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Segundo Brasileirão por pontos corridos termina justo e emocionante
Não houve amor à primeira vista. O primeiro Campeonato Brasileiro por pontos corridos, em 2003, deixou traumas pela conquista avassaladora do Cruzeiro de Wanderley Luxemburgo, campeão com duas rodadas de antecedência. A persistência, no entanto, provou que os críticos da fórmula mais justa estavam errados: a emoção perdurou até o último segundo em 2004. E o campeão novamente foi comandado por Luxa, hors-concours entre os treinadores do país. O ataque do Santos, com 103 gols em 46 jogos, superou por um gol o da Raposa de 2003. Se antes havia Alex, agora houve Robinho, mas o Peixe mostrou que sabia jogar - e golear - mesmo sem sua maior estrela. A mãe do atacante foi sequestrada a sete rodadas do final do torneio, nas quais o Santos conquistou cinco vitórias e dois empates. Aos 20 anos, Robinho sagrou-se bicampeão brasileiro e em breve deverá pisar os gramados europeus. Time mais prejudicado do torneio - pela arbitragem, pelo STJD e até por criminosos -, o Alvinegro da Baixada conquistou um merecido título: o segundo em dois anos, o que o credencia como a maior equipe do Brasil na atualidade. Até duas rodadas do fim, no entanto, o título parecia ter outro dono: o Atlético-PR, do artilheiro Washington, que com 34 gols bateu o recorde estabelecido por Dimba em 2003. O Furacão vacilou em São Januário e caiu diante do Vasco, quando mantinha dois pontos de vantagem para o Santos. O tropeço não bastou para apagar o respeito nacional conquistado pela equipe da Arena. Na ponta de baixo, Grêmio e Guarani, que se salvaram por pouco em anos anteriores, mostraram grande irregularidade e disputarão a Série B em 2005, ao lado de Criciúma e Vitória. Grandes, Botafogo, Atlético-MG e Flamengo escaparam por pouco. Os quatro grandes paulistas mostraram que estão em alta, integrando o G-5 do Brasileirão. São Paulo e Palmeiras deram belas arrancadas na metade final do torneio, mas a falta de elenco pesou na hora da decisão. Com uma equipe fraca, o Corinthians, que dava mostras de lutar contra o rebaixamento, terminou com um honroso quinto lugar. O Brasileirão de 2004 teve uma mancha negra. O zagueiro Serginho, do São Caetano, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu subitamente na partida contra o São Paulo, desencadeando uma avalanche de preocupações e exames cardíacos por clubes de todo o Brasil. Como punição pela falta de prevenção, o Azulão perdeu 24 pontos no Tribunal da CBF e teve punidos seus presidente e médico.
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