Cássio, o herói do clássico

 

Djalma Vassão/Gazeta Press

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Era uma vez um Corinthians imbatível,  promissor de mais um título, quebrador de recordes e com um elenco exemplar.

O clássico da vigésima oitava rodada do Brasileirão deixou bem evidente este novo cenário dos campeões do Mundial. A equipe do técnico Tite ficou tímida, não conseguiu atacar e não mostrou nenhuma evolução de jogo nas últimas rodadas. Talvez cansou, perdeu aquele gás e a obrigação de conquistar mais um título nesta temporada, mas qualquer crítica fica em segundo plano depois do pênalti que o Goleiro Cássio defendeu. Rogério Ceni mais uma vez não foi feliz e desperdiçou os três pontos e um final justo para o tricolor. Na real a vitória foi do goleiro corintiano que camuflou o péssimo momento do Timão e talvez amenizou a pressão que a equipe deve receber durante a semana.

São Paulo e Corinthians: O primeiro aos poucos saindo do sufoco e o segundo em dúvidas se irá ou não conseguir a classificação para a Libertadores. Abre o olho Tite.

O erro do São Paulo

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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O Tricolor perdeu muitos gols, atacou os 90 minutos, contou com o azar e a famosa frase “quem não faz toma” entrou em ação neste domingo no Morumbi pela vigésima quarta rodada do Brasileirão.

Existiu um pênalti não marcado para o tricolor e logo em seguida o gol do Grêmio. Fato que será discutido e talvez a justificativa para a derrota de 1 a zero, mas a real é que alguns jogadores esqueceram de simplesmente jogar bola. Foi tempo que criticávamos o Paulo Henrique Ganso com sua falta de ritmo em campo, mas nesta partida ficou evidente que a pontaria precisa ser melhorada.

Em muitos momentos Luís Fabiano, teoricamente o cara do gol, não acompanhou os lances ou não entendeu a jogada dos companheiros, ou seja, ele passou em branco, só correu em campo e de uma certa forma atrapalhou a equipe, pois a função do Fabuloso é fazer gols.

Depois que o professor Muricy criticou o preparo físico dos atletas o São Paulo achou o seu problema da temporada e agora precisa melhorar o quanto antes para o sufoco não se prolongar até o fim do campeonato.

Obrigação do Timão

Djalma Vassão/Gazeta Press

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Diante de um Pacaembu lotado o Corinthians reverteu o resultado da última quarta-feira e garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. O resultado foi justo, mas considero como uma obrigação para a equipe paulista que na última temporada foi campeão mundial de clubes e surpreendentemente perdeu a primeira partida para o Luverdense.

Não menosprezo a equipe mato-grossense que fez um belo campeonato, e mesmo sabendo que é uma equipe pequena jogou com a cabeça erguida e com o pensamento de um grande clube. Mesmo na série C do Brasileirão, jogou muito mais que outros clubes que estão na A.

O Timão vive uma crise solitária nos torneios e não se encontrou nem no Brasileirão e nem na Copa do Brasil. Um desempenho muito abaixo do ano passado, e mesmo com as mudanças que o técnico Tite vem fazendo os resultados não estão convencendo. Acredito que essa “pane no sistema”  deve-se ao desgaste natural da equipe que ultimamente vem expondo com atitudes que não víamos na era Tite. Destaco dois episódios recentes: o primeiro com o Emerson Sheik quando foi substituído semanas atrás e claramente não gostou, xingou e ignorou o comandante e o segundo caso, com as últimas declarações de Alexandro Pato que nitidamente está incomodado com a falta de oportunidade de atuar os 90 minutos e sem receio de ser punido utiliza a imprensa para mandar o recado.

Vejo que o professor tem o elenco na mão, mas isso pode deixar de acontecer se internamente as coisas não se acertarem ou se os resultados não aparecerem nas próximas semanas.

 

Nas quartas de final o Corinthians terá pela frente o Grêmio que reverteu o resultado dentro de casa tirou o Santos da competição.

