Em pouco mais de um mês existem ao menos dois compromissos inadiáveis para o americano Floyd Mayweather, 35. O primeiro é desafiar o porto-riquenho e campeão AMB supermeio-médio (69,8k) Miguel Cotto, em 5 de maio. O outro é apresentar-se ao Tribunal do Condado de Clark (Las Vegas, Nevada, EUA) em 1º de junho para ser encaminhado à prisão por 90 dias devido à pena imposta pela Justiça por violência doméstica.
“Na vida há dias bons e dias ruins. O mais importante é crescer mentalmente quando eu estiver fora de ação por um tempo”, ameniza Mayweather (42-0-0, 26 KOs), já imaginando os dias na prisão por ter atacado Josie Harris, mãe de três de seus filhos, em incidente ocorrido em setembro de 2010. Dois de seus primogênitos foram testemunhas e comprovaram a agressão.
Tudo indica que Mayweather esteja livre da detenção até o fim de agosto ou até mesmo antes se tiver bom comportamento na unidade prisional. Afora a pena, ele ainda deve prestar 100 horas de serviços comunitários, passar por programa de aconselhamento contra violência doméstica durante um ano e pagar multa de US$ 2,5 mil (R$ 4.675 mil).
Do glamour ao simples
Mayweather enfrenta Cotto (37-2-0, 30 KOs) no MGM de Las Vegas e depois da noite glamourosa em um dos mais conhecidos hotéis do mundo, ficará alojado em cubículo simples de metros quadrados restritos. O atleta, porém, garante que quer ficar ativo, pedirá permissão para treinar durante algumas horas por dia já que pretende fazer mais um combate até o fim da temporada.
“Quero sempre testar minhas habilidades e esforçar-me até o limite máximo”, declara a estrela americana, dono de cinturões em seis diferentes categorias de peso. Mayweather só não transforma o “inimigo” Manny Pacquiao (Filipinas) em objetivo desmedido. “Não me preocupo se essa luta (com Pacquiao) será realizada ou não. Se fosse assim eu não teria enfrentado antes outros 42 rivais”.