Tio Mayweather não vê Cotto melhor que de La Hoya

O time do americano Floyd Mayweather, 35, não demonstra preocupação excessiva com o fato de o boxeador subir apenas pela segunda vez em sua trajetória à divisão dos supermeio-médios (69,8k) para desafiar o campeão AMB, o porto-riquenho Miguel Cotto, 31. Para o tio e treinador Roger Mayweather, Cotto não é superior a Oscar de La Hoya, com quem Floyd lutou há quase cinco temporadas.

“Quem disse que Cotto é melhor do que foi de La Hoya?”, pergunta Roger Mayweather, relembrando o embate de maio de 2007, quando Floyd acabou vencedor em decisão dividida dos jurados. Para o técnico, o sobrinho tem as habilidades suficientes para suplantar Cotto e até imagina um triunfo por nocaute.

Roger Mayweather espera um combate mais próximo durante as rodadas iniciais, mas prevê domínio do pupilo na parte final. “Floyd é muito mais lutador e sabe o que fazer para ganhar”, opina o treinador que não vê o porto-riquenho sequer melhor que Victor Ortiz, a quem o sobrinho superou por nocaute em setembro. Mayweather-Cotto se enfrentam em 5 de maio no MGM de Las Vegas, estado de Nevada (EUA).

Sem censura e ao vivo, Tyson conta vida em teatro

Mike Tyson - Foto: Chris Trotman/Getty Images/AFP

Mike Tyson - Foto: Chris Trotman/Getty Images/AFP

Depois de sua aposentadoria em 2005, o lendario Mike Tyson, 45, conseguiu revelar uma personalidade antes escondida pela pressão e pelo ambiente dos treinamentos e dos ringues. Mais relaxado, o atleta se prepara para estrear o espetáculo “Mike Tyson: verdade indiscutível”, em que ele conta as histórias de sua vida pessoal e profissional, sem censura, como nunca fez anteriormente. As apresentações ocorrem no Teatro Hollywood dentro do MGM de Las Vegas (Nevada, EUA), entre os dias 13 e 18 de abril.

O contato de Tyson com o público será direto, ao vivo, em cenário recheado de fotos, músicas e vídeos de sua trajetória, em ambiente íntimo e teatral. O ex-boxeador promete não esconder nada e revelar episódios de uma vida marcada pelo sucesso e pelo fracasso, pelos títulos dentro dos ringues e pelos processos judiciais, passando por casamentos desfeitos, perda de dinheiro e prisões.

“É uma autobiografia bem humorada e sem nenhum retoque para acobertar qualquer informação”, destaca Adam Steck, fundador e CEO da SPI Entertainment, responsável pela criação e produção de “Mike Tyson: verdade indiscutível”. O pugilista tem a oportunidade de compartilhar a história de sua vida, revisando acontecimentos e permitindo ao público conhecer os bastidores de um dos mais marcantes personagens esportivos das últimas décadas.

Diferença física choca Wlad Klitschko com Mormeck

São poucos ou quase ninguém que não aposte na manutenção dos três títulos mundiais dos pesos pesados do ucraniano Wladimir Klitschko, 35, contra o francês Jean-Marc Mormeck, 39. O embate está marcado para este sábado no Sprit Arena de Düsseldorf (Alemanha), país que é espécie de segunda casa para o ucraniano dono dos cintos AMB, OMB e FIB.

“Ele é muito experiente e fez vários combates por títulos. Mas farei de tudo para manter meus cinturões”, declara Wlad Klitschko (56-3-0, 49 KOs) em conferência de imprensa realizada hoje. O campeão leva grandes vantagens físicas para o confronto que pode marcar seu 50º triunfo por nocaute – tem 1,98m e 110k contra apenas 1,81m e 98k do desafiante.

Sem lutar há mais de um ano, Mormeck (36-4-0, 22 KOs) sonha em se consagrar como o primeiro atleta da França a abocanhar o cetro dos pesados. “Eu tenho uma vontade de ferro em quebrá-lo. Não tenho medo de ninguém e tenho certeza de que derrotarei Wladimir Klitschko e levarei seus cinturões”, espera Mormeck.

Pacquiao afasta distrações e se concentra em Bradley

Manny Pacquiao - Foto: Stephen Dunn/Getty Images/AFP

Manny Pacquiao - Foto: Stephen Dunn/Getty Images/AFP

Ele não admitiu publicamente para não criar nenhum constrangimento, mas o filipino Manny Pacquiao, 33, reconheceu que sua performance no triunfo por maioria diante do mexicano Juan Manuel Marquez, em novembro passado, esteve muito abaixo para o chamado melhor boxeador do mundo. Para evitar dissabores e eventuais surpresas contra o americano Timothy Bradley em 9 de junho no MGM de Las Vegas (Nevada, EUA), o atleta garantiu à sua equipe que voltará a ser o mesmo dos tempos áureos em que superou rivais como Oscar de La Hoya, Miguel Cotto e Ricky Hatton.