Choque Suiço

Fabrice Coffrini/AFP

Fabrice Coffrini/AFP

Demos início a caminhada para a Copa do Mundo com uma derrota para a seleção da Suíça. Jogo muito difícil, truncado e sem espaço para o Brasil desenvolver o seu futebol.
É claro que temos que colocar a questão do preparo físico dos jogadores, eles estão voltando agora e leva tempo para alcançarem o alto nível, mas acho que o mais importante foi o choque da derrota logo no primeiro amistoso.  Aquela euforia da conquista da Copa das Confederações já ficou no passado e agora o trabalho é duro e de provação para as próximas convocações.

Uma das coisas que gosto do Felipão é a pressão que ele joga para os atletas dizendo a todo momento que pode mudar a equipe se não fizerem a lição de casa. Ninguém tem cadeira cativa e consequentemente teremos sempre o melhor a cada partida.

A nossa seleção volta a campo dia 7 de Setembro em Brasília contra a Austrália.

Vitória do São Paulo

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O empate no clássico contra o Corinthians foi uma vitória para o São Paulo que vive a pior fase da sua história. O timão não esta bem das pernas e até agora não se encontrou na competição, mas isso é assunto para um próximo post.

O tricolor terá que se esforçar muito para cair para série B, não pelo seu próprio desempenho, porque se fosse por isso eu afirmaria que o clube estaria na segunda divisão, mas sim por causa dos outros adversários que são bem mais fracos do que o tricolor.

Mesmo no Z4 em décimo oitavo lugar com nove pontos, a equipe dirigida por Paulo Autuori dará um tempo no Brasileirão e fará uma excursão na Europa, parada essa que pode ser um novo combustível para sair dessa crise. O comandante está fazendo os ajustes e já dispensou o zagueiro Lúcio,  o presidente Juvenal Juvêncio mandou embora o diretor de futebol Adalberto Batista e o líder Rogério Ceni vem falando tudo o que acha do elenco.

São Paulo só não cai, porque terá que se esforçar para isso acontecer. Nas últimas semanas o problema real foi exposto para a imprensa e principalmente para o torcedor. Não é elenco ou técnico e sim, da diretoria que não administra há tempos de maneira correta este grande clube. O torcedor precisa ter paciência e rezar muito para a situação não piorar e esperar para ver quais serão os benefícios depois desses jogos na Europa.

Claro que já estava programado, mas na minha opinião esta pausa será péssima para o clube paulista. O elenco vai sair do foco, as derrotas que vão acontecer vão abalar  os jogadores e o desgaste físico será sentido na volta ao Brasil. Boa sorte tricolor.

Ciclo vitorioso

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians fez um jogo tranquilo, não só pela vantagem do primeiro resultado de 2 a 1 no Morumbi, mas também por um futebol superior do tricolor. Aliás se antes a palavra crise era uma rotina para o elenco, agora está instalada com propriedade no CCT da Barra Funda. O  São Paulo precisa  tomar muito cuidado para não seguir os meus passos do Corinthians de anos atrás e do Palmeiras na série B.

Do lado do timão acredito que hoje chegou ao fim o ciclo de conquistas. A Recopa foi mais um título, mas foi uma decisão de mata-mata, o Brasileirão é a grande realidade do Corinthians e a classificação (nos dias de hoje) mostra que tudo esta diferente.  A equipe do técnico Tite ainda não se encontrou nesta temporada, talvez por falta de fome, pois já conquistou tudo ou por um desgaste natural de temporadas.

O Timão volta a campo pelo Brasileirão contra o Atlético-PR e o São Paulo pega o Cruzeiro pela oitava rodada.

A identidade do Brasil

Djalma Vassão/Gazeta Press

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Foram duas semanas do mais belo espetáculo no gramado e na arquibancada. Foi uma entrega de todos os lados e um sentimento que reacendeu depois de muito trabalho comandado pelo técnico Luis Felipe Scolari.

A festa ficou mais especial por receber um convidado de honra, mais badalado de todos os tempos e até então imbatível. A Espanha caiu diante do nosso futebol, talvez não acreditou que o temido Brasil pudesse voltar a ter uma identidade justamente agora.

A seleção esta de parabéns, surpreendeu todo mundo e conseguiu criar uma identidade na competição, fator mais importante quando pensamos na formação de uma equipe competitiva. Felipão aproveitou tudo que está acontecendo no nosso país e passou a realidade para o grupo, o suor dos jogadores foi valorizado minuto a minuto por todos os milhares de torcedores que comparecem aos estádios, e o alto valor do ingresso foi retribuído pelos  atletas que responderam em campo. Acredito que agora podemos voltar a sonhar com a conquista da Copa do Mundo em casa, estamos no caminho certo e a partir de agora um trabalho duro e delicado a ser realizado para o Mundial do ano que vem. Hoje o futebol nos deu orgulho do nosso país.

