Mayweather desmente sentir ódio por rival Pacquiao

Apesar das discussões públicas das últimas temporadas e até mesmo processo judicial por difamação interposto contra ele em tribunal nos Estados Unidos, o americano Floyd Mayweather, 35, revela não sentir qualquer ódio pelo eterno oponente Manny Pacquiao, 33. “Minha única exigência em relação a Pacquiao sempre foi a de realização de testes de drogas, nada mais”, explica o multicampeão.

Mayweather (43-0-0, 26 KOs) tem utilizado palavras mais amenas quando se refere a Pacquiao, a quem já qualificou de “lutador inacreditável”. O atleta ianque não emitiu nenhum sinal sobre a continuidade de sua carreira, mas não descarta encarar o astro asiático no futuro. “Se voltar a lutar, estarei pronto para enfrentar qualquer adversário”, enfatiza Mayweather.

Cassino quase tira Charr de embate com Vit Klitschko

Os amigos ficaram na dúvida sobre a decisão, mas a questão chegou a ser discutida. O sírio-alemão Manuel Charr, 27, esteve perto de ganhar um prêmio em cassino de € 8 milhões (R$ 20.560 milhões) e, na hipótese de colocar as mãos na fortuna, teria abandonado a disputa do título CMB dos pesos pesados contra o ucraniano Vitali Klitschko, marcado para 8 de setembro no Olimpiyskiy Stadium de Moscou (Rússia).

Jogador contumaz ao lado de um amigo, Charr (21-0-0, 11 KOs) acertou cinco de seis combinações de números no jackpot e acabou embolsando pouco mais de € 4,8 mil (R$ 12.336 mil). “Se tivesse dado o número correto, eu teria cancelado minha luta com (Vitali) Klitschko”, declara em tom de brincadeira o desafiante que receberá de bolsa US$ 400 mil (R$ 800 mil) para encarar o ucraniano.

Wach pensa em nocaute para suplantar Wlad Klitschko

No segundo encontro promocional, agora em Varsóvia, capital da Polônia, o local Mariusz Wach, 32, insiste que é quase impossível superar por pontos o ucraniano e campeão unificado dos pesados Wladimir Klitschko, 36. “Provavelmente terei de nocauteá-lo”, aponta Wach para o embate de 10 de novembro no O2 World Arena de Hamburgo (Alemanha).

De bom humor e em resposta à provocação do desafiante, Wlad Klitschko (58-3-0, 51 KOs) disse que “o nocaute é a melhor forma de vencer uma luta e é isso que os torcedores esperam”. Mais musculoso e mais atlético que em seus combates anteriores, Wach (27-0-0, 15 KOs) confia em destronar o campeão que não perde há mais de oito temporadas.

Huck fecha décima defesa diante de veterano Arslan

Com a possibilidade de obter a nomenclatura de “supercampeão” pelo organismo, caso mantenha o título OMB cruzador (90,7k) pela décima oportunidade, o alemão Marco Huck, 27, já sabe que seu adversário será o veterano compatriota Firat Arslan, 41. O confronto está agendado para 3 de novembro no Gerry Weber Stadium, da cidade de Halle, estado de Nordrhein-Westfalen (Alemanha).

“Não quero perder a chance de me tornar ‘super’ por nenhuma circunstância”, enfatiza Huck (34-2-1, 25 KOs) campeão desde 2009 quando tirou o cetro do argentino Victor Ramirez. O germânico tem de lutar contra os desempenhos infelizes desta temporada em que perdeu para o russo Alexander Povetkin, na tentativa de brigar pelo cetro pesado, e no empate controverso contra o britânico Ola Afolabi.

Ex-campeão mundial AMB, Arslan (32-5-2, 21 KOs) há muito parecia esquecido e longe de se tornar desafiante a outro título. Ocupante do posto #8 OMB, o boxeador canhoto não vence um combate sobre oponente importante há pelo menos quatro anos e, na hipótese concreta de derrota, pode encaminhar-se para a aposentadoria.

Segurança de Mayweather é condenado por dois crimes

A pena de prisão está definida de dois a cinco anos. Ocie Harris, ex-segurança do americano Floyd Mayweather, foi condenado pela acusação de ter efetuado disparos contra dois homens em agosto de 2009. Na oportunidade, Mayweather discutiu com Williams Quincey em uma famosa pista de patinação em Las Vegas (Nevada), depois que Quincey supostamente enviou mensagem de texto dirigida ao boxeador americano, na qual “esperava que Mayweather perdesse o combate diante do mexicano Juan Manuel Marquez”.

À saída do local, o guarda-costas Ocie Harris efetuou ao menos seis tiros na direção do carro em que se encontrava Quincey e o amigo Damein Bland. Nenhum dos dois foi ferido, mas, segundo o advogado de Harris, Tom Pitaro, o Ministério Público optou por direcionar as acusações ao seu cliente para “poupar Mayweather”.

O multicampeão americano chegou a dizer que não conhecia Harris e negou conhecer o episódio dos tiros. Contudo, diversas testemunhas, vídeos de vigilância e registros encontrados na casa de Mayweather (feitos mediante mandado judicial) comprovaram o relacionamento com o segurança. Já no último mês de abril, Ocie Harris havia admitido os crimes de agressão por arma mortal e disparos contra veículo.

