Uma parada cardíaca fulminante na madrugada de hoje pôs fim ao drama vivido pelo porto-riquenho Hector “Macho” Camacho, 50, baleado na última terça-feira dentro de um carro no estacionamento de restaurante na cidade de Bayamón (Porto Rico). O tricampeão mundial foi atingido no rosto e a bala perfurou a artéria carótida, causou danos irreparáveis em duas vértebras e se alojou no ombro. Já na quinta-feira, os médicos haviam decretado sua morte cerebral, mas ele permanecia vivo pelo auxílio de aparelhos com a concordância da família.
Camacho (79-6-3, 38 KOs) foi um dos mais pitorescos, extravagantes e também um dos mais habilidosos campeões mundiais da história. O canhoto de pouco pegada, compensava a deficiência pela grande movimentação e excelente preparo físico. Ele pendurou as luvas após o combate de 14 de maio de 2010 ao perder para Saul Durán.
O porto-riquenho teve confrontos memoráveis, notadamente nos triunfos sobre Roberto “Manos de Piedra” Duran e Sugar Ray Leonard, além de protagonizar batalhas interessantes contra Oscar de La Hoya, Felix “Tito” Trinidad e Julio Cesar Chavez. O apelido mundialmente reconhecido foi popularizado em suas declarações em conferências e entrevistas nas quais mencionava “Macho time!” (A hora do Macho!).
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