Pai de Mayweather elogia desempenho de Pacquiao

Estudioso atento ao universo do esporte, o treinador Floyd Mayweather elogiou a performance do filipino Manny Pacquiao no triunfo sobre o americano Brandon Rios, em disputa realizada no último domingo em Macau (China). “Manny me pareceu muito bem, mas também acho que Rios não soube como lutar”, declara o técnico e pai do multicampeão Floyd Mayweather.

Na avaliação do treinador, Pacquiao se moveu como quis, disparou golpes da maneira como queria, trabalhou sob diversos ângulos e fez o que desejou em cima do ringue. Já para Rios, Mayweather pai não economizou críticas dizendo-se frustrado, pois o americano “jogou tanta conversa que pensei que seria mais durão; mas esse filho da puta não fez nada”.

Mesmo com elogios ao astro asiático, Mayweather pai revela não ter visto nenhuma habilidade adicional ou maior conhecimento de boxe pelo time do filipino. “Pacquiao teve vitória completa e não perdeu nenhum round, mas acho que ele ainda não está pronto para uma luta Mayweather. Com base no que vi, Floyd faria a mesma coisa com Pacquiao que o filipino fez com Rios”.

Técnico de Vit Klitschko ainda crê em luta de pupilo

Faltando apenas três dias para completar o prazo estipulado para definir seu futuro, o ucraniano Vitali Klitschko, 42, mantém incógnita sobre a continuidade ou não em competição. Detentor do cinto CMB dos pesos pesados, ele pediu até o próximo dia 30 para divulgar posição oficial sobre a defesa da coroa, alegando que ainda está em fase de recuperação de ferimento na mão.

Para Fritz Sdunek, treinador de Vit Klitschko (45-2-0, 41 KOs), o pupilo ainda tem condições de realizar ao menos mais um ou dois combates antes de eventual retiro para dedicação integral às astividades políticas. “Não sei como está sua mão, mas ele treina regularmente e está em boa forma. Meu instinto diz que ele ainda quer subir ao ringue e manter seu cinturão”, aposta Sdunek.

Mundine é primeiro adversário a parar Mosley

A maior estatura e a agressividade fizeram o australiano Anthony Mundine, 38, obter um dos triunfos mais significativos de sua carreira, ao mesmo tempo em que o coloca como o primeiro homem capaz de fazer o americano Shane Mosley, 42, não completar um combate ao alegar lesão nas costas e não prosseguir a partir do sexto round. O embate terminou há instantes no Allphones Arena de Sydney (Austrália), válido pelo cinto Internacional AMB supermeio-médio (69,8k).

Mundine (45-5-0, 27 KOs) manteve cautela no primeiro episódio, porém, com seus jabs poderosos e longo alcance de braços passou a atingir com constância e força Mosley (47-9-1, 39 KOs). O australiano dominava as ações a partir da segunda etapa e, ao fim do sexto giro já no córner, o ianque reclamou de dores nas costas, foi examinado e orientado a não mais prosseguir. Até então, Mosley jamais havia deixado de concluir uma luta, enquanto Mundine espera ter recolocado seu nome para desafios mais intensos, sem esconder o desejo de encarar Floyd Mayweather.

Tarver sai de suspensão para aniquiliar Sheppard

Foram longos 17 meses sem atuar devido a suspensão por doping, mas o veterano americano Antonio Tarver, 45, ainda pretende causar algum barulho na divisão dos pesados após o triunfo por nocaute no quarto round sobre o compatriota Mike Sheppard, 38. O embate terminou nos primeiros instantes de hoje no BB&T Center de Sunrise, estado da Flórida (EUA), e que ainda viu vitórias dos também pesados e invictos Luis Ortiz (Cuba) e do ianqueDominic Breazeale.

Com início um pouco lento, Tarver (30-6-0, 21 KOs) logo passou a atingir Sheppard (21-16-1, 9 KOs), acentuando com uppers e cruzados de esquerda na segunta etapa, e buscando disparos no corpo do rival já na terceira passagem. O fim chegou na quarta rodada quando o veterano ianque enviou o adversário ao solo em três oportunidades, nada mais restando ao árbitro Samuel Burgos decretar a paralisação a 1min54seg.

