Mayweather respeita Cotto como assassino silencioso

Há poucos dias em que se vê na condição de desafiante, o americano Floyd Mayweather, 35, não mudou sua postura de evitar declarações ou provocações desmedidas contra o porto-riquenho Miguel Cotto, 31, campeão AMB supermeio-médio (69,8k). “Ele é um bom pugilista. Um assassino silencioso. Fala pouco, mas bate muito”, analisa Mayweather sobre o adversário do sábado no MGM de Las Vegas, estado de Nevada (EUA).
Ao contrário do rival, Mayweather (42-0-0, 26 KOs) se coloca na posição de assassino, porém, mais ruidoso. “Eu falo mais e bato mais. Não tenho nada pessoalmente contra Cotto, mas quando entrarmos no ringue será uma guerra”, aponta a estrela ianque, dizendo que fará o que for possível para derrubar o oponente do mesmo modo como fez com Victor Ortiz (setembro passado). “Não recuarei. Darei aos fãs um espetáculo extraordinário”, fulmina Mayweather.

Dawson tira título de Hopkins e o joga para a dúvida

Em revanche mais que esperada, desta vez o americano Chad Dawson, 29, fez prevalever sua maior juventude, poder e velocidade nas mãos para superar por maioria o veterano compatriota Bernard Hopkins, 47. O confronto terminado nos momentos iniciais deste domingo no Boardwalk Hall de Atlantic City, estado de New Jersey (EUA), e Dawson aboncanhou o cetro CMB meio-pesado (79,3k) e encerrou a marca histórica de Hopkins de mais velho boxeador campeão mundial.
Dawson (31-1-0, 17 KOs) foi melhor e mais efetivo na maior parte do combate e comprovou o que sustentava desde o primeiro confronto de outubro passado de que superaria o veterano Hopkins (52-6-2, 32 KOs). O mais jovem atleta sofreu corte do lado do olho esquerdo em cabeçada acidental no quarto capítulo que o poderia prejudicar.
O ferimento, contudo, fez de Dawson ainda mais forte e decidido e por algumas vezes abalou discretamente Hopkins. No oitavo giro, Dawson foi cortado sobre o olho direito, agora por golpe regular de ex-campeão que buscou força adicional na penúltima rodada. No fim, Dawson foi o vencedor em 117-111 e 117-111 e absurdos 114-114 anotados pelo jurado Luis Rivera, com sinais claros de que deve ter assistido a outro combate.

Boxeador mais alto do mundo perde logo na estreia

Toda a publicidade e interesse na estreia do peso pesado gigante dinamarquês Morten Poulsen, 37, foram apagados rapidamente. Demonstrando pouco ou quase nada para um atleta profissional, o maior boxeador do mundo, de 2,19m, sucumbiu por nocaute técnico no terceiro round para o letão Andris Naglis, 24, no embate realizado no sábado no Frydenhøjhallen, da cidade de Hvidovre (Dinamarca).

A elevada estatura e os 130 quilos não foram suficientes para criar nenhuma vantagem a Poulsen (0-1-0). Logo no primeiro episódio, ele foi atingido com duro direto no queixo e nunca mais se recuperou. Naglis (3-1-1, 2 KOs) atacou o quanto pôde e balançou o gigante algumas vezes, até Poulsen reclamar de lesão no braço no terceiro capítulo.

Examinando pelo médico de ringue, o atleta fez sinal de que não tinha condições para continuar, desistindo da luta e confirmando a derrota aos 2min32seg. Com pouquíssima experiência, o dinamarquês Morten Poulsen fez apenas quatro combates no amadorismo. Não deve ter vida longa no esporte das luvas.

Calado, “La Hiena” Barrios já está fora da prisão

Sem pronunciar uma única palavra, o argentino Jorge “La Hiena” Barrios, 35, já está em liberdade. A Justiça confirmou o recebimento da fiança de 200 mil pesos (R$ 67 mil) e o ex-campeão mundial está livre até que a condenação inicial – de quatro anos de prisão efetiva, mais oito anos sem poder conduzir veículo – seja reavaliada pelo Tribunal de Cassação para ratificar ou modificar a penalizações. O portenho estava encarcerado desde o último dia 4 na Unidade Prisional de Campana.