Algoz de Falcão, Murata rejeita profissionalização

Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres ao derrotar o brasileiro Esquiva Falcão na final da categoria médio (72k) por 14 a 13, o japonês Ryota Murata, 26, recusou oferta de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) para ingressar no profissionalismo. Em vez disso, ele planeja um bom tempo de descanso para decidir seu futuro, mas já indica a descontinuidade como competidor para se dedicar a estudos da ciência do esporte e outros idiomas.

“É o fim de um capítulo para mim e para o boxe”, sentencia Murata que tem planos mais modestos para a formação de jovens atletas amadores. No passado, o nipônico havia se afastado da carreira quando não obteve vaga na equipe olímpica de seu país para os Jogos realizados em Pequim (China/2008).

Murata tampouco se mostra entusiasmado para defender o ouro na competição do Rio de Janeiro daqui a quatro anos. “Não penso em retorno. Com certeza haverá outros lutadores no Brasil e eu não serei atraente para a mídia”, finaliza Ryota Murata, primeiro japonês a subir ao mais alto degrau do pódio olímpico desde o compatriota Takao Sakurai em Tóquio (Japão/1964).

Abraham supera Stieglitz e obtém segundo cinturão

Em confronto emocionante, na maioria das vezes muito equilibrado e de difícil anotação em algumas rodadas, o alemão Arthur Abraham, 32, suplantou por pontos o compatriota Robert Stieglitz, 31, para roubar-lhe o título OMB da categoria supermédio (76,2k). O espetáculo foi realizado neste sábado no O2 World Arena de Berlim, na Alemanha.

Abraham (35-3-0, 27 KOs) fez uso de sua grande experiência para controlar o ímpeto e garra do ex-campeão. Com seu conhecido poder nas mãos, Abraham assustou e feriu Stieglitz (42-3-0, 23 KOs) que acabou o combate com lesões nos dois olhos, nada, porém, que o impedisse de defender com honra o cinto que detinha há quase três temporadas.

No fim, os jurados indicaram triunfo de Arthur Abraham em 116-112; 116-112 e 115-113, permitindo-lhe ganhar o segundo título mundial, depois de transformar-se em rei dos médios (72,5k). Logo após o embate iniciou-se especulação sobre a primeira defesa do alemão frente ao dinamarquês Mikkel Kessler.

Fury faz lista de rivais e indica interesse em Chagaev

Com o planejamento voltado para desafiar os atuais campeões em futuro não muito distante, o peso pesado britânico Tyson Fury, 24, discutiu com seus representantes nomes de próximos adversários. O gigante do Reino Unido quer deparar-se com obstáculos cada vez mais difíceis e apontou na direção do uzbeque Ruslan Chagaev, ex-detentor do cetro da categoria.

Com 2,06m, invicto e integrante de rankings, Fury (19-0-0, 14 KOs) estima o momento ideal para ficar diante de rivais ainda mais experientes e de maior qualidade e, além de Chagaev, havia sinalizado outros rivais como Tomasz Adamek, James Toney, Jean-Marc Mormeck e Sergey Liakhovich. Os promotores de Tyson Fury querem vê-lo em ação no mês de novembro em palcos como Dublin (Irlanda) ou Las Vegas (EUA).

Pacquiao, por governo, fica próximo de aposentadoria

Ele já ocupa uma cadeira de congressista em seu país, mas seus objetivos políticos não estão limitados. O filipino Manny Pacquiao, 33, indicou o interesse em concorrer ao cargo de governador da província de Sarangani em maio do próximo ano e, na hipótese de ser eleito, não teria como conciliar a função com as atividades esportivas e defender seu nome nos ringues como um dos maiores lutadores do mundo.

Por compromissos políticos e tempo restrito para treinar, Pacquiao (54-4-2, 38 KOs) solicitou aos seus promotores o adiamento de seu retorno às competições de 10 de novembro para 1º de dezembro. Os rivais mais cogitados são Timothy Bradley, Juan Manuel Marquez e Miguel Cotto, com os quais já brigou no passado.

O desejo maior do astro asiático ainda é realizar o megacombate com o americano Floyd Mayweather, 35, em confronto muito aguardado pelos amantes do esporte. Existem rumores de que o embate possa ser promovido em dezembro, contudo, os sinais mais claros colocam essa possibilidade para o primeiro semestre de 2013. Eleito governador, Pacquiao abandonaria os tablados, independente do resultado da luta com a estrela americana.

As partes se ajustam e Wach luta com Wlad Klitschko

As reclamações públicas surtiram efeito. Em comunicado oficial, o time do polonês Mariusz Wach, 32, está confirmando o confronto com o ucraniano Wladimir Klitschko, 36, para 10 de novembro em Hamburgo, na Alemanha. Ao longo das últimas horas, os representantes do atleta polaco colocaram o confronto em dúvida, alegando termos contratuais mais semelhantes a “escravidão”, pois obrigava Wach a permancer sob a tutela da empresa dos Klitschko (K2) por três combates, caso fosse o vencedor.

“Tenho o prazer de informar que depois de semanas de negociações, finalmente chegamos a um acordo que satisfaça os dois lados”, aponta o comunicado emitido em nome do invicto Wach (27-0-0, 15 KOs). Para Wlad Klitschko (58-3-0, 51 KOs) é a segunda defesa dos títulos unificados AMB, OMB e FIB na atual temporada, depois do triunfo sobre Tony Thompson.