Depois de uma batalha jurídica que muito se assemelhou a enredo de filme ou de uma longa novela, a brasileira Amanda Rodrigues, 23, foi apontada hoje como única herdeira da fortuna deixada pelo seu marido ítalo-canadense Arturo Gatti, morto em julho de 2009, em Porto de Galinhas, litoral Sul do estado de Pernambuco (Brasil). Pela determinação do Tribunal de Justiça de Montreal, a viúva “derrotou” o desejo da família do boxeador com a qual nunca teve bom relacionamento.
Pela decisão, a juíza Claudine Roy apontou que não houve manipulação por parte de Amanda Rodrigues no testamento assinado por Arturo Gatti cerca de três semanas antes de sua morte. Excetuando-se os gastos com advogados e recursos judiciais, a herança estimada do ex-campeão mundial é de US$ 3,4 milhões (R$ 6.290 milhões).
A família de Gatti queria provar que o desejo do atleta era diferente do documento legal apresentado pela brasileira, alegando que Gatti havia emitido outros papéis em que deixava seu dinheiro para o controle da mãe e de sua primeira filha, Sofia, fruto de outro casamento. Contudo, nenhum membro da família ou seus advogados conseguiram comprovar a suposta vontade do boxeador.
Somente Amanda Rodrigues tem direito a controlar a fortuna, pois a ex-mulher de Gatti, Erika Rivera havia ganhado na justiça americana algumas garantias para o futuro da filha, como a criação de um fundo de apoio de US$ 1 milhão (R$ 1.850 milhão), outro fundo para educação de US$ 100 mil (R$ 185 mil), além de aquisição de imóvel de cerca de US$ 250 mil (R$ 462,5 mil).
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