A vergonha do Palmeiras

Foto: Bruno Cantini/CAM

Foto: Bruno Cantini/CAM

É muito triste ver um time como o do Palmeiras viver uma fase tão ruim. Um clube com história e com alguns jogadores que honram a camisa verde, passarem tanto vexame. Hoje não adianta fazer mais nada. A única coisa que resta, é rezar para que a desgraça não fique completa e a série B não seja seu próximo desafio.

Depois de muito tempo tentando encontrar um culpado, cansei de analisar os jogadores, dirigentes e o técnico. O Palmeiras vive numa bola de neve e não sabe como sair desta crise que cada vez está pior. A vergonha se instalou na equipe e a moral que está lá embaixo, não deixa nenhum jogador trabalhar. Felipão já brigou, foi bonzinho, administrou problemas internos, inovou nos treinamentos, mas cansou.

Pela primeira vez desde a sua chegada, vi o olhar perdido do professor na derrota diante do Atlético-MG. Aquele olhar que reflete bem sua insatisfação, sua tristeza e seu desespero profissional por não saber o que fazer.

Com dois jogadores expulsos, o Verdão perdeu para o Galo por 2 a 1. Foi melhor com 9 jogadores em campo, mas esse detalhe não mudou o resultado e muito menos sua posição na tabela do Brasileirão.

O próximo desafio da equipe paulista será em casa contra o Coritiba. O time buscará os três pontos para ficar na zona de classificação da Sul-Americana.

Primeira derrota do Leão

Foto: AFP

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O São Paulo foi pressionado para o jogo contra o Libertad. Mesmo com a vantagem de um gol feito na semana passada no Morumbi, o tricolor vive uma crise de identidade. No papel é um grande time, mas há um bom tempo nenhum técnico consegue colocar em prática tudo aquilo que está a disposição.

Émerson Leão chegou com duas metas. A primeira passar para a próxima fase da Copa Sul-Americana e a outra subir na tabela do Campeonato Brasileiro.

Seria injusto se eu já colocasse aqui no blog que por culpa dele, o primeiro objetivo não foi alcançado. O treinador não teve tempo de treinar e muito menos de conhecer seus jogadores. A equipe fez o que já vinha fazendo há algum tempo, trabalhando a bola no meio de campo, mas esquecendo de finalizar.  Neste caso, não podemos deixar de dizer que a bola puniu. Luis Fabiano só jogou o primeiro tempo, Dagoberto não apareceu na partida e Lucas mais uma vez não conseguiu mostrar seu futebol.

Agora vem a segunda parte e a mais importante depois da eliminação da Sul-Americana. O tricolor precisa subir na tabela para conquistar vaga na Libertadores, e domingo enfrenta o líder do Brasileirão. Aliás, o Vasco vai com moral para a partida, além de estar no topo da competição nacional, o time carioca venceu o Aurora por 8 a 3 em São Januário pela Sul-Americana.
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Luis Fabiano salvou

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

No primeiro tempo o São Paulo sofreu muita marcação. O Libertad não saiu do seu campo de defesa e dificultou muito a vida do tricolor. O jogo foi de bolas aéreas e tentativas pelas laterais.

Lucas mais uma vez ficou apagado em campo. A fase do jogador não é a das melhores. O craque vem cometendo erros bobos e em alguns lances protagonizando o famoso “jogador-fominha”. Enfim, o primeiro tempo foi chato, previsível e sistemático.

Já no segundo período as coisas mudaram. Milton Cruz mexeu no time e sacou Cícero e Denilson e colocou Marlos e Casemiro. Está certo que no futebol em si não houve alteração, mas taticamente o suficiente para o Fabuloso desencantar e marcar um belo gol. Lucas não mostrou seu futebol e foi substituído por Rivaldo.

Foi um resultado magrinho, o São Paulo finalmente respira aliviado por conseguir uma vitória depois de tantos jogos, mas terá trabalho na partida de volta que acontece na próxima quarta-feira em Assunção.

O líder sem inspiração

Num jogo feio, chato e muito diferente do último de quarta-feira contra o Botafogo,  o Corinthians conseguiu segurar a liderança do Brasileirão marcando um golzinho no Cruzeiro.

Fora de casa, o timão tentou impor seu ritmo de jogo e desperdiçou muitas chances de gol com William, Danilo e Liedson. Claro que foi um ótimo resultado para a equipe, mas o futebol corintiano ainda vive aquele momento de instabilidade e não consegue ter um ritmo em campo. Acho que a ausência do Emerson Sheik nas partidas é sentida pelos seus companheiros. O atacante se recupera de um problema na coxa direita e é o cara que corre o campo inteiro, busca jogo, cria oportunidades e sabe muito bem usar seus truques cariocas para provocar o adversário. Hoje ele é o jogador indispensável para o esquema tático do técnico Tite.

O Corinthians terá a semana inteira para treinar, arrumar alguns detalhes, esperar Liedson se recuperar totalmente e quem sabe ter a disposição o atacante Adriano para o jogo de domingo contra o Internacional no Beira Rio.