Aposentado, Margarito nega culpa em bandagem ilegal

Fora do esporte desde o mês passado, o mexicano Antonio Margarito, 34, não acredita que sua carreira fique marcada pelo episódio em que foi pego pela tentativa de utilizar bandagens com gesso antes do confronto com americano Shane Mosley em janeiro de 2009. Naquele dia, o azteca subiu ao ringue, perdeu por nocaute no nono round e ficou sem o título AMB meio-médio (66,6k).

“Sinceramente, doi-me muito saber que algumas pessoas têm dúvida sobre meu comportamento. Sou um lutador limpo”, desabafa Margarito (38-8-0, 27 KOs) que acabou suspenso por um ano pela Comissão Atlética do Estado da Califórnia. Após o período, conseguiu retornar para fazer mais três combates – o triunfo sobre o compatriota Roberto Garcia e os reveses para Manny Pacquiao e Miguel Cotto.

Margarito insiste que nunca fez nada de ilegal para ser vitorioso sendo que seu antigo treinador Javier Capetillo assumiu a culpa por todos os acontecimentos, o que lhe causou suspensão indefinida do esporte. O mexicano, tricampeão mundial, preferiu sair dos tablados porque não queria mais correr risco de interrupção de suas lutas pelos constantes inchaços em seu olho direito.

Britânico se recupera de cirurgia no cérebro após revés

Os médicos se mostram muito satisfeitos com a recuperação do britânico Jonjo Finnegan, 32, submetido à cirurgia para estancar o sangramento no cérebro. Na última sexta-feira, o boxeador perdeu por nocaute técnico no sexto round para o compatriota Ryan Clark, caiu inconsciente, precisou de auxílio de balão de oxigênio por cerca de 20 minutos e, em seguida, foi levado ao Queen’s Medical Centre de Nottingham.

Finnegan (14-9-0, 0 KO) continua em estado grave e sob cuidados intensivos, mas os especialistas consideram sua situação estável e acreditam que ele possa respirar sem o auxílio de equipamentos ainda nesta semana. Finnegan fazia a revanche com Clark para se recuperar da derrota também por nocaute, ocorrida em abril.

O embate foi realizado no Town Hall, de Burton-on-Trent, em Staffordshire (Reino Unido), pela divisão supermédio (76,2k). Em 2009, Jonjo Finnegan havia sofrido grave acidente de carro, ficou sem atuar durante 11 meses, e naquela oportunidade ninguém acreditava que ele voltaria a lutar.

Ouro olímpico é maior preciosidade para De La Hoya

Há 20 anos, o americano Oscar de La Hoya, 39, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona (Espanha/1992) e, para ele, a honraria é o prêmio mais valioso de sua trajetória vitoriosa que se seguiu por títulos mundiais em seis categorias diferentes. O Golden Boy guarda a preciosidade com emoção, pois pôde atender ao pedido especial da mãe Cecilia, morta dois anos antes, vítima de câncer.

“A medalha de ouro é meu bem mais valioso que jamais terei outro igual”, declara de La Hoya (39-6-0, 30 KOs) aposentado oficialmente desde 2008. Em Barcelona, o americano superou cinco oponentes para subir ao degrau mais alto do pódio pela divisão leve, sendo que o primeiro a vencer foi o brasileiro Adilson da Silva antes de chegar à final com o alemão Marco Rudolph.

Algoz de brasileiro, Lomachenko deixa amadorismo

Independente do resultado final a ser obtido nos Jogos Olímpicos de Londres, o ucraniano Vasyl Lomachenko, 24, já definiu que deixa para trás o capacete e a camiseta que lhe renderam o bicampeonato mundial e a medalha de ouro em Pequim (Cina/2008) pela atuação no boxe profissional. Até o país para desenvolver a nova carreira ele já definiu: os Estados Unidos.

“Todos os grandes lutadores estão na América. Não vejo boxe profissional de alto nível na Europa e na Ucrânia”, comenta Lomachenko que se iniciou no esporte em 1994 quando ainda era um mero pequeno estudante. Nas últimas cinco temporadas sempre esteve entre os melhores do mundo.