Outros pesados

Mesmo sem estar diante de oponentes mais poderosos, o cubano Luis Ortiz (20-0-0, 17 KOs) revelou potencial para crescimento na categoria dos pesados ao impor nocaute logo no giro inicial sobre o porto-riquenho Alex Gonzalez (20-9-0, 10 KOs). O caribenho começou com golpe duro para indicar sua melhor distância e, com socos de esquerda, foi pulverizando até colocar o rival na lona. Gonzalez ainda tentou encontrar suas pernas, mas ficou fora de ação pelo árbitro aos 2min. Foi a estreia do cubano pelas cores da Golden Boy Promotions.

Integrante do time americano nos Jogos Olímpicos de Londres (2012/Grã-bretanha), Dominic Breazeale (8-0-0, 8 KOs) se manteve em atividade constante ao fechar o oitavo combate em apenas 54 semanas. Desta vez, ele ficou calmo com a ação de forte ritmo inicial do jamaicano Keith Barr (11-5-0, 3 KOs). Na segunda jornada, o ianque de 1,99m buscou o corpo do rival e combinações na cabeça até encontrar o momento decisivo de colocá-lo no chão aos 2min29seg.

Japão produz campeão peso pesado após 56 anos!

Foi dia histórico. Após quase seis décadas, os japoneses puderam ver dois filhos nativos brigarem pelo título nacional dos pesos pesados quando Kyotaro Fujimoto, 27, superou por pontos Kotatsu Takehara, 35. O embate foi realizado na noite desta segunda-feira no Korakuen Hall da capital Tóquio (Japão), com transmissão ao vivo pela TV.

Ex-campeão mundial de artes marciais pelo K1, Fujimoto (8-1-0, 5 KOs) alternou seus melhores momentos até a metade do confronto, porém, reduziu o ritmo com as boas iniciativas de Takehara (9-9-3, 4 KOs). O combate muito equilibrado acabou fechado na decisão apertada nas papeletas em 97-93; 97-94 e 96-94.

Segundo campeão

Em realidade, Fujimoto já havia conseguido o cinto pesado de seu país no último mês de julho, contudo, foi diante do ugandense Okello Peter, radicado no Japão. O importância do triunfo sobre Takehara passa a ser mais significativa, pois os nipônicos não viam embate relevante entre compatriotas pela categoria máxima desde 1957!

No dia 4 de maio daquele ano, Noburu Kataoka venceu o compatriota Yutaka Nakagoshi e, por falta de rivais, nunca expôs a coroa, deixando o cinturão sem dono até esta temporada. Kataoka havia sido o primeiro detentor do cetro dos pesos pesados na história do Japão e só viu sua marca ser superada agora por Fujimoto.

Acusado de evasão, Pacquiao tem contas bloqueadas

MARK RALSTON / AFP

MARK RALSTON / AFP

Acusado de evasão fiscal, o filipino Manny Pacquiao, 34, não pode fazer qualquer movimentação de suas contas bancárias dentro de seu país natal. Segundo a receita federal local (BIR – Bureau of Internal Revenue), o astro asiático não declarou ganhos obtidos por lutas nos Estados Unidos há cinco anos. No último domingo, em Macau (China), Pacquiao superou unanimemente o americano Brandon Rios, abocanhando o cetro Intercontinental OMB da categoria meio-médio (66,6k), e com recebimento de bolsa de US$ 18 milhões (R$ 41,4 milhões).

Ocupante de uma caderia no parlamento e apontado como uma das maiores fortunas do país, Pacquiao acredita que está sofrendo por perseguições políticas, pois já indicou interesse em concorrer à presidência dentro de cinco temporadas, quando tiver completado 40 anos, idade mínima necessária para disputar o cargo de acordo com a constituição.

“Todo o dinheiro que ganhei veio de cada soco, suor e sangue dentro do boxe e não por fraude. Eu não sou ladrão”, brada Pacquiao que havia prometido doar parte do valor ganho contra Rios para as vítimas do supertufão que atingiu as Filipinas há poucas semanas. “Eu não posso retirar um único centavo do meu dinheiro e não posso ajudar meus compatriotas”, reclama o astro asiático, maior ídolo esportivo do país.

