Forte rival de Jofre, Medel desapareceu há 11 anos

“Com certeza ele foi um dos cinco adversários mais duros que enfrentei em minha vida”. O brasileiro Eder “Galo de Ouro” Jofre, 75, ainda se recorda do mexicano José “Joe” Medel morto há exatos 11 anos. Para o boxeador nacional, o rival azteca detinha excelente defesa, sabia dominar a distância e atacava com muito força a região do fígado, baço e estômago.

Foi em 11 de setembro de 1962 que Medel (69-31-8, 44 KOs) teve sua primeira oportunidade mundial ao desafiar Jofre que fazia a sexta defesa de seu cinturão no lotado ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (Brasil). O rival azteca não se intimidou com a fama de nocauteador do campeão e demonstrou suas elogiáveis qualidades.

Jofre (75-2-4, 53 KOs, pelo registro oficial da Liga de Boxe) destaca que todos os golpes que desferia eram respondidos pelo oponente. “Se eu lhe acertava uma vez, ele me golpeava uma vez. Se eu lhe disparava três socos, ele devolvia na mesma proporção”, destaca o brasileiro que só a partir do quinto round impôs seu favoritismo, derrubando Medel.

No sexto giro, um potente golpe no queixo enviou o mexicano ao chão para não mais levantar. “Ele era muito, muito bom”, conclui Jofre, apontado por especialistas como um dos melhores boxeadores do mundo em todos os tempos. José Medel ainda teve a segunda e definitiva chance mundialista em 1967, porém, acabou superado por pontos pelo japonês Masahiko “Fighting” Harada.

(*) Veja os trechos finais da luta Eder Jofre-José Medel em http://www.youtube.com/watch?v=ySddl_oyrdk&feature=player_embedded

Filipino Maquinto está em coma após empate heroico

Os médicos consideram muito grave o estado de saúde do filipino Carlo Maquinto, 21, e ainda não decidiram se o submetem à cirurgia para retirada de coágulo de sangue no cérebro. O boxeador é classificado como “nível 3”, está debilitado e há risco de morte nesse momento em caso de intervenção. Em coma, o pugilista asiático encontra-se desde sábado no FEU Hospital de Quezon City (Filipinas), após empate com o compatriota Mark Joseph Costa.

Invicto, Maquinto (6-0-1, 4 KOs) teve um duro combate com Joseph Costa (4-4-2, 1 KO) e foi derrubado duas vezes logo no primeiro round. De modo corajoso, o lutador da categoria mosca (50,8k) se levantou, conseguiu impor melhor ritmo nos capítulos seguintes até obter empate heróico por maioria na decisão dos jurados.

Logo que o combate terminou Carlo Maquinto caiu sozinho no chão, sendo imediatamente transportado para o hospital. Segundo sua irmã, Virgie, a família prefere aguardar as orientações médicas sobre as medidas a serem adotadas e está contando com o apoio da empresa promotora do ex-boxeador Gerry Penalosa.

Nava dá aula, destrona Martinez e crava recorde

Em performance altamente elogiável, a mexicana Jackie Nava, 31, foi dona de todas as ações, dominou todos os roundes e retirou o título AMB supergalo (55,3k) da panamenha Chantall Martinez, 21, até então campeã. O confronto terminou nos primeiros instantes de hoje no Auditório Municipal da cidade de Tijuana, estado de Baja Califórnia (México), e a “Princesa Azteca” se configurou na primeira boxeadora da história a obter quatro títulos dentro da mesma divisão.

Nava (26-4-3, 11 KOs) impões dura aula à oponente. Desde os primeiros momentos utilizou de maior velocidade, de movimentos laterais e fortes ganchos na região baixa. O domínio era absoluto e, já no quinto episódio, a mexicana derrubou a adversária que só se manteve em pé pela coragem e coração.

A Martinez (15-5-0, 6 KOs) restava as frustradas tentativas de golpes longos e duros, porém, sem eficiência pelo grande sistema defensivo da azteca. Nos dois últimos giros, Jackie Nava partiu em busca do nocaute, mas viu a rival resistir, diante de cinco mil fanáticos torcedores. No fim, as papeletas indicaram a ampla vantagem da agora recordista campeã em 100-89; 100-89 e 99-90.

