Wlad Klitschko leiloa medalha olímpica por US$ 1 milhão!

Em leilão realizado com fins beneficentes na capital Kiev, o ucraniano Wladimir Klitschko, 36, viu sua medalha de ouro olímpica ser arrematada pelo incrível lance de US$ 1 milhão (R$ 1,82 milhão). Campeão mundial unificado dos pesos pesados AMB, OMB e FIB, o boxeador cedeu ao evento de caridade a conquista obtida nos Jogos de Atlanta (1996/EUA) à época pela divisão superpesado.

A atitude nobre de Wlad Klitschko foi ainda mais surpreendida quando o comprador – que preferiu não ter seu nome divulgado – devolveu a medalha ao seu verdadeiro dono, alegando que a medalha deveria sempre ficar de posse da família Klitschko. Sensibilizado, o campeão pesado reconheceu que o ouro olímpico foi a base do sucesso profissional dele e do irmão Vitali. “Graças ao gesto impressionante desse benfeitor poderemos ajudar milhares de estudantes ucranianos”, emociona-se Wlad Klitschko.

Há muitos anos os irmãos Klitschko são beneméritos de causas sociais e, durante o leilão, conseguiram arrecadar um total de US$ 1,5 milhão (R$ 2.730 milhões), incluindo também um relógio cravejado de 412 diamantes, moldados para ficarem semelhantes ao polegar de Vitali Klitschko. A família dos campeões mundiais dos pesados é uma das mais celebradas atualmente na Ucrânia.

Acusação quer pena de 12 anos para Barrios

Com a decisão final dos jurados podendo ocorrer nas próximas horas, os advogados de acusação estão pedindo pena de 12 anos de prisão para o argentino Jorge “La Hiena” Barrios, 35. O ex-campeão mundial foi responsável por acidente de automóvel há mais de dois anos em Mar del Plata (Argentina) em que atingiu a traseira de outro carro que, deslocando-se mais à frente, atropelou vários pedestres que atravessam a rua, incluindo a jovem Yamila Gonzalez, 20, e seu feto de seis meses.

“Ele (Barrios) nunca mostrou sinais de remorso e ainda fugiu do local”, descreve o advogado da família de Gonzalez. Em janeiro de 2010, Barrios se evadiu depois de acertar o outro carro e os atropelamentos e, em seguida, provocou novos acidentes, sempre com fuga. O atleta se apresentou muitas horas depois à polícia e os exames não detectaram vestígios de drogas ou álcool.

Arias pulveriza Moreira em combate desproporcional

Não houve combate. O experiente peso pesado brasileiro George Arias, 37, pulverizou rapidamente no primeiro round o compatriota Bruno Lucas Moreira, 21, e continua mantendo longa invencibilidade em solo nacional. O confronto desigual foi realizado na noite de ontem no Conjunto Desportivo Baby Barioni, na cidade de São Paulo (Brasil).

Arias (50-11-0, 36 KOs) é o melhor boxeador da categoria no país, tem mais de 60 lutas, já disputou título mundial da divisão cruzador (à época 86,1k) e era absoluto favorito muito antes de tocar o gongo. Lucas Moreira (4-1-0, 4 KOs) tem menos de um ano de carreira, nunca havia enfrentado oponente de qualquer qualidade e seu time se precipitou em aceitar um desafio fora de proporção.

Depois de um início em que se movimentou em excesso para atleta de 2,00m de altura, Moreira deu mostras de ter sentido imediatamente o primeiro golpe desferido por Arias. A partir desse instante, apenas um atleta esteve em cima do ringue e, no mesmo momento em que o árbitro Walmir Giolle iniciava a contagem em pé, o córner de Moreira arremessou a toalha, evitando maiores danos com a interrupção aos 2min14seg.

George Arias jamais foi suplantado por um compatriota e não perde no Brasil desde 1999 quando foi nocauteado pelo argentino Oscar Angel Gomez, válido pelo cetro latino cruzador. O pugilista se qualificou para brigar pelo título mundial contra o britânico Johnny Nelson e acumula experiência em embates frente a rivais de porte como Audley Harrison, Taras Bidenko, Sinan Samil Sam, Owen Beck, Fabrice Tiozzo e Fres Oquendo.
(*) Veja o rápido combate http://www.youtube.com/watch?v=hL3pBFrb41o&feature=player_embedded

Pacquiao nega ser devedor ao fisco das Filipinas

Garantindo lutar até o fim para demonstrar sua honestidade, o filipino Manny Pacquiao, 33, desmente categoricamente a versão apresentada pelo escritório da receita federal de seu país (BIR, por sua sigla em inglês) de que exista discrepância no informe de seus rendimentos relativo ao ano de 2010. “A atitude do BIR cheira a má fé e foi feita para manchar minha reputação”, desabafou o astro asiático ao lado de advogados.