Pacquiao (54-3-2, 38 KOs) já solicitou ao seu preparador e mestre em condicionamento físico Alex Ariza começar os treinamentos mais cedo do que fez nos últimos combates. “Ele quer reconstruir seu corpo para estar mais poderoso e veloz como antes”, confidencia Ariza que também aponta para uma mudança evidente no astro asiático depois da revelação de que se encontrou com Deus em sonho noturno.

Convidado por membros da Igreja católica para ser “Embaixador da Bíblia”, Manny Pacquiao alterou muito de seus hábitos, dedica mais tempo à mulher Jinkee e aos quatro filhos e se desfez de negócios como cassino, casas noturnas e outras atividades que consumiam sua energia e lhe causava distrações. A parceira de Pacquiao e seu treinador Freddie Roach com Alex Ariza foi acertada há oito combates, desde o triunfo no nono round sobre o ianque David Diaz, em junho de 2008.

Povetkin cansa, mas retém por maioria sobre Huck

Alexander Povetkin e Marco Huck, durante combate. Foto: Thomas Kienzle/AFP

Alexander Povetkin e Marco Huck, durante combate. Foto: Thomas Kienzle/AFP

O confronto foi mais equilibrado do que se poderia prever. O russo Alexander Povetkin, 32, conseguiu manter pela segunda vez o cinto “regular” AMB dos pesados ao ganhar por maioria do alemão Marco Huck, 27. O embate terminou há alguns instantes no Porsche Arena de Sttutgart (Alemanha) e o campeão admitiu que “talvez tenha subestimado” o desafiante.

Com quase dez quilos a mais que o rival, Povetkin (24-0-0, 16 KOs) comandou os primeiros capítulos, inclusive provocando ferimento na boca de Huck (34-2-0, 25 KOs). O oponente germânico, porém, cresceu no combate a partir o quarto giro e impôs muitas dificuldades em diversas rodadas, apesar de hematomas nos dois olhos e boca.

Surpreendentemente, Povetkin revelou cansaço anormal para um detentor de título no oitavo capítulo e permitiu maior ação de Huck. Com o apoio dos torcedores e o estímulo do treinador Ulli Wegner, o desafiante acreditou que poderia sair vitorioso por nocaute e abalou o campeão seriamente ao menos em duas ocasiões na última passagem. No fim, os jurados apontaram 114-114; 116-113 e 116-112. A OMB já informou que Huck, mesmo com o revés, mantém o cetro da categoria cruzador (90,7k).

Irmão de Alvarez assume culpa por agressão a Solis

Em clara ação orientada para evitar maiores prejuízos ao mexicano Saul “Canelo” Alvarez, 21, atual campeão mundial CMB da divisão supermeio-médio (69,8k), seu irmão Ramón Alvarez assumiu a culpa pela agressão ao compatriota Ulises “Archie” Solis, 30, em episódio ocorrido em outubro do ano passado em centro de treinamento na cidade de Guadalajara, estado de Jalisco.

Advogados de Alvarez e de Solis compareceram à sede da agência que investiga crimes violentos e prestaram depoimentos por cerca de meia hora. Os representantes de Solis insistem que foi Saul Alvarez o autor dos ataques que fraturaram a mandíbula e quebraram alguns dentes do dono do cetro FIB minimosca (47,6k).

Entretanto, “Canelo” Alvarez apresentou declaração escrita citando seu irmão Ramón como o único responsável pela agressão. Na versão de Ulises Solis, o destempero de Saul Alvarez ocorreu no instante em que ele foi visto conversando com a ex-namorada do boxeador e, sem perguntas, passou a agredi-lo.

Mulher elogia Vit Klitschko por não revidar Chisora

Companheira de muitos anos, Natalia Klitschko, mulher do ucraniano campeão CMB dos pesos pesados Vitali Klitschko, elogiou o marido por não ter revidado o tapa desferido pelo britânico Derek Chisora na sexta-feira da semana passada durante cerimônia de pesagem. “Admirei a contenção e a paciência de meu marido”, declara Natalia, sobre um dos episódios mais lamentáveis do boxe nos últimos tempos.

Apoiadora sistemática em todas as ações de Vit Klitschko dentro e fora dos ringues, Natalia revela estar satisfeita com a conduta do campeão que não sucumbiu a todas as provocações do oponente. “Ele nunca deixa de facinar-me, porque em sua idade continua a exibir alto nível no esporte”, derrete-se a mulher.

Mesmo com todos os problemas causados, Natalia Klitschko não deixou de dar crédito à performance de Chisora, afinal, superado apenas na pontuação. “Só suspirei aliviada depois das 12 rodadas. Sabíamos que Chisora seria candidato sério e um dos mais poderosos que meu marido poderia ter enfrentado nos últimos anos”, analisa a mulher, somente preocupada com o tempo de recuperação do ombro esquerdo do detentor da coroa CMB.

