Sem a Fiel Família

Djalma Vassão/Gazeta Press

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Quarta-feira atípica para o futebol brasileiro. Com os portões fechados por determinação da Conmebol pela tragédia em Oruro, o Timão foi a campo com um ataque diferente contra o Millonarios.

Num coletivo no Pacaembu o Corinthians jogou fácil, ouviu muito bem os pedidos do técnico Tite e deixou a frustração de jogar no silêncio de lado. Alexandre Pato que entrou como titular no lugar de Emerson Sheik está adquirindo cada vez mais confiança com as sequências de jogos e principalmente com os gols que estão acontecendo.
A equipe entrou em campo aparentemente meio perdido, sem sua fiel família presente e sentindo a partida nos primeiros minutos, depois esqueceu os problemas e fez a lição de casa.

Até o momento eu não tinha me pronunciado sobre a decisão da Conmebol, mas deixo registrado que antes de mais nada nós não podemos esquecer que uma vida se foi dentro de um estádio e que qualquer atitude da entidade, do clube ou da torcida é pouco diante do o que aconteceu.
Nesta última quarta-feira a decisão foi a realização do espetáculo com os portões fechados, na próxima partida ninguém sabe qual será a punição, por isso acredito que os quatro torcedores que foram ao Pacaembu erraram ao defender os direitos de cidadão e do estatuto do torcedor. Acredito que este seria o momento dos mesmos mostrarem o amor ao clube e aceitarem a opinião dos advogados do Corinthians que tentaram convencê-los a darem a meia volta e desistirem de entrar no estádio, alegando  que o “amanhã” poderá ser pior. Nada feito, e eles conseguiram aparecer para a mídia, conseguiram alimentar uma revolta com outros apaixonados pelo futebol que também compraram ingressos e deram a oportunidade para a comissão julgadora da Conmebol relatar o fato diante da punição.

Agora é aguardar os julgamentos, os causadores da tragédia serem punidos e levar isso como uma lição e um marco para o futebol, aliás esse esporte que é jogado com a bola nos pés é cultura, diversão e paz.

Sabor de vitória para o Palmeiras

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Clássico neste domingo entre Corinthians e Palmeiras, talvez o único do ano por causa do rebaixamento do verdão para a série B.

No meio de semana o lateral Fábio Santos teve a infelicidade de dizer em entrevista coletiva que o time do Parque São Jorge era o favorito. Todo mundo sabe que independentemente da fase de cada equipe,  um clássico sempre nos oferece surpresas, resultados inesperados, falhas individuais e jogadores com estrela.

Quando a partida estava empatada em um a um, Cássio que não jogava desde a final do Mundial de Clubes contra o Chelsea falhou quando perdeu o tempo da bola e deixou Vinícius  virar o jogo.

A estrela brilhou mais uma vez quando Romarinho, o pesadelo do Palmeiras, marcou presença no sonho verde. Entrou no segundo tempo e empatou a partida depois de uma ótima jogada de Alexandre Pato que dominou bonito, esperou o time se organizar, tabelou com Paulinho e rolou para o camisa 31 empurrar para as redes.

Foi um resultado espetacular para o Palmeiras que não tem um grande elenco e muito menos entrosamento. Muitos erros, um início de temporada surpreendente e muito trabalho pela frente para continuar nessa velocidade  e conquistar novos resultados positivos. Podemos dizer que foi uma vitória do verdão, mesmo com alguns jogadores fominhas que desperdiçaram boas oportunidades, o técnico Gilson Kleina saiu satisfeito e esperançoso de encontrar uma equipe competitiva com o elenco atual.

Corinthians fará sua estreia quarta-feira na Libertadores contra o San Jose da Bolívia, já o Palmeiras só joga no próximo domingo pelo campeonato Paulista contra o União Barbarense.

Perdemos a primeira

GLYN KIRK/AFP

GLYN KIRK/AFP

Fazia muito tempo que a ansiedade de assistir a nossa seleção em campo não batia aqui. Quem me acompanha no Blog, twitter ou Facebook sabe muito bem que sempre tive um pé atrás com o que vínhamos assistindo nos últimos tempos. Confesso que no primeiro momento quando recebi a notícia que Luis Felipe Scolari seria o técnico do Brasil fiquei mais preocupado ainda, mas me enganei e aos poucos percebi que a decisão da CBF foi inteligente, segura e sem riscos.

Perdemos o primeiro amistoso contra a Inglaterra. Não jogamos mal, mas também não há nada que podemos exaltar com tanta propriedade. Foi uma partida de teste onde o Felipão poderá ter uma noção real do que ele tem em mãos. Talvez o professor saiu feliz com o que viu, principalmente no gol. Julio Cesar que foi muito criticado tempos atrás foi muito bem, não fez feio, aliás segurou muito, defendeu bolas difíceis e evitou que a derrota brasileira fosse humilhante.

O estreante Dante fez a lição de casa e não deixou nenhuma impressão ruim, dificultando mais ainda a decisão de quem colocar ao lado de David Luiz quando Thiago Silva do PSG voltar de uma recuperação.

Segundo o Presidente da CBF, José Maria Marin, a Copa das Confederações servirá como testes para a Copa do Mundo, sendo assim, Felipão vai trabalhar sem pressão e tranquilamente analisará seus jogadores e esquemas táticos.

O próximo amistoso será dia 21 de Março contra a Itália em Genebra na Suiça.