No início do mês, o departamento do governo filipino impetrou ação contra Pacquiao, alegando que o lutador se recusou a apresentar alguns documentos e também por não responder a uma intimação judicial para explicar sua declaração de renda. “Nunca deixei de pagar impostos e de cumprir com minhas obrigações”, diz o atual campeão OMB meio-médio (66,6k) e dono de cadeira no congresso nacional pela província de Sarangani.

Pacquiao desconfia de ação nefasta de alguns funcionários tributários e chegou a pedir suas demissões à presidente de seu país, Benigno Aquino. Segundo o BIR, houve uma queda significativa nos ganhos do maior ídolo filipino e, por essa razão, existem muitas dúvidas sobre suas informações fiscais.

Os últimos dias têm sido agitados para Manny Pacquiao. Recentemente, ele indicou ter recebido um pedido de Deus para encerrar a carreira, alega ter abandonado vícios antigos como festas e jogos de azar e tem se declarado um fervoroso defensor do cristianismo. Ao fim de 2010, Pacquiao declarou sua fortuna em US$ 26,3 milhões (R$ 47.603 milhões) o que o coloca como o político mais rico de seu país.

Segredo de longevidade é o boxe, festeja Eder Jofre

Com a saúde perfeita e adequada para a idade, sem vícios e muito pouco acima do peso desde que pendurou as luvas há quase quatro décadas, Eder Jofre credita ao boxe sua longevidade. Hoje, o primeiro e mais notório campeão mundial já produzido no país completa 76 anos que pretende comemorar de modo comedido ao lado da mulher Cida e dos filhos Marcel e Andreia.

Jofre (75-2-4, 53 KOs, pelo registro oficial da Liga de Boxe) ainda pratica rotineiramente o esporte que lhe deu fama e dinheiro. “Tudo que tenho é devido ao boxe. Saúde, família, amigos”, declara o atleta que conquistou o primeiro cinturão em 1960, ao superar o mexicano Eloy Sanchez, pela divisão galo (53,5k), aos 24 anos.

O maior boxeador brasileiro de todos os tempos só foi derrotado em apenas duas ocasiões e sempre pelo mesmo adversário, o japonês Masahiko “Fighting” Harada, em memoráveis batalhas em 1965 e 66 em solo nipônico. Depois de período voluntário de afastamento de três temporadas, Eder Jofre retornou em 1969 até conseguir se consagrar mais uma vez, desta feita pelo cetro da categoria pena (57,1k), em 1973, já com 37 anos.

“Atualmente meu peso não ultrapassa os 61 quilos, pois mantenho rigorosa alimentação vegetariana, mas sempre acompanhada de uma taça de vinho tinto seco no almoço e no jantar”, explica Jofre. Nascido e residente na cidade de São Paulo, o ex-duas vezes campeão mundial recomenda que seu esporte de paixão deveria ser praticado por todas as pessoas. “Veja minha situação. Estou muito bem aos 76 anos”, brinca.

Sem dinheiro, David Tua comunica saída oficial

Tendo de dormir em seu próprio ginásio ou na casa da mãe, o neozelandês David Tua, 39, admite que sua linha chegou ao fim. Separado da mulher e com problemas com o fisco de seu país, o atleta deixa os tablados sem concretizar o sonho de se consagrar campeão mundial dos pesos pesados. “Uma sapatilha está no chão e a outra pendurada. A partir desse momento estou aposentado”, sentencia o lutador nascido em Samoa.

Tua (52-4-2, 43 KOs) decidiu pelo profissionalismo aos 19 anos depois de obter uma inesperada medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Barcelona (Espanha/1992). Em menos de dez temporadas saltou de um simples ajudante de cozinha para um esportista milionário, sendo derrotado por pontos pelo britânico Lennox Lewis em sua única chance mundial, em novembro de 2000 – sua bolsa atingiu incríveis US$ 12 milhões (R$ 21.720 milhões).

Agora, com a decisão de parar, David Tua é uma pessoa que está sem recompensa financeira e mesmo familiar, mas diz que não vive de arrependimentos. “Não há nada que me deixe triste. Eu tenho a minha saúde e a cada novo dia em minha vida trato como se estivesse vivendo em um paraíso. O maior milagre é estar vivo”.

Garcia pega cinturão e empurra Morales para retiro

O jovem americano Danny Garcia, 24, não desperdiçou a oportunidade de conquistar o título mundial. Com desempenho superior, permitiu poucas ações ao mexicano Erik “El Terrible” Morales, 35, e ficou com o cinto CMB superleve (63,5k) que havia ficado vago um dia antes, quando o azteca atingiu 900 gramas acima do limite da categoria. O embate terminou nos primeiros momentos de hoje no Reliant Arena de Houston (Texas, EUA).

“Eu esperava uma guerra, um grande combate e foi o que ocorreu”, exulta-se Garcia (23-0-0, 14 KOs), reconhecendo ter derrotado uma lenda do esporte. O atleta ianque colocou mais energia e pressão nos momentos cruciais da luta e abriu vantagem sobre um desgastado e lento Morales (52-8-0, 36 KOs).