“Sabíamos que ela era mais lenta e soubemos aproveitar essas características. Ela suportou muito meus golpes, não consegui derrubá-la, mas fiquei feliz pela forma como lutei”, sintetiza Jackie Nava. Conformada com o revés, Chantall Martinez revelou ter sofrido lesão na mão direita ainda no quarto capítulo, tentando justiçar sua atuação admitindo, porém, que a adversária foi melhor durante todo o combate.

Primo de Eder Jofre perde nos Estados Unidos

Foto Reinaldo Carrera

Raphael Zumbano

Exatamente no dia em que completou 31 anos, depois de vários meses radicado em solo ianque e apontado como favorito antecipado, o peso pesado brasileiro Raphael Zumbano acabou superado por pontos pelo canadense Shane Andreensen, 28, ao fim de oito roundes. O combate terminou na madrugada de hoje no Northern Quest Casino, Airway Heights, em Washington (EUA). Zumbano é primo em segundo grau do campeoníssimo Eder Jofre.

Zumbano (31-5-1, 24 KOs, a confirmar) não lutava desde agosto e desde período foi destituído do título OMB latino e deixou de integrar os Top 15 do organismo. A oportunidade de recuperação estava diante de Andreensen (12-3-0, 7 KOs), atleta que ficara afastado do esporte por quase três temporadas até retornar no ano passado. O combate Zumbano-Andreensen fez parte do tradicional “Friday Night Fights” da ESPN2.

Cunningham visita militares para força contra Hernandez

Atrás da revanche e para repatriar seu antigo título mundial, o americano Steve “USS” Cunningham, 35, revela estar totalmente condicionado para tirar o cinturão FIB cruzador (90,7k) do cubano Yoan Pablo Hernandez, 27, atual campeão. O confronto está marcado para o próximo dia 4 de fevereiro no Fraport Arena de Frankfurt, na Alemanha.

Já devidamente instalado em solo germânico, Cunningham (24-3-0, 12 KOs) reuniu sua equipe para visitar a base militar americana na região de Wiesbaden, onde espera ter redobrado as energias para superar Hernandez (25-1-0, 13 KOs). “Foi ótimo ter me encontrado com meus irmãos e irmãs militares”, disse o americano.

Steve Cunningham foi derrotado por Yoan Pablo Hernandez em decisão dividida, no útimo mês de outubro, depois que o combate foi interrompido pelo árbitro Mickey Van no sexto round. O lutador caribenho apresentava lesões sobre o olho direito e na cabeça por acidentes involuntários, obrigando à contagem das papeletas. A controvéria fez com que a FIB ordenasse o reencontro imediato.

Poucas opções levam Hopkins à revanche com Dawson

Foto AFP

Dawson empurra Hopkins - Foto AFP

Depois de várias avaliações com nomes de outros rivais, finalmente o americano Bernard Hopkins, 47, aceitou os argumentos e concede revanche ao compatriota Chad Dawson, 29, em embate marcado para 28 de abril para o Boardwalk Hall de Atlantic City, estado de New Jersey (EUA). O veterano lutador coloca em jogo o cinturão CMB da divisão meio-pesado (79,3k).

A primeira batalha de outubro do ano passado terminou sem muitas emoções, mas com um ferido. Após tentativa de golpe, Hopkins (52-5-2, 32 KOs) se debruçou sobre Dawson (30-1-0, 17 KOs) que o arremessou à frente. Com a queda no solo, o campeão caiu, reclamou de fortes dores no ombro esquerdo e acompanhou incrédulo a contagem final do árbitro Pat Russell. Naquele dia, Hopkins foi declarado perdedor por nocaute técnico no segundo round e ficara sem o título.

Com o passar do tempo, o CMB reviu o vídeo e considerou a luta “sem decisão”, devolvendo o cinto a Hopkins, em linha também seguida pela Comissão Atlética do Estado da Califórnia. Em dezembro, o CMB apontou para a necessidade de revanche imediata. “Havia outras alternativas, mas Hopkins jamais fugiu dos desafios em toda a sua vida”, confirma Richard Schafer, CEO da Golden Boy Promotions, indicando que o pupilo está em idade avançada e mal pode esperar para apagar qualquer dúvida do encontro anterior.