Pátria amada, Brasil

Djalma Vassão/Gazeta Press

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O camisa 10 aos poucos vem mostrando que não esqueceu de jogar futebol. Neymar foi o destaque da partida contra o México, não só pelo golaço marcado ou pela linda assistência que deu para o Jô anotar o segundo gol, mas pelo todo enredo que acrescentou em todo o jogo.

O peso e a cobrança vem diminuindo e hoje Neymar consegue impor seu talento,  futebol arte e ousado por mérito próprio, mas também pela ajuda de seus companheiros que cada vez mais estão evoluindo. Venho comentando que o Brasil está dando indícios que está no caminho certo, falta muito e não arrisco dizer que está bem, mas a esperança de conquistar algo voltou.

Quero aplaudir a torcida que compareceu ao Castelão em Fortaleza, e em alto e bom som cantou todo o Hino Nacional e mostrou uma paixão que estava apagada pela nossa nação. Principalmente por esse momento importante e histórico que nosso país vem passando. Apoio todas as manifestações com gritos, faixas, paralisação de grandes vias e etc. Evidentemente sou contra aos atos de vandalismo. #vemprarua #brasil

O administrador Felipão

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Brasil surpreendeu no último amistoso antes da Copa das Confederações contra a França, vem numa crescente e aos poucos o entrosamento naturalmente está acontecendo. São vários fatores que contribuem para o resultado positivo. Os jogadores estão mais tempo juntos, mudança da comissão técnica e um detalhe muito importante: O jeitinho brasileiro também existe nas quatros linhas, ou seja, no final sempre haverá uma maneira para as coisas acontecerem.

O clima da competição já invadiu a concentração, os resultados se tornaram uma obrigação e Felipão sabe como ninguém administrar tudo isso. Vetou a publicação de algumas informações e fotos através de redes sociais, blindou o novo jogador do Barcelona das entrevistas com os jornalistas, treino fechado aqui no Brasil e conversas em particular  com alguns jogadores.

Gostei muito da nossa seleção, mais ainda quando o comandante optou por colocar David Luiz como volante deixando a zaga mais forte. Está certo que a alteração  aconteceu quando o resultado já estava garantido, mas isso mostra que existem cartas na manga para quando o plano b for acionado.
Próximo sábado começa tão aguardada Copa das Confederações. Japão será o primeiro desafio da nossa seleção no estádio Mané Garrincha. Espero que todos os convocados estejam cientes que milhares de brasileiros estarão torcendo e que a camisa seja respeitada e honrada. Boa Sorte Brasil

O camisa dez

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Dia histórico para o futebol mundial com a reabertura do Maracanã e com um bom futebol da seleção brasileira. O amistoso contra a Inglaterra foi o penúltimo  e ótimo teste para a nossa equipe antes da Copa das Confederações.

Faltando 13 dias para a competição iniciar, a seleção subiu um patamar no meu conceito, de regular para bom.  Não foi um resultado positivo, mas a atuação de alguns jogadores foi importante para reconquistar a confiança da torcida. Um exemplo foi a partida que o novo jogador do Barcelona fez com a camisa dez. Solto, tranquilo e na minha opinião o melhor em campo.

Neymar deixou de lado a ansiedade da apresentação no novo clube, chamou a responsabilidade e a torcida para o seu lado. Muitas vezes criticado e vaiado em campo com a camisa do Brasil, ele se destacou e mostrou que pode ser o cara.

Esta nova postura do craque deve-se ao amadurecimento pessoal e um professor chamado Luís Felipe Scolari. Acho correto em todas as entrevistas coletivas o comandante da seleção pedir o carinho da torcida e a união dentro de casa. Acredito que assim e com tempo teremos o prazer de ver o velho e bom futebol do Brasil.

Acredito que domingo que vem contra a França na Arena do Grêmio as coisas estarão mais acertadas, talvez Lucas deve começar como titular no lugar de Hulk e o placar positivo será o fator principal para começar a Copa das Confederações com mais confiança.