Fim do mistério: Marciano fez round exibição no Brasil!

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Por muitos anos alguns supostos historiadores de boxe desejavam comprovar que o lendário americano Rocky Marciano havia efetuado um combate profissional no Brasil, mais especificamente no Ginásio do Maracanãzinho, estado do Rio de Janeiro. A intenção dessas pessoas era ampliar o recorde do atleta para 50 vitórias, com 44 nocautes – em vez da marca oficial correta (49-0-0, 43 KOs). Após exaustivas pesquisas desenvolvidas pelo escritor Paulo Godinho e pelo jornalista Reinaldo Carrera a dúvida não existe mais: Marciano fez apenas parte de um round exibição, com uma única luva colocada na mão esquerda (ele era destro) em 27 de março de 1956, coincidentemente um mês antes de anunciar seu retiro definitivo do esporte.

Marciano esteve no país contratado por uma empresa de material esportivo para rápidas ações promocionais no Rio de Janeiro e em São Paulo, sempre acompanhado pela mulher Bárbara. Durante sua passagem em solo carioca, o campeão dos pesos pesados esteve em alguns eventos e, por convite do empresário e promotor Téti Alfonso, compareceu à noitada de boxe no Maracanãzinho, supervisionada pela Federação Metropolitana de Pugilismo.

Identificado pelo público, Marciano subiu ao ringue para receber aplausos, mas foi estimulado a apresentar-se e mostrar algo de seu talento. De forma rápida, ele desceu do tablado e ressurgiu logo em seguida com camisa de estampas com flores, um calção emprestado e bandagens nas duas mãos. A única luva só foi colocada quando ele já estava de volta em cima do ringue.

Rival não identificado

O Jornal dos Sports (já extinto) fazia a cobertura das lutas oficiais de boxe e, pela surpresa da apresentação de Marciano, sequer se preocupou em identificar o nome do “adversário” do americano – a maioria das versões aponta para Valdemar Adão, mas algumas fontes acreditam que tenha sido Nelson de Andrade.

O mais importante é que Rocky Marciano não trocou golpes com o oponente, limitando-se a fazer movimentos semelhantes a treinamento de sombra. O tempo de sua participação no ringue no Brasil não chegou a um round inteiro, pois o atleta estava ligado a contrato profissional e não poderia efetuar nenhum combate, ainda mais fora dos Estados Unidos onde desenvolveu exclusivamente toda a sua carreira.

No próximo domingo (23), o Conselho Mundial de Boxe (CMB) inaugura estátua de seis metros de altura em homenagem aos 60 anos da conquista do primeiro cinturão de Rocky Marciano. A obra será instalada no Parque dos Campeões em Brockton (estado de Massachusetts), na cidade natal do único peso pesado a encerrar a trajetória invicto e dono de título mundial.

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