|
Em jogo perfeito, Espanha conquista título
inédito
Saitama (Japão) -
Sem Pau Gasol mas com determinação redobrada em quadra,
a seleção espanhola masculina de basquete entrou para
a história na edição japonesa do Campeonato
Mundial. Na manhã deste domingo, o time comandado pelo técnico
Jose Hernández conquistou o primeiro título mundial
de sua história, superando a Grécia por 70 a 47 (43
a 23 no primeiro tempo).
Antes disso, o resultado internacional mais significativo da Espanha
havia sido a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los
Angeles/84. Em Mundial, nunca subira ao pódio.
Lesionado, Pau ficou fora da decisão,
mas seus companheiros impuseram um trabalho defensivo tão
intenso que sufocou o ataque da Grécia. Invictos no torneio,
os espanhóis não deram a menor oportunidade aos vice-campeões.
Após um começo relativamente
equilibrado, a Espanha começou a se impor no marcador e conseguiu
fechar o primeiro quarto por 18 a 12. Nem de longe, os gregos lembravam
a equipe que conseguiu impedir os Estados Unidos de jogar nas semifinais.
Já os espanhóis conseguiam
fazer um jogo perfeito, mesmo estando seu principal jogador. Do
lado grego, a grande esperança de destaque no grupo, Lazaros
Papadopoulos, simplesmente sumiu em quadra. Apesar de haver sido
comunicado nenhum tipo de lesão sua antes da partida, ele
passou a maior parte do tempo no banco e pouco fez para evitar a
derrota de sua equipe.
Ao mesmo tempo, a dupla Jorge Garbajosa
e Juan Carlos Navarro dividia responsabilidades e garantia o espetáculo
em quadra. No segundo quarto, uma combinação de ataques
certeiros e defesa eficiente permitiu aos espanhóis abrirem
10 a 0 nos primeiros seis minutos da parcial.
Situação que ficou ainda
mais complicada para os gregos a partir daí. O segundo quarto
terminou com uma diferença de 20 pontos, que foi praticamente
intransponível até o final do período, fechado
em 25 a 11.
Os mesmos 20 pontos de vantagem foram
mantidos na terceira parcial, vencida pelos espanhóis por
54 a 34. Enquanto isso, o banco grego transmitia o espírito
do time que estava em quadra. De cabeça baixa, eles assistiam
os adversários ampliarem a dianteira no marcador, que chegou
a 25 pontos no quarto decisivo.
Apesar do título europeu conquistado
na temporada passada e da campanha até então perfeita
no Japão, os Gregos pareciam sentir a pressão do jogo
e eram incapazes de reagir ao empenho espanhol. A fragilidade do
time ficou evidente nas ações em quadra, com os gregos
falhando seguidamente nos posicionamentos defensivos, seu grande
trufo até então.
Ofensivamente, também levaram
uma surra dos Espanhóis que mantinham um aproveitamento de
40% nos arremessos de três pontos e 45% nos dentro do perímetro.
Já os gregos, não passaram de 24% e 38%, respectivamente.
Com 22 pontos de diferença,
faltando 10 segundos para o fim do jogo (diferença que chegou
a 28 pontos na parcial), o banco já comemorava o título.
No soar da campainha, Pau não se deixou deter e mesmo mancando
com o pé esquerdo fez questão de participar da rodinha
saltitante na festa espanhola no centro da quadra.
| Disputa do ouro |
|
Jogo
|
Local |
Hora
|
|
Decisão - 03/09/2006 - Domingo
|
|
80
|
Saitama |
7h30
|
|
Espanha
|
70 x 47
|
Grécia
|
| Disputa do bronze |
|
Jogo
|
Local |
Hora
|
|
Decisão do terceiro lugar
- 02/09/2006 - Sábado
|
|
78
|
Saitama |
7h30
|
|
Argentina
|
81 x 96
|
Estados Unidos
|
| Horário de Brasília |
|