Boxeadora ferida por tiros contradiz médicos para lutar

Foto: AFPEm abril do ano passado, ela foi atingida mortalmente por tiros disparados pelo próprio padrasto e ex-manager e, após várias cirurgias, os médicos decretaram que a boxeadora jamais voltaria a competir. Com enorme esforço e superação, a libanesa Rola El-Halabi, 27, contrariou todas as previsões e prepara-se para retornar aos tablados em 12 de janeiro. Como prêmio, pode brigar pelo título Internacional Wiba leve (61,2k) diante da italiana Lucia Morelli, 33, no Neu-Ulm, em Bayern (Alemanha), país em que está radicada.

“É como um segundo nascimento. Eu não queria dizer adeus a esse grande esporte”, desabafa El-Halabi (11-0-0, 6 KOs) que ficou durante três longos meses locomovendo-se em cadeiras de rodas até conseguir voltar a andar com dificuldades. Contando com a ajuda do noivo, ela se sentiu motivada a treinar e o momento decisivo para sua recuperação ocorreu ao participar de uma corrida pedestre de cinco quilômetros.

El-Halabi sofreu ataque quando estava dentro dos vestiários e pronta para subir ao ringue e defender os títulos Wiba e Wibf. “Definitivamente, aquele 1º de abril não era a data projetada por mim para a aposentadoria. Eu sempre previ parar no meu auge”, sentencia a libanesa, marcada por cicatrizes na mão direita, joelho esquerdo e nos dois pés.

Distância

Tentando apagar os dramas da tragédia, Rola El-Halabi não mantém qualquer contato com o padrasto Roy El-Halabi, desde o julgamento no tribunal, em novembro do ano passado, pelo qual foi condenado a seis anos de prisão. “Não tenho a menor intenção de reencontrá-lo em qualquer tempo e em qualquer lugar”, finaliza a lutadora.

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