Já em 2007, ficou com a prata no Mundial de Chicago (EUA); dois anos depois obteve o ouro no Mundial de Milão (Itália), repetindo a dose em 2011 em Baku (Azerbaijão). Foi nessa competição que ocorreu um fato inusitado antes do título. O ucraniano havia perdido nas oitavas-de-final para o brasileiro Robinson Conceição por 20 a 19, porém, a pontuação gerou dúvidas e polêmicas. Na investigação a seguir, os juízes reviram a decisão e deram o triunfo a Lomachenko por 19 a 18.

Wrestling coloca Bowe e Golota em terceiro confronto

Nenhum dos dois atletas emitiu comunicado oficial, contudo, os promotores estão garantindo mais uma vez a terceira batalha entre o americano Riddick Bowe, 43, e o polonês Andrew Golota, 44. Os dois pesos pesados protagonizaram duas lutas controversas em 1996, nas quais o ianque saiu-se vencedor por desclassificação pelos golpes baixos do rival europeu. Em vez do boxe, o confronto seria em regras adaptadas de wrestling, em 3 de novembro no Atlas Arena de Lodz (Polônia).

Esquecido por muitos e financeiramente falido, Bowe (43-1-0, 33 KOs) há muitos anos declarava o interesse em retornar aos tablados para transformar-se em desafiante dos irmãos ucranianos Wladimir e Vitali Klitschko. Seus triunfos sobre Golota coincidiram com seu declínio absoluto no esporte com apenas três combates nos últimos 16 anos.

Radicado nos EUA, mas ídolo em seu país, Golota (41-8-1, 33 KOs) subiu ao ringue pela última vez na derrota para o compatriota Tomasz Adamek, em 2008. O terceiro combate em outra modalidade com Bowe mais se assemelha a um show de horrores, porém, pode atrair público e interesse da mídia, na avaliação da empresa promotora que divulga o evento como o sugestivo nome de “negócios inacabados”.

Mayweather aguarda libertação e lutas com Pacquiao

Membros da equipe, familiares e amigos não conseguem esconder a alegria, mesmo comedida. Entretanto, todas essas pessoas e os aficionados do esporte vivem a expectativa de libertação do americano Floyd Mayweather, 35, até o fim da próxima semana. O multicampeão está encarcerado desde 1º de junho no Centro de Detenção do Condado de Clark, em Las Vegas, estado de Nevada (EUA), condenado a 87 dias por violência doméstica contra Josie Harris, mãe de três de seus filhos. O bom comportamento está a favor do ianque.

Mesmo detido em cela minúscula, Mayweather (43-0-0, 26 KOs) conseguiu grandes notícias nas últimas semanas: foi apontado como o esportista de maior faturamento mundial e premiado como o melhor atleta pela ESPY. Do lado de fora das grades seus representantes têm negociado a realização de dois megacombates com o filipino Manny Pacquiao até o fim do primeiro semestre de 2013, com a possibilidade de ganhos superiores a US$ 40 milhões (R$ 80 milhões) para cada atleta em cada um dos confrontos.

Vit Klitschko põe Lewis no mesmo nível de Ali e Tyson

“Ele foi o oponente mais forte de minha carreira”. Com o devido reconhecimento, o ucraniano Vitali Klitschko, 41, qualifica o britânico Lennox Lewis, 46, como um dos dez maiores pesos pesados da história, no mesmo nível de lendas como Muhammad Ali e Mike Tyson. Em junho de 2003, o ucraniano foi superado no sexto round, pelo agora ídolo, depois de ter cortes perigosos próximos do olho esquerdo, ainda que liderasse as três papeletas dos jurados.

“Ele me deu a chance de provar minhas habilidades. Nunca lutei com um rival tão forte e com grande técnica. Graças a Lewis tive essa experiência que me motivou para as minhas lutas seguintes”, assinala Vit Klitschko (44-2-0, 40 KOs), insistindo que o antigo adversário está entre os maiores boxeadores de todos os tempos.

Vit Klitschko sempre desejou uma revanche, mas viu Lennox Lewis se retirar voluntariamente após a vitória de nove anos atrás com a obtenção do título dos pesados em três oportunidades. Detentor do cinto CMB, o ucraniano defende sua coroa pela nona vez contra o sírio-alemão Manuel Charr (21-0-0, 11 KOs), em 8 de setembro, em Moscou, Rússia.