O experiente azteca conseguiu em alguns instantes bloquear os golpes mais rápidos do oponente, mas com o passar do tempo, a diferença de idade foi marcante. Ainda assim, Morales feriu o nariz de Garcia no décimo capítulo – que pareceu ser uma fratura. Contudo, no giro seguinte, o americano aplicou forte gancho de esquerda para enviar o rival à lona, praticamente confirmando seu triunfo em 117-110; 116-112 e 118-109.

Retiro?

Resignado pela falta de condições em atingir o peso da divisão, por ter sido destituído do título antes mesmo do combate e pela derrota para um jovem desafiante, Erik Morales admite estar avaliando com mais profundidade sua aposentadoria. “Tenho de meditar se tenho condições de enfrentar combatentes de grande nível. Antes de mais nada está minha saúde, por isso devo tomar uma decisão inteligente”, comenta o quatro vezes campeão mundial.

Rumores apontam terceira luta de Bowe e Golota

A notícia ainda precisa ser confirmada, mas há fortes indícios de que o americano e indiscutível ex-campeão mundial dos pesados Riddick Bowe, 43, e o polonês Andrew Golota, 44, estarão frente à frente mais uma vez depois de duas batalhas épicas em 1996. “O acordo foi fechado na tarde desta quarta”, descreve um promotor esportivo europeu, sem especificar quando e onde o combate será travado.

Coincidentemente, após os triunfos sobre o polonês, Bowe (43-1-0, 33 KOs) viu a carreira caminhar para declínio absoluto, já sem deter nenhum cinturão, realizando apenas mais três combates bastante alternados desde então, o último em dezembro de 2008. Para seus antigos fãs, foi triste ver Bowe superar o compatriota Billy Zumbrun (2005) com inacreditáveis 127 quilos.

Para Golota (41-8-1, 33 KOs), os reveses para o inimigo americano foram por desclassificação controversas, devido a golpes abaixo da linha de cintura. Mesmo tendo perdido a invencibilidade no primeiro combate, o atleta polaco sempre esteve à frente das papeletas nos dois confrontos. O que os promotores estão discutindo é que o embate Bowe-Golota não será no boxe – o americano dificilmente receberia licença –, mas sim em algum tipo de luta semelhante ao MMA ou wrestling.

Religiosidade ajuda no condicionamento de Pacquiao

A descoberta da religiosidade de forma mais contundente nos últimos meses pode contribuir para o melhor condicionamento físico do filipino Manny Pacquiao, 33. A esperança é do guru em preparação Alex Ariza que já foi informado pelo astro asiático do desejo de iniciar já em 26 de março o campo de treinamento para o confronto diante do americano Timothy Bradley, 28, marcado para 9 de junho no MGM de Las Vegas (Nevada, EUA).

O sonho com Deus no início desta temporada fez Pacquiao (54-3-2, 38 KOs) abandonar alguns hábitos que prejudicavam seu estado atlético – como presença regular em casas noturnas, apresentações com seu grupo musical e até participação em jogos de azar.  “Provavelmente, ele terá mais energia e maior tempo de recuperação para os treinos mais difíceis que lhe darei”, aposta Ariza.

Junto à sua equipe, Pacquiao reconheceu os problemas enfrentados na preparação para o confronto com o mexicano Juan Manuel Marquez, em novembro, e espera retomar o mesmo nível de encontros e desempenhos memoráveis como obteve nos triunfos sobre o britânico Ricky Hatton e o porto-riquenho Miguel Cotto. “Se ele (Pacquiao) fizer tudo o que eu pedir, farei companhia a ele em cada igreja para contribuir em seu estudo bíblico”, promete Alex Ariza.

Por US$ 100 mi, Lennox Lewis tira pijama para lutar

Crítico feroz do atual estágio da divisão dos pesos pesados, o britânico Lennox Lewis, 46, não tem planos para voltar a competir, mas admite que se recebesse oferta astronômica poderia ser persuadido e abandonar a aposentadoria. “Por US$ 100 milhões (R$ 180 milhões) eu tiraria o pijama e retomaria os treinos no ginásio”, assinala o ex-campeão fora dos tablados desde 2003.

O que mais incomoda Lewis é que há muito tempo a categoria dos pesados não traz qualquer atrativo, notadamente pelo domínio absoluto dos irmãos Wladimir e Vitali Klitschko, dono de todos os principais cinturões e sem rivais à altura. “Em algum momento o árbitro paralisa o combate. Suas lutas (dos Klitschko) são chatas”, ataca.

Lennox Lewis avalia que a principal categoria do boxe está precisando desesperadamente de lutadores mais empolgantes para voltar a ser interessante. “A única coisa que os Klitschko e seus adversários estão fazendo é encher a mala (de dinheiro). Nada mais. A divisão dos pesados está morta”, decreta o atleta do Reino Unido.