Wach, livre de suspensão, espera embate com Jennings

Com muita sede de retomar as competições, o pesado polonês Mariusz Wach, 34, aguarda a definição de acordo para enfrentar o invicto americano Bryant Jennings, 29, projetado como preliminar dos canadenses Lucian Bute e Jean Pascal, em 18 de janeiro, em Montreal (Canadá). O boxeador está livre de suspensão por uso de esteroides após ser flagrado no embate com Wladimir Klitschko, em novembro do ano passado.

Wach (27-1-0, 15 KOs) já estava em pleno treinamento para retornar diante de um rival fraco em dezembro e também havia participado em sessões de sparring com os ex-campeões David Haye e Alexander Povetkin. O confronto de Wach com Jennings (17-0-0, 9 KOs) foi bem recebido pelo canal HBO e pelos promotores do espetáculo no Canadá, e há boas chances de ser confirmado.

Cotto tem oferta oficial para combate com Martinez

Dentro de poucos dias ou semanas, o porto-riquenho Miguel Cotto, 33, define qual será seu próximo passo. Assistente atento ao embate deste domingo entre Manny Pacquiao e Brandon Rios (em Macau), o boxeador borícua manteve reuniões com a promotora Top Rank e recebeu proposta concreta para desafiar o argentino Sergio “Maravilla” Martinez, dono do cinto CMB médio (72,5k). O espetáculo ocorreria entre abril e junho na emblemática cidade asiática.

Cotto (38-4-0, 31 KOs) já havia recebido oferta de US$ 10 milhões (R$ 22,9 milhões) da Golden Boy para enfrentar o mexicano Saul “Canelo” Alvarez, em 8 de março nos Estados Unidos. Segundo algumas fontes ligadas ao lutador, a Top Rank propôs menos dinheiro, porém, com a ressalva de que ganharia mais pelo sistema pay-per-view, além de pagar apenas 1% de impostos em Macau, contra os cerca de 40% recolhidos pela receita americana.

Boxeador é liberado de hospital após lesão no cérebro

Aprovado em todos os testes, o peso pesado neozelandês Daniel MacKinnon, 30, recebeu alta do Hospital Waikato (Nova Zelândia) depois de permanecer internado desde o último dia 16. Naquela ocasião, o atleta perdeu por nocaute técnico no décimo e último round para o compatriota Robert Berridge, depois de ser derrubado em três ocasiões, e ficou em estado crítico.

MacKinnon (21-8-1, 9KOs) necessitou de cirurgia de emergência para aliviar a pressão no cérebro e, em poucos dias, já caminhava e conversava com amigos e familiares pelos corredores do hospital. Sua rápida evolução animou os médicos que o submeteram a diversos exames e testes de aptidão. Mackinnon já recebeu pedido da mulher e de seu promotor para abandonar qualquer ideia de retorno às competições.

Compaixão faz Pacquiao aliviar Rios no último giro

Muitos membros da equipe do filipino Manny Pacquiao, 34, não gostam quando ele reduz o ritmo e desiste de atacar com ferocidade seus rivais nos últimos roundes, em momentos em que ele é dono absoluto do combate. Na apresentação deste domingo em Macau (China), o astro asiático evitou disparar mais golpes no já derrotado americano Brandon Rios, permitindo que a decisão ocorresse apenas nas papeletas dos juízes.

“Na última rodada, eu não queria ficar descuidado, então recuei um pouco e dei-lhe (Rios) a chance de terminar. Eu não fiz isso porque estava cansado, mas porque o boxe não se trata de matar uns aos outros. Boxe é para entreter as pessoas e acho que o público ficou satisfeito com meu desempenho. Por que eu deveria ser descuidado como na luta com (Juan Manuel) Marquez?”, questiona o filipino.

Volta aos EUA

Apesar da experiência atraente em Macau, a promotora Top Rank planeja recolocar Pacquiao em solo americano em sua próxima apresentação. O mais provável é que o asiático volte a competir em 12 de abril, possivelmente em Las Vegas, estado de Nevada, com interesses claros em revanche com o americano Timothy Bradley ou com o mexicano Juan Manuel Marquez.