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Em dia de grande, Azulão quebra tabu e é campeão
O grito sufocado com a perda de três títulos ganhou liberdade
no começo do segundo tempo. Confiante na superioridade do time,
a torcida do São Caetano começou a festejar o título
aos 15 minutos, sem se preocupar com o antigo trauma de finais. Neste
domingo a história foi diferente: o Azulão soube se impôr
como grande e não decepcionou. Os torcedores de Jundiaí, por outro lado, não se abalaram com a perda do título e apoiaram o Paulista até o final. Poucos deles acreditavam que a equipe pudesse chegar tão longe no campeonato. A missão estava cumprida, e com louvor. A decisão do Campeonato Paulista de 2004 acabou premiando dois times que souberam mostrar seu valor dentro de campo. O Azulão chegou às fases finais depois de contar com um empate do Marília para ficar com a quarta e última vaga do Grupo 2. Embalado, o time do ABC eliminou os favoritos São Paulo e Santos até chegar à final do Paulistão. Para o time de Jundiaí, a história não foi diferente. Equipe de melhor ataque do Paulistão, com 33 gols marcados, o Galo só não balançou as redes no último jogo da final, quando mais precisava do gol. Comandado pelo técnico Zetti, o Paulista foi o segundo melhor do Grupo 2, superado apenas pelo Santos. Nas fases decisivas, o Galo eliminou a Ponte Preta, em uma virada heróica no Dr. Jaime Cintra, e passou pelo Palmeiras, na disputa dos pênaltis. A final dos pequenos, como por muitos foi chamada, colocou frente a frente dois times que nunca haviam conquistado o título paulista da primeira divisão. Melhor para o Azulão, que se mostrou aplicado em campo e venceu os dois jogos da decisão. Festa para a torcida do ABC, que comparece em peso à Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, para soltar o grito que há muito estava entalado: Agora sim, é campeão! Confira o resultado da decisão:
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