Enquanto aguarda os procedimentos legais, “La Hiena” Barrios tem de fixar residência na província de Mar de Plata, não pode se ausentar do domicílio por mais de 24 horas, tem a obrigação de apresentar-se uma vez por semana à comissaria da polícia e não pode sair do país. O único benefício imediato ao lutador é que ele pode voltar a dirigir já que sua sentença ainda não é definitiva. Barrios provocou acidente de automóvel em janeiro de 2010 no qual morreu a compatriota Yamila Gonzalez, 20, grávida de seis meses.

Mayweather faz tempo de prisão virar força mental

Em pouco mais de um mês existem ao menos dois compromissos inadiáveis para o americano Floyd Mayweather, 35. O primeiro é desafiar o porto-riquenho e campeão AMB supermeio-médio (69,8k) Miguel Cotto, em 5 de maio. O outro é apresentar-se ao Tribunal do Condado de Clark (Las Vegas, Nevada, EUA) em 1º de junho para ser encaminhado à prisão por 90 dias devido à pena imposta pela Justiça por violência doméstica.

“Na vida há dias bons e dias ruins. O mais importante é crescer mentalmente quando eu estiver fora de ação por um tempo”, ameniza Mayweather (42-0-0, 26 KOs), já imaginando os dias na prisão por ter atacado Josie Harris, mãe de três de seus filhos, em incidente ocorrido em setembro de 2010. Dois de seus primogênitos foram testemunhas e comprovaram a agressão.

Tudo indica que Mayweather esteja livre da detenção até o fim de agosto ou até mesmo antes se tiver bom comportamento na unidade prisional. Afora a pena, ele ainda deve prestar 100 horas de serviços comunitários, passar por programa de aconselhamento contra violência doméstica durante um ano e pagar multa de US$ 2,5 mil (R$ 4.675 mil).

Do glamour ao simples

Mayweather enfrenta Cotto (37-2-0, 30 KOs) no MGM de Las Vegas e depois da noite glamourosa em um dos mais conhecidos hotéis do mundo, ficará alojado em cubículo simples de metros quadrados restritos. O atleta, porém, garante que quer ficar ativo, pedirá permissão para treinar durante algumas horas por dia já que pretende fazer mais um combate até o fim da temporada.

“Quero sempre testar minhas habilidades e esforçar-me até o limite máximo”, declara a estrela americana, dono de cinturões em seis diferentes categorias de peso. Mayweather só não transforma o “inimigo” Manny Pacquiao (Filipinas) em objetivo desmedido. “Não me preocupo se essa luta (com Pacquiao) será realizada ou não. Se fosse assim eu não teria enfrentado antes outros 42 rivais”.

Sophie Mathis aceita conceder revanche a Holly Holm

Em fato não muito comum entre as mulheres, a francesa Anne Sophie Mathis, 34, aceitou o desafio de conceder revanche direta à americana Holly Holm, 30, em combate acertado para 15 de junho no Route 66 Casino, da cidade de Albuquerque, estado de New Mexico (EUA). No primeiro confronto de dezembro do ano passado, a europeia destruiu a oponente no sétimo round, mesmo em solo americano.

Sophie Mathis (26-1-0, 22 KOs) é uma das melhores boxeadoras da atualidade e seu único revés ocorreu apenas na sua segunda apresentação profissional no longíquo novembro de 1995. Para Holm (30-2-3, 9 KOs) fica o desejo de vingança sobre a adversária que a humilhou em “sua casa”, interrompendo invencibilidade de mais de sete temporadas.

Parceiros de treinos apostam em futuro de Mitchell

Ele é uma das grandes apostas da combalida divisão americana dos pesos pesados e até mesmo seus parceiros de treinos são unânimes em colocá-lo como futura estrela. De início tardio no esporte, Seth Mitchell, 29, enfrenta seu mais duro obstáculo no próximo sábado ao ficar diante do compatriota Chazz Witherspoon, 30, no Boardwalk Hall de Atlantic City, estado de New Jersey (EUA).

“Ele dá cento e dez por cento em todos os treinamentos”, elogia Donnell Holmes. “Ele sempre quer fazer o melhor. Será um dos maiores de nosso tempo”, completa Joe Rabotte. Os dois sparrings não se cansam de exaltar as qualidades e o potencial do invicto Mitchell (24-0-1, 18 KOs) de apenas quatro temporadas no profissionalismo, após ficar impedido de continuar no futebol americano por lesão nos joelhos.