Pacquiao revela oferta de US$ 40 mi de Mayweather

Aos poucos outros detalhes são revelados da até certo ponto inusitada conversa telefônica entre Floyd Mayweather e Manny Pacquiao na semana passada. Mesmo pequena, ainda existe a expectativa de realização da megaluta em 5 de maio no MGM de Las Vegas, estado de Nevada (EUA), na qual os dois atletas unificariam os cinturões CMB/OMB dos meio-médios (66,6k). O filipino revela que o rival lhe ofereceu US$ 40 milhões (R$ 70,4 milhões), porém, sem nenhuma participação em outras fontes de receita.

“Rezo para Mayweather ser iluminado porque acredito que ele não está sendo racional”, comenta Pacquiao, esclarecendo que a proposta do adversário é reter a totalidade dos ganhos gerados por pay-per-view (PPV) e diversas outras fontes financeiras. “Como ele pode me deixar fora do PPV se ultimamente eu gerei mais vendas que ele?”, questiona o astro asiático, enfatizando que não abre mão do desejo de repartir em 50-50% todas as receitas.

Hopkins recusa baixar peso para enfrentar Bute

O desejo de transmissão por emissora de TV e dos promotores em colocar frente a frente o americano Bernard Hopkins, 47, contra o romeno-canandense Lucian Bute, 31, começam a esbarrar na intenção do veterano lutador em recusar qualquer chance de reduzir peso. O veterano lutador ianque diz que só atua na categoria meio-pesado (79,3k), pela qual domina o cinto CMB, e descarta fazer qualquer sacrifício para se encaixar entre os supermédios (76,2k), na qual Bute é dono do cinto FIB.

“Estou velho demais para repetir o mesmo esforço que fiz para lutar com Kelly Pavlik e Ronald Wright”, recorda Hopkins (52-5-2, 32 KOs) sobre os embates de 2007 e 2008, respectivamente, em que aceitou peso de 77 quilos. O boxeador americano estima que Bute (30-0-0, 24 KOs) só é supermédio no momento da pesagem, pois no dia seguinte já alcança cerca de 85 quilos. “Para ele (Bute) seria muito mais fácil me enfrentar como meio-pesado”, analisa Hopkins.

Pavlik muda de técnico, de cidade e sonha com mundial

Deixando para trás diversos problemas de ordem pessoal, somados à antiga dependência de álcool, o americano Kelly Pavlik, 29, promoveu diversas mudanças com a intenção de ver seu nome recolocado entre os melhores de todos os pesos. Trabalhando nesse instante na cidade de Oxnard (Califórnia), ele está se submetendo ao comando do renomado treinador Robert Garcia e avalia que pode disputar outro título mundial.

Pavlik (37-2-0, 32 KOs) foi rei unificado da divisão médio (72,5k) até perder os cinturões para o argentino Sergio Martinez, em abril de 2010. Em seguida, o atleta viveu um inferno astral, obrigando-o, inclusive, a internar-se em clínica de reabilitação. “Estou em nova fase e satisfeito com tudo o que está ocorrendo”, destaca o americano.

O boxeador fez sua última aparição somente em maio do ano passado, já como supermédio (76,2k), e superou sem brilhantismo o Alfonso Lopez. Em agosto, ele deveria se deparar com Darryl Cunningham, mas desistiu faltando poucos dias, por discordar da baixa bolsa. Como punição, Pavlik ficou longe das grandes promoções e agora traça outros caminhos em busca de oportunidade mundialista. Para o técnico Robert Garcia não está descartado o retorno do pupilo à categoria dos médios.

Cotto desmente fechamento de acordo com Pacquiao

Dizendo que está analisando “algumas propostas”, o porto-riquenho Miguel Cotto, 31, desmente que já tenha fechado acordo para a revanche contra o filipino Manny Pacquiao, 33, para 9 de junho em Las Vegas (Nevada, EUA). Dono do título supercampeão AMB supermeio-médio (69,8k), o atleta acredita que possa estar anunciando seu próximo combate dentro de alguns poucos dias.

“Gostaria que as pessoas não prestassem atenção em boatos”, pede Cotto (37-2-0, 30 KOs) atraído por propostas tentadoras dos promotores de Pacquiao e também do americano Floyd Mayweather. Qualquer que seja seu adversário, o boxeador de Porto Rico seguramente estará recebendo a maior bolsa de sua trajetória.