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Estados
Unidos massacram Brasil
e ficam com o bronze
| Marcelo Ferrelli/Gazeta Press |
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| Janeth se despede da seleção com
o quarto lugar no Mundial. |
Com uma vitória por 99 a 59 (49 a 32 no primeiro tempo)
sobre o Brasil, a seleção norte-americana garantiu
a medalha de bronze no Campeonato Mundial feminino de basquete.
Os pontos 40 de diferença são a maior obtida pelas
norte-americanas contra as brasileiras na história da competição.
Antes, o placar mais elástico fora 104 a 72, na edição
de 1975. Sem poder contar com a pivô Alessandra, lesionada,
o time da casa tentou surpreender, mas teve de se contentar com
a quarta colocação.
O resultado melhora a campanha da edição passada do
torneio, quando o Brasil ficou em sétimo, e repete o desempenho
do Mundial de 1998, na Alemanha. Nem mesmo a última chance
de o Brasil conquistar uma medalha foi capaz de lotar o ginásio.
Para as norte-americanas, que chegaram favoritas ao título,
foi apenas um prêmio de consolação. Logo após
a derrota para a Rússia elas já haviam dito que retornariam
com a vitória e não tiveram dó da equipe brasileira.
Com uma atuação massacrante de Diana Taurasi, responsável
por pontos no jogo, 18 deles em sete minutos do terceiro quarto,
o Brasil não teve chance em quadra. No início do quarto
final, a distância que separava os dois times já era
de 42 pontos. A disputa pelo título começa às
14 horas entre Rússia e Austrália.
'A gente sabia que seria um jogo difícil sem ter rebote',
reconheceu a ala/armadora Helen. 'Infelizmente, não deu'.
Cestinha do jogo com 28 pontos, Diana Taurasi preferiu distribuir
os louros do desempenho. 'Individualmente foi um bom dia para mim,
mas como equipe jogamos muito bem'.
Austrália quebra tabu,
é campeã
e garante vaga olímpica
Depois de duas medalhas de bronze consecutivas em campeonatos mundiais,
a seleção australiana finalmente chegou ao topo do
pódio. Neste sábado, em São Paulo, o time da
técnica Jan Stirling derrotou a Rússia por 91 a 74
(43 a 35 no primeiro tempo) e garantiu a medalha de ouro e a vaga
nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. A Austrália é
o quarto país do mundo a conseguir o título. Antes,
apenas Estados Unidos, União Soviética e Brasil tinham
vencido o Mundial.
Com 100% de aproveitamento nos nove jogos do torneio, a final entre
Austrália e Rússia deixou a vida mais difícil
para a seleção brasileira na luta por sua classificação
olímpica. Apenas o campeão do Pré-olímpico
das Américas se classifica para os Jogos de 2008. Quem não
conseguir terá de tentar a sorte no Pré-olímpico
Mundial.
Novamente, o ginásio do Ibirapuera ficou longe de sua capacidade
máxima e a torcida se dividiu entre russas e australianas,
que comemoraram ao som de Men at Work. A cestinha do jogo foi a
ala Penny Taylor com 28 pontos para as vencedoras. Na Rússia,
o destaque foi a pivô Stepanova com 17 pontos. Taylor foi
eleita a melhor jogadora do torneio.
'Minhas jogadoras foram sensacionais e estão fazendo história
em nosso país', cumprimentou a técnica Jan Stirling.
Vice pela terceira vez consecutiva, a pivô russa Maria Stepanova
elogiou as adversárias e lamentou as falhas de sua equipe.
'Ser novamente vice incomoda bastante, mas a Austrália é
uma grande equipe e é um prazer enfrentar um time tão
bom. A Austrália fez por merecer, mas perdemos pelos nossos
próprios erros'.
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