Gazeta Esportiva

“Clinicamente ele tem morte cerebral”. Em comunicado lacônico emitido há poucos instantes, Ernesto Torres revela ter sido infrutífero todos os esforços de sua equipe do Centro Médico de Rio Piedras para salvar a vida do ex-tricampeão mundial Hector “Macho” Camacho, 50, atingido por disparo de arma de fogo na última terça-feira em Bayamón (Porto Rico). Antes do desligamento dos aparelhos, Torres revela que outros dois especialistas devem fazer exames conclusivos em Camacho.

Especificamente, Camacho foi atingido por apenas um tiro que atravessou seu rosto, perfurou a artéria carótida (afetando o fluxo de sangue ao cérebro) e fraturou duas vértebras cervicais. O atleta estava como passageiro em veículo dentro de estacionamento quando outro carro parou à sua frente. Um indivíduo desceu e partiu em direção ao motorista Alberto Yamil Moreno, amigo de infância do lutador. Ferido, ele morreu no próprio local antes de atendimento.

Em seguida, o criminoso virou-se para Hector Camacho e efetuou somente mais um disparo. Os transeuntes conseguiram acionar ambulância e o boxeador foi encaminhado a hospital já em estado crítico, com baixa atividade cerebral e reduzida chance de sobrevivência. Os médicos pediram à Maria Matias, mãe do atleta, que se deslocasse de New York (EUA) até Porto Rico para companhar de perto a divulgação dos prognósticos.




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