será realizada hoje à noite no campo de futebol “Luis Donaldo Colosio”, em Playa del Carmén, estado de Quintana Roo (México).

De Jesus (29-6-0, 23 KOs) fica diante de seu terceiro oponente azteca, tendo superado Noe Bolaños nas papeletas e perdido para o lendário Marco Antonio Barrera (pontos) e Ricardo Dominguez (nocaute). Campeão mundial em três categorias, Soto (56-7-2, 33 KOs) pesou meio quilo acima do limite acordado e, em caso de triunfo, espera desafiar algum dos donos de cinturões superleve como Amir Khan, Marcos Maidana, Erik Morales ou Timothy Bradley.

Cotto pede a Margarito admitir crime por bandagens

A poucos dias do encontro oficial para uma aguardada revanche, o porto-riquenho Miguel Cotto lamenta que o mexicano Antonio Margarito até hoje não tenha admitido o uso de bandagens ilegais no combate de mais de três anos quando foi derrotado. Os dois voltam a se encontrar em 3 de dezembro, no Madison Square Garden de New York (EUA), pelo cinturão AMB supermeio-médio (69,8k).

Não há evidências de que Margarito tinha gesso em suas bandagens na primeira luta de julho de 2008, porém, Cotto repetidamente apresenta fotos nas redes sociais em que acredita ter havido perfuração no material utilizado nas mãos do adversário que, afinal, o superou por nocaute técnico no 11º episódio.

“Ele (Margarito) usou gesso em suas bandagens e isso é jogar com a saúde das pessoas. É uma tentativa de matar alguém”, desabafa Miguel Cotto. O atleta diz que o rival é “criminoso porque usou uma arma” ilícita, pois o boxe deveria ser apenas um confronto de habilidades e condicionamento entre os lutadores.

Margarito sempre alegou inocência no embate com Cotto, mas as desconfianças se tornaram maiores depois dele ter sido pego na tentativa de utilizar bandagens com gesso no combate com o americano Shane Mosley, em janeiro de 2009. Cotto só gostaria de ouvir do azteca que cometeu um erro, nada mais. “Nunca pedi para as pessoas retirarem a minha derrota das estatísticas. Agora peço a Margarito que aceite o que fez”.

Fissura na mão adia despedida oficial de Popó Freitas

Uma lesão na mão direita durante os treinamentos está adiando mais uma vez a despedida oficial do brasileiro Acelino Popó Freitas, 36, quatro vezes campeão mundial. O boxeador tinha planejado fazer um último combate no próximo dia 10 de dezembro, mas uma pequena fissura atrapalhou seus planos. “Ainda não desisti da ideia”, corrige o atleta e congressista nacional.

Popó Freitas (38-2-0, 32 KOs) espera cumprir o sonho do filho mais novo, Popozinho, que nunca o viu em ação. “Além do ferimento também encontrei alguma dificuldade em obter patrocínio para a realização do evento”, confessa o brasileiro, cuja previsão agora é promover a luta somente no mês de maio do ano que vem.

Com dois títulos em duas divisões – superpena (58,9k) e leve (61,2k) – Acelino Freitas havia deixado os ringues após a derrota para o americano Juan “Baby Bull” Diaz, em abril de 2007. O atleta já havia ensaiado alguns outros retornos, mas desta vez estava mais motivado. “Perdi peso e estava fazendo boas sessões de sparring. Voltar a combater somente mais uma vez é presente que quero dar ao meu filho”, promete Freitas.

Irmãos Klitschko são produtores de musical “Rocky”

O desejo alimentado por quase uma década pelo ator americano Sylvester Stallone, 65, contará com a participação direta dos irmãos ucranianos Wladimir e Vitali Klitschko para se tornar realidade. Com previsão de estreia dentro de um ano, em Hamburgo (Alemanha), os campeões mundiais dos pesados são coprodutores do musical “Rocky”, totalmente baseado na série de seis filmes criada, dirigida e estrelada por Stallone.

“A história de Rocky é perfeita para um musical. Há romance, música forte e, claro, o ritmo alucinante das lutas e dos boxeadores”, descreve Stallone, acreditando que os filmes foram e são referência para os atletas que buscam dignidade e felicidade para concretizarem seus sonhos.

Emocionado, Vitali Klitschko confessa que Rocky era seu ídolo de infância e que pôde assistir à película graças à abertura na antiga União Soviética pela chamada perestroika. “Eu queria ser como ele (Rocky)”, diz o campeão CMB dos pesados, confirmando o investimento de produção em torno dos US$ 15 milhões (R$ 27 milhões).

Sylvester Stallone, descontraído e satisfeito com a repercussão e auxílio dos europeus, só descarta a possibilidade de outro de seus famosos personagens também inspirarem um musical. Perguntado se “Rambo” poderia seguir a mesma trilha de “Rocky”, o ator não conteve o riso: “Se tivesse um musical com Rambo, com certeza ele atiraria em todos os telespectadores”.

Há 25 anos Tyson se consagrava campeão dos pesados

Um dos maiores fenômenos do boxe de todos os tempos completa hoje 25 anos de seu primeiro título mundial. O americano Mike Tyson derrubou o jamaicano-canadense Trevor Berbick no segundo round e se consagrou como o mais jovem peso pesado da história a deter o cinturão dos pesos pesados. Foi no dia 22 de novembro de 1986 que Tyson assombou o mundo na luta realizada no Hilton Hotel de Las Vegas, estado de Nevada (EUA).

De ascenção meteórica, Tyson havia estreado pouco mais de um ano antes e acumulara 27 vitórias, com apenas dois rivais (James Tillis e Mitch Green) conseguindo se manter em pé à sua frente. Já Berbick ostentava o cinto CMB após o triunfo sobre Pinklon Thomas oito meses antes.

No auge da forma, Tyson não se intimidou com o adversário e quase conquistou a vitória ainda no primeiro giro. No capítulo seguinte, o “jovem leão” sedento de fome, acelerou o ritmo e, após forte cruzado de esquerda, viu Berbick cair três vezes. Sem condições de permitir o massacre, o árbitro Mills Lane abraçou o jamaicano para interromper as ações aos 2min35seg.

Reveja Tyson-Berbick de 1986. http://www.youtube.com/watch?v=yMGzKcbCYPc