Holmes e Rabotte acreditam que o compatriota tem características fundamentais para o sucesso na principal categoria do esporte. “Ele tem coração e facilidade em se adaptar ao estilo dos rivais. Quando você pensa que ele repetirá um golpe ou movimento, ele se mostra diferente”, aponta Holmes. “Será um combate muito difícil para Witherspoon”, finaliza Rabotte.

Ex-marido de Martin é julgado por tentar homicídio

Está previsto para começar nas próximas horas o julgamento de Jim Martin, 68, por tentativa de homicídio em primeiro grau e lesão corporal grave na ex-mulher, a americana Christy Martin. Em novembro de 2010, ele esfaqueou três vezes e disparou um tiro contra a atleta após séria discussão conjugal. O processo será comandado por tribunal do estado da Flórida (EUA).

Christy Martin (49-6-3, 31 KOs) sobreviveu aos ataques, recuperou-se fisicamente e ainda conseguiu retornar aos tablados, em junho do ano passado. Contudo, ela sofreu revés para a compatriota Dakote Stone depois que uma fratura na mão direita fez o árbitro interromper as ações no sexto round. Há indícios de que o fim da relação de Martin com seu ex-marido e treinador deveu-se ao relacionamento bissexual assumido da pugilista.

Empresário exige devolução de dinheiro pago a Tyson

A situação se arrasta já há alguns meses, mas o empresário polonês Thomasz Babilonskiego espera encontrar-se pessoalmente com o lendário americano Mike Tyson para receber de volta a quantia de US$ 60 mil (R$ 112,2 mil) paga em setembro do ano passado. O boxeador era convidado de uma festa de gala organizada na capital Varsóvia, assinou contrato, recebeu o dinheiro, porém, não compareceu. De última hora, os promotores conseguiram levar o britânico Lennox Lewis.

“Eu odeio esse assunto porque é constrangeador”, irrita-se Babilonskiego que se mostra cansado das promessas de ressarcimento de Tyson. O empresário, inclusive, chegou a viajar até Las Vegas (Nevada, EUA), em dezembro, conversou com Tyson e sua mulher Lakiha Spicer, teve a promessa de devolução, sem nunca ser cumprida.

A esperança do empresário do leste europeu é que Mike Tyson foi contratado por uma marca de energético e deve deslocar-se até a Polônia para a gravação de comercial até o fim deste mês e, com certeza, será por uma quantia maior à que ele é devedor. “Desta vez não quero mais conversas. Quero o meu dinheiro”, desabafa Thomasz Babilonskiego.

Mayweather recusa ampliar oferta financeira a Pacquiao

Fica cada vez mais distante a possibilidade de os aficionados do esporte presenciarem a realização do megacombate entre o americano Floyd Mayweather, 35, e o filipino Manny Pacquiao, 33. A estrela ianque se recusa a mexer na oferta proposta por ele de pagar de US$ 40 milhões (R$ 74,8 milhões), sem mais nenhum centavo. Já o astro asiático quer dividir igualmente todos os ganhos possíveis com o faturamento. Mayweather e Pacquiao conversaram brevemente por telefone há alguns meses e não alcançaram nenhum acordo.

“É Manny Pacquiao quem precisa de Floyd Mayweather e não eu dele”, ataca o boxeador ianque, tentando mostrar que os ganhos auferidos com suas lutas comprovadamente são sempre superiores aos obtidos pelo filipino. Outra opção sugerida por algumas pessoas apontavam para uma divisão igual em 45-45%, sendo que os 10% restantes iriam parar nas mãos do vencedor do confronto.

Mayweather (42-0-0, 26 KOs) desafia o porto-riquenho Miguel Cotto pelo cetro AMB supermeio-médio (69,8k), em 5 de maio no MGM de Las Vegas, estado de Nevada (EUA), mesmo local em que Pacquiao (54-3-2, 38 KOs) coloca em jogo seu título OMB meio-médio (66,6k) contra o americano Timothy Bradley. Caso os dois astros sejam os vencedores, o mundo aguardaria com ansiedade um acerto para o combate dos sonhos do boxe atual.