Bradley avalia Mayweather melhor que Pacquiao

Timothy Bradley - Foto: Stephen Dunn/Getty Images/AFP

Timothy Bradley - Foto: Stephen Dunn/Getty Images/AFP

Quando subir ao ringue montado no MGM de Las Vegas (Nevada, EUA), em 9 de junho, para enfrentar o filipino Manny Pacquiao, o americano Timothy Bradley, 28, não acredita que ficará diante do melhor boxeador do mundo. Em seu entender, quem merece as honras e o degrau mais alto do pódio é o compatriota Floyd Mayweather. “Ele é muito inteligente. Ele é muito rápido”, rasga em elogios Bradley.

Dono do cinto OMB superleve (63,5k), Bradley (28-0-0, 12 KOs) salta uma divisão acima para desafiar Pacquiao pelo cetro meio-médio (66,6k) do mesmo organismo, mas admite que é mais um torcedor que gostaria de ver o filipino em megaluta com Mayweather. O desejo de um simples aficionado do esporte, porém, esbarra na intenção de Bradley em suplantar o astro asiático para, quem sabe, ter a chance de encarar o famoso compatriota.

“Eu sempre disse que seria o primeiro homem a derrotar Mayweather. Deixei isso registrado em entrevistas logo no início de minha carreira”, recorda Bradley. O atleta não se importa se alguém pode considerá-lo estúpido ou rir de sua previsão porque garante confiar em sua capacidade de enfrentar qualquer rival. “Sinto que posso superar qualquer um. E são os outros que têm de provar que estou errado”.

Deficiência física faz herói Jerome Thomas desistir

Depois de batalha heroica durante toda a vida, só agora a deficiência conseguiu superar o francês Jerome Thomas, 33, com apenas 14 combates profissionais. O atleta nasceu com Síndrome de Poland, doença genética que o fez crescer com a mão e o braço esquerdo menores que os do lado direito, além de não desenvolver quase nenhum músculo peitoral. As desvantagens físicas, porém, não impediram que Thomas fosse um dos mais bem sucedidos boxeadores amadores de todos os tempos.

Thomas (12-1-1, sem qualquer triunfo por nocaute) tem como maior conquista o Campeonato Mundial da divisão mosca em Belfast, Irlanda do Norte, em 2001. Dois anos depois em Bancoc, na Tailândia, obteve a medalha de prata. Em âmbito europeu, ele também ficou com a prata nessa mesma temporada e sempre pela mesma categoria.

Participante em três edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, Jerome Thomas, abocanhou o bronze em 2000 (Sydney/Austrália) e, quatro temporadas à frente, subiu um degrau para agarrar a prata em Atenas, na Grécia. Na última edição dos Jogos em Pequim (2008) acabou derrotado na primeira rodada.

Acreditando que havia esgotado sua presença no amadorismo, Thomas deu início a nova jornada entre os profissionais e pôde perceber que as limitações físicas se tornaram mais evidentes em competição mais disputada e que exigiam poder e resistência. Ainda assim, manteve-se invicto por 13 combates até ser suplantado por nocaute pelo compatriota Hassan Azaouagh, no último mês de janeiro. No ano passado, Jerome Thomas somou triunfo por pontos sobre o brasileiro Reginaldo Martins.

Don King reconhece triunfo de Campillo sobre Cloud

Ele jamais admitirá publicamente, mas o renomado promotor Don King, 80, confidenciou a pessoas próximas que o espanhol Gabriel Campillo, 33, deveria ter sido apontado vencedor no combate em que foi declarado derrotado em decisão dividida pelos jurados contra o seu pupilo americano Tavoris Cloud. O encontro ocorreu no último sábado no American Bank Center da cidade de Corpus Christi, estado do Texas (EUA), e o resultado manteve Cloud como dono do cinturão FIB meio-pesado (79,3k).

Sob gritos de “é campeão, é campeão”, Campillo (21-4-1, 8 KOs) desembarcou ontem em Madrid e já não se mostra tão aborrecido quanto estava no momento da divulgação das papeletas. “Não estou decepcionado. Depois de refletir, enxerguei o lado positivo. Fui melhor e todo mundo viu”, analisa o lutador europeu que recebeu apoio de Oscar de La Hoya e até de possíveis rivais como Bernard Hopkins, campeão pelo CMB.

De acordo com Sampson Lewkovicz, manager do espanhol, Don King os procurou na manhã do domingo e, quase sem jeito, teria dito: “O que devo dizer? Ganhou Campillo. Não estou cego. Porém, nunca, jamais direi algo publicamente contra meus boxeadores”. Confortável com a declaração, Gabriel Campillo acredita que o revés para Tavoris Cloud não é o fim de sua carreira nos EUA e sim o princípio de sua trajetória naquele país.