Gazeta Esportiva

Em atitude no mínimo suspeita, o peso pesado britânico Danny Williams, 39, decidiu comunicar sua saída do esporte coincidentemente após a revelação de que se recusou a participar de testes antidoping. No último dia 28 de setembro, o atleta do Reino Unido perdeu no quarto round para o alemão Christian Hammer e, segundo a federação germânica, não permitiu a coleta de material para exames.

“Cheguei ao lugar do evento duas horas antes. Comecei meu aquecimento e esperava pela realização dos testes, mas isso nunca ocorreu”, defende-se Williams (44-13-0, 33 KOs). Contudo, logo depois do combate, os supervisores tentaram por diversas vezes a obtenção de material, mas o próprio lutador virou as costas e abandonou a arena.

Em suas palavras, Williams se mostrava irritado consigo mesmo por somar sete derrotas contra apenas quatro vitórias nas últimas quatro temporadas. “Percebi que vinha sendo atingido desde 2007 e me perguntei o que ainda estava fazendo nos ringues. Eu só queria ir embora e cheguei a dizer a eles (supervisores) para fazerem o que quiserem, pois eu não quero mais saber de lutar”, assinala o britânico.

Glórias do passado

As desconfianças que mancham a imagem de Williams a partir de agora só não são capazes de esconder os títulos nacionais obtidos em seu país, bem como a chance mundial de 2004 quando perdeu por nocaute para o ucraniano Vitali Klitschko. Um combate antes, ele assustou o mundo ao atingir a glória máxima, derrubando o lendário americano Mike Tyson.




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