Paraplégico, Williams assiste embate Alvarez e Lopez

O grave acidente de moto, em maio, que o imobilizou definitivamente da cintura para baixo não é capaz de reduzir a energia e a vivacidade do americano Paul Williams, 30. O atleta garante estar presente à luta do mexicano Saul “Canelo” Alvarez na defesa do cinto CMB supermeio-médio (69,8k) diante do americano Josesito Lopez, em 15 de setembro no MGM de Las Vegas, estado de Nevada (EUA).

“Logo após o acidente, Alvarez deu total apoio e já havia feito o convite para Paul (Williams) e sua família comparecerem ao combate”, confirma George Peterson, gerente e treinador do americano. Antes de finalizar o combate com Lopez, o rival de Alvarez deveria ser Williams, com quem já tinha contrato assinado.

Williams também recebeu convite do argentino Sergio “Maravilla” Martinez – com quem travou duas grandes batalhas – para prestigiar seu embate com o azteca Julio Cesar Chavez Jr., no mesmo 15 de setembro em Las Vegas, só que no Thomas & Mack Center, cerca de três quilômetros de distância do MGM.

Hopkins aceita fim de linha e já fala em despedida

Sem mais nada a comprovar no esporte, satisfeito com suas conquistas e ainda ostentando a marca de mais velho boxeador a obter título mundal, o americano Bernard Hopkins, 47, não descarta a aposentadoria em breve. O veterano lutador pensa em subir ao ringue antes do fim da temporada sem o desejo simples de enfrentar qualquer rival ou para colocar mais US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) na conta bancária.

“Eu não quero subir ao ringue para fazer show palhaço ou espetáculo de circo. Eu vi muitas lendas fazerem isso em diversos esportes e não tomarei parte desse jogo. Ao fim do dia não preciso mais do boxe para pagar minhas contas”, destaca Hopkins (56-6-2, 32 KOs) que não deseja fechar sua trajetória em confronto simples, mas que possa, por exemplo, estar envolvido em disputa de título mundial – como os rumores contra o britânico Nathan Cleverly (OMB) ou o uzbeque Beibut Shumenov (AMB) pela divisão meio-pesado (79,3k).

Hopkins espera encarar oponentes que lhe criem motivos para se preparar física e mentalmente ao máximo e não para limpar seu registro, já que na última apresentação foi superado por maioria pelo compatriota Chad Dawson. “Preciso de algo que reflita meu caminho, meu legado. Se esse rival me bater, ele faz história. Se eu o derrotar, eu o transformei em mais uma vítima”.

Popó Freitas espera bater Oliveira de novo em revanche

O contrato ainda não foi devidamente assinado, porém, já existe acordo verbal para o brasileiro quatro vezes campeão mundial Acelino Popó Freitas, 36, conceder revanche ao jovem compatriota Michael Oliveira, 22. No último mês de junho, em Punta del Este, Uruguai, o experimentando boxeador superou o rival por nocaute no nono round, atuando pela divisão supermeio-médio (69,8k).

“Recebi oferta pelo dobro do valor que ganhei na primeira luta e aceitei”, assinala Freitas (39-2-0, 33 KOs) sobre o faturamento de R$ 1 milhão para o espetáculo previsto para o próximo mês de dezembro, na cidade de São Paulo. Popó Freitas estava afastado dos tablados havia cinco temporadas, não sentiu os efeitos da inatividade e mostrou o mesmo poder de suas duras mãos.

Confiante na obtenção de mais um triunfo, o ex-campeão acredita que seus treinamentos serão ainda mais produtivos até por contar com o auxílio do sobrinho Vitor Freitas-Jones, 19, exitoso em sua estreia profissional na última sexta-feira nos EUA. “Quando fui contatado pelo Carlos Oliveira (CEO da MO Productions e pai de Michael) não hesitei em concordar com novo combate. Irei lá e baterei no filho dele mais uma vez”, fulmina Popó Freitas, em nossa conversa.